quinta-feira, março 01, 2007

20 DISCOS QUE MUDARAM O MUNDO pt. 2

(texto extraído da revista ZERO nº 8)

NIRVANA
NEVERMIND

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Lançamento: 24 de setembro de 1991
Nas paradas: nº 1 do Top 200 da Billboard
Algumas influências: REM, Cheap Trick, Melvins, Neil Young, Sonic Youth
Alguns influenciados: Bush, The Vines, Weezer, Silverchair, Sponge, Queens Of The Stone Age

Num mundo ideal, onde cores, cabelos e estrelismo superavam a própria música, Nevermind surgia como o filho rebelde, bastardo e sem o mínimo saco para escutar os sermões dos pais e professores da escola. Nada foi igual depois dele. A força e a violência aplicada em cada acorde do segundo álbum do Nirvana realçavam a necessidade do alternativo se deslocar para o ouvido das grandes massas. E foi exatamente isso que aconteceu.
Os primeiros acordes de “Smells Like Teen Spirit” vinham lotados de agressividade adolescente, o hino para toda uma geração X, Y e Z. Um cantor franzino, de aparência esquálida, soltava a voz por detrás da poderosa cozinha formada pelo baixista Krist Novoselic e pelo baterista Dave Grohl.
Kurt Cobain passou rapidamente pelo mundo terreno. Nos três anos seguintes ao lançamento de Nevermind, cravou sua história no mundo do rock. Seu lirismo pop, entrelaçado com a veia pesada e dura dos acordes de sua guitarra hipnotizavam quem quer que escutasse suas músicas. “In Bloom” agregava a raiva de Kurt contra os rednecks americanos, numa melodia marcante, quase dançante. “Come As You Are” era absorvida como uma droga de demorado efeito alucinógeno.
De “Smells Like Teen Spirit” até “Something In The Way”, todas as canções foram hits instantâneos. Nevermind vendeu mais de 2,5 milhões de cópias em poucas semanas em todo o mundo e fez possível o trio lançar um álbum bem menos acessível – tão bom ou melhor – dois anos depois (In Utero). A chama de Kurt se apagou no dia 5 de abril de 1994, em Seattle, resultado de um tiro na cabeça. Desde aquele dia, o meio musical procura insistentemente seu novo Nirvana.

Efeitos no Brasil: Os nada oportunistas Titãs lançam disco de grunge produzido por Jack Endino, o pai do gênero. As camisas de flanela ganham lugar de destaque nos guarda-roupas adolescentes. Detalhe: enquanto em Seattle chove o tempo todo, a temperatura média aqui beira os 30º. Capital Inicial vira grunge. Cássia Eller assassina “Smells Like Teen Spirit” em seus shows.
Enquanto isso…: Brian Adams lidera a parada norte-americana com a melosa “(Everything I Do) I Do It For You”. Bush pai iniciava a primeira guerra do Golfo. Michael Jordan ganha seu primeiro título da NBA pelo Chicago Bulls, anunciando a febre sobre o basquete americano. A geração cara-pintada “derruba” o presidente Fernando Collor.

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

FALA QUE EU TE CHUPO

-Estou acompanhando essa nova fase do Demolidor, escrita pelo Ed Brubaker e desenhada pelo Michael Lark, através dos scans. Até agora li as duas primeiras histórias e é excelente. O estilo é outro, mas é tão bom quanto a fase da dupla Bendis & Maleev. E o personagem principal continua comendo o pão que o diabo amassou. Brubaker também está fazendo um ótimo trabalho no título do Capitão América (que igualmente leio via scan). Como é que a DC deixou esse cara ir embora?

-Finalmente a Panini lançou a versão definitiva de O Cavaleiro das Trevas. Com 516 páginas e capa dura, e contendo, além da clássica minissérie original, sua controvertida continuação, O Cavaleiro das Trevas 2, e uma porção de extras (esboços, capas originais, trechos de roteiro etc), tudo isso pela bagatela de R$ 95,90. Tem também uma versão mais barata, com capa mole. Se tudo der certo faço minha encomenda até o meio de março. É uma vergonha dizer isso, mas eu não tenho essa maravilha na minha gibiteca, apesar de já ter lido emprestada.

-Não sei o que foi mais ridículo, a Britney Spears raspando o cabelo ou vários programas de TV americanos analisando os motivos por que ela fez isso, inclusive com a ajuda de psiquiatras e afins. Pelo menos a CNN fez uma matéria com muito humor sobre o ocorrido.

-O principal motivo de assistir ao Oscar, ao menos para mim, é dar boas gargalhadas, e esse ano a Ellen Degeneres, de quem gosto desde que fazia sitcom para a TV, cumpriu bem seu papel. O monólogo inicial foi bem legal, e suas intervenções posteriores mantiveram o pique. Destacam-se os momentos onde ela interagiu com a platéia (aquele com o Scorsese foi muito engraçado) e quando ela se misturou àquele grupo que fazia imagens temáticas com os corpos. Também sobrou humor para as estrelas. Jack Black é sempre engraçado, e o momento O Diabo Veste Prada foi excelente (eu amo a Meryl Streep), sem esquecer o Al Gore, que entrou no clima da festa. Em relação aos premiados, bem, não vi nenhum dos filmes indicados, então não posso fazer uma análise melhor, mas foi bom ver finalmente o Scorsese ser reconhecido e o Forest Whitaker sair como melhor ator (pelo que ele fez nas participações em duas séries, The Shield e ER, dá para perceber que ele está em sua melhor forma). Ah, e saudações ao inventor da tecla SAP. A tradução simultânea tira 90% da graça da premiação, apesar de que os comentários do Rubens Ewald Filho (assisti pela TNT) às vezes fazem falta.

