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"Sentem suas bundas preguiçosas!" Foi com essa simpática frase que Liam Gallagher abriu o show do Oasis, na única data em Nova York de uma turnê de 18 apresentações em território americano. O público, que lotava o clássico Radio City Music Hall, pareceu nem ligar para a sentença proferida e urrava a cada grunhido no indefectível sotaque britânico do cantor. Afinal, quem gosta do Oasis já sabe da fama dos irmãos Gallagher. Brigas, drogas e provocações fazem parte do mito da banda desde o início dos anos 90, apesar de as polêmicas terem se intensificado nos último anos.
Quatro álbuns, milhões de cópias e muita confusão depois, o Oasis retorna aos EUA com a missão de divulgar seu atual filhote, o retrô Standing On The Shoulder Of Giants (batizado por Noel depois de uma noite de bebedeira num pub, após observar a moeda de duas libras, que tem algo semelhante escrito em sua face).
O show começa com "Go Let It Out", primeiro sucesso do disco. Um telão acima da banda projeta um filminho de 15 minutos com imagens de Nova York (gente, rua, prédios) que termina com uma foto de John Lennon no Central Park.
O filme será apresentado em todas as cidades dos Estados Unidos, mas, pelo fato de estarem em Nova York, a platéia delirou. Breve comentário: em rápido passeio pelo Radio City (pois os seguranças do local, além de não permitirem movimentos mais bruscos, cerveja e drogas, proíbem que você saia da cadeira, a não ser que seja para ir ao banheiro), notei que o público era composto majoritariamente por homens barrigudos, com um estra-nhíssimo detalhe: trajando camisa de gola alta e jaqueta de couro!
Daí para frente, foi aquele esquema de música nova, música antiga, música nova, música antiga... Os dois novos membros da banda, Gem Archer e Andy Bell (que entraram no lugar de Paul Arthus e Paul McGuigan) não olharam para a platéia. Noel até ensaiou algum carisma e se divertiu sacaneando os jornalistas presentes quando avisou, no bis, que iria cantar uma música de Neil Young. "Atenção, jornalistas de bloco na mão, podem anotar, vou cantar agora um clássico de Neil Young". Quando a música chegou ao fim, mandou: "Para os que não sabem, o nome é ‘Hey, Hey, My, My’". Nessa altura do campeonato, escondi meu caderninho...
Após Neil Young... Beatles, é claro! Noel doa a alma em sua interpretação de "Helter Skelter" e o público aplaude. Liam (que esteve ausente enquanto Noel cantava, como de praxe) volta e encerra o show cantando "Toniiiiiight/ I’m a rock’n’roll staaar"... É, pode até ser - e foi com essa impressão que a platéia saiu de lá. Entretanto, a mídia e as vendagens americanas não endossam esse refrão. Mas quem se importava com isso naquela noite?
Quando as primeiras informações sobre o novo disco do Oasis surgiram na imprensa britânica, muito se especulava sobre a qualidade do álbum, ainda mais depois de Noel Gallagher anunciar que o novo disco teria o pouco promissor título Where Did It All Go Wrong? (onde foi que tudo deu errado?). Encerradas as gravações, num intervalo de poucas semanas, o baixista Paul McGuigan e o guitarrista Paul Arthurs anunciaram a saída do grupo e alguns tablóides chegaram a divulgar que os músicos teriam jogado a toalha devido à baixa qualidade do novo material.
Os dois desertores foram prontamente substituídos respectivamente por Andy Bell (ex-Ride e Hurricane # 1) e Gem (ex-Heavy Stereo) e o "novo" Oasis mudou o nome do disco, mostrando que absolutamente nada deu errado. Pesado como Definitely Maybe, com uma riqueza melódica impressionante, como (What’s The Story) Morning Glory?, mas sem abandonar as experimentações psicodélicas que marcaram Be Here Now, este CD atesta a maturidade dos irmãos Gallagher, que, ajudados pelo competente produtor Mark Stent, tiveram a liberdade e o tempo para concretizar todas as suas idéias em dez enxutas músicas.
Com o título tirado da frase do físico Isaac Newton cunhada na moeda de 2 libras, Standing On The Shoulder Of Giants é um álbum em que Noel não tem vergonha de mostrar a raiz de suas principais influências, sejam elas Beatles, Led Zeppelin e Pink Floyd, ou Chemical Brothers e Goldie. "Fuckin’ In The Bushes", a faixa de abertura, é a que melhor sintetiza tudo isso, misturando um loop de bateria eletrônica com samplers tirados de um filme sobre o festival na Ilha de Wight, de 1970, num caldeirão sonoro coberto de guitarras e sintetizadores. "Go Let It Out" é o primeiro single. Com melodia pegajosa, tem tudo para se transformar num grande hit.
Mas o disco ainda guarda outras surpresas. Uma delas é a primeira composição de Liam, "Little James", uma balada lennoniana em homenagem ao enteado (filho da mulher, a atriz Patsy Kensit, com Jim Kerr, do Simple Minds). Se Liam compõe, Noel solta a voz em "Where Did It All Go Wrong?" e "Sunday Monday Call". A banda também mostra seu lado punk em "Gas Panic!" e a faceta rock em "Put Your Money Where Yer Mouth Is". É um disco que terá lugar cativo no coração dos fãs do Oasis.

