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domingo, abril 04, 2010

RÁPIDO & RASTEIRO

:: Definitivamente terça-feira, às 10 da noite, é o horário mais concorrido na TV paga. Se já tínhamos nesse horário Lie To Me na Fox e Flashforward no AXN, essa semana estreia o aguardado remake de V na Warner. O jeito é assistir uma delas na terça mesmo e as demais durante os reprises no fim de semana. E sim, sou da espécie rara que não baixa séries e tem paciência para esperar a exibição na TV mesmo.

:: Lúcio Ribeiro não é um dos críticos musicais mais confiáveis, mas vez ou outra ele acerta uma. Passando pelo blog do dito (link a direita), conheci uma banda chamada The Boxer Rebellion. Sou péssimo com primeiras impressões, mas minha amiga Camile, que nem tem um gosto musical, assim, uma Brastemp, matou a charada ao dizer que o som dos caras lembra muito o U2 do comecinho. Confira Flashing Red Light Means Go e Evacuate e tire suas próprias conclusões, enquanto eu penso em fazer um post exclusivo dedicado à banda.

:: Conhecem o Porra Felipe? E o Porra Finatti? E o Porra Maurício?! Não?!?!?!

:: Seguinte, estou nas minhas últimas semanas no IBGE, completo 2 anos lá no comecinho de maio e de presente ganho um belo de um pé na bunda. Por isso estou me preparando para novos concursos. Um deles já é no próximo domingo, o outro lá pela metade de maio. E estou até num cursinho preparatório para esse último. Minha vida tá uma correria, chegando em casa durante a semana lá pelas 10 da noite, apenas em tempo para assistir algumas das séries citadas acima, e estudando na maior parte do tempo livre. Além disso, meu humor não tá numa boa fase, deve ser TPPB (tensão pré-pé na bunda). Mas mesmo assim não quero deixar minha querida bodega aqui às moscas. Portanto a quantidade de Ctrl C, Ctrl V aqui vai aumentar nesse período, certo?

:: Amanhã faz 16 anos da morte de Kurt Cobain. Sim, eu sei que a maioria de vocês está de saco cheio de ler algo sobre meu ídolo máximo aqui no S&D. Só queria registrar a data mesmo. Relaxem!

:: Ao som do álbum The Colour and the Shape, do Foo Fighters. Acredita que essa maravilha já tem seus 13 anos de existência?!

sexta-feira, abril 10, 2009

KURT NA CAPA DA ROLLING STONE BRASIL




A Rolling Stone Brasil presenteia os fãs do Nirvana na edição de abril, que já deve estar chegando às bancas. Pela primeira vez, teremos duas opções de capa. Numa delas, mais próximo aos padrões da publicação, temos o Kurt Cobain e todas as chamadas das principais matérias. Na outra, só a imagem do Kurt em preto & branco com as chamadas correspondentes ao próprio. Já reservei essa última na banca. Enquanto a revista não chega a nossas mãos, confira dois textos, exclusivos do site da RS, relembrando a passagem do Nirvana pelo Brasil em 1993, no Hollywood Rock:

