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domingo, janeiro 23, 2011

FAIL!!!

Qualquer gibi pode ser o primeiro gibi de uma pessoa, certo? Então imagine a cena: o cara chega numa banca de revistas e se depara com a edição 6 de A Sombra do Batman, toda bonitinha, lacradinha e tudo. Logo a arte da capa chama sua atenção. E não tem como deixar de notar, trata-se de um belo trabalho do artista francês Stephane Roux, publicado lá nos states para a capa de Batman Confidential 22. Confira abaixo (clique para ampliar):


O cara viu os filmes do morcego do Christopher Nolan, achou ambos interessantes, e pensou: “Será que o gibi é legal também? Quer saber, vou comprar essa porra! No mínimo deve valer pelos desenhos.” Acaba comprando, mesmo achando os quase 15 reais meio caro para uma mera HQ. Ele chega a sua casa, já na expectativa de estrear no mundo dos quadrinhos de super-heróis. Tira o plástico dela, começa a folhear e se depara com a seguinte página (clique para ampliar):


“Que porra é essa? Quem foi o merda que desenhou essa porcaria?!”, ele grita. É, não foi o Stephane Roux, foi o Scott McDaniel, um dos piores desenhistas de todos os tempos! Esse cara deve conhecer algum segredo fortíssimo de alguma pessoa importante na DC e fica fazendo chantagem, pois entra ano, sai ano, tá lá o cara desenhando algum título importante da editora do Batman e Cia. Eu não vejo outra explicação plausível. Ah, e nosso caro amigo resolveu nunca mais comprar um gibi na vida. Lá se foi um leitor em potencial...

terça-feira, dezembro 15, 2009

DC ULTIMATE


Até que demorou. A DC Comics anunciou a linha Earth One, projeto que recriará as origens dos super-heróis da editora, repaginados para o nosso tempo. Inicialmente teremos novas versões dos dois maiores fodões (deixa de ser sacana, you know what I mean!) da DC, Superman e Batman. A missão de reinventar o herói kriptoniano ficou com o escritor J. Michael Straczynski, enquanto que o onipresente Geoff Johns cuidará do novo Cavaleiro das Trevas. Esse universo (alternativo?!) sairá no formato de graphic novels, com tramas fechadas. A idéia, apesar da falta de originalidade (a Marvel fez algo semelhante com sua linha Ultimate, há quase 10 anos), pode render bons frutos. A arte divulgada, vista acima, ao menos já nos deixa babando!

segunda-feira, março 30, 2009

WHATEVER HAPPENED TO THE COMICS?!

“Esse blog tá uma merda. Bom era quando esse tal de Paranoid colocava uns posts sobre quadrinhos! E alguém avisa a esse retardado que ele não entende porra nenhuma de música pra só falar disso agora.” Ok, ok, a voz do povo é a voz daquele cara lá que eu não creio que exista. Então resolvi dar uma pincelada sobre as HQs que tenho lido ultimamente. Os scans ficam de fora, senão não acabava esse post nunca. Ah, e a versão ultra-mega-motherfucker de Watchmen já está devidamente cofrada.


SANDMAN – DESPERTAR

Finalmente li o volume final da clássica série de Neil Gaiman. Despertar serve mais como um epílogo da saga, depois dos eventos mostrados no volume anterior, Entes Queridos. Aqui temos a despedida a Morpheus, quando revemos vários personagens que foram mostrados ao longo das 75 edições de Sandman, e a chegada de um novo Mestre dos Sonhos, Daniel. Ao final da jornada é inevitável um sentimento estranho, talvez uma sensação de perda, mas isso logo some, quando percebemos que iremos ler e reler essa obra prima por muitos e muitos anos. E parabéns a Conrad! Coisa rara aqui no Brasil ver um tratamento de luxo para um material dessa estirpe, e mais raro ainda, esse tratamento ser mantido até o final. Minha estante só agradece.

PREACHER – RUMO AO SUL


A maldição de Preacher existe, e é implacável! Depois de tomar a série de Garth Ennis da Devir (que vinha mantendo uma certa regularidade), a Pixel, após lançar dois volumes encadernados (Rumo ao Sul é o primeiro, o outro é Guerra ao Sol, ainda na lista de leitura) e alguns especiais, mostra uma banana aos leitores, interrompe todos os lançamentos e nem se dá ao trabalho de dar uma mínima explicação. Enfim... Nesse volume a trama pouco se desenvolve, mas isso não quer dizer uma queda na qualidade. O Ennis parece ter reservado os 7 capítulos reunidos aqui para trabalhar com os personagens, desenvolvê-los. Custer, Tulipa e Cassady continuam sua jornada atrás do Todo Poderoso, e no caminho praticam vodu, encontram uns vampiros emo e, vejam só, fazem as pazes com o Cara de Cu! Sensacional! (Em tempo, já baixei o restante da série; não vou ficar na dependência dessas editoras de merda para ler o final)


MADMAN


Curto e grosso: uma merda, e, em muitos momentos, constrangedor. A crítica adorou essa bosta não sei como. Inovador a cabeça do meu p#&!$! Situações imbecis, vilões idem, herói (herói?!) idem. Salvam-se apenas os desenhos, porque, como roteirista, o Mike Allred é um grande desenhista. Ainda bem que comprei numa promoção, mas o tempo perdido lendo esse excremento em forma de HQ nunca mais eu recupero.