::"D’You Know What I Mean" - O single, com sample de NWA, peso zeppeliniano, guitarras gravadas ao contrário, mais de sete minutos. Vocais com "yeah, yeah, yeah" rodando ao contrário.
::"My Big Mouth" - Refrão repetido em ecos, um riff musculoso e a tradicional muralha de guitarras que range até o final. Trecho: "Todo mundo sabe que ninguém está dizendo nada".
::"Magic Pie" - Power balada cheia de harmonias beatles, a única faixa do disco cantada por Noel. Termina tragada por efeitos sonoros alienígenas, com uma fungada e um "oh".
::"Stand By Me" - Balada épica na melhor tradição de "Wonderwall", um dos grandes destaques do disco e hit certeiro. "Existe algo que eu nunca pude te dar/ Meu coração nunca será um lar".
::"I Hope, I Think, I Know" - Rock com mais peso, a voz de Liam soterrada por guitarras: "Fazem tudo para me botar no meu lugar, mas o futuro é meu e essa é a sua desgraça".
::"The Girl In The Dirty Shirt" - Melodia escandalosamente beatle, com um piano que dá mais pinta ainda. A letra fala de um incidente do começo do namoro entre Noel e Meg: ele entrou no quarto dela e a viu passando roupa. Naquela mesma noite, dedicou o show à "garota com a camisa suja".
::"Fade In-Out" - Começa com uma tossida, tem Johnny Depp tocando slide guitar (gravada ao contrário), um grito de porco morrendo e, depois de uma longa primeira parte, é inundada por uma sonzeira indiana. Referência beatle: "Entre no helter skelter, pise no fogo, você tem de ser durão o suficiente para derrotar os bravos".
::"Don’t Go Away" - Balada matadora, cheia de cordas, dentro de um formato mais pop.
::"Be Here Now" - Rock pesado com a cozinha fortíssima, um arrastão hipnótico.
::"All Around The World" - Uma espécie de "Champagne Supernova 2", esta power balada estava na gaveta de Noel há cinco anos. Tem orquestração à George Martin (32 músicos, 11 minutos de duração e brincadeiras com efeitos vocais).
::"It’s Getting Better (Man!!)" - Riff marcante na guitarra, Liam afundado na mixagem e muita euforia.

- Mulher-Gato - Um Crime Perfeito
- Legião dos Super-Heróis - A Saga das Trevas Eternas
- Os 6 volumes da Coleção DC 70 Anos
- Fábulas - O Livro do Amor
- Preacher - Guerra ao Sol
- Reino dos Malditos
- Os Maiores Clássicos do Poderoso Thor Vol 3
- Os Maiores Clássicos do Capitão América Vol. 1
- Os Maiores Clássicos do Quarteto Fantástico Vol. 3
- Witchblade - Série Clássica - Origens
- Homem-Aranha - Grandes Desafios Vol. 5
- Watchmen

