sexta-feira, fevereiro 10, 2006

MELISSA AUF DER MAUR

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Sou fã, aliás, sou superfã de rock com vocais femininos. Não sei bem porquê. Talvez pelo contraste entre o peso das guitarras e a suavidade da voz, talvez pela sensualidade da cantora. Ou apenas por não ser muito comum, neste mundo roqueiro infestado de homens. Quando comecei a curtir rock, lá na primeira metade dos anos 90, tínhamos boas bandas com garotas, não apenas nos vocais, mas também tocando instrumentos. L7, Babes In Toyland, Breeders, Hole, Elastica, Veruca Salt, Juliana Hatfield e Liz Phair são alguns nomes de destaque da época. Depois disso as mulheres continuaram a fazer parte do cenário rock mundial, como Shirley Manson no Garbage e Nina Persson no Cardigans, mas sentia falta de um estilo mais sujo, mais pesado, com garotas no comando. Surgiu as Donnas, uma espécie de Kiss de saias tocando os três acordes dos Ramones. Recentemente a banda The Kills, com sua bela vocalista, ajudou também um pouco a preencher este vazio. Mas ainda faltava alguma coisa que me fizesse ter a mesma sensação que aquelas antigas bandas da década passada me faziam sentir. Eis que Melissa Auf der Maur surge com seu primeiro disco solo.
Melissa não é figura nova na música. Canadense, fez parte da banda Tinker, que teve como maior feito abrir para o Smashing Pumpkins, chamando a atenção de seu líder, Billy Corgan. Depois ela entrou para o Hole, substituindo a baixista Kristen Pfaff, morta por overdose, em 1994. Com a banda da senhora Cobain, além dos shows, gravou o álbum Celebrity Skin. Depois do fim do Hole, foi para o mesmo Smashing Pumpkins para quem tinha feito o show de abertura anos atrás. Os Pumpkins haviam perdido sua baixista, D’arcy, e Melissa caia como uma luva na banda. Mas, pouco tempo depois, Billy Corgan resolveu aposentar sua banda, e Melissa teve que procurar por novos ares. Inicialmente participou do projeto Hands of Doom, só com músicas do Black Sabbath (aliás, preciso ouvir isso), e participou do álbum Rock N Roll, de Ryan Adams. Foi só depois disso que o desejado disco solo começou a ganhar contornos mais precisos.
Auf Der Maur, o álbum, foi produzido pela própria cantora ao lado de Chris Goss, que tem em seu currículo um trabalho com o Queens of The Stone Age. Participam das músicas várias figuras carimbadas com quem Melissa se relacionou nestes anos todos, como os ex-colegas de banda Eric Erlandson (Hole) e James Iha (Smashing Pumpkins), além de Josh Homme (Queens Of the Stone Age), Mark Lanegan (ex-Screaming Trees) e Nick Oliveri (antigo baixista do Queens...). Mas apesar de todo esse pessoal, Melissa toca guitarra, baixo e (às vezes) teclado na maioria das canções. No repertório, bons rocks. A maioria das músicas tem aquela densidade típica das bandas de heavy metal, mas com aquele verniz pop pra lá de saudável. Ecos das bandas por onde ela passou podem ser ouvidos aqui e ali, mas ao mesmo tempo percebemos que a artista tem identidade própria. O disco mantém o pique nas 12 faixas, mais algumas acabam se destacando, como as duas que abrem o CD, “Lightning Is My Girl” e “Followed The Waves” (esta até rendeu o clip, que passou algumas vezes na MTV; quem viu, viu), além de “Real A Lie”, “I'll Be Anything You Want”, “Taste You” e “Would If I Could”. Um CD totalmente recomendável. Talvez o melhor que adquiri desde Rated R, do Queens of The Stone Age, de 2000. E dá um show perto dos discos solos de Courtney Love e Billy Corgan, dois ex-patrões da moça. Ah, e a Pitty daria seu braço direito para fazer um disco assim...