sábado, fevereiro 24, 2007

GRANDES ASTROS BATMAN & ROBIN #1

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Se Superman ganhou Grant Morrison e Frank Quitely como equipe criativa, o Morcego e o Garoto Prodígio não ficaram atrás e levaram Frank Miller e Jim Lee nos roteiros e desenhos, respectivamente, para a linha All Star. Nessa primeira edição é retratada a morte dos pais de Dick Grayson, o Robin original, num espetáculo de circo, tudo visto por Bruce Wayne, que na ocasião se encontrava da boa companhia da colunista Vicki Vale. Depois do ocorrido, a polícia de Gotham leva o garoto em sua patrulha para lhe dar uma dura, quando são interrompidos pelo Batman, que fala para o pequeno Dick que ele foi convocado para uma guerra.
Vi muitas críticas negativas internet afora para essa HQ, mas sempre que falam mal de um trabalho do Frank Miller, temos que considerar o seguinte: é ruim comparado com os clássicos do mesmo roteirista, como Cavaleiro das Trevas e Ano Um (para ficar com seus trabalhos estrelados pelo Morcegão), ou é ruim em relação aos gibis em geral? Aqui, como na maioria das vezes, a alternativa certa é a primeira, até porque o Miller nos seus piores dias ainda é infinitamente melhor que um Chuck Austen da vida. Já Jim Lee é aquela coisa, não tem meio termo, ou você gosta do estilo do cara ou o odeia. Sou dos que curtem seu traço, e aqui ele faz um trabalho até melhor que o usual, preocupando-se mais em contar a história e menos em fazer pin ups página sim, página não. Miller, sabendo da desenvoltura do desenhista em fazer belas mulheres, coloca Vicki Vale na trama, que aparece em toda sua exuberância logo nas primeiras páginas. No final, o gibi não tem aquela cara revolucionária de Grandes Astros Superman, é mais pé no chão, mas é tudo bem contado, e faz jus ao que propõe essa linha de quadrinhos da DC.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

GRANDES ASTROS SUPERMAN #1

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Que gibi, meu deus, que gibi!
Superman faz parte de uma expedição ao sol que é quase sabotada por Luthor. Como todos sabemos, a fonte de poder do homem de aço vem da energia solar, mas o herói acaba exposto a um nível critico de radiação solar, o que o faz manifestar um novo poder e aumentar exponencialmente sua força, porém também impede que a energia seja processada de maneira eficiente, causando morte celular. Antes de sua morte o herói quer fazer algumas coisas, como revelar sua identidade a amada Lois Lane. E é só nessa edição de estréia da mais que aguarda linha All Star (Grandes Astros na tradução da Panini; por mim ficaria em inglês mesmo), e ficamos com gosto de quero mais quando chegamos à última página. O roteirista Grant Morrison, que há tempos desejava fazer um trabalho grandioso estrelado pelo Superman como esse, está inspiradíssimo, bolando suas teorias científicas fantásticas, que lembram a era de prata da DC. E temos ainda os traços cinematográficos de Frank Quitely, retratando perfeitamente os personagens (o Clark atrapalhado dele é excelente; e a capa, meu deus, é uma verdadeira obra de arte). Nota 10 com méritos. Já estou na espera da segunda edição.

terça-feira, fevereiro 20, 2007

NOTAS MUSICAIS

-Depois de se reunir para se apresentar no chatíssimo Grammy, o Police anunciou uma turnê mundial, que irá comemorar 30 anos da banda. A excursão começa em 28 de maio em Vancouver e poderá passar pelo Brasil. Será que o Sting é menos pé no saco sozinho ou acompanhado?! Agora só falta os Smiths voltarem...

-Uns se reúnem, outros se debandam. O vocalista Chris Cornell anunciou sua saída do Audioslave, alegando conflitos de personalidade e diferenças musicais inconciliáveis. O Audioslave surgiu com fama de superbanda, trazendo em sua formação os (bons) músicos do Rage Against The Machine mais Cornell, ex-Soundgarden, uma das grandes bandas da cena de Seattle nos anos 90. Chegaram a lançar três álbuns e ainda fizeram um show histórico na ilha de Fidel. Bem, achei o primeiro disco dos caras excelente, o segundo foi bem meia-boca, e nem me dei ao trabalho de ouvir o terceiro e derradeiro disco. Cornell deverá agora cuidar de sua carreira solo. E os demais integrantes? Bem, tem um show do Rage Against The Machine já marcado para o próximo Festival Coachella, no final de abril.

-Os Arctic Monkeys saíram como os grandes vencedores do Brit Awards, realizado na quinta-feira passada. A banda venceu nas categorias de melhor grupo e de melhor álbum britânico. Enquanto isso o The Killers levou os prêmios de melhor grupo internacional e de melhor álbum internacional.

-Com mais de 35 anos de atraso a Índia irá receber seu primeiro grande show de heavy metal. O Iron Maiden tocará por aquelas bandas em 17 de março, nos jardins de um palácio em Bangalore. O disco dos caras A Matter Of Life And Death é o segundo nas paradas locais. Como seria um Eddie indiano?

CRISE INFINITA #2

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Antes de qualquer coisa, não posso deixar passar mais uma mancada da Panini. DC Apresenta #1, que traz o arco com a Poderosa e que deve ser lido antes dessa edição de Crise Infinita, acabou ficando com sua distribuição setorizada, apesar de ter sido anunciada como nacional. Tive que me virar e baixar os respectivos scans para ler essa história. Esses problemas com a distribuição já estão virando piada velha.
Mas vamos à Crise. Três personagens que haviam desaparecido com a Crise nas Infinitas Terras estão de volta. Superboy Primordial, Superman da Terra 2 e Alexander Luthor da Terra 3 retornam com o intuito de concertar as coisas. Segundo eles, a Terra salva na Crise original foi a errada, e a Terra certa deve retornar. Com eles também está o segredo da origem da Poderosa (e no final a leitura de DC Apresenta não parece tão essencial para o entendimento da trama). Enquanto isso, Donna Troy reúne uma equipe para ir a Nova Cronos, o Coringa quer saber (ao seu modo) por que não foi chamado para a Sociedade de Vilões, os OMACs atacam a Ilha Paraíso e o Batman, bem, ele continua paranóico.
Com a entrada dos três personagens citados e a origem da Poderosa revelada, a trama toma contornos mais nítidos, mas ainda está longe de colocar todos esses acontecimentos convergindo. O texto de Geoff Johns continua competente, mas a arte de Phil Jimenez pareceu meio descuidada em algumas passagens. Já a parte que coube ao George Pérez (o flashback contado pelo Superman da Terra 2) ficou excelente, mas o mesmo não posso dizer da capa desenhada pelo mesmo Pérez, bem aquém do esperado. Mais uma vez escolhi a capa do Jim Lee.

sábado, fevereiro 17, 2007

FRASE

“Estou com a cabeça no carnaval, e não no ministério.”

