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domingo, janeiro 23, 2011

BEM-VINDO À N.H.K.

Por uma fatalidade do destino, descobri a existência de uma organização maligna chamada "N.H.K.". Descobri que larguei a universidade, estou desempregado e me tornei o vagabundo que sou devido a esta grande conspiração! Por isso, decidi lutar até revelar toda a verdade ao mundo! Um dia, percebi que um grupo radical estava tentando me matar! Enviaram uma perigosa assassina disfarçada como a bela Misaki-chan, com sua inocente sombrinha. Quem é ela? O que pode salvar o nosso futuro contaminado de violência, erotismo e drogas? O amor, a coragem e a amizade? Este é o mangá de ação ininterrupta definitivo sobre os "hikikomoris"! (os atuais jovens inúteis como eu...) (do press release da Panini)


Comprei e li a primeira edição e curti muito. Pra quem não sabe, “hikikomori” é aquele pessoal que se isola totalmente do mundo exterior, cortando totalmente seus laços com as pessoas, mantendo esse comportamento por longos períodos, e se tornou problema sério no Japão. Eu sou um pouco assim e me identifiquei com o protagonista em algumas partes, uahahaha. O mangá tem apenas 8 volumes bimestrais, R$ 9,90 cada. Acompanharei até o final.

sexta-feira, dezembro 12, 2008

GANTZ

(texto extraído da VIP # 284, novembro de 2008, por Odair Braz Jr)

HÁ VIDA APÓS A MORTE (E CHEIA DE GOSTOSAS!)
Gantz é o mais bacana na onda de mangás violentos (e põe violento nisso!) e recheados de gatinhas (e muitas!)


Morrer é ir para um lugar melhor, segundo a crença de muita gente. Mas Hiroya Oku, o criador de Gantz, não acredita nisso. O mangá sai no Brasil mostrando um jogo doentio com um grupo de pessoas que passou desta para melhor. O protagonista é Kurono Kei, tipinho esquisito, um tanto pervertido. Ele está esperando o trem do metrô quando um mendigo cai nos trilhos. Um conhecido de Kurono desce para ajudar e pede uma força ao rapaz. O resultado é que eles salvam o tiozinho, mas acabam atropelados e mortos. Voltam a si e percebem que estão inteiros, num quarto, em Tóquio, isolados junto com algumas outras pessoas e uma esfera enigmática. Todos recebem a missão muito bizarra de matar alienígenas que habitam a cidade. Também ganham roupas e armas especiais.

A história se apóia em aliens bem bizarros, humor negro e sensualidade. Já no começo da trama surge uma gata completamente nua com um belo par de peitos enormes. As edições seguem quentes, com muitos peitos e bundinhas de fora. Uma das coisas bacanas de Gantz é que o autor mistura desenhos dos personagens feitos a mão com cenários criados em computador. Veja como fica legal, isso se você conseguir tirar os olhos das peladinhas mortais.

terça-feira, maio 06, 2008

CAPAS PANINI MAIO - DESTAQUES

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Não custa repetir, quando digo "destaques", estou me referindo simples e unicamente à arte, e não ao conteúdo das respectivas revistas, ok?
Mês fraco para a DC, principalmente entre as mensais (a do Superman é HORROROSA!). O pessoal da Panini deve ter pego minha conjuntivite (estou melhor, obrigado) e não está enxergando bem, só pode. A Marvel não sofreu desse mal, tanto que escolhi quatro delas acima. Quanto aos dois mangás que coloquei, essa edição de Gantz marca uma nova fase, daí o azul substituindo o tradicional vermelho (isso ainda vai demorar pra caramba pra chegar aqui; só na semana passada comprei o volume 5), e Black Lagoon, bem, não tenho idéia do que se trata, mas gostei da capa.


Ao som do álbum Grab That Gun, das canadenses do The Organ

segunda-feira, março 03, 2008

UZUMAKI - A ESPIRAL DO TERROR

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Uzumaki é um mangá com apenas três volumes publicado pela Conrad em 2006, e adquirido por esse que vos escreve recentemente. Ele conta a história de uma pequena cidade costeira do Japão, Kurouzu, local amaldiçoado pelas espirais. De uma hora para outra, vários eventos bizarros de alguma maneira relacionados com espirais começam a acontecer. Visto pelo olhar da protagonista, a estudante Kirie Goshima, tudo se inicia (ou ao menos começa a ser percebido dessa maneira) quando o pai do namorado da protagonista se mostra obcecado por uma casca de caracol. Depois disso, os problemas só aumentam, e qualquer coisa que lembre aspirais torna-se um verdadeiro horror. A fumaça do crematório passa a ter o formato das espirais, a mãe de Kirie corta as digitais dos dedos e fura a cóclea com uma tesoura, um garoto gordo e desajeitado se transforma literalmente em caracol, um furacão arrasa a localidade, deixando apenas uns casebres bem antigos estranhamente em pé, entre outros acontecimentos estranhos, que aos poucos vão minando a força de vontade dos seus habitantes para acabar com essa maldição.
O mangá foi escrito e desenhado por Junji Ito, considerado o mestre dos quadrinhos de terror no Japão. E esse não é um slogan vazio de significado, pois ele consegue mesmo transmitir o horror, o desespero e a angústia dos personagens com seus textos e traços, deixando o leitor ligado na trama como poucas histórias em quadrinhos conseguem, e algo raro até em filmes do gênero terror. Não sou um profundo conhecedor de mangás, e tenho poucos deles em minha coleção, mas Uzumaki é um dos melhores exemplos do que essa arte pode proporcionar para seus seguidores.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

