domingo, abril 04, 2010
RÁPIDO & RASTEIRO
sexta-feira, abril 10, 2009
KURT NA CAPA DA ROLLING STONE BRASIL


A Rolling Stone Brasil presenteia os fãs do Nirvana na edição de abril, que já deve estar chegando às bancas. Pela primeira vez, teremos duas opções de capa. Numa delas, mais próximo aos padrões da publicação, temos o Kurt Cobain e todas as chamadas das principais matérias. Na outra, só a imagem do Kurt em preto & branco com as chamadas correspondentes ao próprio. Já reservei essa última na banca. Enquanto a revista não chega a nossas mãos, confira dois textos, exclusivos do site da RS, relembrando a passagem do Nirvana pelo Brasil em 1993, no Hollywood Rock:
domingo, abril 05, 2009
15 ANOS SEM KURT COBAIN
Pois é, amigos, hoje faz quinze anos que o Kurt tirou sua própria vida (o corpo foi encontrado dia 8, mas a autópsia revelou que ele estava morto desde o dia 5). O tempo urge (e ruge) e é imperdoável. Lembro que, quando comecei a curtir rock e lia algo sobre o movimento punk dos anos 70, aquilo me parecia tão distante, um outro mundo. E agora já passou 15 anos da morte de Kurt e quase 18 anos do lançamento de Nevermind, mais ou menos o mesmo tempo entre o auge do punk e o início da década de 90.Bem, quem acompanha com certa frequência esse espaço virtual já sabe da importância de Kurt e do Nirvana na minha formação musical. Quando saiu Nevermind e ouvi (e vi) pela primeira vez “Smells Like Teen Spirit” no saudoso Kliptonita, programa de videoclipes da Record, foi um baque. Eu, que nunca tinha dado bola ao rock pesado, não fiquei imune ao que passava na telinha. Eram tempos diferentes, discos de rock não eram fáceis de serem encontrados nas lojas aqui da cidade, principalmente de uma banda que acabara de estourar. O que eu podia fazer senão comprar uma fita K-7 e esperar tocar algo da banda nas FMs? E foi assim que passei a ter contato com “Lithium”, “Come As You Are”, “In Bloom”, “Stay Away” e “Lounge Act”. Sim, para espanto das gerações mais novas, isso tocava nas rádios de Campina Grande na época, lembro até de ter rolado especiais com Faith No More e Metallica, dá pra acreditar?!
Em 93 tivemos a histórica apresentação dos caras no Hollywood Rock, transmitido pela Globo. Aquilo foi o que me faltava pra me debandar para o mundo do rock de uma vez. O show não teve nada de profissional, parecia um (péssimo) ensaio, mas apesar disso, ou talvez por isso mesmo, achei sensacional! Bastou a dobradinha “Polly” e “About a Girl” para me conquistar. E a quebradeira, a cusparada nas câmeras e a microfonia durante a ainda inédita “Scentless Apprentice” serviram para confirmar que tinha encontrado meu nirvana. A interrupção da transmissão, com a Globo temendo mais bizarrices por parte de Kurt, veio tarde. O estrago estava feito. Finalmente tinha encontrado um tipo de música que combinava com minha visão da vida (e do mundo).Passou-se pouco mais de um ano, outras bandas entraram no meu radar rock ‘n’ roll, já tinha todos os vinis do Nirvana, andava ao lado da galera do mal no colégio, quando chegou o fatídico dia. Oito de abril de 1994, uma sexta-feira. Estava trancado no quarto ouvindo um K-7 com o álbum Dirt do Alice In Chains gravado, acompanhando as letras numa revista que tinha comprado naquela tarde. Meu pai bate na porta para dar as más noticias. Corri para a TV para ver Boris Casoy falar da morte de meu ídolo. Na época isso não passava pelas nossas cabeças, mas pensando bem, prestando atenção em todos os sinais, não havia outra maneira das coisas acabarem senão em uma tragédia, um suicídio.