OS MAIORES CLÁSSICOS DO INCRÍVEL HULK VOLUME 1

Tinha a maior curiosidade em ler a fase do Peter David à frente do Golias Esmeralda (ou Cinzento, como o mostrado aqui), mas ao adquirir essa edição me senti meio que ludibriado. Ela traz as primeiras histórias do escritor com o personagem, tudo bem, mas ao ler o prefácio, escrito pelo mesmo, soube que ele tinha pegado o cargo com a saída “repentina” de Al Milgrom da equipe criativa. Ou seja, pode ser o começo de sua fase, mas não é o começo de uma saga. Então a trama começa já numa correria, devido aos acontecimentos que o antigo escritor deixou em aberto. Se você não leu as histórias anteriores, como foi meu caso, vai ficar boiando em boa parte do tempo (as explicações no já citado prefácio não ajudam muito; além disse não tem resumo que substitua a história em si). A parte que eu entendi é interessante, David escreve bem e não deixa a ação cair, e os desenhos do então iniciante Todd McFarlane caem bem. Mas mesmo assim fica aquela sensação que perdemos alguma coisa. Panini, antes do volume 2, quero o volume 0!


MENSAIS

Atualmente estou comprando cinco títulos mensais: Superman, Batman, Liga da Justiça, Homem-Aranha e Gantz. Tenho comprando também X-Men, mas apenas enquanto está saindo Complexo de Messias. Infelizmente a Pixel Magazine nos deixou de mãos abanando.


Superman passa por uma ótima fase. A saga com a Legião acabou na última edição, e foi sensacional em todos os sentidos. Geoff Johns está bem à vontade com o título e os desenhos do Gary Frank são um show a parte (e olha que acho que ele já desenhou melhor). E pelo que tem rolado lá fora, essa fase ainda vai durar muito. Pena que a Supergirl não encontra seu caminho.


No título do Cavaleiro das Trevas também tivemos o final de uma saga importante, A Ressurreição de Ra´s Al Ghul, que achei apenas mediana. Na edição desse mês tivemos a volta da Mulher-Gato, com suas aventuras sempre acima da média. Sinceramente, não sei como esse título foi cancelado! Agora o ponto negativo são os desenhos. O Dini e o Morrison devem cobrar muita grana para escrever os títulos do Morcego, porque a DC está economizando com os desenhistas. Ninguém merece esse tal de Tony Daniel e o Dustin Nguyen.

Depois da fase morna do Brad Meltzer (pelo menos eu achei isso), agora temos o Dwayne McDuffie escrevendo as histórias do principal grupo da DC. Mostrando uma dinâmica similar aos desenhos animados da Liga, as aventuras atuais ficam na categoria de diversão descompromissada. Mas pelo que li por aí, o cara está se perdendo e vem merda por aí. Quem parece em eterna boa fase é a Sociedade da Justiça. O arco Reino do Amanhã, apesar de seu desenvolvimento lento, é leitura de primeira, e tem tudo que um bom gibi de herói deve ter. Johns (novamente ele) tem carta branca e desenvolve vários sub-tramas que, de início, parecem levar a lugar nenhum. Aguardem e confiem! Mulher Maravilha, agora pelas mãos da Gail Simone, mas ainda contando com os belos traços do casal Dodson, está divertido, e o Flash e família tem um foco bem interessante, mas sofre com os péssimos desenhos.


É, tem neguinho radical que deixou de ler o gibi do amigão da vizinhança depois das merdas que a Marvel (leia-se Quesada) fez com o personagem. Nerd boicotador (existe essa palavra?!) é dose! Mas convenhamos, essa nova fase, depois do reboot, está muito legal. Comecei a me interessar pelos quadrinhos de heróis com o Aranha já há uns 20 anos, e essas novas histórias tem um gostinho daquelas que lia naqueles bons tempos. Ação rolando a mil, a velha sorte de Peter Parker, piadinhas infames (e sensacionais), tudo isso em aventuras bem escritas e bem desenhadas. Quem ficou com raivinha da Marvel pelos acontecimentos recentes está perdendo um material de qualidade acima da média.


Para finalizar, Gantz! Dos mangás que tem saído atualmente, esse é o único que tenho acompanhado (Monster tá paralisado, e Slam Dunk tô atrás das edições atrasadas). E a cada edição fica mais viciante! Violento até o talo, com uma sempre bem vinda dose de sacanagem, o autor Hiroya Oku não tem pena de ninguém, e qualquer um pode morrer a qualquer momento nas missões malucas que ele cria. Mas os melhores momentos são aqueles entre as missões, quando vemos os personagens tentando levar uma vida normal. Esse com certeza acompanharei até a edição final.

segunda-feira, novembro 10, 2008

RÁPIDO & RASTEIRO (MESMO!)

:: O DVD de Batman - O Cavaleiro das Trevas (vulgo o melhor filme do ano) já está em pré-venda nos melhores sites do ramo. Comecinho de dezembro já deve estar disponível. Para reparar o enorme erro de não tê-lo visto nos cinemas (aqui só exibiram a versão dublada) vou ter que comprar esse DVD. Estou interessado particularmente na versão que traz junto o Batman Begins e você ainda leva de brinde uma camisa e uma caneca. Definitivamente, meu lado consumista nerd não vai se segurar!

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:: Nessa quinta-feira, no Universal Channel, House, uma das minha séries favoritas atuais, volta com episódios inéditos. É a quinta temporada. A anterior, vocês devem lembrar, terminou com a morte da namorada de Wilson, o mais perto que o House tem de um amigo, e a relação de ambos começa abalada nos novos capítulos da série. Promete! Como sempre!

:: A Bizz eles cancelaram por baixas vendas. Okay, tudo bem. Agora a Abril lança a Runner's World, auto-intitulada "a maior revista de corrida do mundo". Eu devo ser burro para cacete, mas não vejo como isso pode ter um público maior do que uma revista voltada para a música.

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:: Assim como cerca de 4/5 da população mundial (número da BBC), torci pelo Obama e fiquei bem satisfeito com sua vitória. Mas vamos baixar a bola, tem gente tratando o assunto como a chegada do Messias. Não tem ser humano capaz de corresponder à expectativas tão altas assim. Vamos cair na real e, como diz o outro, deixar o homem trabalhar.

