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terça-feira, abril 28, 2009

RÁPIDO & RASTEIRO

:: Boas novas para os fãs do Nirvana e da boa música em geral. O lendário show da banda no também lendário Reading Festival de 1992 sairá em DVD em novembro, pela Universal. Esse show ficou famoso porque, entre outros motivos, Kurt Cobain entrou no palco numa cadeira de rodas, balbuciou algo ao microfone e caiu no chão. Eu já dediquei um post para esse show e você pode conferir aqui. Apesar de já ter baixado a versão pirata, com o contador de tempo embutido na tela, é claro que comprarei esse DVD, que já nasce clássico!

:: Depois de meses sem notícias oficiais, finalmente a Pixel se dá ao trabalho de informar aos seus “clientes” que não tem mais interesse em lançar material da Vertigo e Wildstorm e que, portanto, as revistas Pixel Magazine e Pixel Fábulas estão canceladas, assim como os especiais e encadernados de Preacher, 100 Balas, Authority e até Sandman, que, dizem, estava vendendo bem. A merda de Spawn, porém, continua. A situação parece uma bola de neve: a cada editora brasileira que tem uma experiência frustrada com material Vertigo/Wildstorm, mais os leitores se afugentam e partem para outros caminhos, como os importados ou os scans, dificultando ainda mais o trabalho de uma futura editora com um material que já não tem grande apelo, apesar de sua qualidade indiscutível. Eu já considero praticamente inviável um plano de médio/longo prazo com esse tipo de quadrinhos no Brasil. Mas ainda torço para que a Devir recupere os direitos de publicações que tinha antes da aventura da Pixel e, ao menos, termine Preacher.

:: Atualizando a fila de leitura, que teme em não diminuir:
- Mulher-Gato - Um Crime Perfeito
- Legião dos Super-Heróis - A Saga das Trevas Eternas
- Os 6 volumes da Coleção DC 70 Anos
- Fábulas - O Livro do Amor
- Preacher - Guerra ao Sol
- Reino dos Malditos
- Os Maiores Clássicos do Poderoso Thor Vol 3
- Os Maiores Clássicos do Capitão América Vol. 1
- Os Maiores Clássicos do Quarteto Fantástico Vol. 3
- Witchblade - Série Clássica - Origens
- Homem-Aranha - Grandes Desafios Vol. 5
- Watchmen

:: Três dicas de blogs legais para quem quer sair um pouco da mesmice hollywoodiana e assistir aos clássicos do cinema europeu. Tem Fellini, Truffaut, Godard, Buñuel, Antonioni, Bergman, Kieslowski etc. Já viciei e estou montando minha DVDteca caseira. Os blogs são os seguintes: Trixxx Filmes, O Sétimo Projetor e Cinema Cultura. Clique e divirta-se!
:: Ao som do álbum God’s Balls, do TAD!

segunda-feira, novembro 24, 2008

ULTRA - SETE DIAS

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Não sei se alguma mulher tem o costume de visitar esse espaço virtual regularmente (se for como as demais áreas da minha vida então, a possibilidade é mais difícil ainda). Mas se por acaso existir alguma que fica ao menos curiosa em relação aos gibis sobre os quais falo por aqui, mas que ainda não deu aquele próximo passo e realmente leu algum quadrinho, principalmente por não saber pelo qual começar, seus problemas acabaram. Ultra - Sete Dias é a resposta!
Criação dos irmãos Luna (a saber, Joshua Luna, responsável pelo argumento, roteiro e layout, e Jonathan Luna, que fica com o argumento, ilustração e cores), Ultra seria uma espécie de Sex And The City com super-heróis. Seria, porque acho a série da HBO chatíssima, assim como o trio principal de personagens e suas cabecinhas ocas. (Putz, agora acho que expulsei de vez qualquer garota visitante do blog, hehehe).
Bem, Ultra é bem melhor. Também temos um trio de amigas inseparáveis. Pearl, Jen e Liv. Ou Ultra, Afrodite e Vaqueira, que são suas respectivas identidades super -heróicas. As personagens são bem construídas, carismáticas mesmo, beirando o real. Até porque, tirando os poderes, elas são apenas garotas comuns.
A trama tem seu ponto de início quando as três vão à uma vidente, que entre outras previsões, diz que Ultra encontrará seu verdadeiro amor nos próximos sete dias (daí o subtítulo da edição nacional). A partir daí, vemos as coisas se desenrolarem tanto no lado quadrinho de super-herói quanto no lado dos relacionamentos das garotas, tudo bem balanceado e sem forçar a barra.
A dupla criativa bolou um universo bem interessante, onde os heróis são agenciados por empresas parecidas com agências de modelos, e são tratados como celebridades, estampando capas de revistas e participando de campanhas publicitárias. Aliás, entre um capítulo e outro, temos matérias fictícias sobre as heroínas, fato que acaba enriquecendo bem a leitura.
Eu adquiri os dois volumes da série numa promoção monstro, onde cada edição custou módicos R$ 6,90, e não 33,90, que é o preço normal. E talvez, se não fosse esse fato, não entraria em contato com esse excelente material, que, no final, vale o preço cobrado. Excelente para garotos e garotas.

