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quinta-feira, janeiro 20, 2011

C.R.A.Z.Y. - LOUCOS DE AMOR

Belíssimo filme! Nele vemos a saga da família Beaulieu num subúrbio da Canadá. A história começa em 1960, com o nascimento do quarto filho da família, no total de cinco, e a trama é focada neste quarto filho, o Zachary. Desde cedo ele percebe ser diferente. Já em casa nota a distância entre seus irmãos e ele. Mas ele tem uma boa relação com o pai, e é isso que lhe importa.

Aos poucos o pai nota as diferenças no filho, ao vê-lo vestir-se de mulher, ao escolher brinquedos diferentes da maioria, e tenta se aproximar dele exatamente para evitar algo que para ele seria fatal – um filho homossexual. Algo que o filho também rejeita com todas as forças.

Os anos passam, vemos os problemas típicos – e também atípicos – da família, e Zachary, agora adolescente e fã da boa música (Pink Floyd e David Bowie, entre outras joias, estão na trilha sonora) parece confortável, e seu pai está tranquilo ao ver que o filho é “normal”. Mas alguns acontecimentos isolados dizem o contrário.

Não vou entrar mais em detalhes para não estragar. Mas trata-se de um belo exemplar daquela estirpe de filmes que conta a história de uma família ao longo dos anos (ela vai até o começo dos anos 80), com todos os conflitos inerentes a ela. E o principal aqui não é saber se o protagonista é gay ou não. No final é uma história de amor, de encontrar o amor, de aceitar as pessoas como são e aceitar a si próprio. Mais do que recomendado! Só uma coisinha para terminar: CRAZY, além de ser o nome de uma das músicas da trilha, é uma sigla formada pelos nomes dos cinco irmãos.


sexta-feira, janeiro 14, 2011

DOMICÍLIO CONJUGAL

Terceiro filme da saga de Antoine Doinel – desconsiderando o curta Antoine e Colette –, e até agora o melhor deles. Nosso herói, alter ego do diretor François Truffaut, agora está casado com a bela Christine, e tenta levar uma vida normal, rotineira, esperando o nascimento do filho e morando num prédio cheio de figuraças – parece até o cortiço onde mora o Chaves, hehehe. Mas ao conhecer uma sexy japonesa – ah, os prazeres do oriente! – no seu novo emprego, ele pode colocar tudo a perder.

Mais um clássico do Truffaut, esse que é um dos meus diretores franceses favoritos. Aqui, além dos dramas típicos do cinema francês, há uma bela dose de humor. As cenas onde um cara qualquer aparece para pedir dinheiro emprestado ao Antoine são sensacionais. Como li em uma sinopse do filme, “Domicílio Conjugal revela o olhar terno, engraçado e inteligente de Truffaut sobre o casamento e a paternidade”. Parfait!

domingo, janeiro 02, 2011

GOODBYE CRUEL 2010

Mais um ano que termina, menos um ano que temos nessa terrinha maldita. 2010 não foi um dos melhores anos pra mim, minha temporada no IBGE chegou ao fim, por causa da redação não me classifiquei no concurso do MPU, aprendi que certas coisas não trazem o alento e a felicidade que pensei que traziam etc etc etc. Mas deixamos minha vida particular pra lá, o mote aqui é o mundinho pop que nos cerca.

Bem, tivemos alguns bons lançamentos musicais no ano que terminou: The Suburbs do Arcade Fire, Beat The Devil's Tattoo do Black Rebel Motorcycle Club, Postcards From A Young Man do Manic Street Preachers, Out of Our Minds da Melissa Auf der Maur, Música de Brinquedo do Pato Fu, Fred Austaire do Lucy and the Popsonics, Band of Joy do Robert Plant, Eureka do Rooney, Disconnect From Desire do School Of Seven Bells, Volume 2 do She & Him, Shadows do Teenage Fanclub, Release Me do The Like, High Violet do The National, Together do The New Pornographers, Tourist History do The New Pornographers etc. Mas nenhum deu aquele click no meu cérebro, nenhum me fez dizer UAU! O melhor mesmo foi uma descoberta atrasada, Union do The Boxer Rebellion, de 2009, altamente recomendável! Descobri outras bandas bacanudas também, que por um motivo qualquer passou despercebido pelo meu radar, como Metric, Blake Babies, Nada Surf, Echobelly, Phoenix, Alphabeat, Editors, Tegan and Sara, Company of Thieves, entre outras.