:: Excepcionalmente, abrirei os comentários para esse post. É só um teste. Quero saber se o aumento de page views dos últimos meses pode também trazer um bom número de comentários. Caso eu não me satisfaça, comment unavailable again!

:: Ao som de Master of Puppets, álbum clássico do Metallica. Ouça a faixa-título e aprenda tudo o que você precisa sabe sobre o bom e velho metal de guerra!

domingo, julho 13, 2008

BATMAN - O CAVALEIRO DAS TREVAS (CRÍTICA DA VEJA)

(texto extraído da edição 2069 da revista Veja e de autoria de Isabela Boscov)


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Direto do Coração das Trevas

Como o Coringa, Heath Ledger é o que o novo
Batman tem de mais excitante – e de mais devastador


"Esta cidade merece criminosos melhores", diz o Coringa, desdenhando dos que o precederam na missão de flagelar Gotham. E isso, de fato, é o que Batman – O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, Estados Unidos), que estréia nesta sexta-feira no país, tem a oferecer – não só o melhor vilão de todas as adaptações dos quadrinhos para o cinema, como também, mais propriamente, o primeiro que não é uma caricatura ou uma invenção pueril, mas uma verdadeira força da aniquilação e da ruína. Na última e estupenda criação de Heath Ledger (morto em 22 de janeiro, de overdose acidental de medicamentos), o Coringa é algo que se pode temer: alguém cujo desejo único é destruir os outros, e tudo; e cujos motivos é possível intuir, mas não medir nem compreender. O mais existencialista dos super-heróis ganha, assim, um adversário que é o seu exato oposto e complemento – um niilista.

De Amnésia e Insônia a O Grande Truque, o interesse do diretor inglês Christopher Nolan esteve sempre aí, no que acontece a uma pessoa quando uma distorção passa a defini-la. Batman Begins, destinado a restabelecer as origens do personagem, se desviava dessa rota, e talvez por isso deixasse a sensação de que algo fundamental lhe faltava. Agora, Nolan retoma seu tema com ímpeto redobrado: a distorção que é o Coringa passa aqui a definir também Batman. Na verdade, quase que o explica. Tudo o que o milionário Bruce Wayne e seu alter ego heróico têm de perfeito e composto, o Coringa tem de desfeito e desorganizado – a maquiagem tosca e borrada, a voz estranha, a sujeira do cabelo, as roupas mal costuradas, a absoluta ausência de autocensura. Sabiamente, O Cavaleiro das Trevas se recusa a dar a ele uma identidade e uma história pregressa: de certa forma, como na novela célebre concebida por Oscar Wilde, Batman seria Dorian Gray, sempre jovem e íntegro, enquanto o Coringa seria o retrato que Dorian esconde no sótão, e no qual ficam impressas as marcas de sua corrupção e degradação. Em O Cavaleiro das Trevas, a tese não é apenas que os super-heróis dependem de vilões para existir; é que eles mudam no contato com a torpeza, e não para melhor. O impacto do Coringa, assim, não se fará sentir apenas sobre Batman, mas também sobre o procurador Harvey Dent (Aaron Eckhart), cuja estrela está subindo graças à perseguição que empreende contra os mafiosos de Gotham. Dent mexe onde mais lhes dói – no bolso –, e os criminosos se vingam lançando sobre a cidade o apocalipse que é o Coringa.

De volta à sua zona de conforto, Nolan faz tudo o que não pôde fazer em Batman Begins. O pessimismo é quase insuportável, as cenas de ação (rodadas no sistema Imax, que lhes confere excepcional profundidade e nuance) são uma expressão do caos, e os reveses de Gotham se acumulam até o descontrole. Também o elenco encontra terreno mais bem preparado em que exercitar seus muitos pontos fortes. As atuações são nunca menos que excelentes, de Christian Bale como Bruce Wayne/Batman a Michael Caine, Morgan Freeman, Aaron Eckhart, Maggie Gyllenhaal (substituindo, com grande vantagem, a inexpressiva Katie Holmes) e Gary Oldman – como o triste, gentil e torturado Comissário Gordon.

Um degrau acima, contudo, está o trabalho de Ledger, que exprime o prazer do Coringa na própria decomposição com uma originalidade arrebatadora, tão afinada nos seus aspectos intuitivos quanto nos técnicos (a voz, um estudo sobre os timbres agudos e anasalados de Marlon Brando, conta como um personagem em si). Christopher Nolan escolheu o australiano ao vê-lo como o caubói homossexual Ennis Del Mar em O Segredo de Brokeback Mountain e constatar que estava diante de uma criatura virtualmente mitológica – um ator sem vaidade. (O mesmo não se pode dizer de Jack Nicholson, que pelo menos até o próximo dia 18 segue considerando-se o Coringa definitivo, e ficou furioso por ter sido preterido.) Ledger é o que O Cavaleiro das Trevas tem ao mesmo tempo de mais excitante e de mais devastador. Se aos 28 anos um ator foi capaz desse assombro, mal é possível imaginar o que o cinema perdeu.

terça-feira, junho 24, 2008

GRANDES ASTROS BATMAN & ROBIN #8

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“Hal Jordan. O Lanterna Verde. Seu anel é a arma mais poderosa conhecida na galáxia. Se ele pensa em alguma coisa, ela simplesmente acontece. Isso o torna o melhor tira da Via Láctea.
Seu mentor alienígena procurava por um homem com vontade sobre-humana e nenhum medo. A descrição de trabalho para Hal não incluía inteligência. Ele é burro como uma porta. Já vi jogadores de hockey mais inteligentes. O palhaço faz batedeira de ovos, ratoeiras e aspiradores gigantes, quando poderia consertar o mundo todo com aquele anel. Que retardado. Eu faria tantas coisas com aqueles poderes...
É um maldito desperdício. Ele é pior que o Kent. Epa! Lá vem uma lanterna gigante. Muito criativo, Guerreiro Esmeralda.”