:: Estou Aqui, Me Divirta, por Pablo Miyazawa

:: Frustração e Caos, por Paulo Cavalcanti

domingo, abril 05, 2009

15 ANOS SEM KURT COBAIN

Pois é, amigos, hoje faz quinze anos que o Kurt tirou sua própria vida (o corpo foi encontrado dia 8, mas a autópsia revelou que ele estava morto desde o dia 5). O tempo urge (e ruge) e é imperdoável. Lembro que, quando comecei a curtir rock e lia algo sobre o movimento punk dos anos 70, aquilo me parecia tão distante, um outro mundo. E agora já passou 15 anos da morte de Kurt e quase 18 anos do lançamento de Nevermind, mais ou menos o mesmo tempo entre o auge do punk e o início da década de 90.
Bem, quem acompanha com certa frequência esse espaço virtual já sabe da importância de Kurt e do Nirvana na minha formação musical. Quando saiu Nevermind e ouvi (e vi) pela primeira vez “Smells Like Teen Spirit” no saudoso Kliptonita, programa de videoclipes da Record, foi um baque. Eu, que nunca tinha dado bola ao rock pesado, não fiquei imune ao que passava na telinha. Eram tempos diferentes, discos de rock não eram fáceis de serem encontrados nas lojas aqui da cidade, principalmente de uma banda que acabara de estourar. O que eu podia fazer senão comprar uma fita K-7 e esperar tocar algo da banda nas FMs? E foi assim que passei a ter contato com “Lithium”, “Come As You Are”, “In Bloom”, “Stay Away” e “Lounge Act”. Sim, para espanto das gerações mais novas, isso tocava nas rádios de Campina Grande na época, lembro até de ter rolado especiais com Faith No More e Metallica, dá pra acreditar?!
Em 93 tivemos a histórica apresentação dos caras no Hollywood Rock, transmitido pela Globo. Aquilo foi o que me faltava pra me debandar para o mundo do rock de uma vez. O show não teve nada de profissional, parecia um (péssimo) ensaio, mas apesar disso, ou talvez por isso mesmo, achei sensacional! Bastou a dobradinha “Polly” e “About a Girl” para me conquistar. E a quebradeira, a cusparada nas câmeras e a microfonia durante a ainda inédita “Scentless Apprentice” serviram para confirmar que tinha encontrado meu nirvana. A interrupção da transmissão, com a Globo temendo mais bizarrices por parte de Kurt, veio tarde. O estrago estava feito. Finalmente tinha encontrado um tipo de música que combinava com minha visão da vida (e do mundo).
Passou-se pouco mais de um ano, outras bandas entraram no meu radar rock ‘n’ roll, já tinha todos os vinis do Nirvana, andava ao lado da galera do mal no colégio, quando chegou o fatídico dia. Oito de abril de 1994, uma sexta-feira. Estava trancado no quarto ouvindo um K-7 com o álbum Dirt do Alice In Chains gravado, acompanhando as letras numa revista que tinha comprado naquela tarde. Meu pai bate na porta para dar as más noticias. Corri para a TV para ver Boris Casoy falar da morte de meu ídolo. Na época isso não passava pelas nossas cabeças, mas pensando bem, prestando atenção em todos os sinais, não havia outra maneira das coisas acabarem senão em uma tragédia, um suicídio.
Quinze anos depois continuo no circo rock ‘n’ roll, novas e boas bandas continuam a aparecer, mas nada como naqueles velhos tempos. Sei lá, talvez eu esteja velho e rabugento, mas a cada dia que passa tenho mais certeza que nunca mais encontrarei músicas que mexeram tanto com a minha cabeça como àquelas compostas por Kurt Cobain. Rest in peace, Kurt, um dia você consegue.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

TRECHOS DO DIÁRIO DE KURT COBAIN (PT 3)

Acabo de assistir à Reefer Madness (Loucura de Maconheiro) na MTV (...) Foi feito nos anos 30 e, se as pessoas dessem uma tragada da droga do diabo, a marijuana, elas ficavam chapadas, matavam-se entre si, tinham casos, atropelavam vítimas inocentes com seus carros. Tinha um adolescente, que parecia o Beaver, que vinha com um papo de assassinato. Uau, isso é mais emoção do que dou conta. Era como um superexagero. Mas admito a idéia toda por trás disso. A maconha é péssima. Sei disso por experiência pessoal, porque por algum tempo eu ficava quase tão letárgico como um pedaço mofado de queijo. Acho que era um grande problema para minha mãe e para mim.
(Kurt, na década de 80, em uma carta para sua tia mari, defendendo suas opiniões sobre a maconha)

sexta-feira, dezembro 05, 2008

TRECHOS DO DIÁRIO DE KURT COBAIN (PT 2)

Toda vez que volto, é o mesmo dejà vu que me dá um arrepio na espinha, depressão total, ódio total e rancores que durariam meses, velhos cards com desenhos de roqueiros tocando guitarra, monstros e legendas na capa como: "This Bud's for You" ("Esta flor é para você") ou "Get High" ("Vai fundo"), desenhos elaborados de narguilés, alterações de trocadilhos sexuais sobre a garota feliz jogando tênis. Olhem em volta e vejam os pôsteres do Iron Maiden com cantos rasgados e buracos preenchidos, pregos nas paredes onde ainda hoje se exibem bonés de tratorista. Depressões na mesa provocadas por cinco anos de quarter bounce. O tapete manchado de cusparadas sonolentas na escarradeira, eu olho em volta e vejo toda essa porra e a coisa de que mais me lembro da minha adolescência inútel é que, toda vez que entro no quarto, passo o dedo pelo teto e sinto o resíduo grudento de um acúmulo de fumaça de maconha e tabaco.
(Kurt descrevendo o quarto onde passou parte da adolescência; narguilés é um cachimbo de água utilizado para fumar; quarter bounce é uma brincadeira onde o pessoal joga uma moeda no copo de cerveja, bebendo em seguida, você já deve ter visto em algum filme)

domingo, novembro 16, 2008

TRECHOS DO DIÁRIO DE KURT COBAIN (PT 1)