Bono, quando não está em busca de beatificação, é um marqueteiro de primeira. Quando declarou “Se esse não for nosso melhor álbum, seremos irrelevantes” poucos dias antes de o novo CD vazar para o mundo, o vocalista do U2 não somente desafiou seus depredadores, ele vendeu a idéia que a própria música não pode perder sua relevância, precisa se reinventar. O 11º álbum de estúdio dos irlandeses pode não tornar a música relevante em termos de eventos, mas coloca o grupo outra vez em um patamar que poucos grupos conseguem alcançar hoje em dia. A mudança radical prometida nos moldes de Achtung Baby e Zooropa não existe. O álbum é uma nova criatura formada por 33 anos de U2 e inquietude. “No Line on the Horizon”, faixa de abertura, brinca com a base de guitarras de “The Fly” com o vocal rejuvenescido da época de The Unforgettable Fire. “Magnificent” talvez seja a canção mais U2 da fase recente da banda, remetendo a War (Bono gritando “Magnificent” não ficaria estranho com uma bandeira branca do lado) e a influência de White Stripes nos segundos iniciais. Alguns podem se surpreender com “Moment of Surrender”, mas ela é a evolução natural do projeto Passengers, feito com Brian Eno – produtor de No Line on the Horizon, ao lado de Daniel Lanois e Steve Lillywhite – e de “In a Little While”, soul de All That You Can’t Leave Behind. Ironicamente, não há hits fáceis aqui. “I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight”, que vê Bono brincando de Justin Timberlake, é uma séria candidata a substituir o electro-rock energético de “Get on Your Boots”, mas grande parte da obra é de uma delicadeza e paciência exemplares, como a linda “White as Snow”, sobre um soldado morrendo no Afeganistão, e “Fez – Being Born”, que parece o disco Pop encontrando a trilha sonora de Clube da Luta pelos Dust Brothers. Referências antigas para algo incrivelmente novo? Não foi o próprio Bono que cantou “todo artista é um canibal”?
Entra ano, sai ano, nós vemos lançamentos remasterizados de bandas de qualidade muitas vezes duvidosa. E nada de sair algo similar da maior de todas. Claro que estou falando dos Beatles! Desde 1987, quando a discografia da banda foi lançada em CD, os fãs esperam a versão remasterizada dos disquinhos. Mas finalmente essa espera está prestes a terminar. Em setembro próximo, mais exato, no dia 09/09/09, o mesmo do lançamento do jogo Rock Band dedicado aos rapazes de Liverpool, chegará às lojas todos os discos de estúdio do grupo em versão remasterizada. Além dos 12 álbuns de estúdio, também está previsto nesse formato Magical Mystery Tour e a coletânea Past Masters.

Pois é, amigos, hoje faz quinze anos que o Kurt tirou sua própria vida (o corpo foi encontrado dia 8, mas a autópsia revelou que ele estava morto desde o dia 5). O tempo urge (e ruge) e é imperdoável. Lembro que, quando comecei a curtir rock e lia algo sobre o movimento punk dos anos 70, aquilo me parecia tão distante, um outro mundo. E agora já passou 15 anos da morte de Kurt e quase 18 anos do lançamento de Nevermind, mais ou menos o mesmo tempo entre o auge do punk e o início da década de 90.
Em 93 tivemos a histórica apresentação dos caras no Hollywood Rock, transmitido pela Globo. Aquilo foi o que me faltava pra me debandar para o mundo do rock de uma vez. O show não teve nada de profissional, parecia um (péssimo) ensaio, mas apesar disso, ou talvez por isso mesmo, achei sensacional! Bastou a dobradinha “Polly” e “About a Girl” para me conquistar. E a quebradeira, a cusparada nas câmeras e a microfonia durante a ainda inédita “Scentless Apprentice” serviram para confirmar que tinha encontrado meu nirvana. A interrupção da transmissão, com a Globo temendo mais bizarrices por parte de Kurt, veio tarde. O estrago estava feito. Finalmente tinha encontrado um tipo de música que combinava com minha visão da vida (e do mundo).
Quinze anos depois continuo no circo rock ‘n’ roll, novas e boas bandas continuam a aparecer, mas nada como naqueles velhos tempos. Sei lá, talvez eu esteja velho e rabugento, mas a cada dia que passa tenho mais certeza que nunca mais encontrarei músicas que mexeram tanto com a minha cabeça como àquelas compostas por Kurt Cobain. Rest in peace, Kurt, um dia você consegue.
A maldição de Preacher existe, e é implacável! Depois de tomar a série de Garth Ennis da Devir (que vinha mantendo uma certa regularidade), a Pixel, após lançar dois volumes encadernados (Rumo ao Sul é o primeiro, o outro é Guerra ao Sol, ainda na lista de leitura) e alguns especiais, mostra uma banana aos leitores, interrompe todos os lançamentos e nem se dá ao trabalho de dar uma mínima explicação. Enfim... Nesse volume a trama pouco se desenvolve, mas isso não quer dizer uma queda na qualidade. O Ennis parece ter reservado os 7 capítulos reunidos aqui para trabalhar com os personagens, desenvolvê-los. Custer, Tulipa e Cassady continuam sua jornada atrás do Todo Poderoso, e no caminho praticam vodu, encontram uns vampiros emo e, vejam só, fazem as pazes com o Cara de Cu! Sensacional! (Em tempo, já baixei o restante da série; não vou ficar na dependência dessas editoras de merda para ler o final)
MADMAN






Ao som de Cold Caller, álbum de estréia do Burning Pilot