RETRÔ: QUADRINHOS EM 2007 (PT. 2)

Parafraseando nosso maldito presidente, nunca na história desse país se publicou tanto gibi. Com a Panini a frente, tivemos materiais para todos os gostos e bolsos. Mas, como dizem, quantidade não significa qualidade. Nesse post, falarei do que valeu a pena eu ter investido meu escasso dinheirinho.


Demolidor
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:: Minha primeira reação quando soube que a dupla Brubaker/Lark substituiria Bendis e Maleev a frente do Demolidor foi: “perfeito!” E, quando li as primeiras histórias dessa nova fase, vi que estava certíssimo. Bendis terminou sua passagem deixando o herói na prisão (e na pior). Qualquer escritorzinho de merda mudaria isso logo de cara, com um explicação totalmente nonsense, algo como “não passava de um clone” ou “foi tudo um sonho”. Mas não o Brubaker, que afundou ainda mais o protagonista no fundo do poço, “matou” seu melhor amigo e ainda colocou o Justiceiro no mesmo presídio. Como tem sorte esse Demolidor, com duas fases seguidas que já se tornaram clássicas.

Capitão América
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:: Nunca dei a mínima para o Capitão América. Só mesmo um escritor como Ed Brubaker (mais uma vez ele) para me fazer ir atrás das histórias do herói que estampa a bandeira americana em seu uniforme. Trazer de volta um personagem morto há décadas e deixar isso tudo crível e excitante é para poucos. E foi o que se conseguiu aqui, com a volta de Bucky, o sidekick que lutou (e morreu) ao lado do Capitão na Segunda Guerra Mundial, numa trama que em nenhum momento desconsidera a inteligência do leitor. É, parece que o Quesada não dá muitos pitacos nas histórias do Demolidor e do Capitão América.

Grandes Astros Superman
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:: As expectativas eram grandes. Um dos grandes escritores da atualidade (Morrison), um dos desenhistas mais celebrados dos últimos tempos (Quitely) e um personagem com quem ambos sempre queriam trabalhar (Superman). E todas elas foram cumpridas a contento em Grandes Astros Superman, que finalmente aportou por aqui e surpreendeu até os detratores do maior dos heróis. Idéias geniais em cada quadro, atualizando o super-homem para o novo milênio, fizeram desse um dos melhores lançamentos do ano.

Superman
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:: Junto ao salto de um ano na cronologia, veio um salto de qualidade em alguns títulos da DC. Superman, com o arco Para o Alto e Avante, foi o melhor deles. Escrito pela dupla Geoff Johns e Kurt Busiek, e com os desenhos divididos entre Pete Woods e Renato Guedes, a trama mostra a volta a ativa do herói, após um período sem poderes. Algumas passagens, como aquelas que mostram Clark Kent como um homem comum feliz no trabalho e no casamento, são de uma delicadeza impar. Dá até uma certa pena ver ele abandonar essa vida pacata com o retorno dos seus poderes.


Planetary/Batman
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::Forte candidato a melhor crossover de todos os tempos. Ponto. O grupo Planetary visita uma versão de Gotham onde Batman não existe. Mas alguém com poderes para moldar a realidade vai dar um jeito nisso, e Batmans de diversas épocas acabam aparecendo para dificultar o trabalho dos Arqueólogos do Impossível. O roteiro de Warren Ellis é perfeito, assim como os desenhos de John Cassaday, realçados pelo formato maior do gibi. Algumas pessoas reclamaram do preço (R$ 11,90) e não compraram. Deixaram de ter um item essencial em sua coleção.

Sandman - Vidas Breves
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:: Nesta altura do campeonato, é chover no molhado elogiar algo de qualidade indiscutível como Sandman. Vidas Breves é o sétimo volume (dum total de dez) da série que está sendo republicada de maneira impecável pela Conrad. Aqui acompanhamos Morpheus e Delírio juntos numa jornada pelo Mundo Desperto em busca de Destruição, o Perpétuo que partiu há 300 anos. O autor Neil Gaiman mais uma vez nos mostra, nesse arco em nove capítulos, por que essa série é uma das mais cultuadas dos quadrinhos.


Death Note
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::Pouca vezes vi uma trama tão interessante (e viciante) quanto em Death Note, um dos grandes destaques entre os mangás iniciados em 2007, publicação da JBC. Death Note é um caderno mágico, onde, ao se escrever nele o nome de alguém, essa pessoa morre. Sendo encontrado por um estudante adolescente, ele resolve usá-lo para matar criminosos. E isso é só o começo, desse mangá de 12 volumes que já rendeu um animê e um filme. Até agora (as duas primeira edições chegaram no eixo setorizado) tem valido cada centavo gasto.