domingo, setembro 07, 2008

JOHN CONSTANTINE - HELLBLAZER: SANGUE REAL

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Definitivamente John Constantine é o personagem mais conhecido da Vertigo, ao lado de Sandman. Mas em pouco mais de um ano e meio com os direitos do personagem, a Pixel Media publicou apenas um especial dedicado ao bruxo inglês. Com uma vida editorial conturbada no Brasil, passando por editoras fundo de quintal como a Metal Pesado e a Brainstore, o que não falta é material para publicar (a fase do Paul Jenkins é praticamente inédita em terra brasilis), e leitor para comprar tudo que sair. Mais especiais, que poderiam até servir para adiantar a fase do Brian Azzarello que está saindo na Pixel Magazine, seriam bem vindos.
Bem, então vamos falar do que saiu. O álbum Sangue Real reúne as últimas histórias da fase de Garth Ennis ainda inéditas por aqui. Essa fase é, com sobras, a mais aclamada de Hellblazer. Ennis praticamente reinventou o personagem, lhe dando um ar de canalhice que não havia antes, além de colocar no caldo uma violência extrema, tanto física quanto mental, e uma boa dose de humor negro, marca registrada do roteirista. Longe de ser uma leitura leve, portanto.
Na primeira história, em quatro partes, e que batiza o encadernado, Constantine se envolve com um grupo da elite inglesa que gosta de todo o tipo de bizarrice. E uma dessas bizarrices acabou trazendo de volta o demônio que havia possuído Jack O Estripador, e sua sede por sangue ainda não foi saciada. A arte desse arco fica a cargo de William Simpson, que faz apenas um feijão com arroz, mas não chega a prejudicar a trama.
Depois temos Argila Mortal, em duas partes. Aqui o tema é o sumiço de cadáveres. Quando o corpo do falecido tio de seu companheiro para todas as horas, Chas, é roubado, Constantine tem que investigar o ocorrido. Hora de chamar as sofridas almas donas dos corpos violados para dar uma mãozinha. Na arte, o excelente Steve Dillon, ou seja, temos aqui a mesma dupla da já clássica Preacher.
A edição traz ainda as ótimas capas originais desenhadas por Glenn Fabry , o mesmo de, adivinha? Preacher!, e um guia para a fase de Ennis. De resto, impressão OK, papel de luxo e capa cartonada. A edição só peca pelo formato paraguaio, mas no momento em que você começa a ler, esse detalhe já é esquecido. HQ nota 10!

sexta-feira, abril 04, 2008

CAPAS PANINI ABRIL - DESTAQUES

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Mas o posto de melhor capa do mês fica com a Pixel e a sua Pixel Magazine #13. Você pode conferir abaixo, junto à versão original (e maior) da bela arte de J. H. Williams III, homenageando o clássico Sgt. Peppers:

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quarta-feira, janeiro 16, 2008

RETRÔ: QUADRINHOS EM 2007 (PT. 2)

Parafraseando nosso maldito presidente, nunca na história desse país se publicou tanto gibi. Com a Panini a frente, tivemos materiais para todos os gostos e bolsos. Mas, como dizem, quantidade não significa qualidade. Nesse post, falarei do que valeu a pena eu ter investido meu escasso dinheirinho.


Demolidor
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:: Minha primeira reação quando soube que a dupla Brubaker/Lark substituiria Bendis e Maleev a frente do Demolidor foi: “perfeito!” E, quando li as primeiras histórias dessa nova fase, vi que estava certíssimo. Bendis terminou sua passagem deixando o herói na prisão (e na pior). Qualquer escritorzinho de merda mudaria isso logo de cara, com um explicação totalmente nonsense, algo como “não passava de um clone” ou “foi tudo um sonho”. Mas não o Brubaker, que afundou ainda mais o protagonista no fundo do poço, “matou” seu melhor amigo e ainda colocou o Justiceiro no mesmo presídio. Como tem sorte esse Demolidor, com duas fases seguidas que já se tornaram clássicas.

Capitão América
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:: Nunca dei a mínima para o Capitão América. Só mesmo um escritor como Ed Brubaker (mais uma vez ele) para me fazer ir atrás das histórias do herói que estampa a bandeira americana em seu uniforme. Trazer de volta um personagem morto há décadas e deixar isso tudo crível e excitante é para poucos. E foi o que se conseguiu aqui, com a volta de Bucky, o sidekick que lutou (e morreu) ao lado do Capitão na Segunda Guerra Mundial, numa trama que em nenhum momento desconsidera a inteligência do leitor. É, parece que o Quesada não dá muitos pitacos nas histórias do Demolidor e do Capitão América.