Quinze anos depois continuo no circo rock ‘n’ roll, novas e boas bandas continuam a aparecer, mas nada como naqueles velhos tempos. Sei lá, talvez eu esteja velho e rabugento, mas a cada dia que passa tenho mais certeza que nunca mais encontrarei músicas que mexeram tanto com a minha cabeça como àquelas compostas por Kurt Cobain. Rest in peace, Kurt, um dia você consegue.segunda-feira, janeiro 26, 2009
TRECHOS DO DIÁRIO DE KURT COBAIN (PT 3)
sexta-feira, dezembro 05, 2008
TRECHOS DO DIÁRIO DE KURT COBAIN (PT 2)
domingo, novembro 16, 2008
TRECHOS DO DIÁRIO DE KURT COBAIN (PT 1)
sexta-feira, abril 27, 2007
LAST DAYS
Last Days, o tão falado filme de Gus Van Sant que seria baseado nas últimas horas de Kurt Cobain, líder do Nirvana que se suicidou em 1994 (seria porque o nome do personagem é Blake; vai que a louca da Courtney Love resolver processar), estreou em Cannes em 2005, esteve em algumas Mostras no Brasil, mas nunca chegou a entrar em circuito comercial. No começo desse ano foi finalmente lançado em DVD, e na última segunda-feira estreou no Cinemax, quando finalmente tive a oportunidade de assistir. Nele o diretor aplica mais uma vez a técnica que usou nos seus dois filmes anteriores (Gerry e Elephant), com um tom experimental, longas seqüências, poucos diálogos e quase documental.
Michael Pitt (Os Sonhadores) vive Blake, um rockstar atormentado que parece não ter mais saco para mais nada. Ele passa o dia na sua mansão, perambulando seu destino aparente, às vezes empunhando uma arma, tentando ao máximo evitar se relacionar com todo e qualquer um que atravesse seu caminho. Apesar de não mostrar nenhuma cena com drogas, ele parece passar todo o tempo chapado, grunhindo palavras incompreensíveis. Os amigos que vivem no mesmo teto não dão a devida atenção a esse seu desmoronamento. Com exceção da personagem vivida por Kim Gordon (baixista do Sonic Youth, banda com que o Nirvana fez uma turnê pela Europa, que faz uma pequena ponta), todos parecem apenas esperar pelo inevitável e tentam levar suas vidinhas, seja ouvindo “Venus in Furs” do Velvet Underground no volume máximo ou fazendo sexo.
Alheia a tudo isso, a câmera de Van Sant foca mesmo Blake, em takes longuíssimos, alguns bem interessantes, como aquele que mostra a TV sintonizada na MTV mostrando um clipe dos Boys II Men, uma baba do começo dos anos 90, onde claramente o diretor quis mostrar em que meio estava inserido o Nirvana, que teria causado repulsa por parte de Cobain. Outro momento marcante é aquele que mostra Pitt gritando a plenos pulmões uma canção de sua autoria, mas que tem a marca registrada das composições de Kurt. Quem é fã e viveu aquela época com certeza se arrepiou nessa passagem, como eu. Até chegar ao momento do suicídio. Sem apelações, Van Sant não exibe o momento exato do ato, mas apenas a descoberta do corpo (numa estufa, como de fato ocorreu) por um jardineiro.