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

RADIOHEAD - HAIL TO THE THIEF

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Vamos lá, à difícil tarefa de analisar Hail To The Thief, o mais recente álbum de estúdio dos britânicos do Radiohead, lançado em 2003, mas que só recentemente eu adquiri. Como fica evidente pelo meu nick, gosto muito da banda, que é, sem dúvida alguma, uma das melhores a surgir desde o estouro do Nirvana em 1991.
Está claro que a banda não é a mesma da fase “Creep”, uma canção quase grunge, e que foi o primeiro sucesso deles. Depois da perfeição pop de The Bends e do clássico moderno OK Computer, o quinteto lançou dois discos experimentais, Kid A e Amnesiac. O primeiro, além de pegar todos os fãs e imprensa especializada de surpresa, traz uma coleção de músicas pra lá de estranhas que grudam na sua cabeça de uma maneira que apenas gênios conseguem fazer. Já Amnesiac, apesar de ir pela mesma praia, não foi tão inspirado.
E agora o Radiohead volta com Hail To The Thief, título que alude ao presidente americano George W. Bush. E então, qual seria o próximo passo evolutivo da banda? Aprofundar ainda mais a estranheza dos dois últimos CDs ou voltar ao pop de qualidade de The Bends e OK Computer? Conscientemente ou não, os músicos de Oxford ficaram no meio termo. Algumas faixas têm uma sonoridade mais pé no chão, enquanto outras são mais experimentais. E as melhores acabam sendo a do primeiro grupo. “2 + 2 = 5”, "Sit Down, Stand Up", "Go To Sleep", "There There" e "Scatterbrain", todas mais normaizinhas, são os destaques do álbum. Entre as faixas experimentais, "Myxomatosis", "Where I End and You Begin" e "We Suck Young Blood" são até legais, mais nenhuma delas lembra o brilho de Kid A.
É um disco difícil, deve-se ouvi-lo repetidas vezes para você entender bem o que a banda quis passar com ele. Depois disso, fica mais fácil sua audição. Mas o saldo final é de um disco apenas mediano, aquém do que se espera de Thom Yorke e cia. Sei que hoje em dia é cada vez mais difícil uma banda que já está há um bom tempo na estrada e com sete discos nas costas ainda ter algo a dizer, mas sempre se espera o melhor do Radiohead. Aguardemos o novo álbum, previsto ainda para este ano.

CAPAS DE FEVEREIRO DA PANINI - DESTAQUES

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sábado, fevereiro 04, 2006

RAMONES - TOP 3

(textos da revista Mosh)

RAMONES (1976)
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A estréia do quarteto rendeu um dos discos mais incrivelmente crus de todos os tempos. Gravado e mixado com apenas seis mil dólares – uma quantia ridícula para os padrões da época – , este álbum inspirou milhares de garotos a pararem de vagabundear por aí e pegar um instrumento para tocar. Monolítico, sujo e pesado, mas com uma pequena pitada pop, Ramones glorificava coisas tão banais como filmes de terror (“I Don’t Wanna Go Down To The Basement”), o ato de cheirar cola (“Now I Wanna Sniff Some Glue”), a estupidez e simplicidade dos três acordes (“Blitzkrieg Bop”). Ao resgatarem os primórdios do rock & roll, dos tempos da surf music, os Ramones retrataram o aspecto cômico da cultura pop. O segredo da banda era tocar rock & roll básico, só que de um modo mais simples, alto e muito rápido. A versão para o grande hit de Chris Montez, “Let’s Dance”, é a prova dessa simbiose: nada de sua estrutura foi mudada, apenas a velocidade e o volume. A história do rock & roll sofreu uma guinada radical com o surgimento deste disco.

LEAVE HOME (1977)
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Já sem a precariedade sonora do primeiro álbum, Leave Home é, sabe-se lá como, mais melódico e pop que o disco anterior, mas ao mesmo tempo é mais pesado. Enquanto a inocência à la Beach Boys surge esplendorosa em “Oh, Oh, I Lover Her So”, o outro lado da moeda surge na letra de “Glad To See You Go”, claramente endereçada ao doidaço Charles Manson. Além do mais, reunir em um mesmo repertório pérolas como “Commando”, “Sheena Is A Punk Rocker”, “Pinhead”, “Gimme Gimme Shock Treatment” e a brilhante versão de “California Sun” é algo impensado para um grupo desprovido da genialidade barra pesada – e ingênua ao mesmo tempo – que os Ramones exibiram em sua carreira.