Grandes Astros Superman
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:: As expectativas eram grandes. Um dos grandes escritores da atualidade (Morrison), um dos desenhistas mais celebrados dos últimos tempos (Quitely) e um personagem com quem ambos sempre queriam trabalhar (Superman). E todas elas foram cumpridas a contento em Grandes Astros Superman, que finalmente aportou por aqui e surpreendeu até os detratores do maior dos heróis. Idéias geniais em cada quadro, atualizando o super-homem para o novo milênio, fizeram desse um dos melhores lançamentos do ano.

Superman
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:: Junto ao salto de um ano na cronologia, veio um salto de qualidade em alguns títulos da DC. Superman, com o arco Para o Alto e Avante, foi o melhor deles. Escrito pela dupla Geoff Johns e Kurt Busiek, e com os desenhos divididos entre Pete Woods e Renato Guedes, a trama mostra a volta a ativa do herói, após um período sem poderes. Algumas passagens, como aquelas que mostram Clark Kent como um homem comum feliz no trabalho e no casamento, são de uma delicadeza impar. Dá até uma certa pena ver ele abandonar essa vida pacata com o retorno dos seus poderes.


Planetary/Batman
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::Forte candidato a melhor crossover de todos os tempos. Ponto. O grupo Planetary visita uma versão de Gotham onde Batman não existe. Mas alguém com poderes para moldar a realidade vai dar um jeito nisso, e Batmans de diversas épocas acabam aparecendo para dificultar o trabalho dos Arqueólogos do Impossível. O roteiro de Warren Ellis é perfeito, assim como os desenhos de John Cassaday, realçados pelo formato maior do gibi. Algumas pessoas reclamaram do preço (R$ 11,90) e não compraram. Deixaram de ter um item essencial em sua coleção.

Sandman - Vidas Breves
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:: Nesta altura do campeonato, é chover no molhado elogiar algo de qualidade indiscutível como Sandman. Vidas Breves é o sétimo volume (dum total de dez) da série que está sendo republicada de maneira impecável pela Conrad. Aqui acompanhamos Morpheus e Delírio juntos numa jornada pelo Mundo Desperto em busca de Destruição, o Perpétuo que partiu há 300 anos. O autor Neil Gaiman mais uma vez nos mostra, nesse arco em nove capítulos, por que essa série é uma das mais cultuadas dos quadrinhos.


Death Note
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::Pouca vezes vi uma trama tão interessante (e viciante) quanto em Death Note, um dos grandes destaques entre os mangás iniciados em 2007, publicação da JBC. Death Note é um caderno mágico, onde, ao se escrever nele o nome de alguém, essa pessoa morre. Sendo encontrado por um estudante adolescente, ele resolve usá-lo para matar criminosos. E isso é só o começo, desse mangá de 12 volumes que já rendeu um animê e um filme. Até agora (as duas primeira edições chegaram no eixo setorizado) tem valido cada centavo gasto.

Outros destaques (alguns ficariam fáceis entre os dissecados acima; e com certeza alguma coisa ficou de fora, mas eu tinha que terminar esse texto um dia...):

:: Lanterna Verde (Geoff Johns e Ivan Reis)
:: Liga da Justiça (Brad Meltzer e Ed Benes)
:: Surpreendentes X-Men (Joss Whedon e John Cassaday)
:: Gotham City Contra o Crime ( Ed Brubaker, Greg Rucka e Michael Lark)
:: Xeque-Mate (Greg Rucka e Jesus Saiz)
:: Planetary (Warren Ellis e John Cassaday)
:: Novos Vingadores (Brian M. Bendis e vários artistas)
:: Batman (Grant Morrison e Adam Kubert)
:: Detective Comics (Paul Dini e vários artistas)
:: Promethea (Alan Moore e J H Williams II)
:: 100 Balas (Brian Azzarello e Eduardo Risso)
:: Guerra Civil e seus tie-ins (Mark Millar, Steve McNiven e outros)
:: Supremos (Mark Millar e Brian Hitch)
:: Preacher Especial 1 e 2 (Garth Ennis, Steve Dillon e Richard Case)
:: Gantz (Hiroya Oku)

terça-feira, janeiro 15, 2008

RETRÔ: QUADRINHOS EM 2007 (PT. 1)

Após o imbróglio envolvendo os direitos da DC Comics que marcou o final de 2006, 2007 começava com duas promessas, diretamente relacionadas com toda aquela confusão. De um lado, de contrato renovado com a gigante americana, a Panini prometia trazer a tão sonhada expansão da sua linha da DC. E, no lado da Pixel, havia a promessa de outro grande sonho dos leitores, que era a presença dos lançamentos da Vertigo e Wildstorm em qualquer banca e a preços convidativos.