Nos quadrinhos, bem, nada no estilo super-herói me chamou muito a atenção.Tivemos as mudanças nas revistas mensais, agora com 76 páginas, mas isso ainda não evitou os famosos mixes fracos. Liga da Justiça, com a minissérie do Robinson que não serviu pra nada, a volta sem pé nem cabeça do antigo Flash, e o fim da fase do Johns na SJA me fez decidir por abandonar a revista, após 96 edições ininterruptas. Além disso, a Panini conseguiu bagunçar a excelente fase do Superman, publicando tudo fora da ordem. E todo esse hype em volta da morte do Batman não foi justificado, se bem que alguns novos títulos, como Sereias de Gotham, tenho achado deveras interessantes. A Noite Mais Densa, que está na fase final, estou acompanhando no automático. Puta personagem chato esse Lanterna! Pela Marvel, Homem-Aranha continua uma leitura divertida, a repaginada na linha Ultimate foi bem vinda, a volta do Capitão América é bem desenhada, e Demolidor continuou fodástico. Fora isso, pouco acompanhei a casa das idéias. Mas não posso deixar de falar da linha Vertigo/Wildstorm pela Panini. A mensal, depois de um começo claudicante, entrou nos eixos e é leitura obrigatória! E os encadernados têm saído numa periodicidade inédita em terras tupiniquins. Y – O Último Homem já está no quarto volume, Fábulas, Ex Machina, 100 Balas, Hellblazer, todos eles tiveram pelo menos 2 novos volumes em 2010, e até material menos conhecido, como Loveless, tem seu espaço. Se conseguirem terminar Preacher, terão minha gratidão eterna! Nos mangás, de novidade apenas High School of the Dead, e vale muito a pena! Zumbis e peitões, quer o que mais?!

Filmes vi pouquíssima coisa de 2010, fui ao cinema só 2 vezes, e nem lembro direito o que fui assistir. Mas no conforto do meu lar fiz a festa. Tenho revisto muita coisa européia, clássicos do Truffaut, Antonioni, Godard, só o filé! E dos blockbusters americanos, tenho sido o mais seletivo possível. Alguns destaques do que vi de inédito durante o ano: Senhores do Crime, Entre os Muros da Escola, Quem Quer Ser um Milionário, Vicky, Cristina Barcelona, Guerra ao Terror, (500) Dias Com Ela, Hooligans, A Orfã, A Onda, Abraços Partidos, A Aventura, Adeus, Crianças, Johnny e June, Um Homem Sério e Watchmen.

Chega, né? Pra terminar, as bandas e as músicas que mais ouvi no PC em 2010, segundo a Last FM:



domingo, novembro 21, 2010

A ONDA

A Onda (Die Welle no original) mostra em sua trama a história de um professor que cria uma experiência ao ensinar autocracia para os alunos. Autocracia é uma maneira suave de se referir a regimes como a ditadura, tirania, fascismo ou totalitarismo. A aula começa com uma discussão sobre o nazismo, que aquilo nunca aconteceria novamente, que os alemães aprenderam a lição e tal.

O professor decide então que a melhor maneira de ensinar o tema é criando uma autocracia em plena sala de aula. De início apenas exige que os alunos se levantem antes de falar ou que usem todos o mesmo tipo de vestimenta. Mas, com a empolgação dos próprios alunos, que começam a gostar da “brincadeira”, a coisa começa a crescer. O grupo logo adota um nome, a Onda do título, criam um logotipo, espalham suas mensagens via internet etc, indo para bem além dos muros da escola.

Alguns alunos, antes excluídos, se veem pertencentes a um grupo, passam a defender uns aos outros, organizam festas e excluem qualquer um que não partilhe das ideias da Onda. Ou seja, A Onda passa a ser o estilo de vida deles, e pregam sua nova filosofia sem questionar o que há de errado nela. Claro que as coisas começam a sair do controle, e o professor, apesar de alertado por uma aluna dissidente de sua aula, só toma conhecimento disso quase que tarde demais.