ROCKET TO RUSSIA (1977)
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Em seu terceiro disco, bem mais produzido e com uma mixagem mais clara, o quarteto se mostra simplesmente irresistível e com um repertório perfeito. As harmonias vocais estão ainda mais próximas dos Beach Boys, não importa se em novos momentos de celebração da idiotice (“Cretin Hop”, Teenage Lobotomy”), da sujeira (“Rockaway Beach”) ou no resgate de sons do passado – as estupendas versões de “Surfin’ Bird” (do subestimado grupo The Trashmen) e “Do You Wanna Dance?” (eternizada por Johnny Rivers). Rocket To Russia ainda é uma obra desconcertante em sua simplicidade.

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

O disco da Melissa Auf der Maur é muito, muito bom mesmo. Depois faço um texto sobre ele, mas posso dizer que é um dos melhores discos que comprei nos últimos 10 anos, com certeza.

EX MACHINA – ESTADO DE EMERGÊNCIA

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Mitchell Hundred é o primeiro super-herói da terra. Um estranho acidente tornou-o capaz de se comunicar com qualquer espécie de máquina, e ele passou a usar estes dons para salvar os outros, com o codinome de A Grande Máquina. Mas vendo que ser um herói não seria o suficiente para mudar o mundo, Mitchell resolve entrar para a política, tornando-se prefeito da cidade de Nova York. Em linhas gerais, esta é a trama de Ex Machina, série de grande sucesso de crítica que finalmente chega ao Brasil, pelas mãos da Panini Comics. Neste encadernado temos as 5 primeiras edições do título, que formam o arco “Estado de Emergência”. Ex Machina é criação de Brian K. Vaughan – conhecido também por ser o criador de outra ótima série, Y- The Last Man (ainda inédita por aqui), da Vertigo, selo adulto da DC Comics, e também por ser o roteirista das histórias dos X-Men publicadas atualmente em Marvel Millennium – e do excelente desenhista Tony Harris, que já passou pelas revistas de Starman e Iron Man.
Muito bem conduzida esta mistura de ficção cientifica, política e drama pelo Vaughan, mostrando os primeiros dias de Mitchell como prefeito, enquanto é desvendado, através de flashbacks, como ele adquiriu os poderes e o que fez com eles antes de entrar para a política. Vários acontecimentos da vida real servem de pano de fundo para a trama, como o ataque de 11 de setembro às torres gêmeas, além da citação de diversos episódios e protagonistas da história americana, todos devidamente explicados num glossário no final da edição, o que torna a leitura bem mais interessante. Os desenhos de Harris estão magníficos, retratando perfeitamente os personagens a partir de fotos, como é visto nas páginas que mostram seu processo de criação. Uma excelente aquisição para a gibiteca de qualquer amante desta arte. Totalmente recomendável! E que lançamentos mais alternativos como este sejam cada vez mais comuns pela editora.
Os seguintes versos de “Wasted Time”, do Skid Row (Skid Row sim, e daí?!) ecoam pela minha cabeça:
“Is it all just wasted time?
Can you look at yourself when you think of what you left behind?
Is it all just wasted time?
Can you live with yourself when you think of what you left behind?”
É, não estou nos melhores dos meus dias, com a lembrança de escolhas erradas do meu passado vindo assombrar minhas noites. Deve ser TPA, tensão pré-aniversário. Mas vou ficar por aqui, porque na última vez que fiquei lamentando da vida no meu antigo blog, deu merda...

sábado, janeiro 28, 2006

STROKES - ROOM ON FIRE

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Demorei pra cacete pra comprar Room On Fire. Acho que as críticas à época do lançamento não me deixaram muito empolgado com o disco. Diziam que o álbum era uma repetição fraca da estréia deles, o já clássico Is This It. Diziam que as músicas pareciam sobras do debut, que os integrantes da banda não tinham se esforçado muito na feitura das novas canções. Só depois ouvi algumas faixas do CD. Achei o primeiro single, “12:51”, bem legal. Depois vieram “Reptilia” e “The End Has No End”, inferiores, mas ainda boas. Esqueci o disco por um tempo, mas no final de 2005, com uma graninha extra sobrando, resolvi comprá-lo. E até que gostei. Claro, não chega aos pés de Is This It, mas é pedir demais à banda para fazer algo melhor que a excedente estréia. Tem alguns bons momentos, como as 3 citadas acima, além de “What Ever Happened?”, “I Can’t Win” e “Automatic Stop”. Em alguns momentos, a falta de criatividade dos arranjos incomoda um pouco, mas acaba não estragando o todo. O saldo final é um punhado de canções, ora legais, ora apenas regulares, mas que servem para segurar mais um pouco o hype em cima do quinteto nova-iorquino. Agora alguém me explica o porquê do intervalo de 5 segundos entre as músicas, por favor!

