sexta-feira, março 10, 2006

R.E.M. – MONSTER

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Que Out of Time que nada. Muito menos Automatic for the People. O melhor disco do R.E.M., na minha opinião, é Monster. Lançado em 1994, quando vivíamos a ressaca grunge e víamos o pop punk californiano bater à nossa porta, Monster é um álbum totalmente atípico na discografia de Michael Stipe e cia. Recheado de guitarras sujas e vocais com efeitos, quase nada aqui lembra o R.E.M. semi-acústico dos dois discos anteriores, os já citados (e adorados) Out of Time e Automatic for the People. Nada de melodias assobiáveis, nada de “pessoas felizes e brilhantes”. O lance aqui é a sujeira sonora (exceto em duas faixas, “Strange Currencies” e “Tongue”, que têm mais a cara da banda). E esta sujeira fica clara em três momentos: na participação, em “Crush With Eyeliner”, de Thurston Moore, guitarrista do Sonic Youth, banda famosa por fazer do barulho uma arte; na citação a Iggy Pop na letra de “I Took You Name”, uma das faixas mais podreiras do álbum; e na homenagem a Kurt Cobain, que se suicidara naquele ano, em “Let Me In”, com uma guitarra esporrenta que com certeza seria aprovada pelo finado líder do Nirvana. Como disse o guitarrista Peter Buck à época do lançamento, eles não voltariam com um disco igual ao anterior, e não voltaram mesmo! Fãs antigos podem ter detestado, mas eu adorei cada nota. Foi exatamente com Monster que comecei a curtir a banda. Antes disso, achava apenas que eles faziam boas músicas para ouvir no rádio e só. Mas num dia de janeiro de 1995, numa dessas loucuras típicas de adolescente, resolvi, digamos, surrupiar um CD. Depois de um tempo escolhendo o que levar sem pagar, fiquei em dúvida entre o R.E.M. e o disco de covers do Guns n’ Roses, o tal The Spaghetti Incident. Bem, mais de 10 anos se passaram, tenho 8 CDs do R.E.M. (paguei pelos outros 7, viu?!), que se tornou uma das minhas bandas de cabeceira, e ainda não tenho o do espaguete.

Um comentário:

Roquenrou, ouvindo Revolting Cocks novo!!!!! disse...

Seu meliante!!!!!! eu gosto mais do monster hoje, do q na época... eu ainda prefiro o new adventures in hi-fi.... mas wht's the frequency, kenneth? é muito foda! uma das minhas preferidas deles, ao vivo... Falou!