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segunda-feira, novembro 10, 2008

RÁPIDO & RASTEIRO (MESMO!)

:: O DVD de Batman - O Cavaleiro das Trevas (vulgo o melhor filme do ano) já está em pré-venda nos melhores sites do ramo. Comecinho de dezembro já deve estar disponível. Para reparar o enorme erro de não tê-lo visto nos cinemas (aqui só exibiram a versão dublada) vou ter que comprar esse DVD. Estou interessado particularmente na versão que traz junto o Batman Begins e você ainda leva de brinde uma camisa e uma caneca. Definitivamente, meu lado consumista nerd não vai se segurar!

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:: Nessa quinta-feira, no Universal Channel, House, uma das minha séries favoritas atuais, volta com episódios inéditos. É a quinta temporada. A anterior, vocês devem lembrar, terminou com a morte da namorada de Wilson, o mais perto que o House tem de um amigo, e a relação de ambos começa abalada nos novos capítulos da série. Promete! Como sempre!

:: A Bizz eles cancelaram por baixas vendas. Okay, tudo bem. Agora a Abril lança a Runner's World, auto-intitulada "a maior revista de corrida do mundo". Eu devo ser burro para cacete, mas não vejo como isso pode ter um público maior do que uma revista voltada para a música.

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:: Assim como cerca de 4/5 da população mundial (número da BBC), torci pelo Obama e fiquei bem satisfeito com sua vitória. Mas vamos baixar a bola, tem gente tratando o assunto como a chegada do Messias. Não tem ser humano capaz de corresponder à expectativas tão altas assim. Vamos cair na real e, como diz o outro, deixar o homem trabalhar.

:: Excepcionalmente, abrirei os comentários para esse post. É só um teste. Quero saber se o aumento de page views dos últimos meses pode também trazer um bom número de comentários. Caso eu não me satisfaça, comment unavailable again!

:: Ao som de Master of Puppets, álbum clássico do Metallica. Ouça a faixa-título e aprenda tudo o que você precisa sabe sobre o bom e velho metal de guerra!

terça-feira, julho 29, 2008

RÁPIDO & RASTEIRO

- Oi, estou vivo.

- Estava na maior expectativa para, na sexta-feira dia 18, ir ao cinema para ver à Batman O Cavaleiro das Trevas, a mais que esperada continuação de Batman Begins, mas o maldito cinema da minha cidade está exibindo uma cópia dublada! É inacreditável! Como fazia tempo que pegava um cineminha, não tinha percebido ainda, mas agora é política da empresa exibir todos os filmes dublados. Mais uma vez, é inacreditável! Restam-me duas alternativas: morrer numa graninha e ir a capital ver ao filme como deve ser visto, legendado, ou esperar pelo DVD. Veremos.

- Falando no Morcego, já viram essa: “Batman. Neil Gaiman. Andy Kubert. Whatever Happened to the Caped Crusader? Janeiro 2009.” Totalmente excelente!!!

- Mas nem tudo são rosas. Jason Todd, o segundo Robin que foi morto pelo Coringa e que nunca (NUNCA) deveria ter ressuscitado, deve ganhar série própria em breve. Medo, muito medo!

- Sobre a reformulação dos títulos DC/Panini: tudo indica que os títulos remanescentes (Superman, Batman, Superman & Batman, Liga da Justiça, Novos Titãs) não terão suas numerações zeradas. E eles consertarão a burrada que fizeram e colocarão a SJA de volta ao gibi da Liga. Boas novas em meio a tanta confusão.

- Mudando radicalmente de assunto. Semana passada estive visitando duas áreas rurais para fazer uma pesquisa do IBGE. Meu, é incrível a pobreza dessa gente. Vivem para trabalhar, trabalham para viver, e recebem muito pouco em troca por isso. E a perspectiva de melhoras não existe. O Lulinha paz-e-amor passa longe daquela realidade. Não tem como não voltar de um lugar desses e valorizar mais todos os luxos que temos em nossas casas.