quarta-feira, janeiro 25, 2006

PRÊMIO BIZZ 2005

Como prometido, abaixo se encontra a lista dos ganhadores do Prêmio Bizz 2005, na opinião do público e da crítica, publicada na edição de janeiro da revista. O Franz Ferdinand foi o grande campeão, vencendo nas principais categorias, e agradando tanto ao público quanto à crítica. Aliás, destaca-se o entrosamento entre os leitores e os jornalistas especializados, com várias coincidências na opinião dos dois grupos, algo pouco visto em eleições passadas. Qual o motivo disso? Os críticos estão menos exigentes ou somos nós, leitores, que não estamos mais engolindo qualquer merda que aparece? Confira a lista abaixo e tente responder. Ah, coloquei apenas o 1º colocado da correspondente categoria. Se quiser ver a lista com os 5 primeiros colocados, compra a Bizz, meu!
Artista:
Público – Franz Ferdinand
Crítica – Franz Ferdinand

Música:
Público – Do You Want To, Franz Ferdinand
Crítica – Daft Punk Is Playing At My House, LCD Soundsystem

Disco:
Público – You Could Have So Much Better, Franz Ferdinand
Crítica – You Could Have So Much Better, Franz Ferdinand

DVD Musical:
Público – No Direction Home, Bob Dylan
Crítica – No Direction Home, Bob Dylan

Show:
Público – Strokes
Crítica – Arcade Fire

Revelação:
Público – Arcade Fire
Crítica – Arcade Fire

Capa de disco:
Público – In Your Honor, Foo Fighters
Crítica – Sexy 70, Che

Programa de TV:
Público – Alto Falante, TV Cultura
Crítica – The Blues, GNT

Hall da fama Bizz:
Público – Raul Seixas, pela série de CDs Raul 60 Anos
Crítica – Roberto Carlos, pela série de box sets Para Sempre

Coisinha ridícula do ano:
Público – A demissão coletiva no Charlie Brown Jr
Crítica – O caso IPod/Maria Rita na Veja

GRANDES CLÁSSICOS DC 4: BATMAN – CONTOS DO DEMÔNIO

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Neste quarto volume de Grandes Clássicos DC temos uma seleção dos maiores confrontos entre Batman e Ra’s Al Ghul, escritas pelo criador deste último, Dennis O’Neal. No total são onze histórias, desenhadas por feras como Irv Novick, Neal Adams e Bob Brown, a maioria publicada originalmente nos anos 70. Além do claro valor histórico da edição, é bem interessante vermos como o Cavaleiro das Trevas era retratado nesta era, digamos, mais inocente das HQs. Se hoje o Batman é quase imbatível, sisudo e obcecado em sua missão, na década de 70 ele era mais humano, errava, e até soltava umas piadinhas durante as lutas. Também é bem legal ver o nascimento do relacionamento do Morcego com Ra’s e sua filha, Talia, personagens importantes na mitologia do herói mascarado até hoje. Leitores mais jovens, acostumados com a complexidade dos quadrinhos hoje em dia, podem não gostar da simplicidade de alguns roteiros, mas é só entrar no clima da época que a diversão está garantida. Realmente uma edição que merece a alcunha de Clássico.

CDS MAIS BARATOS?!

É impressão minha ou o preço dos CDs tiveram uma sensível queda? Há uns 2 anos atrás os discos, em sua maioria, custavam algo beirando os 40 reais, e às vezes até ultrapassavam este valor. Mas hoje você encontra facilmente CDs abaixo disso. E não estou me referindo à CDs de pagode, forró ou sertanejo, que são geralmente mais baratos mesmo, mas à CDs de bandas top do rock internacional, como Oasis e Audioslave. Senão, vejamos: dos últimos seis CDs que comprei, quatro custaram entre 21 e 28 reais. Apenas dois ultrapassaram os 30, o da Melissa Auf der Maur e o novo do Foo Fighters, que saíram por R$ 31,90 cada, sendo que o do FF é duplo. Espero que esta seja uma tendência daqui pra frente, pois os preços estavam absurdos, e a melhor maneira das gravadoras lutarem contra a pirataria e os downloads gratuitos é cobrar preços razoáveis por seus produtos.