Do nosso querido presidente Lula. Com um governante com essa mentalidade, não tem PAC que dê jeito. Aliás, nunca vi um governo levar tão a sério a máxima que diz que, no Brasil, o ano só começa após o carnaval. O que me faz lembrar o João Gordo berrando “a gente trabalha e se fode o ano inteiro, chega o carnaval, é globeleza, é globeleza, é globeleza...”

CAPA DE GIANT-SIZE SPIDER-WOMAN 1

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sábado, fevereiro 10, 2007

NOTAS MUSICAIS

-Billy Corgan não desiste. Os Smashing Pumpkins voltaram a se reunir (quer dizer, Corgan e o baterista Jimmy Chamberlin; James Iha e D’Arcy, respectivamente guitarrista e baixista, não participam dessa nova encarnação da banda). Desde o ano passado os caras estão em estúdio, onde gravaram o álbum Zeitgeist, que tem previsão de lançamento para 7 de julho próximo. Na boa, a fonte de Corgan secou faz tempo. O Zwan, seu projeto após o final dos Pumpkins, parecia uma xerox mal feita de sua antiga banda, e ninguém ouviu seu disco solo. E sendo um pouco mais exigente, ele deveria ter pendurado as botas (ou o microfone e a guitarra) depois de Mellon Collie And The Infinite Sadness, talvez o melhor álbum duplo da história do rock.

-Os lendários da seminal banda protopunk, The Stooges, anunciaram que farão uma turnê para divulgar seu primeiro disco de estúdio em mais de 30 anos, The Weirdness, que deve sair em 20 de março. Nas datas anunciadas até agora estão incluídas grandes cidades americanas, como Nova York, Seattle e São Francisco, e festivais pela Europa. Por enquanto nada de Brasil, que pôde ver os caras em 2005.

-Quem também está voltando é o Dinosaur Jr, um dos grandes representantes da cena alternativa americana entre os anos 80 e 90, e que ganhou um pouco mais de visibilidade com a ascensão do grunge. A formação original (J Mascis, Lou Barlow e Murph) se reuniu depois de 18 anos para gravar o CD Beyond, com lançamento marcado para o final de abril. As músicas que farão parte do disco são:
'Almost Ready'
'Crumble'
'Pick Me Up'
'Back To Your Heart'
'This Is All I Came To Do'
'Been There All The Time'
'It's Me'
'We're Not Alone'
'I Got Lost'
'Lightning Bulb'
'What If I Knew'
-Não fui o único a se surpreender com o Prince tocando “Best of You”, do Foo Fighters no Superbowl (sim, eu também curto futebol americano). Os próprios integrantes do Foo não esperavam por isso. O baterista Taylor Hawkins falou o seguinte: “Cara, não tenho a mínima idéia por que ele fez aquilo, mas adoraria saber. Quer dizer, passou pela minha cabeça que o Prince queria dizer um “foda-se” para gente, ou talvez ele realmente goste da música”. Lembrando que o FF já fez uma cover do Prince, “Darling Nikki”, que acabou entrando num lado b de um single.

-Lembram que falei há um tempo que o programa do Jools Holland passaria pela HBO Plus? Pois bem, sabem quem se apresentou por lá ontem? A Nação Zumbi! Isso mesmo, tocaram duas músicas e ainda assistiram, in loco, David Gilmour, do Pink Floyd, apresentando seu trabalho solo, e também executando, ao lado do tecladista Richard Wright, “Arnold Layne”, música dos primórdios do Floyd. Quem perdeu tem reprise nessa segunda à noite. Na próxima sexta não tem Jools Holland, mas tem um especial com Primal Scream e Killers tocando ao vivo. Fica a recomendação. Outro bom programa é o documentário Heavy - A História do Metal, da VH1 (a propósito, esse canal tá matando a pau, ótima programação). Quinta-feira passada foi exibida a primeira parte, destacando os primórdios do estilo, com Black Sabbath e Led Zeppelin, cobrindo até o final da década de 70, com o enfraquecimento do metal devido ao movimento punk, que ditava as modas. Próxima quinta tem a segunda parte, que deve destacar a New Wave Of British Heavy Metal, que teve como principal representante o Iron Maiden. Aliás, Bruce Dickinson, nos depoimentos, está a cara do falecido Caçador de Crocodilos. Que roupinha é aquela?!

-Para terminar que tal uma foto da nossa querida Lily Allen, que tem ouvido muito Klaxons, The Bird and the Bee e Adele (não, eu não conheço esses dois últimos)? Ela não é uma gracinha?! E ainda tem boca suja (com um belo sotaque inglês)! Perfeita!!!
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É GUERRA!

O Coldplay ilustra as capas das edições de fevereiro da Bizz e da Rolling Stone. Confira:
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quinta-feira, fevereiro 08, 2007

