sábado, agosto 19, 2006

NEM RÁPIDO & NEM RASTEIRO

-Uma coisa chata que acontece comigo de tempos em tempos é ser perseguido por uma música insuportável. E atualmente essa música é “Hips Don’t Lie”, da Shakira. É impressionante. Basta dar uma zapeada na TV e muitas vezes dou de cara com o clipe, ou quando nas raras vezes que sintonizo nas FMs, lá está a maldita tocando. Com aquele vocal horrível da Shakira, nem adianta ela aparecer quase nua nos vídeos, pois quando algo, ou alguém, enche meu saco, não tem jeito, já era. E dá-lhe ouvir música boa depois para tirar esse lixo da cabeça, porque gruda mais que chiclete.

-Comprei hoje a Bizz de agosto, com o Skank na capa, talvez a única banda mainstream do combalido Rock Brasil que merece uma ouvida mais atenta, ao lado do Pato Fu e dos Los Hermanos (mas o rock mais alternativo está cheio de coisas legais; é só dar uma checada na Trama Virtual para conferir isso). Como alardeado pelo Marlo do Catapop (linkado ao lado), voltou a lombada quadrada e o papel do miolo de melhor qualidade. Agora uma explicação convincente para as duas edições grampeadas e papel inferior, essa ficaram devendo (talvez por não haver uma). Tudo bem, só espero que não voltem atrás outra vez. Mas quando a Panini troca o papel de luxo pelo papel jornal por engano, faz uma nova tiragem com o papel certo e permite a troca das revistas de forma gratuita, neguinho põe a boca no trombone para reclamar. Ô raça ruim essa de nerd fã de gibi! Fora isso, a revista é aquela beleza de sempre. Às vezes me pergunto como consegui viver esses longos anos em que a Bizz esteve “morta”.

-Também comprei a edição super luxuosa de V de Vingança, da Panini. R$ 39,90 bem gastos. Sou um dos que nunca leram esse clássico, e nem quis ver o filme porque queria ler o gibi antes. Fico grato ao dono da banca, onde sempre compro meus gibis, por ter guardado um exemplar para mim (só vieram dois). Aliás, essa é uma época excelente para os colecionadores de HQs, pois nunca houve tanta republicação de clássicos como agora. Sandman, Sin City, Watchmen, Elektra Assassina, Marvels, Crise nas Infinitas Terras, Reino do Amanhã, todos tiveram edições recentemente, ou estão sendo publicados, como é o caso de Sandman, com um novo volume a cada quatro meses. Nosso bolso sofre, mas nosso lado fanboy agradece.

-Falando em gibi bom, hoje terminei de ler o volume 2 dos Clássicos dos Titãs (já disse que demoro muito para ler meus gibis, né? Esse eu comprei em março, e só agora fui ler!). A edição é uma maravilha. Mas o que queria dizer é o seguinte: como rendem essas histórias antigas. Eu levei cerca de 40 minutos para ler cada uma delas (são quatro no total). A quantidade de texto é enorme, a média de quadrinhos por páginas é bem maior que hoje em dia, não tem nada daqueles pin ups de página dupla. Uma HQ atual você lê em 15, 20 minutos. Claro, isso não quer dizer que os gibis da época eram melhores, mas ao menos nosso dinheiro era mais valorizado.

-O Oggh não é mais editor da DC, pelo menos dos títulos mensais. O Levi Trindrade vai ocupar sua vaga. Bem, o Oggh vinha fazendo um bom trabalho (melhor que sua contraparte na Marvel, o Fernando Lopes). Conseguiu arrumar a cronologia e deixar tudo certinho para a Crise Infinita, lutou pelo crescimento da DC na própria Panini, sempre foi educado nas respostas no Fórum (e ser educado com nerd chato é tarefa difícil), enfim, cumpriu muito bem seu ofício. Espero que o Levi mantenha essa linha de trabalho, pois nós decenautas merecemos nossos gibis bem tratados.

Um comentário:

Reginaldo Yeoman disse...

Só acho que o trabalho do Oggh ficou manchado pelo piti contra os scans. O cara não precisava puxar briga com esses moinhos de vento.

Mas, fora isso, concordo com você. Seu trabalho foi muito melhor do que o da prima-dona em miniatura do Lopes.