Não vou contar mais para não estragar as surpresas que esse filme nos proporciona (o final é ímpar!). Digo apenas que vale muito a pena, é um dos melhores que vi este ano, e para quem curte aqueles filmes que nos fazem pensar, A Onda é um prato cheio. E eu não sou especialista em cinema alemão, mas o pouco que vejo dele é no mínimo interessante. Edukators, Adeus, Lênin, Corra, Lola, Corra, Anatomia, porra, é tudo bom!

domingo, agosto 02, 2009

4 MESES, 3 SEMANAS E 2 DIAS

Estreou ontem no Cinemax 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias, filme romeno de 2007 vencedor da badalada Palma de Ouro em Cannes. O filme mostra a jornada de duas estudantes da Romênia comunista (a história se passa em 1987) na tentativa de fazer o aborto de uma delas.

Diferente do também ótimo Juno, com temática semelhante, mas que trata o assunto de uma maneira mais suave, embalado numa bela trilha sonora indie, 4 Meses... não faz concessões, é pesado do começo ao fim, fato que o tom quase documental, com planos longos e sem trilhas para “preparar o clima”, deixa tudo ainda mais intenso.

Esse estilo do diretor e roteirista Cristian Mungiu faz destacar o trabalho dos seus atores, principalmente o da personagem Otilia, vivida por Anamaria Marinca (atenção na longa cena do jantar, ímpar!).

Não é o típico filme para assistir comendo pipoca ou com a namorada do lado (até porque há o risco dela querer discutir a relação depois do filme, hehe) nem esperar por um entretenimento para se desligar do mundo por duas horas. Mas se isso não for problema para você (não foi para mim), assista sem pensar duas vezes, pois vale muito a pena. Pois é, não é só gibi que a Romênia tem a oferecer...

sábado, agosto 01, 2009

OS INCOMPREENDIDOS


Os Incompreendidos (Les 400 Coups no original) é o primeiro longa-metragem do diretor François Truffaut, um dos grandes nomes do movimento que ficou conhecido como a Nouvelle Vague francesa. Lançado no distante ano de 1959, o filme narra a vida de Antoine Doinel, um adolescente problemático vivendo em Paris. Doinel cabula aula, faz pequenos furtos, mente sobre a morte da mãe para escapar de um castigo no colégio, foge de casa e acaba sendo enviado para um reformatório juvenil.

A película revelou-se autobiográfica, já que Truffaut, também roteirista da trama, teve uma infância bem parecida com a do protagonista, com problemas na escola e com os pais, aplicou pequenos golpes e também teve sua temporada num reformatório.

O diretor voltou ao personagem Antoine Doinel em mais quatro ocasiões, nos filmes Beijos Proibidos, Domicílio Conjugal e O Amor em Fuga e no curta-metragem Antoine e Colette, sempre com o ator Jean-Pierre Léaud interpretando o protagonista através dos anos, mostrando uma sintonia raríssima entre diretor, ator e personagem.

Os Incompreendidos tem uma história simples, mas mesmo assim não deixa de ser perfeito e sensacional. Uma ótima pedida para quem quer fugir um pouco do cinemão blockbuster americano.

sexta-feira, julho 17, 2009

UMA IMAGEM VALE MAIS...

Scarlett Johansson na pele da Viúva Negra, em Homem de Ferro 2, filme que tem estreia marcada para 7 de maio de 2010. Depois dessa imagem, alguma dúvida que será um filmão?!

terça-feira, abril 28, 2009

RÁPIDO & RASTEIRO

:: Boas novas para os fãs do Nirvana e da boa música em geral. O lendário show da banda no também lendário Reading Festival de 1992 sairá em DVD em novembro, pela Universal. Esse show ficou famoso porque, entre outros motivos, Kurt Cobain entrou no palco numa cadeira de rodas, balbuciou algo ao microfone e caiu no chão. Eu já dediquei um post para esse show e você pode conferir aqui. Apesar de já ter baixado a versão pirata, com o contador de tempo embutido na tela, é claro que comprarei esse DVD, que já nasce clássico!

:: Depois de meses sem notícias oficiais, finalmente a Pixel se dá ao trabalho de informar aos seus “clientes” que não tem mais interesse em lançar material da Vertigo e Wildstorm e que, portanto, as revistas Pixel Magazine e Pixel Fábulas estão canceladas, assim como os especiais e encadernados de Preacher, 100 Balas, Authority e até Sandman, que, dizem, estava vendendo bem. A merda de Spawn, porém, continua. A situação parece uma bola de neve: a cada editora brasileira que tem uma experiência frustrada com material Vertigo/Wildstorm, mais os leitores se afugentam e partem para outros caminhos, como os importados ou os scans, dificultando ainda mais o trabalho de uma futura editora com um material que já não tem grande apelo, apesar de sua qualidade indiscutível. Eu já considero praticamente inviável um plano de médio/longo prazo com esse tipo de quadrinhos no Brasil. Mas ainda torço para que a Devir recupere os direitos de publicações que tinha antes da aventura da Pixel e, ao menos, termine Preacher.