DICAS DO MÊS

As duas recomendações do mês, com textos extraídos das mais recentes edições da Bizz e da Rolling Stone, são Peel Sessions, da musa indie PJ Harvey, e Freak ‘N’ roll...Into The Fog, de uma das melhores bandas dos anos 90 (e com cara de anos 60/70), Black Crowes. No primeiro temos faixas que foram executadas no antigo programa do radialista inglês John Peel, que morreu em 2004. O texto é de autoria da jornalista Lígia Nogueira e foi publicado na Bizz #209, de janeiro (vou poupá-los do texto da Ivy Farias sobre o mesmo CD que saiu na RS de dezembro passado; parecia que a autora nem sabia quem era o John Peel, uma lástima). Depois é a vez do ao vivo dos Black Crowes, a banda dos irmãos Robinson (nem só do clã Gallagher vive o rock), num show de 2005. Texto de Paulo Cavalcanti que saiu na Rolling Stone #4, também de janeiro. Vale ressaltar que a seção Guia da RS, o ponto fraco da revista, teve uma sensível melhora nessa edição. Finalmente!
PJ HARVEY
Peel Sessions (1991-2004)
Universal
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A combinação é saborosa: se John Peel é hoje considerado o radialista mais importante da música pop, ninguém melhor do que a intrigante roqueira inglesa PJ Harvey para homenagear o locutor da BBC, morto em outubro de 2004. Pois essa musa atormentada caprichou na escolha do repertório de Peel Sessions (1991-2004), que reúne 12 faixas gravadas durante as apresentações no programa do amigo. Poderia ser “apenas” mais uma coletânea, se PJ Harvey não fugisse do óbvio – característica, aliás, das mais marcantes em sua carreira. Os primeiros acordes da faixa de abertura, “Oh My”, dão o recado: PJ não brinca em serviço. Sensualidade e dramaticidade se encontram em uma seqüência que inclui três outras faixas de seu disco de estréia, Dry (1992) – “Victory”, “Sheela-Na-Gig” e “Water” – e as até então inéditas em álbuns oficiais “Naked Cousin”, “Losing Ground”, “This Wicked Tongue” e “Wang Dang Doodle” (Willie Dixon). Da parceria com John Parish vem a balada “That Was My Veil”, incluída no álbum Dance Hall At Louse Point (1996). A sinuosa “Snake”, de Rid Of Me (1993), quebra o transe com um grito amedrontador, mas ainda repleto de malícia. “Beautiful Feeling” ficou mais crua e bela sem Thom Yorke – que participa dos vocais no disco Stories From The City, Stories From The Sea (2000). “You Come Through”, homenagem póstuma, encerra o set list à maneira de PJ (e que certamente John Peel aprovaria): espinhosa e cheia de beleza.
Lígia Nogueira
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BLACK CROWES
Freak ‘N’ roll...Into The Fog
ST2
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Os discos de estúdio do Black Crowes na maioria das vezes são irregulares, mas esses caras, quando sobem ao palco, não deixam para ninguém. Este CD duplo, gravado no lendário Fillmore East (São Francisco), traz o registro da tour realizada em 2005 e que quebrou recordes de público. Foi uma espécie de volta do grupo, já que seus integrantes estavam mais interessados em desenvolver trabalhos solos. Freak ‘n’ roll...Into The Fog também foi lançado em DVD, mas os fãs não vão dispensar este registro em áudio. Todos os clássicos estão incluídos e até algumas das canções mais fracas da banda, como “Welcome to the Goodtimes”, ganham novo ímpeto quando tocadas ao vivo. A troca de figurinhas entre os guitarristas Marc Ford e Rich Robinson é de dar água na boca e o vocalista Chris Robinson comanda o show com seu vocal que passeia por elementos de soul, gospel, blues e country. Os pontos altos são vários, mas de cabeça já dá para lembrar de “Soul Singing”, “Hard to Handle” e “Sunday Night Buttermilk Waltz” (uma bela versão acústica). Tem até uma cover de “The Night the Drove Old Dixie Down”, do The Band. Rock sem papagaiadas e de primeira.
Paulo Cavalcanti

domingo, fevereiro 04, 2007

PIXEL FICA COM O FILÉ

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Foi revelado na quinta-feira que a Pixel Media assinou um contrato que lhe dá direitos de publicar materiais da Vertigo, Wildstorm e ABC, os três selos da DC Comics voltados para um público mais adulto. Isso foi revelado pelo Sidney Gusman (sempre ele) no Universo HQ, que depois realizou uma extensa entrevista com André Forastieri (diretor da Pixel, e já conhecido de longa data pelos leitores mais antigos da Bizz, onde ele trabalhou na primeira metade dos anos 90) e com os editores Odair Braz Júnior e Cassius Medauar. Confira aqui a noticia e aqui a entrevista.
Bem, não vou negar que fiquei babando com tantas novidades. Em primeiro lugar teremos um título mensal, a Pixel Magazine, incluindo material da Vertigo e Wildstorm, e com distribuição para bancas normais (e feita pela Dinap, nada de Chinaglia). Também prometeram uma verdadeira enxurrada de encadernados, voltados mais para livrarias, comic shops e vendas on line. É gibi bom que não acaba mais. Entre os já prometidos inclui-se Hellblazer, Planetary (esse dois já estréiam na Pixel Magazine), Fábulas, Os Invisíveis, Authority, Ex-Machina, Sandman (a Conrad ainda publicará os 4 volumes restantes, mas a Pixel já tem direitos sobre a obra), entre outros.
Alguns títulos que tiveram vida atribulada por outras editoras no Brasil, como é o caso de Preacher, terão uma atenção especial e será estudada a melhor maneira de publicação. Outras, como Ex-Machina e Planetary recomeçarão de onde pararam (essa última teve dois volumes publicados pela Devir, enquanto que Ex-Machina já teve uma edição pela Panini).
Será finalmente o fim da era onde editoras fundo-de-quintal publicavam porcamente esse tipo de material, com os preços nas alturas e sem garantia de que veríamos os finais das séries? Será que agora encontraremos quadrinhos adultos de qualidade com preços mais acessíveis e sem medo de no meio do caminho ter nossa série favorita descontinuada e sem os atrasos contumazes? Eu vou ficar torcendo por aqui.
Agora, aqui para nós, alguém ainda dá a mínima para a tão falada ampliação da DC na Panini?!

sábado, fevereiro 03, 2007

CD OU DOWNLOAD?

Comprar o CD oficial ou baixar tudo na Internet? Eis a grande questão que seria feita por Hamlet se a famosa estória de Shakespeare fosse transportada para os dias atuais. Confira o que alguns roqueiros da terra da rainha falaram sobre o assunto:
“CD? Como era mesmo que isso funcionava? Foi há tanto tempo...” (Thom Yorke, do Radiohead)

“Tenho minhas assistentes para baixar músicas. Se quero ouvir ‘Fly Like An Eagle’, dos Neville Brothers, aí chamo uma das minhas filhas e uns minutos depois ela me traz a música num desses aparelhinhos. Se eu compro CDs? Ora, eu sou o Keith Richards, nunca comprei um disco na vida. Eu entro em qualquer loja e eles dão.” (Keith Richards, dos Rolling Stones)

“Baixar músicas? Eu não tenho um computador, estou imune a essa merda.” (Noel Gallagher, do Oasis)

“Nunca baixei uma canção. Acho que deve até ser legal, mas eu sou tradicional. Gosto de ir numa loja, de bater papo com o balconista adolescente mal remunerado que veste uma camisa velha do Oasis.” (Richard Ashcroft, ex-Verve e em carreira solo atualmente)

“Eu não baixo músicas, mas não sou contra. É que nunca tive e não vou ter um iPod. Fones de ouvido me lembram do meu trabalho, não uso fones fora do estúdio.” (Paul McCartney, do... como era mesmo o nome da banda onde ele tocava?!)