Todas as críticas recebidas por essa série são merecidas. Que a trama não se desenvolve, que é cheia de buracos no roteiro (se é que se pode chamar de roteiro), que nem de longe lembra os melhores trabalhos de Frank Miller etc. etc. Mas inexplicavelmente eu estou curtindo! E às vezes há um sopro de inspiração por parte de Miller, como essa descrição do Lanterna Verde feita pelo morcego.

domingo, abril 20, 2008

PACOTÃO GCDC

Durante todo o ano de 2007, só adquiri uma edição da linha Grandes Clássicos DC, justamente aquela dedicada ao mestre Alan Moore. Tirando o atraso, já comprei (e li) três edições da linha agora em 2008: Lendas, O Messias e Odisséia Cósmica. Abaixo, algumas linhas sobre cada um deles.

GRANDES CLÁSSICOS DC # 10 - LENDAS
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Não adquiri esse especial logo quando foi lançado, primeiramente por um problema de caixa, mas também por não esperar grande coisa dela. Com o problema financeiro resolvido, e vendo a edição dando sopa numa nova vinda às bancas, comprei para não deixar um buraco na minha coleção dos Grandes Clássicos DC, pois ainda tinha a impressão de que não iria gostar muito. Esperava uma saga cansativa, envelhecida (ela foi publicada originalmente entre o final de 1986 e o começo de 1987), enfim, chata de ler. Felizmente, estava bem enganado, pois a leitura é bem agradável, e você não precisa ter um conhecimento enciclopédico dos personagens retratados para entender as minúcias da trama. Lendas foi o primeiro grande evento da DC depois de Crise nas Infinitas Terras, que tinha reformulado radicalmente o universo da editora, e mostra Darkseid, sempre um vilão interessante, planejando sobrepujar os heróis da Terra ao influenciar a população a se virar contra seus bem-feitores. O roteiro foi escrito pela dupla John Ostrander e Len Wein, cabendo à John Byrne, uma estrela em ascensão na época, os desenhos. Para reservar uma tarde e ler de uma tacada só.

GRANDES CLÁSSICOS DC # 11 - BATMAN - O MESSIAS

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Se tem um personagem que tem uma bagagem imensa de clássicos, esse é o Batman. É até estranho a Panini ter dedicado apenas três volumes de GCDC ao Morcego (fora a edição definitiva de Cavaleiro das Trevas). O Messias era uma das HQs do herói mais comentadas e pedidas em fóruns e comunidades dedicadas à Nona Arte, e confesso que tinha uma grande curiosidade para lê-la. A trama mostra o confronto de Batman com o Reverendo Blackfire, que está formando um exercito com indigentes e párias que encontra pelas ruas de Gotham para fazer justiça ao seu modo, que inclui matar criminosos, atitude que logo leva o apoio da população. Mas logo fica claro que o plano do vilão é mais complexo. O Homem-Morcego passa boa parte da história sob o domínio do vilão, sofrendo lavagem cerebral para ceder e ser mais um dos acólitos do Reverendo, bem diferente do que normalmente vemos, quando Batman é retratado como um “fodão” que pode com tudo e com todos. Publicada originalmente em 1988, O Messias tem algumas semelhanças com o clássico máximo O Cavaleiro das Trevas, particularmente na narrativa que faz uso da cobertura da TV e no Batmóvel monstruoso que aparece no capítulo quatro. Se foi proposital ou não, isso não tira o brilho do gibi, escrito por Jim Starlin e desenhado por Bernie Wrightson. Vale a pena!

GRANDES CLÁSSICOS DC # 12 - ODISSÉIA CÓSMICA
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Essa é umas das raras reedições da linha GCDC que tive a sorte de ler quando ainda não tinha a alcunha de clássico. Eu tinha a primeira edição da Abril, lançada como uma minissérie em quatro partes, adquiridas no distante ano de 1990. Como tive a estapafúrdia idéia de me desfazer dela (e de diversas HQs daquele período), era imperativo comprar essa edição de luxo da Panini e relembrar tempos mais amenos e inocentes. Escrita pelo mestre das sagas espaciais, Jim Starlin (sim, o mesmo de O Messias) e com os belos traços de Mike Mignola (que anos depois criaria o Hellboy), Odisséia Cósmica traz a improvável união de Darkseid (novamente ele) com um grupo de super-heróis, incluindo Superman, Batman e o Lanterna Verde, contra um mal que pode trazer a destruição de todo o universo. O grupo se divide para atuar nas quatro frentes da batalha: Terra, Rann, Thanagar e Xanshi, todos lugares para onde a Equação Antivida enviou seus espectros. Geralmente não curto muito essas sagas cósmicas, comumente confusas demais para minha cabeça processar, vide a recente Guerra Rann/Thanagar. Mas nesse caso, a trama corre muito bem, sem atropelos, tudo facilitado com a bela arte narrativa de Mignola. Boa leitura, não somente devido a história em si, mas para também lembrar de um período quando primeiro me viciei em quadrinhos de heróis.