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A Panini cumpriu bem sua parte, surpreendendo até alguns mais céticos. Somados aos já existentes cinco títulos mensais, foram criados mais três: Batman Extra, Universo DC e Melhores do Mundo, além do bimestral DC Apresenta. Houve ainda uma infinidade de minisséries e especiais, como Crise Infinita, a linha Grandes Astros, Sete Soldados da Vitória, Justiça e as edições de Arquivo DC. A série Grandes Clássicos DC ficou meio de lado, mas perto de tanto material lançado, pouco reclamaram.

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Mas nem só de DC viveu a Panini no ano que passou. A Marvel, comemorando 40 anos no Brasil, ganhou mais dois títulos mensais, Marvel Action (substituindo Demolidor) e Avante Vingadores, e a linha Biblioteca Marvel parece que veio para ficar. A editora também se firmou como a nº 1 em mangás, com o final de dois clássicos, Lobo Solitário e Crying Freeman, e o início da publicação de algumas das séries mais hypadas dos últimos tempos, como Gantz e Naruto. E ainda tivemos toda a linha da Turma da Mônica, que iniciou 2007 de casa nova.

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Já a Pixel, bem... Eles começaram a mil por hora, com especiais de 100 Balas, Preacher, Fábulas, Authority e outros. Mas, pouco depois, esse ritmo diminuiu, trazendo um ou dois especiais por mês, mais a mensal Pixel Magazine, e a curta lua de mel entre leitores e editora chegou ao fim. Muitos reclamam da maneira como certos materiais são lançados (dividir arcos completos em minisséries realmente não é uma boa idéia). Outros reclamam do grande intervalo entre as publicações (100 Balas, depois de duas edições seguidas em maio e junho, só voltará agora, em janeiro). Burradas editoriais à parte, o certo é que materiais da Vertigo e Wildstorm, apesar de sua indiscutível qualidade, não têm apelo suficiente para alavancar as vendas. Novas promessas já foram feitas para se concretizarem em 2008 (Com um novo título mensal já confirmado). Aguardemos.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

PREACHER ESPECIAL 3 NAS BANCAS

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Preacher Especial 3 – Guerra de um Homem Só

Chegou a hora de conhecer a origem do grande inimigo do pastor Jesse Custer, Herr Starr. Um dos mais carismáticos personagens da série Preacher tem sua origem revelada, desde quando era criança, sua entrada pra polícia secreta alemã até o convite e participação no Graal. Garth Ennis surpreende novamente com uma trama violenta mas ao mesmo tempo sentimental. 68 páginas - R$ 10,90. (Fonte: Pixel Blog)


Ainda bem que eu já tenho a edição da Brainstorm (que foi traduzida como O Homem da Guerra), pois está bem cara essa revista. Para efeito de comparação, Preacher Especial 1, com 116 páginas e que foi lançado em maio, custou os mesmos R$ 10,90. O que leva a crer que os outros dois especiais não venderam bem, e agora resolveram lançar com uma tiragem menor, e conseqüentemente, com um preço maior.

quinta-feira, novembro 29, 2007

PLANETARY / BATMAN: NOITE NA TERRA

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Os membros do grupo Planetary, os chamados Arqueólogos do Impossível, se dirigem a Gotham City para prender um criminoso que pode ter importantes informações sobre experimentos em um campo secreto americano. Batman não existe nessa versão de Gotham, mas o tal criminoso tem o poder de alterar o multiverso, e logo o Homem Morcego aparecerá. Aliás, diferentes versões do vigilante aparecem a cada momento em que a realidade é alterada, passando pelo Batman fiel a criação de Bob Kane e que apareceu em Detective Comics 32, em 1939, o Batman dos anos 70 de Neil Adams, o Batman do futuro apocalíptico de O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller etc. E todos esses querem levar o meliante para as autoridades locais, até porque, como ele gosta de dizer, aquela é a sua cidade.
Já tinha lido essa história há algum tempo via scan, mas claro que uma preciosidade dessas você tem que ter na sua coleção. Warren Ellis faz um trabalho fabuloso, adicionando novos temperos a mitologia desse novo clássico que é a série Planetary. Já os desenhos de John Cassaday, meu deus! Um verdadeira obra-prima, especialmente sua forma de retratar os diferentes Batmans. A edição da Pixel está bem caprichada, com papel couché no miolo e um formato um pouco maior que o americano (20,2 X 29cm), que destaca ainda mais a arte de Cassaday. O único porém é que a capa poderia vir num papel cartonado. São R$ 11,90 por apenas 48 páginas, mas vale a pena fazer um sacrifício para comprá-la. Agora é esperar o lançamento dos outros crossovers do Planetary (um com a Liga da Justiça e outro com o Authority).