“Eu baixo músicas na Internet, não compro um CD há décadas. Bem, todo mundo sabe que sou um usuário assíduo da rede, não?” (Pete Townshend, do The Who)
E o que eu acho de tudo isso? Bem, sou como o Ashcroft, sou meio “das antigas”. Gosto do formato álbum, gosto de colocar a bolachinha (ou o bolachão, na época dos vinis) para tocar, pegar o encarte e ver as letras e tal, gosto do cheirinho de novo quando abrimos o pacote do disco. Mas sou apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco, não posso gastar muito com esse hobby. Lembro que quando meu pai comprou um aparelho de som com CD Player, lá por 1994, num período de um ano comprei mais de 100 CDs, e depois disso mantive uma média acima dos 50 discos anuais. Hoje se essa média chegar aos 15 é muito. Além de não ter muita grana, os CDs estão muito caros agora. Então baixo uma música aqui e ali, no limite que minha conexão discada permite. Ainda assim baixo pouco, até porque não estou muito animado com a situação que nós vivemos no mundo musical e prefiro ouvir meus discos antigos mesmo. Mas é certo que essa era de downloads veio para ficar, e não dá para ficar imune a isso, e fico meio entristecido sabendo que esse formato de uma banda se reunir em estúdio para gravar 10, 12, 14 músicas para um álbum está com os dias contados. Será que não teremos jamais um novo Sgt. Peppers, um novo Dark Side, um novo Pet Sounds, um novo Rocket To Russia, um novo Nevermind?!

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

MONSTER #5

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Nessa quinta edição de Monster, Dr. Tenma procura um antigo colega de faculdade, hoje uma autoridade em psicologia criminal, para analisar uma mensagem que o garoto Johan lhe deixou (fato mostrado no volume anterior). Com isso Tenma quase põe tudo a perder e passa perto de ser capturado. Ele também quase cai na armadilha do investigador Lunge ao entrar na casa onde supostamente Johan cometeu seu mais recente crime e escapa por pouco. Enquanto isso Nina, a irmã de Johan, vai em busca do assassino de seus pais adotivos, mas acaba mesmo ajudando-o a se livrar da máfia.
Apesar de ter sido uma edição com muita ação e onde muita coisa acontece, a trama principal, que é “qual é a desse moleque?”, pouco progride. Mas assim como Lost na televisão, o autor do mangá, Naoki Urasawa, não vai entregar o jogo fácil, e aproveita para colocar novas situações para deixar a vida dos personagens principais mais complicadas ainda. A edição brasileira é de boa qualidade, e a Conrad (talvez a melhor editora que publica quadrinhos na atualidade) faz um bom trabalho, mas custava colocar um “recapitulando” no começo da revista, algo que é mais que necessário num mangá com periodicidade bimestral? Fica o toque. Fora esse detalhe, Monster continua sendo uma das melhores opções de leitura seqüencial nas bancas nos dias de hoje.

terça-feira, janeiro 30, 2007

20 DISCOS QUE MUDARAM O MUNDO pt. 1

(texto extraído da revista ZERO nº 8)

SEX PISTOLS
NEVER MIND THE BOLLOCKS, HERE’S THE SEX PISTOLS

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Lançamento: 1º de outubro de 1977
Nas paradas: nº 106 na parada pop da Billboard
Algumas influências: Ramones, New York Dolls, The Stooges, Alice Cooper, Velvet Underground, MC5
Alguns influenciados: Guns N’ Roses, Oasis, Backyard Babies, Nirvana

O punk como estilo musical pode não ter nascido com Never Mind the Bollocks... Afinal, desde o final dos 60 / início dos 70 Iggy Pop encabeçava a música tocada dessa forma com seu Stooges, e na mesma época que Nova York pariu a banda seminal do punk, alguns anos antes da explosão britânica, a famosa casa de rock underground CBGB’s abria a porta para Ramones e cia. Mas o punk como atitude (e suas conseqüências) explodiram com os 38 minutos e 35 segundos do disco dos Pistols.
Os argumentos contrários são muitos – desde que eles são uma banda fabricada por Malcom McLaren no fundo de sua loja de roupas “Sex” (verdade) até que a rebeldia de Johnny Rotten (vocal), Steve Jones (guitarra), Paul Cook (bateria) e Sid Vicious (baixo) era fabricada (mentira).
Antes de gravar Never Mind the Bollocks... eles conseguiram a façanha de serem expulsos de duas gravadoras (EMI e A&M), e após o lançamento do álbum provocaram uma revolução sem precedentes na história do rock. Trabalhadores da indústria fonográfica, pela primeira vez, cruzaram os braços e se recusaram a fabricar um disco; quando “God Save the Queen” ultrapassou Rod Stewart e alçou o topo da parada britânica, os responsáveis omitiram o nome do líder e deixaram em branco o primeiro posto – apenas duas histórias que ilustram bem a disposição de quem trabalhava com música em aceitar o sucesso dos quatro delinqüentes.
No conteúdo do disco de capa amarela, apologia à anarquia, censura ao cristianismo, louvação ao niilismo e até música composta a partir de cartas que o vocalista recebia de uma louca internada no hospício, Pauline (“Bodies”).
Após o lançamento do álbum, eles partiram pra uma turnê pelos EUA que implodiu a banda em 14 dias. Cada um seguiu seu caminho – Johnny Rotten isolou-se e formou o PIL (Public Image Limited); Steve Jones e Paul Cook vieram pegar um bronze no Brasil e gravaram algumas canções com Ronald Biggs, famoso pelo assalto a um trem pagador inglês, e Sid Vicious foi pra Nova York com a namorada, Nancy Spungen, e acabaram morrendo por lá no ano seguinte – ele, de overdose, e ela, assassinada.
É chavão, mas o rock nunca mais foi o mesmo depois dos Sex Pistols. E olha que eles não chegaram a durar dois anos.