sábado, janeiro 21, 2006

BIZZ # 197

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Já chegou às bancas a edição de janeiro na nossa querida BIZZ (ainda bem que a gente não diz mais o nome da revista precedido do adjetivo “saudosa”, agora que ela voltou, né?). Na capa o boa praça Jack Johnson (fala sério, “Sitting, Waiting, Wishing” é uma música do cacete!), que fala um pouco de sua carreira, como músico e como surfista. Temos ainda uma matéria sobre a passagem do Pearl Jam na nossa terrinha; entrevista com Moacir Santos (quem?!; também fiz essa pergunta, mais ao folhear a revista vi que o cara tem história); os melhores de 2005 pelos leitores e pela crítica (depois faço um post dizendo quem ganhou o quê), além da seção de lançamentos de CDs, DVDs e livros, dicas para um verão pop e outras cositas mais.

sexta-feira, janeiro 20, 2006

DVD DE BEAVIS & BUTT-HEAD

Eu quero muito isso!
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Saiba mais aqui.

LETRA TRADUZIDA

PINK FLOYD
SHINE ON YOU CRAZY DIAMOND
BRILHE, LOUCO DIAMANTE
(Roger Waters)

Remember when you were young
Lembra quando você era jovem
You shone like the sun
E brilhava como o sol
Shine on you crazy diamond
Brilhe, louco diamante
Now there’s a look in your eyes
Agora há uma expressão em seus olhos
Like black holes in the sky
Feito buracos negros no céu
Shine on you crazy diamond
Brilhe, louco diamante
You were caught on the cross fire of childhood and stardom
Você foi pego no fogo cruzado entre a infância e o estrelato
Blown on the street breeze
Levado pela brisa gelada
Come on you target for faraway laughter
Vamos alvo de risadas distantes
Come on you stranger, you legend, you martyr, and shine!
Vamos, estranho, lenda, martír, e brilhe!

You reached for the secret to soon
Você descobriu o segredo muito cedo
You cried for the moon
Você gritou para a lua
Shine on you crazy diamond
Brilhe, louco diamante
Threatened by shadows at night
Ameaçado pelas sombras da noite
And exposed in the light
E exposto à luz
Shine on you crazy diamond
Brilhe, louco diamante
Well you wore out your welcome with random precision
Você se fez indesejado com a precisão do acaso
Rode on the steel breeze
Cavalgou na brisa gelada
Come on you raver, you seer of visions
Vamos playboy, visionário
Come on you painter, you piper, you prisoner
Vamos pintor, gaitista, prisioneiro
And shine!
E brilhe!

O “diamante” tinha uma luz própria. Era ninguém menos do que Syd Barrett, fundador e primeiro líder do Pink Floyd. Foi Syd quem deu o nome à banda, bom como sua concepção de som “espacial”. Infelizmente, Syd participou apenas do primeiro álbum da banda, o monumental The Piper At The Gates Od Dawn, gravado na mesma época de Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles. O guitarrista e cantor teve problemas com o excesso de drogas lisérgicas que ingeria. Passava shows tocando um acorde apenas, entrou em surto esquizofrênico, não conseguia mais se relacionar com os colegas e o mundo real. Saiu do grupo em 1968, entrando em seu lugar David Gilmour, mas ainda gravou, com a ajuda dos ex-colegas, dois álbuns, The Madcap Laughs e Barrett. Syd foi inspiração de The Dark Side Of The Moon (1973) e “Shine On You Crazy Diamond”, faixa de Wish You Were Here (1975). O “diamante”, infelizmente, não brilha mais. Na última vez que ouvi algo sobre Syd, ele está internado num hospital em Londres, cego e diabético.