domingo, novembro 04, 2007

HQ NEWS

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Esse mês de novembro, Superman, Batman e Liga da Justiça, as três primeiras revistas a sair com o selo DC/Panini, completam 60 edições (ou 5 anos), e comemorando a ocasião, cada uma delas vem com um pôster encartado, medindo 101 x 68 cm, com arte do mestre Alex Ross retiradas do especial Os Maiores Super-Heróis do Mundo. Uma prévia dos pôsteres você confere nas imagens que abrem o post. E já está prometido para janeiro próximo o mais que pedido (não por mim, aliás) baralho DC, iniciando a comemoração dos 70 anos da editora americana em terras tupiniquins.

Pelo lado da Pixel, as coisas não estão muito animadoras, infelizmente. O usuário Yeoman do MBB assistiu a palestra do editor Cassius Medauar na Fest Comix e saiu de lá com a impressão de desânimo por parte do palestrante em relação às novidades da Pixel Media para os próximos meses. Alguns destaques:
- Não teremos mais grandes novidades neste ano. Certo mesmo só mais um especial do Authority, além do já anunciado cross entre Planetary e Batman.
- Homem Animal do Grant Morrison, se sair, só no segundo semestre de 2008.
- A continuação do Monstro do Pântano de Alan Moore ainda não está confirmada.
- Da sensacional Fábulas, talvez um encadernado do primeiro arco.
- Perguntado sobre qual poderia ser o substituto de Planetary na Pixel Magazine, Medauar disse que ainda é cedo para pensar nisso.
- Os Invisíveis, outra série de Grant Morrison, deve começar a sair em encadernados (talvez voltados para livrarias) em 2008.
- Algumas séries com mais apelo de vendas estão garantidas para o primeiro semestre do próximo ano. Espero que Y The Last Man esteja nos planos. E será que teremos finalmente publicado o final de Preacher?!

sexta-feira, outubro 26, 2007

HQ NEWS

Boas novas da DC pela Panini. Aproveitando a passagem de Eddie Berganza, editor da linha do Superman lá fora, pelo Brasil, foi anunciado quatro belos lançamentos e um meia boca.
O meia boca é SJA Anual #1, que traz dois arcos que saíram originalmente em JSA Classified. Como a maioria dessa linha Classified, deve ser apenas razoável. Guarde a grana para as demais surpresas.
Agora falemos do filé:
::Mulher-Gato: O Crime Perfeito - É, parece que a campanha iniciada pelo Luwig no The Pulse surtiu efeitos. Nesse especial, que segue o formato da linha Grandes Clássicos DC (ou seja, lombada quadrada, capa cartonada e papel LWC), temos o primeiro arco da elogiada fase de Ed Brubaker a frente do título mensal da Mulher-Gato, e que foi sistematicamente ignorado pela Panini na época que deveria ser publicado (a história é originalmente do comecinho de 2002). Os desenhos desse arco ficam por conta de Darwin Cooke e Mike Allred (é mole?!). Ainda teremos no gibi o especial Selina's Big Score (de Cooke) e as três curtinhas que saíram em Detective Comics #759 a #762, totalizando as 232 páginas anunciadas.
::O Longo Dia das Bruxas - Edição Definitiva - Quem leu diz que esse é o melhor trabalho da dupla Jeph Loeb e Tim Sale. Os dois se reuniram diversas vezes para trazer histórias do passado de personagens da DC e da Marvel, como em Superman: As Quatro Estações e Homem-Aranha Azul, para ficar num exemplo de cada editora. O Longo Dia das Bruxas saiu pela Abril há alguns anos, e agora volta com ares de clássico. É uma das grandes histórias do Morcego que não tenho na coleção, e não perderei essa oportunidade. Se seguir o formato das outras edições definitivas, deve sair em duas versões, uma com capa dura e outra com capa cartonada. Ah, ela tem 13 capítulos, então espere um encadernado daqueles (e com um preço daqueles também).
::Justiceira: o Julgamento da Mulher-Maravilha - Desconsiderando a péssima tradução de Manhunter, seu título mensal nos States é um dos melhores da DC Comics. Antes de ler esse especial, que deve trazer as edições 26 a 30 de Manhunter, sugiro ir atrás dos scans dos números anteriores para não ficar voando por completo em relação à personagem. Só saber que em sua vida civil a heroína é advogada é pouco. O julgamento da Mulher-Maravilha em questão é ainda devido ao assassinato de Max Lord, que ocorreu numa das trocentas histórias que serviram de prelúdio para a malfadada Crise Infinita. É torcer que venda bem para a Panini ao menos considerar o lançamento das aventuras anteriores da personagem.
::Alex Ross - World´s Greatest Heroes - Por último, mas não menos importante, temos esse lançamento que deverá ser um verdadeiro calhamaço de difícil transporte. Ele reúne os álbuns que o roteirista Paul Dini e o desenhista Alex Ross fizeram juntos, todos estrelados pelos maiorais da DC. Temos um com o Batman, um com o Superman, outro com a Mulher-Maravilha e, salvo engano, dois protagonizados pela Liga da Justiça. Assim como O Longo Dias das Bruxas, tem tudo para custar os olhos da cara e mais alguns órgãos vitais do corpo humano. É melhor ir guardando o 13o.
A Panini não falou nada sobre datas, então não fique surpreso se você ver essas belezas nas bancas só depois do carnaval.
Pelo lado da Pixel também temos boas novas. Em novembro será lançado Planetary/Batman - Noite na Terra, o primeiro crossover do grupo criado por Warren Ellis a sair por aqui (os outros são Planetary/Authority e Planetary/Liga da Justiça, que também estão nos planos da editora para um futuro próximo). Sei que muitos fazem cara feia para crossovers, e não sem razão, pois tem muito lixo nesse meio. Mas esse em questão é sensacional. Tive a oportunidade de lê-lo via scan e fiquei maravilhado, não só pela história em si, mas pelo show particular do desenhista John Cassaday, retratando diversas versões do Batman ao longo de sua existência (tem a 1a versão dos gibis, quando o herói costumava usar armas de fogo, a versão da infame série televisiva dos anos 60, a versão do Neal Adams, Frank Miller etc.). O gibi terá o formato 20 x 29 cm, um pouco maior que o tradicional americano. Nem precisa dizer que é cofre...