Efeitos no Brasil: Os ecos do punk demoraram a chegar por aqui. À época, o rock BR era dominado por três vertentes: o progressivo de grupos como Casa das Máquinas, Vímana, O Terço e, mesmo, Mutantes, o hard rock de Made in Brazil, Patrulha do Espaço e Bixo de Seda, e o rock rural de Sá, Rodrix e Guarabira. Quem chegou ao Brasil como um furacão não foram os “needles e pins” dos Pistols, mas as meias coloridas e as jaquetas de Tony Manero da onda disco. As primeiras bandas punk apareceram no ano seguinte: AI-5 e Restos de Nada. Logo depois, viriam Olho Seco, Ratos de Porão, Cólera e Inocentes, que ganhariam atenção de fato apenas em 1982, com o lançamento do primeiro disco do gênero, Grito Suburbano.

Enquanto isso...: Elvis Presley, que havia morrido dois meses antes, continuava reinando nas paradas inglesas com “Way Down”. Nos EUA de Steven Spielberg, “Star Wars Theme” (Meco) comandava. Mais os artistas mais famosos do ano são os Bee Gees, com a trilha de Embalos de Sábado à Noite. No Brasil a ditadura ainda respira e o presidente Ernesto Geisel decreta o recesso do Congresso Nacional.

sábado, janeiro 27, 2007

DEMOLIDOR & ASSINATURAS

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Só ontem comprei as últimas revistas mensais de dezembro da Panini que faltavam. Como já foi dito pelos editores, sofreremos um pouco com os atrasos (quer dizer, mais que o normal) nesse começo de ano devido ao impasse em relação à situação da DC, que depois de todo bafafá, continua com os italianos mesmo. E um dos gibis que comprei foi a derradeira edição de Demolidor (#35), que traz o final da fase da dupla Bendis & Maleev. Li rapidinho as últimas quatro partes do arco O Dossiê Murdock e ainda estou babando. Totalmente excelente! Desde já o que essa dupla fez no título do Homem Sem Medo entra no hall dos clássicos dos quadrinhos. Agora é aguardar e ver se Ed Brubaker e Michael Lark conseguem manter o nível, agora na nova revista mensal, Marvel Action. Eu não irei colecionar esse novo título, não curti o mix (Pantera Negra não dá, né? E sem Justiceiro?), mas acompanharei o Demolidor daquela maneira ilícita que você está imaginando.
E aproveitando que herdou as assinaturas da Turma da Mônica da editora Globo, a Panini se animou e brevemente lançará assinaturas também para sua linha de super-heróis. Ela promete que oferecerá planos diferenciados, ou seja, não teremos só um pacote Marvel e um pacote DC, como a Abril fazia. Se pintar um com Batman, Superman e LJA, eu entro nessa. E com um bom desconto em relação ao preço de capa, de preferência.

LETRA TRADUZIDA

LILY ALLEN
SMILE
SORRIA

When you first left me I was wanting more
Quando você me deixou da primeira vez eu queria mais,
But you were fucking that girl next door, what you do that for?
Mas você foi foder a vizinha, para que você faz isso?
When you first left me I didn’t know what to say
Quando você me deixou, da primeira vez, eu não sabia o que dizer
I've never been on my own that way, just sat by myself all day
Eu nunca estive sozinha daquele jeito, só ficava sentada o dia todo

I was so lost back then
Eu estava tão perdida, naquele tempo
But with a little help from my friends
Mas com uma ajudinha dos amigos
Achei a luz no fim do túnel.
I found a light in the tunnel at the end
Now you're calling me up on the phone
Agora você me telefona
So you can have a little whine and a moan
E só para choramingar e se lamentar,
And it's only because you're feeling alone
Tudo só porque você está se sentindo só

At first when I see you cry,
Primeiro, quando te vejo chorar
Yeah it makes me smile, yeah it makes me smile
Me dá vontade de rir, sim, me dá vontade de rir
At worst I feel bad for a while,
No pior dos casos, me sinto mal por um momento
But then I just smile, I go ahead and smile
Mas de novo logo rio, e sigo adiante e rio

Whenever you see me you say that you want me back
Cada vez que você me vê, me diz que quer voltar
And I tell you it don't mean jack, no it don't mean jack
E eu te digo que isso não significa nada para mim, nada para mim
I couldn't stop laughing, no I just couldn’t help myself
Não posso parar de rir, não, eu não consigo evitar.

See you messed up my mental health, I was quite unwell
Sabe, você estragou minha saúde mental, eu estava mesmo mal
I was so lost back then
Eu estava tão perdida, naquele tempo
But with a little help from my friends
Mas com uma ajudinha dos amigos
I found a light in the tunnel at the end
Achei a luz no fim do túnel
Now you're calling me up on the phone
Agora você me telefona
So you can have a little whine and a moan
E só para choramingar e se lamentar
And it's only because you're feeling alone
Tudo só porque você está se sentindo só

At first when I see you cry,
Primeiro, quando te vejo chorar
Yeah it makes me smile, yeah it makes me smile
Me dá vontade de rir, sim, me dá vontade de rir
At worst I feel bad for a while,
No pior dos casos, me sinto mal por um momento,
But then I just smile I go ahead and smile
Mas de novo logo rio, e sigo adiante e rio


Lily Allen foi a sensação do último verão inglês. Graças ao My Space a garota estourou com o single de “Smile” (cerca de 100 mil amigos da cantora fazem parte de sua página no site), e mesmo depois do estrelato ela continua postando no seu blog, falando mal de Deus e o mundo, inclusive dela mesma. “Smile” fala com naturalidade, antes só vista em Alanis Morissette quando na metade da década de 90 ela alcançou o sucesso dizendo que fazia sexo oral no seu namorado no cinema, de uma traição que a cantora sofreu do seu ex, Lester Lloyd, que acabou sendo “homenageado” na música com maior rotação de 2006. O clipe, então, é sensacional, mostrando a vingança em grande estilo da garota. O hit puxou o álbum Alright Still, e agora Lily está em várias listas de melhores do ano passado.

terça-feira, janeiro 23, 2007

SUPERMAN – 10 HQS IMPERDÍVEIS

(texto extraído da revista Mundo Super Heróis, com adaptações)

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Superman’s Pal Jimmy Olsen (1970)
Quando o mestre dos quadrinhos Jack Kirby se desligou da concorrente Marvel Comics, a DC não perdeu tempo. Carmine Infantino, então presidente da editora, convidou Kirby para assumir um dos títulos do Supeman. Para não tirar o emprego de ninguém ao assumir a revista, Kirby preferiu criar uma série para o título de Jimmy Olsen, que não tinha roteirista fixo. Inovador, Kirby criou o Quarto Mundo, um universo de personagens que abrangia não só a revista do Jimmy Olsen, mas outras três séries: New Gods, Forever People e Mister Miracle. Esse audacioso projeto figura entre os melhores trabalhos do quadrinista. O auge da série foi o surgimento do vilão Darkseid, uma das grandes ameaças que o Homem de Aço já enfrentou.
Publicada pela Ebal em 1972, e pela Abril em 1984.