quarta-feira, janeiro 18, 2006

CRISE DE IDENTIDADE 5

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E chegamos à quinta edição de Crise de Identidade. Neste capítulo, intitulado Dia dos Pais, temos o maior número de mortes. Morre herói, morre pai de herói, morre vilão. Já fica meio óbvio quem seja um dos mortos pela ilustração da capa.
Sei que é chover no molhado, pois todos os últimos meses tenho feito isso aqui no S&D, mas tem que ser dito: o Brad Meltzer tá mandando muito bem na trama desta história, com seu texto muito bem construído, com um suspense que tem deixado os fãs com problemas de sono tentando descobrir o autor dos assassinatos. Neste número, o grande destaque é a conversa entre Robin e seu pai, e a subseqüente (spoiler a seguir!) morte deste último (fim do spoiler!), com Batman e o menino-prodígio ouvindo tudo através do comunicador do batmóvel.
Quanto aos desenhos, bem, tenho lido muitas críticas quanto à escolha do Rags Morales para desenhar a minissérie, mas eu particularmente gosto de seu traço. Apenas ao desenhar o Superman ele não tem se saído bem. Mais ele ainda é melhor que o Michael Turner, que tem até feito umas capas legais, mas sua arte interior (como visto em Superman/Batman, no arco da volta da Supergirl) é muito enjoativa. Enfim, mais uma excelente edição deste novo clássico das HQs.

domingo, janeiro 15, 2006

NOVO ÁLBUM DOS STROKES

Olha só o que a Veja, em sua edição que acabou de chegar às bancas, falou do novo disco dos Strokes, First Impressions of Earth:
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Expoente do novo rock americano, o quinteto The Strokes enfrenta sua prova de fogo nesse terceiro disco – e não faz feio. Há quatro anos, o grupo despontou com Is This It, álbum repleto de bons rocks que emulavam o punk dos anos 70. Room on Fire, lançado dois anos depois, se limitou a repetir a fórmula e foi recebido com frieza. Já First Impressions of Earth mostra que os Strokes não são uma banda efêmera. Para produzir o disco, os roqueiros chamaram Dave Kahne, conhecido por trabalhos ao lado de Tony Bennett e do grupo The Bangles. Kahne amansou as guitarras dos Strokes e refinou seus arranjos – como se percebe na balada Ask Me Anything.
Agora confira a lista de músicas do CD:
1. You Only Live Once
2. Juicebox
3. Heart In A Cage
4. Razorblade
5. On The Other Side
6. Vision Of Division
7. Ask Me Anything
8. Electricityscape
9. Killing Lies
10. Fear Of Sleep
11. 15 Minutes
12. Ize Of The World
13. Evening Sun
14. Red Light

sábado, janeiro 14, 2006

Duas semanas sem ir às bancas dá nisso. Ontem gastei quase 80 reais de gibi. Segue a lista de compras:
-Ex Machina – Estado de Emergência
-Grandes Clássicos DC 4 – Contos do Demônio
-Superman & Batman 6
-Novos Titãs 18
-Crise de Identidade 5
-Marvel Millennium 48
-Demolidor 23
Agora é arranjar tempo para ler tudo isso. Sandman – Terra dos Sonhos e Elektra Assassina, que comprei há cerca de dois meses, não li nem a contra-capa ainda. E tem também o arco do Austen na revista da Liga, mas não tô com a mínima pressa de ler isso, hehehe.

NOVIDADES NA MINHA CDTECA

Seis novos discos se juntaram a minha coleção esta semana. Foram eles:
- Auf der Maur - Idem
- Interpol - Antics
- Oasis - Don't Believe The Truth
- Keane - Hopes And Fears
- Foo Fighters - In Your Honor
- Audioslave - Out Of Exile
Só tem coisa boa, né? Legal ter bom gosto, hehehe. Depois falo de cada um deles, mais não antes dos textos sobre Room On Fire, dos Strokes, e Hail To The Thief, do Radiohead, que comprei no final de dezembro (o do U2 já está devidamente avaliado aí embaixo). E com estas últimas aquisições, minha CDteca ultrapassou a quantia de 500 CDs, são 504 agora para ser mais preciso. Todos álbuns oficiais, nenhum caseiro, fruto de cerca de 11 anos de esforço, onde quase todo dinheiro que caiu nas minhas mãos foi dedicado à música. É, como disse minha mãe dia desses, com o dinheiro gasto daria para comprar um carro novo. Mas com certeza um carro não me traria um quinto da felicidade que a música me proporciona.