sábado, dezembro 15, 2007

quinta-feira, novembro 29, 2007

PLANETARY / BATMAN: NOITE NA TERRA

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Os membros do grupo Planetary, os chamados Arqueólogos do Impossível, se dirigem a Gotham City para prender um criminoso que pode ter importantes informações sobre experimentos em um campo secreto americano. Batman não existe nessa versão de Gotham, mas o tal criminoso tem o poder de alterar o multiverso, e logo o Homem Morcego aparecerá. Aliás, diferentes versões do vigilante aparecem a cada momento em que a realidade é alterada, passando pelo Batman fiel a criação de Bob Kane e que apareceu em Detective Comics 32, em 1939, o Batman dos anos 70 de Neil Adams, o Batman do futuro apocalíptico de O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller etc. E todos esses querem levar o meliante para as autoridades locais, até porque, como ele gosta de dizer, aquela é a sua cidade.
Já tinha lido essa história há algum tempo via scan, mas claro que uma preciosidade dessas você tem que ter na sua coleção. Warren Ellis faz um trabalho fabuloso, adicionando novos temperos a mitologia desse novo clássico que é a série Planetary. Já os desenhos de John Cassaday, meu deus! Um verdadeira obra-prima, especialmente sua forma de retratar os diferentes Batmans. A edição da Pixel está bem caprichada, com papel couché no miolo e um formato um pouco maior que o americano (20,2 X 29cm), que destaca ainda mais a arte de Cassaday. O único porém é que a capa poderia vir num papel cartonado. São R$ 11,90 por apenas 48 páginas, mas vale a pena fazer um sacrifício para comprá-la. Agora é esperar o lançamento dos outros crossovers do Planetary (um com a Liga da Justiça e outro com o Authority).

domingo, novembro 25, 2007

FALA QUE EU TE CHUPO

- Velox devidamente instalada. Agora ninguém me segura, hehehe. E isso deve afetar o blog. Será que o Search & Destroy sairá definitivamente desse estado de torpor? Aguardem...

- Todo mundo já deve ter ouvido o boato sobre a morte do Batman, certo? Pois bem, se a DC Comics buscava a atenção da mídia, digamos, não especializada, conseguiu. Há exatamente uma semana estava zapeando na Sky quando me deparei na Fox News (canal conservador até a medula, mas que tem minha âncora favorita atualmente, a Julie Banderas) falando da morte do Cavaleiro das Trevas. E ainda é só um “boato”. Lembram que a morte do Superman rendeu até matéria no Fantástico? Então, o auê promete ser o mesmo. Só para constar: se realmente vingar, acho uma idéia péssima. Pode ser sob a batuta de Grant Morrison e tudo, mas a idéia ainda é péssima.

- Confira abaixo a capa de Giant-Size Astonishing X-Men #1, gibi que encerra a ótima fase da dupla Joss Whedon e John Cassaday a frente dos Mutantes.

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- A nova série de David “Arquivo X” Duchovny, Californication, é totalmente excelente. Texto em breve. Agora, papelão o pessoal do Red Hot Chili Peppers processar os produtores da série por ela ter o mesmo nome de uma das canções da banda, né? Pelo jeito a má fase do grupo não parou no fraco álbum mais recente...

- Entrei numa nova febre de mangás. Estou comprando as edições atrasadas de Crying Freeman, pois não me interessei quando apareceu nas bancas, e comecei a acompanhar duas séries que estão no começo, Gantz e Death Note (as edições de estréia chegaram a pouco para os lugares que sofrem com a distribuição setorizada). Além disso adquiri os dois volumes de Samurai Champloo, os três volumes de Uzumaki, o one shot Blood The Last Vampire 2000, além de Yuki, que falta só mais uma edição. Mas não me chamem de otaku, beleza?

domingo, novembro 04, 2007

HQ NEWS

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Esse mês de novembro, Superman, Batman e Liga da Justiça, as três primeiras revistas a sair com o selo DC/Panini, completam 60 edições (ou 5 anos), e comemorando a ocasião, cada uma delas vem com um pôster encartado, medindo 101 x 68 cm, com arte do mestre Alex Ross retiradas do especial Os Maiores Super-Heróis do Mundo. Uma prévia dos pôsteres você confere nas imagens que abrem o post. E já está prometido para janeiro próximo o mais que pedido (não por mim, aliás) baralho DC, iniciando a comemoração dos 70 anos da editora americana em terras tupiniquins.

Pelo lado da Pixel, as coisas não estão muito animadoras, infelizmente. O usuário Yeoman do MBB assistiu a palestra do editor Cassius Medauar na Fest Comix e saiu de lá com a impressão de desânimo por parte do palestrante em relação às novidades da Pixel Media para os próximos meses. Alguns destaques:
- Não teremos mais grandes novidades neste ano. Certo mesmo só mais um especial do Authority, além do já anunciado cross entre Planetary e Batman.
- Homem Animal do Grant Morrison, se sair, só no segundo semestre de 2008.
- A continuação do Monstro do Pântano de Alan Moore ainda não está confirmada.
- Da sensacional Fábulas, talvez um encadernado do primeiro arco.
- Perguntado sobre qual poderia ser o substituto de Planetary na Pixel Magazine, Medauar disse que ainda é cedo para pensar nisso.
- Os Invisíveis, outra série de Grant Morrison, deve começar a sair em encadernados (talvez voltados para livrarias) em 2008.
- Algumas séries com mais apelo de vendas estão garantidas para o primeiro semestre do próximo ano. Espero que Y The Last Man esteja nos planos. E será que teremos finalmente publicado o final de Preacher?!