- Enquanto preparei essas linhas tortas, ouvia o álbum Everything’s the Rush, do Delays, que baixei recentemente e só agora estou dando uma primeira conferida. Por enquanto está descendo super-bem. Segue a descrição da banda na Last FM: Formado em Bristol, no sudoeste da Inglaterra, o Delays tem os irmãos Greg e Aaron como responsáveis por boa parte das composições. Suas influências, além da clara faceta do Cocteau Twins, passeiam pelo pop dos anos 80, 90, mas muita coisa foi tirada lá dos anos 60. São estas influências que criam o tapete etéreo e psicodélico.

domingo, julho 13, 2008

BATMAN - O CAVALEIRO DAS TREVAS (CRÍTICA DA VEJA)

(texto extraído da edição 2069 da revista Veja e de autoria de Isabela Boscov)


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Direto do Coração das Trevas

Como o Coringa, Heath Ledger é o que o novo
Batman tem de mais excitante – e de mais devastador


"Esta cidade merece criminosos melhores", diz o Coringa, desdenhando dos que o precederam na missão de flagelar Gotham. E isso, de fato, é o que Batman – O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, Estados Unidos), que estréia nesta sexta-feira no país, tem a oferecer – não só o melhor vilão de todas as adaptações dos quadrinhos para o cinema, como também, mais propriamente, o primeiro que não é uma caricatura ou uma invenção pueril, mas uma verdadeira força da aniquilação e da ruína. Na última e estupenda criação de Heath Ledger (morto em 22 de janeiro, de overdose acidental de medicamentos), o Coringa é algo que se pode temer: alguém cujo desejo único é destruir os outros, e tudo; e cujos motivos é possível intuir, mas não medir nem compreender. O mais existencialista dos super-heróis ganha, assim, um adversário que é o seu exato oposto e complemento – um niilista.

De Amnésia e Insônia a O Grande Truque, o interesse do diretor inglês Christopher Nolan esteve sempre aí, no que acontece a uma pessoa quando uma distorção passa a defini-la. Batman Begins, destinado a restabelecer as origens do personagem, se desviava dessa rota, e talvez por isso deixasse a sensação de que algo fundamental lhe faltava. Agora, Nolan retoma seu tema com ímpeto redobrado: a distorção que é o Coringa passa aqui a definir também Batman. Na verdade, quase que o explica. Tudo o que o milionário Bruce Wayne e seu alter ego heróico têm de perfeito e composto, o Coringa tem de desfeito e desorganizado – a maquiagem tosca e borrada, a voz estranha, a sujeira do cabelo, as roupas mal costuradas, a absoluta ausência de autocensura. Sabiamente, O Cavaleiro das Trevas se recusa a dar a ele uma identidade e uma história pregressa: de certa forma, como na novela célebre concebida por Oscar Wilde, Batman seria Dorian Gray, sempre jovem e íntegro, enquanto o Coringa seria o retrato que Dorian esconde no sótão, e no qual ficam impressas as marcas de sua corrupção e degradação. Em O Cavaleiro das Trevas, a tese não é apenas que os super-heróis dependem de vilões para existir; é que eles mudam no contato com a torpeza, e não para melhor. O impacto do Coringa, assim, não se fará sentir apenas sobre Batman, mas também sobre o procurador Harvey Dent (Aaron Eckhart), cuja estrela está subindo graças à perseguição que empreende contra os mafiosos de Gotham. Dent mexe onde mais lhes dói – no bolso –, e os criminosos se vingam lançando sobre a cidade o apocalipse que é o Coringa.

De volta à sua zona de conforto, Nolan faz tudo o que não pôde fazer em Batman Begins. O pessimismo é quase insuportável, as cenas de ação (rodadas no sistema Imax, que lhes confere excepcional profundidade e nuance) são uma expressão do caos, e os reveses de Gotham se acumulam até o descontrole. Também o elenco encontra terreno mais bem preparado em que exercitar seus muitos pontos fortes. As atuações são nunca menos que excelentes, de Christian Bale como Bruce Wayne/Batman a Michael Caine, Morgan Freeman, Aaron Eckhart, Maggie Gyllenhaal (substituindo, com grande vantagem, a inexpressiva Katie Holmes) e Gary Oldman – como o triste, gentil e torturado Comissário Gordon.

Um degrau acima, contudo, está o trabalho de Ledger, que exprime o prazer do Coringa na própria decomposição com uma originalidade arrebatadora, tão afinada nos seus aspectos intuitivos quanto nos técnicos (a voz, um estudo sobre os timbres agudos e anasalados de Marlon Brando, conta como um personagem em si). Christopher Nolan escolheu o australiano ao vê-lo como o caubói homossexual Ennis Del Mar em O Segredo de Brokeback Mountain e constatar que estava diante de uma criatura virtualmente mitológica – um ator sem vaidade. (O mesmo não se pode dizer de Jack Nicholson, que pelo menos até o próximo dia 18 segue considerando-se o Coringa definitivo, e ficou furioso por ter sido preterido.) Ledger é o que O Cavaleiro das Trevas tem ao mesmo tempo de mais excitante e de mais devastador. Se aos 28 anos um ator foi capaz desse assombro, mal é possível imaginar o que o cinema perdeu.

sábado, dezembro 15, 2007