Outros destaques (alguns ficariam fáceis entre os dissecados acima; e com certeza alguma coisa ficou de fora, mas eu tinha que terminar esse texto um dia...):

:: Lanterna Verde (Geoff Johns e Ivan Reis)
:: Liga da Justiça (Brad Meltzer e Ed Benes)
:: Surpreendentes X-Men (Joss Whedon e John Cassaday)
:: Gotham City Contra o Crime ( Ed Brubaker, Greg Rucka e Michael Lark)
:: Xeque-Mate (Greg Rucka e Jesus Saiz)
:: Planetary (Warren Ellis e John Cassaday)
:: Novos Vingadores (Brian M. Bendis e vários artistas)
:: Batman (Grant Morrison e Adam Kubert)
:: Detective Comics (Paul Dini e vários artistas)
:: Promethea (Alan Moore e J H Williams II)
:: 100 Balas (Brian Azzarello e Eduardo Risso)
:: Guerra Civil e seus tie-ins (Mark Millar, Steve McNiven e outros)
:: Supremos (Mark Millar e Brian Hitch)
:: Preacher Especial 1 e 2 (Garth Ennis, Steve Dillon e Richard Case)
:: Gantz (Hiroya Oku)

sábado, dezembro 08, 2007

CAPAS PANINI DEZEMBRO - DESTAQUES

(Quando digo destaques, me refiro apenas à arte das capas, e não ao conteúdo dos gibis)

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domingo, novembro 25, 2007

FALA QUE EU TE CHUPO

- Velox devidamente instalada. Agora ninguém me segura, hehehe. E isso deve afetar o blog. Será que o Search & Destroy sairá definitivamente desse estado de torpor? Aguardem...

- Todo mundo já deve ter ouvido o boato sobre a morte do Batman, certo? Pois bem, se a DC Comics buscava a atenção da mídia, digamos, não especializada, conseguiu. Há exatamente uma semana estava zapeando na Sky quando me deparei na Fox News (canal conservador até a medula, mas que tem minha âncora favorita atualmente, a Julie Banderas) falando da morte do Cavaleiro das Trevas. E ainda é só um “boato”. Lembram que a morte do Superman rendeu até matéria no Fantástico? Então, o auê promete ser o mesmo. Só para constar: se realmente vingar, acho uma idéia péssima. Pode ser sob a batuta de Grant Morrison e tudo, mas a idéia ainda é péssima.

- Confira abaixo a capa de Giant-Size Astonishing X-Men #1, gibi que encerra a ótima fase da dupla Joss Whedon e John Cassaday a frente dos Mutantes.

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- A nova série de David “Arquivo X” Duchovny, Californication, é totalmente excelente. Texto em breve. Agora, papelão o pessoal do Red Hot Chili Peppers processar os produtores da série por ela ter o mesmo nome de uma das canções da banda, né? Pelo jeito a má fase do grupo não parou no fraco álbum mais recente...

- Entrei numa nova febre de mangás. Estou comprando as edições atrasadas de Crying Freeman, pois não me interessei quando apareceu nas bancas, e comecei a acompanhar duas séries que estão no começo, Gantz e Death Note (as edições de estréia chegaram a pouco para os lugares que sofrem com a distribuição setorizada). Além disso adquiri os dois volumes de Samurai Champloo, os três volumes de Uzumaki, o one shot Blood The Last Vampire 2000, além de Yuki, que falta só mais uma edição. Mas não me chamem de otaku, beleza?

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

MONSTER #5

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Nessa quinta edição de Monster, Dr. Tenma procura um antigo colega de faculdade, hoje uma autoridade em psicologia criminal, para analisar uma mensagem que o garoto Johan lhe deixou (fato mostrado no volume anterior). Com isso Tenma quase põe tudo a perder e passa perto de ser capturado. Ele também quase cai na armadilha do investigador Lunge ao entrar na casa onde supostamente Johan cometeu seu mais recente crime e escapa por pouco. Enquanto isso Nina, a irmã de Johan, vai em busca do assassino de seus pais adotivos, mas acaba mesmo ajudando-o a se livrar da máfia.
Apesar de ter sido uma edição com muita ação e onde muita coisa acontece, a trama principal, que é “qual é a desse moleque?”, pouco progride. Mas assim como Lost na televisão, o autor do mangá, Naoki Urasawa, não vai entregar o jogo fácil, e aproveita para colocar novas situações para deixar a vida dos personagens principais mais complicadas ainda. A edição brasileira é de boa qualidade, e a Conrad (talvez a melhor editora que publica quadrinhos na atualidade) faz um bom trabalho, mas custava colocar um “recapitulando” no começo da revista, algo que é mais que necessário num mangá com periodicidade bimestral? Fica o toque. Fora esse detalhe, Monster continua sendo uma das melhores opções de leitura seqüencial nas bancas nos dias de hoje.