sexta-feira, outubro 26, 2007

HQ NEWS

Boas novas da DC pela Panini. Aproveitando a passagem de Eddie Berganza, editor da linha do Superman lá fora, pelo Brasil, foi anunciado quatro belos lançamentos e um meia boca.
O meia boca é SJA Anual #1, que traz dois arcos que saíram originalmente em JSA Classified. Como a maioria dessa linha Classified, deve ser apenas razoável. Guarde a grana para as demais surpresas.
Agora falemos do filé:
::Mulher-Gato: O Crime Perfeito - É, parece que a campanha iniciada pelo Luwig no The Pulse surtiu efeitos. Nesse especial, que segue o formato da linha Grandes Clássicos DC (ou seja, lombada quadrada, capa cartonada e papel LWC), temos o primeiro arco da elogiada fase de Ed Brubaker a frente do título mensal da Mulher-Gato, e que foi sistematicamente ignorado pela Panini na época que deveria ser publicado (a história é originalmente do comecinho de 2002). Os desenhos desse arco ficam por conta de Darwin Cooke e Mike Allred (é mole?!). Ainda teremos no gibi o especial Selina's Big Score (de Cooke) e as três curtinhas que saíram em Detective Comics #759 a #762, totalizando as 232 páginas anunciadas.
::O Longo Dia das Bruxas - Edição Definitiva - Quem leu diz que esse é o melhor trabalho da dupla Jeph Loeb e Tim Sale. Os dois se reuniram diversas vezes para trazer histórias do passado de personagens da DC e da Marvel, como em Superman: As Quatro Estações e Homem-Aranha Azul, para ficar num exemplo de cada editora. O Longo Dia das Bruxas saiu pela Abril há alguns anos, e agora volta com ares de clássico. É uma das grandes histórias do Morcego que não tenho na coleção, e não perderei essa oportunidade. Se seguir o formato das outras edições definitivas, deve sair em duas versões, uma com capa dura e outra com capa cartonada. Ah, ela tem 13 capítulos, então espere um encadernado daqueles (e com um preço daqueles também).
::Justiceira: o Julgamento da Mulher-Maravilha - Desconsiderando a péssima tradução de Manhunter, seu título mensal nos States é um dos melhores da DC Comics. Antes de ler esse especial, que deve trazer as edições 26 a 30 de Manhunter, sugiro ir atrás dos scans dos números anteriores para não ficar voando por completo em relação à personagem. Só saber que em sua vida civil a heroína é advogada é pouco. O julgamento da Mulher-Maravilha em questão é ainda devido ao assassinato de Max Lord, que ocorreu numa das trocentas histórias que serviram de prelúdio para a malfadada Crise Infinita. É torcer que venda bem para a Panini ao menos considerar o lançamento das aventuras anteriores da personagem.
::Alex Ross - World´s Greatest Heroes - Por último, mas não menos importante, temos esse lançamento que deverá ser um verdadeiro calhamaço de difícil transporte. Ele reúne os álbuns que o roteirista Paul Dini e o desenhista Alex Ross fizeram juntos, todos estrelados pelos maiorais da DC. Temos um com o Batman, um com o Superman, outro com a Mulher-Maravilha e, salvo engano, dois protagonizados pela Liga da Justiça. Assim como O Longo Dias das Bruxas, tem tudo para custar os olhos da cara e mais alguns órgãos vitais do corpo humano. É melhor ir guardando o 13o.
A Panini não falou nada sobre datas, então não fique surpreso se você ver essas belezas nas bancas só depois do carnaval.
Pelo lado da Pixel também temos boas novas. Em novembro será lançado Planetary/Batman - Noite na Terra, o primeiro crossover do grupo criado por Warren Ellis a sair por aqui (os outros são Planetary/Authority e Planetary/Liga da Justiça, que também estão nos planos da editora para um futuro próximo). Sei que muitos fazem cara feia para crossovers, e não sem razão, pois tem muito lixo nesse meio. Mas esse em questão é sensacional. Tive a oportunidade de lê-lo via scan e fiquei maravilhado, não só pela história em si, mas pelo show particular do desenhista John Cassaday, retratando diversas versões do Batman ao longo de sua existência (tem a 1a versão dos gibis, quando o herói costumava usar armas de fogo, a versão da infame série televisiva dos anos 60, a versão do Neal Adams, Frank Miller etc.). O gibi terá o formato 20 x 29 cm, um pouco maior que o tradicional americano. Nem precisa dizer que é cofre...

terça-feira, setembro 25, 2007

BATMAN #58

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Depois do arco em oito partes “Cara a Cara”, de James Robinson (que, fora um ou outro equívoco, foi deveras interessante), as novas equipes criativas do Cavaleiro das Trevas fazem sua aguardada estréia.
Em Detective Comics temos a dupla Paul Dini (roteiro) e J. H. Williams III (desenhos). Dini é conhecido pelo seu trabalho nos desenhos animados Batman The Animated Series (aquele bonzão da década de 90) e Liga da Justiça, além de uma passagem na equipe de escritores de Lost. Já Williams, com uma arte de estilo arrojado e ângulos diferenciados, desenhou a série Promethea, de Alan Moore (que está sendo publicada agora por aqui, via Pixel Magazine) e a edição zero de Sete Soldados da Vitória, projeto do malucão Grant Morrison. Os dois começam com um one-shot bem interessante, “Os Ricos e Famosos”, onde colocam o lado detetivesco do herói a prova.
Já no outro título mensal do Morcego nos States, Batman, a dupla é nada menos que Grant Morrison (roteiro) e Adam Kubert (desenhos). Morrison tem sido figurinha fácil nas nossas bancas atualmente, com a sensacional Grandes Astros Superman e a interessante (desculpem, mas por enquanto, com três edições lidas, vai ficar apenas no interessante, veremos o que o escritor escocês está aprontando quando tiver lido tudo) Sete Soldados da Vitória. Kubert, após anos se dedicando à Marvel, estréia na DC em ótima companhia, e apesar de achar que seu estilo cairia melhor no Superman, por exemplo, ele não faz feio, longe disso. O arco “Batman & Filho” já começa a mil por hora, com o comissário Gordon envenenado pelo Coringa e uma página dupla sensacional com o vilão gritando que matou o Batman. Ainda temos bons ( e bens humorados) diálogos entre Bruce e Alfred. Ah, e o filho do título não é o Robin (que está sendo adotado pelo Morcego), só para constar. Morrison já começa aprontando das suas.
Ainda temos a estréia de Batman Confidencial, escrita por Andy Diggle e desenhada por Whilce Portacio, com uma aventura que se passa no início da carreira do herói. A arte é péssima, para dizer o mínimo, e o roteiro é bem feijão com arroz (não dá para engolir as empresas de Bruce Wayne fornecendo armas para o governo americano). E o primeiro arco de Bruce Jones a frente do Asa Noturna finalmente termina, e digo sem nenhuma dúvida: é séria candidata a pior história do ano. Poderia passar o dia inteiro digitando “merda” no teclado e não seria suficiente para mostrar o quanto fede essa fase do Asa.
Para terminar (putz, só planejava escrever umas 10 linhas), bola fora da Panini na escolha da capa. Essa de Batman Confidencial perde feio tanto para a de Detective 821 (de Simone Bianchi) quanto para a de Batman 655 (de Kubert). Confira ambas abaixo. Além disso, não há nenhuma chamada na capa para as estréias das fases de Dini/Williams e Morrison/Kubert. Depois reclamam das baixas vendas...