No verão de 1983 [...] lembro que estava dando umas bandas em Montesano, no supermercado Washington Thriftway, quando um empacotador de cabelo curto, meio parecido com o cara do Air Supply, me passou um planfeto que dizia: "O Festival Them. Amanhã a noite no estacionamento atrás do Thriftway. Rock ao vivo grátis". Monte era um lugar não habituado a espetáculos de rock ao vivo, com seu pequeno povoado de uns poucos de milhares de madeireiros e suas esposas subservientes. Cheguei com uns amigos doidões numa van. E lá estava o empacotador do Air Supply, segurando uma Les Paul com uma propaganda de revista dos cigarros Kool pregada nela. Eles tocavam mais depressa do que jamais imaginei que se pudesse tocar música e com mais energia do que meus discos do Iron Maiden podiam oferecer. Era isto que eu estava procurando. Ah, punk rock. Os outros doidões estavam entediados e só ficavam gritando: "Toquem Def Leppard". Meu Deus, odiei aqueles pentelhos mais do que nunca. Cheguei à terra prometida do estacionamento de um supermercado e descobri meu objetivo especial.
(Kurt, ao descobrir o Punk Rock. O tal empacotador era Buzz Osborne, e a banda era o Melvins, uma das pioneiras do que depois convencionou-se chamar de Grunge)

sexta-feira, abril 27, 2007

LAST DAYS

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Last Days, o tão falado filme de Gus Van Sant que seria baseado nas últimas horas de Kurt Cobain, líder do Nirvana que se suicidou em 1994 (seria porque o nome do personagem é Blake; vai que a louca da Courtney Love resolver processar), estreou em Cannes em 2005, esteve em algumas Mostras no Brasil, mas nunca chegou a entrar em circuito comercial. No começo desse ano foi finalmente lançado em DVD, e na última segunda-feira estreou no Cinemax, quando finalmente tive a oportunidade de assistir. Nele o diretor aplica mais uma vez a técnica que usou nos seus dois filmes anteriores (Gerry e Elephant), com um tom experimental, longas seqüências, poucos diálogos e quase documental.

Michael Pitt (Os Sonhadores) vive Blake, um rockstar atormentado que parece não ter mais saco para mais nada. Ele passa o dia na sua mansão, perambulando seu destino aparente, às vezes empunhando uma arma, tentando ao máximo evitar se relacionar com todo e qualquer um que atravesse seu caminho. Apesar de não mostrar nenhuma cena com drogas, ele parece passar todo o tempo chapado, grunhindo palavras incompreensíveis. Os amigos que vivem no mesmo teto não dão a devida atenção a esse seu desmoronamento. Com exceção da personagem vivida por Kim Gordon (baixista do Sonic Youth, banda com que o Nirvana fez uma turnê pela Europa, que faz uma pequena ponta), todos parecem apenas esperar pelo inevitável e tentam levar suas vidinhas, seja ouvindo “Venus in Furs” do Velvet Underground no volume máximo ou fazendo sexo.

Alheia a tudo isso, a câmera de Van Sant foca mesmo Blake, em takes longuíssimos, alguns bem interessantes, como aquele que mostra a TV sintonizada na MTV mostrando um clipe dos Boys II Men, uma baba do começo dos anos 90, onde claramente o diretor quis mostrar em que meio estava inserido o Nirvana, que teria causado repulsa por parte de Cobain. Outro momento marcante é aquele que mostra Pitt gritando a plenos pulmões uma canção de sua autoria, mas que tem a marca registrada das composições de Kurt. Quem é fã e viveu aquela época com certeza se arrepiou nessa passagem, como eu. Até chegar ao momento do suicídio. Sem apelações, Van Sant não exibe o momento exato do ato, mas apenas a descoberta do corpo (numa estufa, como de fato ocorreu) por um jardineiro.

Como ficou claro, não é um filme fácil, bem longe do cinemão hollywoodiano, e sua narrativa pouco usual pode afugentar algumas pessoas, e certas passagens podem ser cansativas, mas se alguém decidir entrar nessa viagem vai encontrar uma pequena jóia, longe de ser lapidada, que mostra a visão de Gus Van Sant sobre as últimas horas de Kurt Cobain, com uma atuação soberba de Michael Pitt, que, assim como Val Kilmer quando viveu Jim Morrison no biográfico The Doors, praticamente incorporou a alma do vocalista do Nirvana.