:: Atualizando a fila de leitura, que teme em não diminuir:
- Mulher-Gato - Um Crime Perfeito
- Legião dos Super-Heróis - A Saga das Trevas Eternas
- Os 6 volumes da Coleção DC 70 Anos
- Fábulas - O Livro do Amor
- Preacher - Guerra ao Sol
- Reino dos Malditos
- Os Maiores Clássicos do Poderoso Thor Vol 3
- Os Maiores Clássicos do Capitão América Vol. 1
- Os Maiores Clássicos do Quarteto Fantástico Vol. 3
- Witchblade - Série Clássica - Origens
- Homem-Aranha - Grandes Desafios Vol. 5
- Watchmen

:: Três dicas de blogs legais para quem quer sair um pouco da mesmice hollywoodiana e assistir aos clássicos do cinema europeu. Tem Fellini, Truffaut, Godard, Buñuel, Antonioni, Bergman, Kieslowski etc. Já viciei e estou montando minha DVDteca caseira. Os blogs são os seguintes: Trixxx Filmes, O Sétimo Projetor e Cinema Cultura. Clique e divirta-se!
:: Ao som do álbum God’s Balls, do TAD!

domingo, fevereiro 17, 2008

REALITY BITES

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Esse todos conhecem, certo? Mas só agora pude assistir. Borat - O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América é um falso documentário, que mostra as aventuras do repórter daquela terra esquecida do leste europeu na terra do Bush, e que foi um verdadeiro hype à época do seu lançamento. É muito bom, em algumas passagens você morre de rir, tem umas cenas grotescas entre o Borat e seu produtor que demorarão para sair da minha cabeça, mas o melhor mesmo é ver como as pessoas falam aquelas barbaridades ultra conservadoras, com uma naturalidade ímpar. Como diria o outro, a verdade dói, mas é engraçada. Para quem gostou como eu, indico o programa Da Ali G Show, que passa no Sony nas noites de terça-feira e mostra outros bons personagens de Sacha Baron Cohen.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

NA TELA

Uma pincelada sobre os filmes vistos na última semana:



Manhattan
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Clássico de 1979 de Woody Allen, que além de dirigir, vive o protagonista, um escritor de meia idade divorciado (sua ex o trocou por outra) que tem um relacionamento com uma garota de 17 anos, até conhecer a amante de seu melhor amigo. Prato cheio para Allen destilar suas paranóias acerca dos relacionamentos. Ainda no elenco, Diane Keaton e Meryl Streep. Primeiro filme do ano, comecei bem!

Gladiador
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Esse todo mundo conhece. Ridley Scott, Russell Crowe, Joaquin Phoenix, Roma Antiga, cinco Oscars etc. Mas apesar desse currículo, nunca tinha visto o filme, sério. Tive diversas oportunidades, tanto em DVD quanto na TV por assinatura, mas fui deixando passar todas. Finalmente, sexta-feira passada, logo após a estréia da segunda temporada de Heroes, o Universal Channel exibiu a película e finalmente o assisti. Não é do nível da (ótima) série Roma, da HBO, mas é um bom divertimento.

O Invisível
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Filme da nova safra do cinema sueco. Após ser dado como morto, um colegial está agora no limbo, entre o mundo dos vivos e dos mortos (e invisível para todos, daí o título), e tentará descobrir o que aconteceu com seu corpo físico. Assisti sem expectativa nenhuma, mas me surpreendi. Ótimo filme! Já tem até uma versão americana, dirigida por David S. Goyer. Espero que não tenham estragado a estória...

terça-feira, dezembro 25, 2007

NA TELA

Uma pincelada sobre os filmes vistos na última semana:


Cova Rasa
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Filme de estréia de Danny Boyle, o mesmo de Trainspotting, Extermínio e o recente Sunshine, na direção. Cova Rasa mostra a história de três pesssoas que dividem um apartamento diante de uma grande quantia de dinheiro deixado pelo falecido quarto morador. Fazia um tempão que tinha visto pela primeira vez. Já tava mais do que na hora de revê-lo. Ótimo filme.