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sábado, junho 23, 2007

PACOTE DA SEMANA

Se na última vez que fui à banca saí de mãos vazias, na minha ida semanal realizada ontem meu lado fanboy saiu feliz da vida (não posso dizer o mesmo do meu bolso). Além disso, também chegou minha encomenda do Submarino, com O Cavaleiro das Trevas e Sandman – Vidas Breves (ambos ganharão textos assim que forem lidos; se você me conhece, isso deve demorar um pouco, hehehe). Muita coisa para ler, confira:

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Superman # 55: o pulo de um ano na cronologia fez bem ao Homem de Aço. O arco “Para o Alto e Avante” promete ser antológico. Escrita a quatro mãos por Geoff Johns e Kurt Busiek e com desenhos divididos entre Pete Woods e o brasileiro Renato Guedes, a trama mostra um Clark Kent sem poderes (e se sentindo bem por isso) e Metrópoles se perguntando: Onde estará o Superman? Houve uma grande empolgação durante a fase de Azzarello/Lee e Rucka/Clark, mas é agora que as coisas começam a valer a pena mesmo. Completam a revista a Supergirl, que não cheira nem fede, e o milésimo arco publicado simultaneamente da LJA Classified, que até começou bem, mas dá sinais que perdeu a força.

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Batman # 55: o Um Ano Depois também fez bem ao Morcegão. As últimas histórias escritas por Judd Winick e aquele tal de A. J. Lieberman (que dizem ser na verdade o John Byrne) estavam tristes de ruim. Taí o retorno sem noção de Jason Todd para provar isso. Mas finalmente isso agora é passado. Antes da fase comandada por Grant Morrison e Paul Dini chegar, James Robinson traz o arco em oito partes “Cara a Cara”, que se não é inovador, é infinitamente melhor do que o que vinha sendo publicado anteriormente. Nos desenhos, a dupla Leonard Kirk e Dom Kramer (ambos com passagens pela SJA) faz um trabalho excelente. E tudo bem que reclamamos (na maior parte do tempo com razão) da mesmice dos quadrinhos de super-heróis, mas é bem legal ver o Comissário Gordon de volta e ter a dupla dinâmica combatendo os criminosos como antigamente. Nessa edição ainda temos o Asa Noturna do Bruce Jones, que, dizem, fez um trabalho tão ruim que a DC teve que substituí-lo às pressas para evitar que o título afundasse mais ainda, e o início de um arco tirado de Legends of the Dark Knight, que vai ocupar a revista enquanto Batman Confidential não chega.

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DC Especial # 12 – Gavião Negro: durante esse tempo todo de distribuição setorizada, esta deve ter sido a revista que teve a jornada mais conturbada. Com data de capa de dezembro de 2006 (!), saiu nas bancas do Rio e São Paulo em fevereiro, e só agora aporta nas demais regiões. Como se todos esses atrasos não fossem suficientes, as histórias apresentadas na revista são de 2003, enquanto todas as demais revistas DC estão publicando histórias que saíram nos EUA no ano passado. Fora esses percalços, essa edição merece o investimento, até porque os roteiros estão por conta de um Geoff Johns inspirado, antes de assumir seus mil títulos mensais. Temos três histórias: “Matadores”, em duas partes, com arte de Ethan Van Sciver e Don Kramer; “A Thanagariana”, em três partes, com os desenhos de Rags Morales; e o one-shot “Linhagem”, arte de José Luis García-Lópes.

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Justiça # 1: se DC Especial demorou horrores para chegar nesse fim de mundo, essa primeira edição de Justiça chegou antes do tempo (nesse caso não estou reclamando; é só para salientar a falta de critério da distribuição por fases). Nessa maxi-série em 12 edições, temos a adaptação de um antigo episódio do infame desenho animado Super Amigos, com a promessa de que a história ganhará ares mais adultos. Alex Ross divide o roteiro com Jim Krueger e a arte com Doug Braithwaite. Bem, na pior das hipóteses teremos um gibi de encher os olhos, o que já é de bom tamanho.

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Homem-Aranha – Grandes Desafios # 3: a fase do Aracnídeo em sua revista mensal anda mal das pernas faz tempo, então a solução é se virar com histórias do seu passado. Esse terceiro volume (dum total de seis) tem tudo para ser o melhor deles, afinal temos publicadas aventuras da fase de ouro do personagem, originalmente dos anos 1960, escritas por Stan Lee e desenhadas por John Romita Sr. São quatro histórias: “Como Era Verde o Meu Duende!” (de agosto de 66); “O Aranha Salva o Dia!” (setembro de 66); “O Duende Vive!” (novembro de 68); e “Homem-Aranha Nunca Mais!” (julho de 67; eles gostavam de uma exclamação, heim?). Temos ainda o fac-símile da edição que mostra a primeira aparição do Duende Verde, pela dupla Stan Lee e Steve Ditko, publicada em julho de 1964.