domingo, julho 01, 2007

PACOTE DA SEMANA

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Crise Infinita # 7: Acabou, finalmente acabou! Confesso que já estou de saco cheio de tanta Crise. E como gota d’água, tivemos esse desastre chamado Crise Infinita. Até agora não desceu essa de Superboy louco e assassino e suas motivações estúpidas. Mas que vilãozinho mais mequetrefe foram arranjar! Que vergonha, Sr. Johns! Tanto hype só para isso? Por mim teriam trabalhado apenas com o que Brad Meltzer deixou em Crise de Identidade, e que foi desenvolvido nas únicas duas séries pré-Crise Infinita que prestaram, que foram Projeto Omac e Vilões Unidos, com toda essa nova relação entre heróis e bandidos. Teria sido bem mais interessante. Bem, agora é esperar pela maxissérie 52, que começa agora em julho, e foi mais bem elogiada lá fora.

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LJA # 55: Com exceção de Lanterna Verde, a revista parece em estado de stand by. Temos um arco de JLA Classified, que tem a maior cara de episódio do desenho animado da Liga, e até agora vai bem (com exceção dos desenhos). Em SJA, o roteirista Paul Levitz procura apenas não fazer alguma besteira enquanto esperamos a volta de Geoff Johns, acompanhado dos bons desenhos de Rags Morales (com estupenda participação do brasileiro Luke Ross na arte dos flashbacks). Já o arco Confraria de Vilões (originalmente publicado em JSA Classified) segue apenas mediano. Mas o ápice mesmo é o Lanterna Verde, que começou o Um Ano Depois a mil por hora. Contando agora com os desenhos de Ivan Reis, e um Geoff Johns inspirado, essa série, junto às do Superman e do Batman, segue sendo umas das melhores da DC que estão sendo publicadas pela Panini.

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Pixel Magazine # 3: A PM tem simplesmente o melhor mix atualmente. Claro, com uma revista que todo mês traz material da Vertigo e da Wildstorm não poderia ser diferente. Nessa terceira edição, além das costumeiras (como é bom dizer isso) Planetary e Hellblazer, ambas escritas pelo quase onipresente Warren Ellis, temos ainda o especial Fábulas – O Último Castelo. Acompanho essa série através dos scans, e digo, sem uma sombra de dúvida, que Fábulas é o melhor gibi da atualidade. É tão boa que você questiona por que seu autor, Bill Willingham, fez um trabalho tão ruim durante sua passagem pelo título do Robin. Estou aqui torcendo para que a Pixel reconsidere sua decisão e passe a publicar esse novo clássico do início. Ah, completando esse número, temos uma curtinha de Cobweb e uma matéria mostrando futuros lançamentos da editora (entre eles, DMZ e Y – O Último Homem).