Armações do Amor
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Fraquinha comédia romântica estrelada por Matthew McConaughey e a feizinha Sarah Jessica Parker. A química entre os dois não funcionou bem, e o roteiro cheio de clichês do gênero não ajuda. Se você quer ver uma comédia romântica com o mesmo McConaughey que realmente vale a pena, tente Como Perder Um Homem Em 10 Dias, que além de ter uma história bem legal, a química com a gracinha da Kate Hudson funciona que é uma beleza.

O Grito 2
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De acordo com a descrição do guia de programação da Sky, tratava-se da versão americana do filme, mas foi exibido mesmo a versão japonesa, que eu já tinha visto. Mas resolvi encarar assim mesmo. O filme é bem legal, mas... Vejamos: filme de comédia serve para você dar risadas, filme dramático serve para você se emocionar etc. Então filme de terror deveria servir para você sentir medo, certo? Creio que muitos sintam isso mesmo, mas apesar de continuar assistindo à filmes do gênero, não sinto nada disso. Em tempo, O Grito 2, versão USA, estréia próximo sábado no Telecine Premium.

A Morte Passou por Perto
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Filme de 1955 que foi o segundo dirigido por Stanley Kubrick. Na trama, um decadente lutador de boxe se envolve com uma dançarina que é ameaçada pelo chefe. É mediano, vale como curiosidade, para saber o que o gênio por trás de clássicos com Laranja Mecânica e O Iluminado fazia no inicio da carreira. E tem pouco mais de uma hora de duração, passa rapidinho.

Thelma & Louise
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Mais uma reprise. Fazia tanto tempo que tinha visto esse filme (arrisco uns 15 anos) que praticamente lembrava-se apenas de seu final. Todo mundo deve conhecer a trama: duas mulheres, vividas por Geena Davis e Susan Sarandon, cansadas da vida que levam resolvem partir numa viagem onde tudo começa a dar errado logo cedo. O filme não envelheceu muito bem, mas ainda vale uma conferida.

Match Point
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É, essa última foi realmente a semana dos reprises. Já falei dessa jóia de filme quando o vi pela primeira vez, e você pode conferir o texto aqui. Vou só dizer as razões que fazem valer a pena um repeteco do filme: Scarlett Johansson, Scarlett Johansson e Scarlett Johansson. E você ainda ganha de lambuja um dos melhores filmes do mestre Woody Allen.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

NA TELA

A partir de hoje, uma vez por semana, postarei um texto sobre os filmes que vi nos sete últimos dias. Serão geralmente textos curtos, sem muitas firulas, basicamente apenas para vocês ficarem sabendo o que tenho visto, e para dar uma variada nos temas aqui do blog. Mas não esperem nada sobre filmes em cartaz nos cinemas ou o mais recente lançamento em DVD. Dificilmente vou ao cinema ou à locadora. Acompanho tudo nos canais de filmes da TV por assinatura, e mesmo assim não consigo dar conta de tanta coisa de qualidade que exibem. Bem, introdução feita, vamos aos filmes que vi na última semana:

Mais Estranho que a Ficção

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Filme interessantíssimo. Harold Crick é um fiscal da receita com uma vida pra lá de monótona. Até que um dia começa a ouvir uma voz feminina narrando sua vida. Quando essa voz diz que ele está prestes a morrer, começa uma corrida para descobrir quem está dentro de sua cabeça, ao mesmo tempo que ele recobra alguns prazeres da vida. Para quem curtiu os filmes de Charlie Kaufman (Quero ser John Malkovich, Adaptação) é um prato cheio. No elenco Will Ferrell, Emma Thompson e Dustin Hoffman.


Hora de Voltar

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Sou fã desse filmes low budget onde um mesmo cara roteiriza, dirige e é o protagonista. Dificilmente essa fórmula dá errado. E Zach Braff (o JD de Scrubs) faz tudo isso nessa pequena pérola cinematográfica. Apesar da falta de originalidade da trama (jovem em busca de auto-conhecimento volta a cidade natal para o enterro da mãe), a história é contada com uma sutileza rara em Hollywood. E ainda tem a gracinha da Natalie Portman, que sempre rouba a cena quando aparece.

Terapia do Amor

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Comédia romântica que foge um pouco do óbvio ao contar a história de um casal que tem a barreira da diferença de idade (ela tem 37, ele 23) e de religião entre eles, além do fato dele ser filho da psicóloga dela, que não curtiu muito essa idéia. A química entre Uma Thurman e Meryl Streep (sempre excelente) é o ponto alto da película. Ideal para se ver a dois.