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Yuki – Vingança na Neve # 3: este é o mangá que teria inspirado Tarantino a fazer Kill Bill. Do review oficial: “A história de uma vingança: uma criança nasce com o objetivo de vingar a morte de sua família. Yuki foi gerada pela violência. A única herança que recebeu foi a vontade de fazer justiça. Com as próprias mãos!”. A arte é do criador de Lobo Solitário, Kazuo Koike. Até agora só li a primeira edição, e gostei muito. Violência extrema com pitadas de sexo. No total são seis volumes, e estou comprando o encalhe, que apareceu nas bancas com três reais de desconto em relação ao preço de capa. Para quem quer fugir um pouco do convencional e não está a fim de investir em algo com muitas edições, é uma boa pedida.

Ao som de Songs For The Deaf, terceiro álbum do Queens Of The Stone Age, na função randômica.

quinta-feira, março 15, 2007

3 EM 1

GRANDES ASTROS SUPERMAN #2
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Já falei isso no post sobre a primeira edição, mas me permitam ser repetitivo: Que gibi, meu deus, que gibi! Nesse segundo número de All Star Superman (bem que a Panini poderia ter deixado o nome original mesmo, né?), a dupla criativa, Grant Morrison e Frank Quitely, nos apresenta a Fortaleza da Solidão, o lar do Homem de Aço, fazendo uma caracterização perfeita dela. Enquanto tenta convencer Lois Lane que o Superman na verdade é Clark Kent, o casal faz uma tour pelo local. Não sei se algumas coisas que foram mostradas, como o Espelho da Verdade e o Telescópio do Tempo, já existiam ou foram concepções do Morrison nessa revista, mas são criações muito interessantes, com aquela cara da Era de Prata que permeia a trama. Enquanto isso, Lois fica paranóica, tentando descobrir por que o herói a trouxe para lá, e o Super descobre que ficou imune à Kriptonita, outro efeito colateral da expedição ao sol. Mais uma vez, nota 10.

GRANDES ASTROS BATMAN & ROBIN #2
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Quanto ao título do Homem Morcego da mesma linha All Star, bem, não é tão bom quanto o descrito acima, mas é uma leitura agradável, e melhor do que o que vem sendo publicado no título mensal do personagem. Essa edição se passa praticamente toda dentro do batmóvel, onde Batman, junto ao seu futuro pupilo, tenta escapar da corrupta polícia local. É até engraçado o Batman tentando parecer mais durão do que já é com o intuito de amedrontar o garoto, mas ele logo percebe que o vigilante de Gotham está imitando o Clint Eastwood (nesse momento logo me passou pela cabeça que o Eastwood chegou a ser cotado a viver o herói no cinema, numa adaptação do clássico Cavaleiro das Trevas, do mesmo Frank Miller desse gibi). As cenas de perseguição ficaram ótimas, e Jim Lee tá cada vez mais preocupado na narrativa (tem até uma página dupla com 32 quadrinhos, algo inimaginável para esse especialista em pin ups). Vale quanto pesa.

CRISE INFINITA #3
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Como naquela música dos Titãs, em Crise Infinita continua acontecendo tudo ao mesmo tempo agora. Num momento estamos em San Diego, depois na Ilha Paraíso, Gotham, Texas, Galáxia Polaris, Central City e por aí vai. Cada um desses cenários rende 2, 3 páginas da história, impedindo um aprofundamento na trama e que uma série de diálogos que se desenvolva normalmente (com a exceção daquele entre Batman e o Superman da Terra 2, que acaba sendo o melhor momento dessa edição 3). Ainda estamos longe de entender como cada um desses acontecimentos irão se desenvolver, e qual a importância deles no que realmente importa em Crise Infinita, que é a volta de personagens que desapareceram na Crise original. Foi revelada a identidade do verdadeiro vilão, e só nessa parte a história avançou. Apesar de ser uma leitura razoável, o gibi ainda não deslanchou e não faz jus a toda expectativa gerada. Eu continuo com um pé atrás. E saber que uma das edições futuras é só quebra pau sem sentido, conforme opiniões que vi na Internet, não ajuda. Mas eu sou decenauta e não desisto nunca.

sábado, fevereiro 24, 2007

GRANDES ASTROS BATMAN & ROBIN #1

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Se Superman ganhou Grant Morrison e Frank Quitely como equipe criativa, o Morcego e o Garoto Prodígio não ficaram atrás e levaram Frank Miller e Jim Lee nos roteiros e desenhos, respectivamente, para a linha All Star. Nessa primeira edição é retratada a morte dos pais de Dick Grayson, o Robin original, num espetáculo de circo, tudo visto por Bruce Wayne, que na ocasião se encontrava da boa companhia da colunista Vicki Vale. Depois do ocorrido, a polícia de Gotham leva o garoto em sua patrulha para lhe dar uma dura, quando são interrompidos pelo Batman, que fala para o pequeno Dick que ele foi convocado para uma guerra.
Vi muitas críticas negativas internet afora para essa HQ, mas sempre que falam mal de um trabalho do Frank Miller, temos que considerar o seguinte: é ruim comparado com os clássicos do mesmo roteirista, como Cavaleiro das Trevas e Ano Um (para ficar com seus trabalhos estrelados pelo Morcegão), ou é ruim em relação aos gibis em geral? Aqui, como na maioria das vezes, a alternativa certa é a primeira, até porque o Miller nos seus piores dias ainda é infinitamente melhor que um Chuck Austen da vida. Já Jim Lee é aquela coisa, não tem meio termo, ou você gosta do estilo do cara ou o odeia. Sou dos que curtem seu traço, e aqui ele faz um trabalho até melhor que o usual, preocupando-se mais em contar a história e menos em fazer pin ups página sim, página não. Miller, sabendo da desenvoltura do desenhista em fazer belas mulheres, coloca Vicki Vale na trama, que aparece em toda sua exuberância logo nas primeiras páginas. No final, o gibi não tem aquela cara revolucionária de Grandes Astros Superman, é mais pé no chão, mas é tudo bem contado, e faz jus ao que propõe essa linha de quadrinhos da DC.