Paz Na Terra (1998)
O álbum de luxo escrito por Paul Dini e ilustrado por Alex Ross mostra uma temática social em que Superman resolve combater a fome mundial. Depois de salvar uma garota pobre em Metrópoles, o Homem de Aço reflete e começa a distribuir o excesso da produção mundial de comida aos locais mais problemáticos do planeta. Mas a ganância e os conflitos políticos podem se mostrar fortes demais até mesmo para o Superman. No seu itinerário, ocorre uma escala rápida no Rio.
Publicada pela Abril em 1999

Saga da Supergirl (1988)
A reformulação planejada por John Byrne em 1986 deu novo impulso ao Homem de Aço e gerou ótimas histórias. A de maior impacto foi a volta da Supergirl. Chamada Matriz, ela veio do mesmo universo compacto que o Superboy da Legião. Após a morte do Superboy, esse universo foi destruído por uma guerra entre humanos e três sobreviventes kryptonianos. Apenas uma fortificada Smallville, protegida por um campo de força criado por Luthor, sobreviveu. É a HQ em que o Homem de Aço puniu os responsáveis pela morte de bilhões de pessoas.
Publicada pela Abril em Superpowers nº 17, de 1990

As Quatro Estações (1999)
Minissérie criada por Jeph Loeb e Tim Sale, reconta o início da vida do Superman, do ponto de vista de seus amigos, parentes e adversários. A cada edição há uma lição sobre o orgulho paterno de Jonathan Kent, o amor perdido de Lana Lang, a relação apaixonada com Lois e o ódio eterno de Lex Luthor. Aos poucos se forma um mosaico de como um inocente garoto do Kansas se tornou o maior herói da Terra.
Publicada em quatro edições pela Abril, em 2000, e recentemente, em volume único, pela Panini

All-Star Superman (2005)
É aclamada como uma das melhores adaptações do Homem de Aço. O escritor Grant Morrison, famoso por suas histórias adultas, buscou a essência do personagem, sintetizando o melhor de todas as eras e redefinindo o Homem de Aço para o século XXI. A história mostra o clássico conflito Luthor versus Superman de um novo ângulo. De um lado, o cientista ganha novo ímpeto ao perceber que está envelhecendo e seu inimigo, não. De outro, o Homem de Aço intensifica ainda mais sua missão, ao descobrir que só tem um ano de vida.
Ainda não publicada no Brasil (recentemente anunciada pela Panini)

Identidade Secreta (2004)
Com texto de Kurt Busiek e desenhos de Stuart Immonen, a HQ narra a vida de um rapaz do Kansas chamado Clark Kent. Graças ao seu nome e sua aparência semelhante a do personagem, o jovem vive à sombra do mito e desenvolve até aversão a coisas relacionadas ao Homem de Aço. Mas, um dia, ele manifesta os poderes do herói e passa a sofrer as dúvidas de uma importante decisão: vestir o uniforme e ajudar as pessoas.
Publicada em quatro edições pela Panini, em 2005

Entre a Foice e o Martelo (2003)
A premissa é muito boa. O que aconteceria se o foguete de Kal-El tivesse caído na Rússia e não nos Estados Unidos? A presença do Homem de Aço no mundo comunista altera o rumo da História, tornando a Rússia a vencedora da Guerra Fria. Mas quem rouba a cena é Lex Luthor, numa caracterização muito intrigante e carismática. Todos os elementos da história do Superman aparecem reformulados nessa HQ que começa nos anos 50 e vai até milhares de anos no futuro. O final escrito por Mark Millar e desenhado por Dave Johnson e Killian Plunkett é surpreendente.
Publicada em três edições pela Panini, em 2004

Superman, o Adeus (1986)
Última história do Superman no universo pré-Crise, escrita por Alan Moore e ilustrada por Curt Swan. A trama se passa no futuro e é toda narrada por Lois Lane, que revela detalhes dos últimos dias do Superman para um repórter. Na ocasião, a identidade secreta do herói foi revelada e, com isso, ele é atacado por seus piores inimigos. A história é tocante, pois vários amigos próximos são mortos. Foi o desfecho com chave de ouro dessa fase do Homem de Aço.
Publicada pela Abril em Superpowers nº 21, em 1991, e depois pela Opera Graphica em 2003. Faz também parte do encadernado Grandes Clássicos DC – Alan Moore, publicado recentemente pela Panini

Para o Homem que Tem Tudo (1985)
Escrita por Alan Moore e desenhada por Dave Gibbons. A trama se passa na Fortaleza da Solidão durante o aniversário de Kal-El, que recebe, entre os presentes, uma planta parasita que se prende a vítima e absorve suas energias. Em troca, o vegetal cria alucinações que reproduzem o maior desejo da pessoa. No caso, Superman se vê em Krypton com seus familiares, pai de dois filhos e casado com a atriz Lyla Lerrol. Mas para salvar seus amigos, ele terá que abdicar tudo isso.
Publicada pela Abril em Superpowers nº 21, em 1991, e depois pela Opera Graphica em 2002. Também está no encadernado Grandes Clássicos DC – Alan Moore

Reino do Amanhã (1996)
Não é exatamente uma HQ do Superman, mas sua participação é crucial. Num futuro próximo, os grandes heróis se aposentaram e foram substituídos por uma geração de vigilantes inescrupulosos. O retorno de um envelhecido Superman traz a velha guarda que entre em conflito com os novos heróis. A tensão cresce quando os governantes da Terra concluem que os superseres são uma ameaça à população. O final é uma sangrenta guerra entre as facções. A arte de Alex Ross e o roteiro de Mark Waid mostram um Superman bem intencionado, mas falível. A batalha entre Superman e o Capitão Marvel é memorável.
Publicada em quatro edições pela Abril em 1997, e depois, em volume único, pela Panini, em 2004

sábado, janeiro 20, 2007

NOTAS MUSICAIS

-Deve pintar um filme contando a história de Kurt Cobain, líder do Nirvana, responsável pela última revolução do rock (já tá na hora de outra, não acham?). Segundo a viúva do cantor, a louquinha (e odiada por muitos) Courtney Love, o filme ainda está num estágio embrionário. Do elenco, ela disse que o papel de Cobain está para ser escolhido entre dois atores, e que a atriz que irá interpretá-la é um pouco bonita demais, mas não chegou a revelar nenhum nome. O roteiro será baseado no livro Mais Pesado Que O Céu, de Charles R. Cross, que mostra toda a vida de Kurt, de sua infância até o tiro fatal que tirou-lhe a vida (aliás, um puta livro, recomendo). Lembrando que Last Days, filme de Gus Van Sant que conta a históría de um rockstar MUITO parecido com Kurt Cobain, foi lançado diretamente em DVD por aqui.