Dogma

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Demorou, e muito, mas finalmente assisti ao polêmico filme de Kevin Smith. Polêmico porque trata de religião, ao mostrar a história de dois anjos que foram expulsos do paraíso e que farão de tudo para retornar, nem dando bola para o fato que isso pode causar o fim de toda a existência. Para evitar isso, uma equipe formada por uma descendente de Jesus, um apóstolo negro, uma musa e, claro, Jay e Silent Bob, onipresentes nos filmes do diretor (o Bob é vivido pelo próprio) está no encalço da dupla. Não chega ao brilho de O Balconista, Barrados no Shopping e Procura-se Amy, mas ainda vale muito a pena.


Os Infiltrados

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Scorsese voltou a boa forma nesse filme que levou quatro estatuetas na última cerimônia do Oscar: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Edição). E, diferente de outras edições da premiação (Shakespeare Apaixonado me vem logo a mente), o filme realmente mereceu todas elas. A trama mostra dois lados da moeda: um policial infiltrado na máfia e um criminoso infiltrado na polícia. Ótimas atuações de todo o elenco, destacando o trio principal, Jack Nicholson (é chover no molhado elogiar esse cara), Leonardo DiCaprio e Matt Damon.

sexta-feira, abril 27, 2007

LAST DAYS

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Last Days, o tão falado filme de Gus Van Sant que seria baseado nas últimas horas de Kurt Cobain, líder do Nirvana que se suicidou em 1994 (seria porque o nome do personagem é Blake; vai que a louca da Courtney Love resolver processar), estreou em Cannes em 2005, esteve em algumas Mostras no Brasil, mas nunca chegou a entrar em circuito comercial. No começo desse ano foi finalmente lançado em DVD, e na última segunda-feira estreou no Cinemax, quando finalmente tive a oportunidade de assistir. Nele o diretor aplica mais uma vez a técnica que usou nos seus dois filmes anteriores (Gerry e Elephant), com um tom experimental, longas seqüências, poucos diálogos e quase documental.

Michael Pitt (Os Sonhadores) vive Blake, um rockstar atormentado que parece não ter mais saco para mais nada. Ele passa o dia na sua mansão, perambulando seu destino aparente, às vezes empunhando uma arma, tentando ao máximo evitar se relacionar com todo e qualquer um que atravesse seu caminho. Apesar de não mostrar nenhuma cena com drogas, ele parece passar todo o tempo chapado, grunhindo palavras incompreensíveis. Os amigos que vivem no mesmo teto não dão a devida atenção a esse seu desmoronamento. Com exceção da personagem vivida por Kim Gordon (baixista do Sonic Youth, banda com que o Nirvana fez uma turnê pela Europa, que faz uma pequena ponta), todos parecem apenas esperar pelo inevitável e tentam levar suas vidinhas, seja ouvindo “Venus in Furs” do Velvet Underground no volume máximo ou fazendo sexo.

Alheia a tudo isso, a câmera de Van Sant foca mesmo Blake, em takes longuíssimos, alguns bem interessantes, como aquele que mostra a TV sintonizada na MTV mostrando um clipe dos Boys II Men, uma baba do começo dos anos 90, onde claramente o diretor quis mostrar em que meio estava inserido o Nirvana, que teria causado repulsa por parte de Cobain. Outro momento marcante é aquele que mostra Pitt gritando a plenos pulmões uma canção de sua autoria, mas que tem a marca registrada das composições de Kurt. Quem é fã e viveu aquela época com certeza se arrepiou nessa passagem, como eu. Até chegar ao momento do suicídio. Sem apelações, Van Sant não exibe o momento exato do ato, mas apenas a descoberta do corpo (numa estufa, como de fato ocorreu) por um jardineiro.

Como ficou claro, não é um filme fácil, bem longe do cinemão hollywoodiano, e sua narrativa pouco usual pode afugentar algumas pessoas, e certas passagens podem ser cansativas, mas se alguém decidir entrar nessa viagem vai encontrar uma pequena jóia, longe de ser lapidada, que mostra a visão de Gus Van Sant sobre as últimas horas de Kurt Cobain, com uma atuação soberba de Michael Pitt, que, assim como Val Kilmer quando viveu Jim Morrison no biográfico The Doors, praticamente incorporou a alma do vocalista do Nirvana.

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