sábado, fevereiro 03, 2007

CD OU DOWNLOAD?

Comprar o CD oficial ou baixar tudo na Internet? Eis a grande questão que seria feita por Hamlet se a famosa estória de Shakespeare fosse transportada para os dias atuais. Confira o que alguns roqueiros da terra da rainha falaram sobre o assunto:
“CD? Como era mesmo que isso funcionava? Foi há tanto tempo...” (Thom Yorke, do Radiohead)

“Tenho minhas assistentes para baixar músicas. Se quero ouvir ‘Fly Like An Eagle’, dos Neville Brothers, aí chamo uma das minhas filhas e uns minutos depois ela me traz a música num desses aparelhinhos. Se eu compro CDs? Ora, eu sou o Keith Richards, nunca comprei um disco na vida. Eu entro em qualquer loja e eles dão.” (Keith Richards, dos Rolling Stones)

“Baixar músicas? Eu não tenho um computador, estou imune a essa merda.” (Noel Gallagher, do Oasis)

“Nunca baixei uma canção. Acho que deve até ser legal, mas eu sou tradicional. Gosto de ir numa loja, de bater papo com o balconista adolescente mal remunerado que veste uma camisa velha do Oasis.” (Richard Ashcroft, ex-Verve e em carreira solo atualmente)

“Eu não baixo músicas, mas não sou contra. É que nunca tive e não vou ter um iPod. Fones de ouvido me lembram do meu trabalho, não uso fones fora do estúdio.” (Paul McCartney, do... como era mesmo o nome da banda onde ele tocava?!)

“Eu baixo músicas na Internet, não compro um CD há décadas. Bem, todo mundo sabe que sou um usuário assíduo da rede, não?” (Pete Townshend, do The Who)
E o que eu acho de tudo isso? Bem, sou como o Ashcroft, sou meio “das antigas”. Gosto do formato álbum, gosto de colocar a bolachinha (ou o bolachão, na época dos vinis) para tocar, pegar o encarte e ver as letras e tal, gosto do cheirinho de novo quando abrimos o pacote do disco. Mas sou apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco, não posso gastar muito com esse hobby. Lembro que quando meu pai comprou um aparelho de som com CD Player, lá por 1994, num período de um ano comprei mais de 100 CDs, e depois disso mantive uma média acima dos 50 discos anuais. Hoje se essa média chegar aos 15 é muito. Além de não ter muita grana, os CDs estão muito caros agora. Então baixo uma música aqui e ali, no limite que minha conexão discada permite. Ainda assim baixo pouco, até porque não estou muito animado com a situação que nós vivemos no mundo musical e prefiro ouvir meus discos antigos mesmo. Mas é certo que essa era de downloads veio para ficar, e não dá para ficar imune a isso, e fico meio entristecido sabendo que esse formato de uma banda se reunir em estúdio para gravar 10, 12, 14 músicas para um álbum está com os dias contados. Será que não teremos jamais um novo Sgt. Peppers, um novo Dark Side, um novo Pet Sounds, um novo Rocket To Russia, um novo Nevermind?!

2 comentários:

Marlo disse...

O que há tempos chamam de "morte do cd" deve estar sendo realizado com uma eutanásia daquelas, porque, mesmo sendo declarado morto por muitas bandas, dezenas de novos cds chegam às lojas todos os dias - inclusive, lançados por essas bandas que falam na morte do formato.

Ainda vejo com desconfiança esse deslumbramento com o download. Não que eu não aproveite (e como aproveito!), mas, anda extraio muito prazer de uma passadinha na loja pra ver os lançamentos. Você tem razão, está tudo muito caro, mas, em grandes lojas, como as Americanas, dá pra pegar belos discos (como o DARK SIDE OF THE MOON, do Pink Floyd, o X&Y do Coldplay, e o MONDO BIZARRO, dos Ramones, por preços que não passam de 15 reais.

Agora, coisa que não faço mesmo é comprar cd pirata. Além de ser um produto feio, tenho raiva dos pirateiros que roubam o espaço público com suas imensas caixas e lonas estendidas na calçada. Isso sem falar no barulho - e eles sempre põem os piores cds pra tocar.

Gerlande Diogo disse...

Eu tb sou das antigas. Gosto de passar na loja e comprar o CD e ler o encarte, agora, se a grana aperta não vejo problemas em baixar músicas. Ah, e CD pirata eu não compro não.