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quinta-feira, março 01, 2007

20 DISCOS QUE MUDARAM O MUNDO pt. 2

(texto extraído da revista ZERO nº 8)

NIRVANA
NEVERMIND

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Lançamento: 24 de setembro de 1991
Nas paradas: nº 1 do Top 200 da Billboard
Algumas influências: REM, Cheap Trick, Melvins, Neil Young, Sonic Youth
Alguns influenciados: Bush, The Vines, Weezer, Silverchair, Sponge, Queens Of The Stone Age

Num mundo ideal, onde cores, cabelos e estrelismo superavam a própria música, Nevermind surgia como o filho rebelde, bastardo e sem o mínimo saco para escutar os sermões dos pais e professores da escola. Nada foi igual depois dele. A força e a violência aplicada em cada acorde do segundo álbum do Nirvana realçavam a necessidade do alternativo se deslocar para o ouvido das grandes massas. E foi exatamente isso que aconteceu.
Os primeiros acordes de “Smells Like Teen Spirit” vinham lotados de agressividade adolescente, o hino para toda uma geração X, Y e Z. Um cantor franzino, de aparência esquálida, soltava a voz por detrás da poderosa cozinha formada pelo baixista Krist Novoselic e pelo baterista Dave Grohl.
Kurt Cobain passou rapidamente pelo mundo terreno. Nos três anos seguintes ao lançamento de Nevermind, cravou sua história no mundo do rock. Seu lirismo pop, entrelaçado com a veia pesada e dura dos acordes de sua guitarra hipnotizavam quem quer que escutasse suas músicas. “In Bloom” agregava a raiva de Kurt contra os rednecks americanos, numa melodia marcante, quase dançante. “Come As You Are” era absorvida como uma droga de demorado efeito alucinógeno.
De “Smells Like Teen Spirit” até “Something In The Way”, todas as canções foram hits instantâneos. Nevermind vendeu mais de 2,5 milhões de cópias em poucas semanas em todo o mundo e fez possível o trio lançar um álbum bem menos acessível – tão bom ou melhor – dois anos depois (In Utero). A chama de Kurt se apagou no dia 5 de abril de 1994, em Seattle, resultado de um tiro na cabeça. Desde aquele dia, o meio musical procura insistentemente seu novo Nirvana.

Efeitos no Brasil: Os nada oportunistas Titãs lançam disco de grunge produzido por Jack Endino, o pai do gênero. As camisas de flanela ganham lugar de destaque nos guarda-roupas adolescentes. Detalhe: enquanto em Seattle chove o tempo todo, a temperatura média aqui beira os 30º. Capital Inicial vira grunge. Cássia Eller assassina “Smells Like Teen Spirit” em seus shows.
Enquanto isso…: Brian Adams lidera a parada norte-americana com a melosa “(Everything I Do) I Do It For You”. Bush pai iniciava a primeira guerra do Golfo. Michael Jordan ganha seu primeiro título da NBA pelo Chicago Bulls, anunciando a febre sobre o basquete americano. A geração cara-pintada “derruba” o presidente Fernando Collor.

domingo, maio 01, 2005

CLASSIC ALBUNS: NEVERMIND

A ST2 acaba de lançar mais um DVD da série Classic Albuns, dessa vez trazendo os bastidores da gravação de Nevermind, do Nirvana. Confira o texto publicado na seção Veja Recomenda:

"Lançado em 1991, Nevermind, segundo disco do trio americano Nirvana, é um marco do rock dos anos 90. O álbum recolocou o gênero nas paradas e transformou a banda em porta-voz da chamada geração grunge. Esse documentário da coleção Classic Albuns, que focaliza os bastidores da gravação de discos famosos, esquadrinha os fatores que fizeram o sucesso de Nevermind. O produtor Butch Vig conta como convencia o cantor e guitarrista Kurt Cobain, que cometeu suicídio em 1994, a tornar seus vocais mais palatáveis: toda vez que ele descambava para excessos, citava John Lennon, um dos grandes ídolos do vocalista, como exemplo a ser seguido. Num outro depoimento, o baterista Dave Grohl mostra-se ressentido por nunca receber elogios de seus companheiros."