-Os Arctic Monkeys (lembram deles? Parece que já faz tanto tempo, né?) estão em um estúdio em Londres preparando o sucessor do superbem sucedido Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not. O segundo álbum dos caras deve chegar às lojas em abril, e um pouco antes no seu MP3 Player, e conterá músicas como “D Is for Dangerous” e “Fluorescent Adolescent”, e também algumas vozes de fantasmas, já que os integrantes do grupo juram que o estúdio é assombrado por alguma manifestação que gosta de sussurrar (e que já teria sido ouvida em outros discos gravados por lá). Para manter o hype, até história de fantasmas tá valendo.


-Os melhores filmes de rock, segundo a Rolling Stone gringa:
“Don’t Look Back” (Bob Dylan)
“A Hard Day’s Night” (Beatles)
“This Is Spinal Tap” (Spinal Tap, oras!)
“Quadrophenia” (The Who)
“Purple Rain” (Prince)
-No último dia 16 foi anunciada a lista de indicados do BRIT Awards. Muse, Lily Allen e Gnarls Barkley lideram com 3 indicações cada. Confira a lista completa:
Artista Inglês Solo:
James Morrison
Jarvis Cocker
Lemar
Paolo Nutini
Thom Yorke

Artista Inglesa Solo:
Amy Winehouse
Corinne Bailey Rae
Jamelia
Lily Allen
Nerina Pallot

Grupo Inglês:
Arctic Monkeys
Kasabian
Muse
Razorlight
Snow Patrol

Álbum Inglês:
Amy Winehouse - 'Back To Black'
Arctic Monkeys - 'Whatever People Say I Am, That's What I'm Not'
Lily Allen - 'Alright, Still'
Muse - 'Black Holes And Revelations'
Snow Patrol - 'Eyes Open'

Single Inglês:
Corinne Bailey Rae - 'Put Your Records On'
The Feeling - 'Fill My Little World'
James Morrison - 'You Give Me Something'
The Kooks - 'She Moves In Her Own Way'
Leona Lewis - 'A Moment Like This'
Lily Allen - 'Smile'
Razorlight - 'America'
Sandi Thom - 'I Wish I Was A Punk Rocker'
Snow Patrol - 'Chasing Cars'
Take That - 'Patience'
Will Young - 'All Time Love'

Revelação Inglesa:
Corinne Bailey Rae
The Fratellis
James Morrison
The Kooks
Lily Allen

Show Inglês:
George Michael
Guillemots
Kasabian
Muse
Robbie Williams

Artista Estrangeiro Solo:
Beck
Bob Dylan
Damien Rice
Jack Johnson
Justin Timberlake

Artista Estrangeira Solo:
Beyonce
Cat Power
Christina Aguilera
Nelly Furtado
Pink

Grupo Estrangeiro:
The Flaming Lips
Gnarls Barkley
The Killers
Red Hot Chili Peppers
Scissor Sisters

Álbum Estrangeiro:
Bob Dylan - 'Modern Times'
Gnarls Barkley - 'St Elsewhere'
Justin Timberlake - 'FutureSex/LoveSounds'
The Killers - 'Sam's Town'
Scissor Sisters - 'Ta-Dah'

Revelação Estrangeira:
Gnarls Barkley
Orson
The Raconteurs
Ray Lamontagne
Wolfmother

Contribuição Excelente Para A Música:
Oasis
A cerimônia de premiação ocorrerá em 14 de fevereiro no London's Earls Court, e contará com performances ao vivo de Snow Patrol, Scissor Sisters, The Killers, Take That, Corinne Bailey Rae, Red Hot Chili Peppers, Amy Winehouse e Oasis, os grandes homenageados na noite.

-Falando em Oasis: “Deveriam ter tido a decência de esperar minha morte. Eu tenho esse respeito por quem roubo”. Isso foi dito pelo Noel Gallagher, quando acusou o Green Day de plagiar “Wonderwall” em “Boulevard of Broken Dreams”. Eu adoro o senso de humor desses ingleses...

sexta-feira, janeiro 19, 2007

SLAM DUNK # 8

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O quebra pau entre a gangue de Mitsui e o time de basquete, iniciado no volume anterior, chega ao clímax nesse volume 8. Esperava-se que o autor, Takehiko Inoue, usasse todas as páginas da edição para mostrar a briga, mas ele surpreende e coloca mais um tempero na trama. Na verdade, Mitsui já foi do time de basquete. Isso é mostrado através de flashbacks, quando Kogure, que o Sakuragi chama de Quatro Olhos, conta sobre os acontecimentos que levaram àquela situação. Mitsui sofreu uma contusão, ficou um tempão de recuperação, e quando regressou, a mesma lesão voltou, obrigando-o a ficar mais tempo ainda sem jogar. E desde então ele nunca mais retornou à equipe. No final desse número de Slam Dunk, ele suplica ao técnico, que no início foi a razão por que ele ter escolhido aquele colégio para jogar, para voltar ao time. Como visto, essa foi uma edição diferente do normal, certamente a mais séria delas. Até nosso herói Sakuragi, sempre com aquele seu humor involuntário, pouco aparece (e o autor faz uma brincadeira com isso nas páginas que dividem os capítulos). Com esse volume, termina uma fase do mangá. No próximo já teremos o time participando de um torneio que pode levá-los ao campeonato interestadual. Com isso, farei uma pequena pausa, e só voltarei a ler quando conseguir tampar o buraco da minha coleção (faltam as edições 10, 11 e 12).