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100 Balas – Tiro Pela Culatra: Esse é o segundo especial da série publicado pela Pixel, reu-nindo as edições originais americanas #4 e #5. Dessa vez o Agente Graves entrega a maleta com uma arma, as cem balas não rastreáveis e as provas mostrando os verdadeiros culpados para um sujeito injustamente acusado de pedofilia. Enquanto isso, a conspiração por traz de tudo isso ganha novos contornos. Teremos uma nova edição da série só mais para o final de ano, então é bom aproveitar. O único porém é que Tiro Pela Culatra tem apenas 52 páginas. Bem que poderiam ter colocado mais um arco para deixar a revista mais volumosa. Mas dos males o menor...

sábado, maio 26, 2007

PIXEL RULEIA!

Poucas vezes saí de uma banca de revistas tão empolgado quanto nesta quinta-feira, quando comprei, além de outras cositas, Pixel Magazine #2, Preacher Especial #1, 100 Balas – Atire Primeiro, Pergunte Depois e Authority – Terra Infernal. É um sonho antigo de muitos fanboys ver material da Vertigo e da Wildstorm a preços acessíveis e encontrados em qualquer banca. E a Pixel Media, nesse comecinho, vem cumprindo isto a contento.

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Na segunda edição, a Pixel Magazine (100 páginas, papel de luxo, R$ 9,90) traz, além das fixas Hellblazer e Planetary, quatro histórias curtas, são elas, Sandman: Teatro do Místério (estrelada pelo clássico personagem da DC, não por aquele criado por Neil Gaiman); Morte (esta sim, a criação de Gaiman), Os Invisíveis (uma das maluquices adoráveis de Grant Morrison); e O Sonhar (mais uma criação de Gaiman). Temos ainda um dossiê sobre o que aconteceu nas edições de Planetary publicadas pela Devir (já devidamente guardadas em minha humilde gibiteca assim que saíram), um texto com informações extras sobre as histórias curtas que apareceram nestes dois números da PM e a estréia da seção de cartas.

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Em Preacher Especial #1 (116 páginas, papel de luxo, R$ 10,90), temos duas histórias paralelas à trama criada por Garth Ennis, e que não fazem parte da numeração normal da série. “O Cavaleiro Altivo” revela um pouco do passado do pastor Jesse Custer, bem antes de aceitar o ofício divino. Depois temos “A História de Você-Sabe-Quem”, que traz a origem do Cara de Cu, um dos personagens mais originais das HQs, e que só podia ter saído da mente doentia de Ennis, com várias referências à cultura pop, principalmente ao Nirvana, a banda preferida do personagem (bom gosto ele tem).

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Em 100 Balas – Atire Primeiro, Pergunte Depois (84 páginas, papel de luxo, R$ 8,90) temos encadernadas as três primeiras edições da série de Brian Azzarello (roteiro) e Eduardo Risso (desenhos), mais uma curta história extraída da revista Vertigo Winter’s Edge. A Pixel, sabiamente, resolveu ignorar o que a Opera Graphica publicou (e quase ninguém comprou) e começa do início. A trama, todos devem saber: o agente Graves aparece para alguém oferecendo vingança e uma maleta com uma arma e 100 balas irrastreáveis. Claro, há uma grande conspiração por trás disto.

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Finalmente, Authority – Terra Infernal (100 páginas, papel de luxo, R$ 9,90) continua a série de onde a Devir parou (aliás, tenho que ir atrás desses três encadernados anteriores; eu tenho uma HQ da finada Pandora, com o primeiro arco de histórias, que achei perdido numa banca local, mas a edição é um lixo, com um formato bem esquisito). Com roteiros de Mark Miller e desenhos divididos entre Frank Quitely e Chris Weston, este volume traz as edições originais #17 ao #20, mostrando o grupo formado por Apolo, Meia-Noite, Jack Hawksmoor, Swift, Engenheira e Doutor às voltas com uma ameaça que acarreta mudanças climáticas (que timing, heim?) e afeta o comportamento dos animais.
A pilha de gibis por ler está grande aqui, e ainda não tive tempo para dedicar-me a essas aquisições mais recentes, mas tem tudo para serem algumas das leituras mais legais deste ano. A Pixel manda aqui!