Como ficou claro, não é um filme fácil, bem longe do cinemão hollywoodiano, e sua narrativa pouco usual pode afugentar algumas pessoas, e certas passagens podem ser cansativas, mas se alguém decidir entrar nessa viagem vai encontrar uma pequena jóia, longe de ser lapidada, que mostra a visão de Gus Van Sant sobre as últimas horas de Kurt Cobain, com uma atuação soberba de Michael Pitt, que, assim como Val Kilmer quando viveu Jim Morrison no biográfico The Doors, praticamente incorporou a alma do vocalista do Nirvana.
quinta-feira, março 01, 2007
20 DISCOS QUE MUDARAM O MUNDO pt. 2
NEVERMIND
Nas paradas: nº 1 do Top 200 da Billboard
Algumas influências: REM, Cheap Trick, Melvins, Neil Young, Sonic Youth
Alguns influenciados: Bush, The Vines, Weezer, Silverchair, Sponge, Queens Of The Stone Age
Num mundo ideal, onde cores, cabelos e estrelismo superavam a própria música, Nevermind surgia como o filho rebelde, bastardo e sem o mínimo saco para escutar os sermões dos pais e professores da escola. Nada foi igual depois dele. A força e a violência aplicada em cada acorde do segundo álbum do Nirvana realçavam a necessidade do alternativo se deslocar para o ouvido das grandes massas. E foi exatamente isso que aconteceu.
Os primeiros acordes de “Smells Like Teen Spirit” vinham lotados de agressividade adolescente, o hino para toda uma geração X, Y e Z. Um cantor franzino, de aparência esquálida, soltava a voz por detrás da poderosa cozinha formada pelo baixista Krist Novoselic e pelo baterista Dave Grohl.
Kurt Cobain passou rapidamente pelo mundo terreno. Nos três anos seguintes ao lançamento de Nevermind, cravou sua história no mundo do rock. Seu lirismo pop, entrelaçado com a veia pesada e dura dos acordes de sua guitarra hipnotizavam quem quer que escutasse suas músicas. “In Bloom” agregava a raiva de Kurt contra os rednecks americanos, numa melodia marcante, quase dançante. “Come As You Are” era absorvida como uma droga de demorado efeito alucinógeno.
De “Smells Like Teen Spirit” até “Something In The Way”, todas as canções foram hits instantâneos. Nevermind vendeu mais de 2,5 milhões de cópias em poucas semanas em todo o mundo e fez possível o trio lançar um álbum bem menos acessível – tão bom ou melhor – dois anos depois (In Utero). A chama de Kurt se apagou no dia 5 de abril de 1994, em Seattle, resultado de um tiro na cabeça. Desde aquele dia, o meio musical procura insistentemente seu novo Nirvana.
Efeitos no Brasil: Os nada oportunistas Titãs lançam disco de grunge produzido por Jack Endino, o pai do gênero. As camisas de flanela ganham lugar de destaque nos guarda-roupas adolescentes. Detalhe: enquanto em Seattle chove o tempo todo, a temperatura média aqui beira os 30º. Capital Inicial vira grunge. Cássia Eller assassina “Smells Like Teen Spirit” em seus shows.
Enquanto isso…: Brian Adams lidera a parada norte-americana com a melosa “(Everything I Do) I Do It For You”. Bush pai iniciava a primeira guerra do Golfo. Michael Jordan ganha seu primeiro título da NBA pelo Chicago Bulls, anunciando a febre sobre o basquete americano. A geração cara-pintada “derruba” o presidente Fernando Collor.
domingo, maio 01, 2005
CLASSIC ALBUNS: NEVERMIND
"Lançado em 1991, Nevermind, segundo disco do trio americano Nirvana, é um marco do rock dos anos 90. O álbum recolocou o gênero nas paradas e transformou a banda em porta-voz da chamada geração grunge. Esse documentário da coleção Classic Albuns, que focaliza os bastidores da gravação de discos famosos, esquadrinha os fatores que fizeram o sucesso de Nevermind. O produtor Butch Vig conta como convencia o cantor e guitarrista Kurt Cobain, que cometeu suicídio em 1994, a tornar seus vocais mais palatáveis: toda vez que ele descambava para excessos, citava John Lennon, um dos grandes ídolos do vocalista, como exemplo a ser seguido. Num outro depoimento, o baterista Dave Grohl mostra-se ressentido por nunca receber elogios de seus companheiros."