sexta-feira, janeiro 13, 2006

2005 – OS GIBIS

Chegou a hora de revisar o ano que passou tendo em vista as HQs. Bem, terminei adquirindo no total 154 gibis durante 2005, um pouco menos que em 2004, onde comprei 200, fechado. A diminuição de títulos mensais que passei a comprar foi a maior responsável por esta queda. Ainda no 1º semestre parei com J. Kendall, fumetti publicado pela Mythos. No meio do ano parei com Marvel Max (após o final de Alias) e X-Men (ao término da fase de Grant Morrison). Minha lista de títulos mensais ficou assim: Batman, Superman, LJA, Novos Titãs, Superman & Batman, Homem-Aranha, Demolidor e Marvel Millennium Homem-Aranha.
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Comprei ainda um bom volume de especiais, que tomaram uma boa parte do meu orçamento, como as edições da linha Grandes Clássicos DC, Marvels, Elektra Assassina, Alias Especial e DC Especial. Também adquiri algumas minisséries, como Procurado, Identidade Secreta, Reino Sombrio e Crise de Identidade.
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2005 também foi o ano que passei a comprar os caríssimos encadernados da Devir e da Conrad. Adquiri os seguintes: três volumes de Sandman (Prelúdios & Noturnos, A Casa de Bonecas e Terra dos Sonhos), três de Sin City (A Cidade do Pecado, A Dama Fatal e A Grande Matança), Planetary – Mundo Estranho e Hellblazer – Poder Infernal. Detalhe que só nestes oito gibis devo ter gastado uns 350 reais. Ou seja, apesar de ter comprado menos, devo ter gastado mais em 2005.
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No final de 2004 passei a baixar scans de HQs através do programa DC++. Mas foi só durante 2005 que esta atividade ganhou um contorno quase doentio, hehehe. Com minha conexão discada, passei várias madrugadas conectado, pegando tudo quanto era HQ que não saia no Brasil em sua maioria. Y - The Last Man, Fables, 100 Bullets, Manhunter, Invincible e The Walking Dead são alguns dos títulos que passei a acompanhar graças às facilidades do mundo moderno. Somando as que eu comprei, posso dizer que nunca li tanto gibi quanto este ano que acabou de terminar, e numa variedade também inédita.
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Enfim, foi um ano que li muito material fora do universo DC/Marvel, principalmente da Vertigo. Sandman, que tinha a maior curiosidade em ler, finalmente pude acompanhar graças aos encadernados de luxo (e bota luxo nisso!) da Conrad. E é justamente Sandman o grande lançamento do ano em terra brasilis. Outros destaques: a linha de clássicos da DC publicada pela Panini, a republicação de Marvels, minis como Identidade Secreta e Crise de Identidade e especiais como O Homem que Ri. Tivemos ainda Superman & Batman, o mais novo título mensal da DC, que conta com a excelente fase de Greg Rucka a frente da Mulher Maravilha, a nova fase do Superman, com Azzarello e Jim Lee à frente, transformando o título do Homem de Aço na melhor revista mensal da atualidade. Em Demolidor, Brian M. Bendis continuou sua ótima fase a frente do título do Homem Sem Medo. Os Supremos voltaram a abrilhantar as páginas de Marvel Millennium. E Geoff Johns continua mandando muito bem a frente dos títulos do Flash e da SJA.
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No lado negativo, tive o desprazer de ler Procurado, mini de autoria de Mark Millar, com certeza o pior gibi que li durante o ano. Chuck Austen também me deixou com ânsia de vômito com seus roteiros à frente dos X-Men, título que finalmente parei de acompanhar. E a revista do Aranha, que depois de alguns bons momentos com The Pulse, a cada edição consegue ficar ainda pior.
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quarta-feira, janeiro 11, 2006

U2 – HOW TO DISMANTLE AN ATOMIC BOMB

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Há duas maneiras de analisar este álbum: tendo em vista toda a discografia do U2 ou considerando o cenário da música pop atual. Nas duas o resultado é positivo. Comparando com os demais discos da banda, How To Dismantle An Atomic Bomb tem uma regularidade pouco vista antes. Da primeira música, “Vertigo”, à última, “Yahweh”, temos um apanhado de boas canções pop. Não existe um clássico instantâneo como “Pride” ou “One”, mas todas são bem acima da média.
Já analisando a partir do cenário atual, o CD ganha ainda mais força. Num momento onde surgem novas bandas incensadas pela mídia especializada quase que diariamente, mas que mal passam pelo teste do 2º single (imaginem o teste do 2º álbum então...), os irlandeses nos presenteiam com uma coleção de grandes músicas, com os riffs ganchudos de The Edge e os vocais emocionados de Bono.
Destaques: “Vertigo” (que lembra os primórdios de “I Will Follow”), “Miracle Drug” (a melhor do disco, na minha opinião), “A Man And A Woman (ótima balada ) e “City Of Blinding Lights” (com sua belíssima melodia).