terça-feira, maio 22, 2007

PIXEL MAGAZINE # 1

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Cansado de quadrinhos de super-heróis fantasiados que salvam todos sem olhar a quem e lutam sempre com os mesmos vilões? Cansado de sagas intermináveis, onde você tem que comprar uma tonelada de gibis para entendê-las? Cansado de retcons sem noção, que fazem mudanças nada bem-vindas em nossos personagens favoritos? Cansado de ressurreições a torto e a direito? Cansado dessa cronologia maluca e cheia de buracos, que nem os editores e roteiristas entendem? Então eu tenho um santo remédio para você: Pixel Magazine.
O novo título mensal da Pixel Media traz histórias dos dois principais selos de quadrinhos estadunidenses, a Vertigo e aWildstorm. A Vertigo é famosa por seu vanguardismo em relação aos gibis para adultos. Foi de lá que saíram séries hoje consideradas clássicas, como Sandman, Preacher e Os Invisíveis. Já a Wildstorm vem revolucionando o estilo de quadrinhos de heróis, mais realistas e condizentes com essa era perigosa onde vivemos. Certa “esquizofrenia” foi apontada quando a Pixel anunciou que publicaria aventuras dos dois selos em uma só revista, mas é só começar a ler essa edição de estréia para esquecer logo isso. Quem não vai gostar de ler boas histórias?
E é só isso que temos nessa edição primeira da PM (100 páginas, papel de luxo, R$ 9,90). No total são cinco histórias, sendo duas delas curtas. Começamos com Hellblazer e o Berço do Anticristo (roteiro de Warren Ellis e desenhos de Tim Bradstreet); depois temos a organização Freqüência Global (novamente Ellis, ao lado de Lee Bermejo); uma curta do Authority onde Jack Hawksmoor relembra antigas aventuras do grupo (mais uma vez Ellis, com arte de Cully Hamner); a já clássica Planetary, mostrando o encontro de Elijah Snow com Sherlock Holmes (Warren Ellis, pela última vez, com arte de John Cassaday); e finalizando temos Cobweb, uma tiração de sarro com o movimento hippie das décadas de 60 e 70 (roteiro do mestre Alan Moore). Além dos quadrinhos, temos um bom texto de boas vindas do André Forastieri e outro de Odair Braz Junior sobre a importância da Vertigo, além de textos sobre algumas das séries apresentadas para situar o leitor de primeira viagem.
Não sei se vai funcionar com você, mas esse bendito remédio já está fazendo efeitos aqui. Decidi, além dos dois títulos mensais que abandonei na virada do ano, colocar mais dois deles no limbo, Superman & Batman e Marvel Millennium. No primeiro caso abandono o barco depois da edição de junho, e no outro, irei só esperar o final do volume dois dos Supremos. Tudo isso para poder bancar todos esses lançamentos prometidos pela Pixel. Alguns deles já chegaram a algumas cidades, como é o caso de 100 Balas, Preacher e The Authority.
Quadrinhos de alta qualidade, edições caprichadas e preços acessíveis. É, amiguinhos, a Pixel está pronta para fazer uma revolução, assim como a Vertigo e a Wildstorm têm feito nos seus gibis.
Editado - enquanto postava este texto soube disso: Assinaturas Panini! E com uma nova mensal da DC, Melhores do Mundo!! Pena que nenhum pacote me agradou...

domingo, fevereiro 04, 2007

PIXEL FICA COM O FILÉ

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Foi revelado na quinta-feira que a Pixel Media assinou um contrato que lhe dá direitos de publicar materiais da Vertigo, Wildstorm e ABC, os três selos da DC Comics voltados para um público mais adulto. Isso foi revelado pelo Sidney Gusman (sempre ele) no Universo HQ, que depois realizou uma extensa entrevista com André Forastieri (diretor da Pixel, e já conhecido de longa data pelos leitores mais antigos da Bizz, onde ele trabalhou na primeira metade dos anos 90) e com os editores Odair Braz Júnior e Cassius Medauar. Confira aqui a noticia e aqui a entrevista.
Bem, não vou negar que fiquei babando com tantas novidades. Em primeiro lugar teremos um título mensal, a Pixel Magazine, incluindo material da Vertigo e Wildstorm, e com distribuição para bancas normais (e feita pela Dinap, nada de Chinaglia). Também prometeram uma verdadeira enxurrada de encadernados, voltados mais para livrarias, comic shops e vendas on line. É gibi bom que não acaba mais. Entre os já prometidos inclui-se Hellblazer, Planetary (esse dois já estréiam na Pixel Magazine), Fábulas, Os Invisíveis, Authority, Ex-Machina, Sandman (a Conrad ainda publicará os 4 volumes restantes, mas a Pixel já tem direitos sobre a obra), entre outros.
Alguns títulos que tiveram vida atribulada por outras editoras no Brasil, como é o caso de Preacher, terão uma atenção especial e será estudada a melhor maneira de publicação. Outras, como Ex-Machina e Planetary recomeçarão de onde pararam (essa última teve dois volumes publicados pela Devir, enquanto que Ex-Machina já teve uma edição pela Panini).
Será finalmente o fim da era onde editoras fundo-de-quintal publicavam porcamente esse tipo de material, com os preços nas alturas e sem garantia de que veríamos os finais das séries? Será que agora encontraremos quadrinhos adultos de qualidade com preços mais acessíveis e sem medo de no meio do caminho ter nossa série favorita descontinuada e sem os atrasos contumazes? Eu vou ficar torcendo por aqui.
Agora, aqui para nós, alguém ainda dá a mínima para a tão falada ampliação da DC na Panini?!