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terça-feira, dezembro 15, 2009

DC ULTIMATE


Até que demorou. A DC Comics anunciou a linha Earth One, projeto que recriará as origens dos super-heróis da editora, repaginados para o nosso tempo. Inicialmente teremos novas versões dos dois maiores fodões (deixa de ser sacana, you know what I mean!) da DC, Superman e Batman. A missão de reinventar o herói kriptoniano ficou com o escritor J. Michael Straczynski, enquanto que o onipresente Geoff Johns cuidará do novo Cavaleiro das Trevas. Esse universo (alternativo?!) sairá no formato de graphic novels, com tramas fechadas. A idéia, apesar da falta de originalidade (a Marvel fez algo semelhante com sua linha Ultimate, há quase 10 anos), pode render bons frutos. A arte divulgada, vista acima, ao menos já nos deixa babando!

segunda-feira, março 30, 2009

WHATEVER HAPPENED TO THE COMICS?!

“Esse blog tá uma merda. Bom era quando esse tal de Paranoid colocava uns posts sobre quadrinhos! E alguém avisa a esse retardado que ele não entende porra nenhuma de música pra só falar disso agora.” Ok, ok, a voz do povo é a voz daquele cara lá que eu não creio que exista. Então resolvi dar uma pincelada sobre as HQs que tenho lido ultimamente. Os scans ficam de fora, senão não acabava esse post nunca. Ah, e a versão ultra-mega-motherfucker de Watchmen já está devidamente cofrada.


SANDMAN – DESPERTAR

Finalmente li o volume final da clássica série de Neil Gaiman. Despertar serve mais como um epílogo da saga, depois dos eventos mostrados no volume anterior, Entes Queridos. Aqui temos a despedida a Morpheus, quando revemos vários personagens que foram mostrados ao longo das 75 edições de Sandman, e a chegada de um novo Mestre dos Sonhos, Daniel. Ao final da jornada é inevitável um sentimento estranho, talvez uma sensação de perda, mas isso logo some, quando percebemos que iremos ler e reler essa obra prima por muitos e muitos anos. E parabéns a Conrad! Coisa rara aqui no Brasil ver um tratamento de luxo para um material dessa estirpe, e mais raro ainda, esse tratamento ser mantido até o final. Minha estante só agradece.

PREACHER – RUMO AO SUL


A maldição de Preacher existe, e é implacável! Depois de tomar a série de Garth Ennis da Devir (que vinha mantendo uma certa regularidade), a Pixel, após lançar dois volumes encadernados (Rumo ao Sul é o primeiro, o outro é Guerra ao Sol, ainda na lista de leitura) e alguns especiais, mostra uma banana aos leitores, interrompe todos os lançamentos e nem se dá ao trabalho de dar uma mínima explicação. Enfim... Nesse volume a trama pouco se desenvolve, mas isso não quer dizer uma queda na qualidade. O Ennis parece ter reservado os 7 capítulos reunidos aqui para trabalhar com os personagens, desenvolvê-los. Custer, Tulipa e Cassady continuam sua jornada atrás do Todo Poderoso, e no caminho praticam vodu, encontram uns vampiros emo e, vejam só, fazem as pazes com o Cara de Cu! Sensacional! (Em tempo, já baixei o restante da série; não vou ficar na dependência dessas editoras de merda para ler o final)


MADMAN


Curto e grosso: uma merda, e, em muitos momentos, constrangedor. A crítica adorou essa bosta não sei como. Inovador a cabeça do meu p#&!$! Situações imbecis, vilões idem, herói (herói?!) idem. Salvam-se apenas os desenhos, porque, como roteirista, o Mike Allred é um grande desenhista. Ainda bem que comprei numa promoção, mas o tempo perdido lendo esse excremento em forma de HQ nunca mais eu recupero.


OS MAIORES CLÁSSICOS DO INCRÍVEL HULK VOLUME 1

Tinha a maior curiosidade em ler a fase do Peter David à frente do Golias Esmeralda (ou Cinzento, como o mostrado aqui), mas ao adquirir essa edição me senti meio que ludibriado. Ela traz as primeiras histórias do escritor com o personagem, tudo bem, mas ao ler o prefácio, escrito pelo mesmo, soube que ele tinha pegado o cargo com a saída “repentina” de Al Milgrom da equipe criativa. Ou seja, pode ser o começo de sua fase, mas não é o começo de uma saga. Então a trama começa já numa correria, devido aos acontecimentos que o antigo escritor deixou em aberto. Se você não leu as histórias anteriores, como foi meu caso, vai ficar boiando em boa parte do tempo (as explicações no já citado prefácio não ajudam muito; além disse não tem resumo que substitua a história em si). A parte que eu entendi é interessante, David escreve bem e não deixa a ação cair, e os desenhos do então iniciante Todd McFarlane caem bem. Mas mesmo assim fica aquela sensação que perdemos alguma coisa. Panini, antes do volume 2, quero o volume 0!


MENSAIS

Atualmente estou comprando cinco títulos mensais: Superman, Batman, Liga da Justiça, Homem-Aranha e Gantz. Tenho comprando também X-Men, mas apenas enquanto está saindo Complexo de Messias. Infelizmente a Pixel Magazine nos deixou de mãos abanando.


Superman passa por uma ótima fase. A saga com a Legião acabou na última edição, e foi sensacional em todos os sentidos. Geoff Johns está bem à vontade com o título e os desenhos do Gary Frank são um show a parte (e olha que acho que ele já desenhou melhor). E pelo que tem rolado lá fora, essa fase ainda vai durar muito. Pena que a Supergirl não encontra seu caminho.


No título do Cavaleiro das Trevas também tivemos o final de uma saga importante, A Ressurreição de Ra´s Al Ghul, que achei apenas mediana. Na edição desse mês tivemos a volta da Mulher-Gato, com suas aventuras sempre acima da média. Sinceramente, não sei como esse título foi cancelado! Agora o ponto negativo são os desenhos. O Dini e o Morrison devem cobrar muita grana para escrever os títulos do Morcego, porque a DC está economizando com os desenhistas. Ninguém merece esse tal de Tony Daniel e o Dustin Nguyen.

Depois da fase morna do Brad Meltzer (pelo menos eu achei isso), agora temos o Dwayne McDuffie escrevendo as histórias do principal grupo da DC. Mostrando uma dinâmica similar aos desenhos animados da Liga, as aventuras atuais ficam na categoria de diversão descompromissada. Mas pelo que li por aí, o cara está se perdendo e vem merda por aí. Quem parece em eterna boa fase é a Sociedade da Justiça. O arco Reino do Amanhã, apesar de seu desenvolvimento lento, é leitura de primeira, e tem tudo que um bom gibi de herói deve ter. Johns (novamente ele) tem carta branca e desenvolve vários sub-tramas que, de início, parecem levar a lugar nenhum. Aguardem e confiem! Mulher Maravilha, agora pelas mãos da Gail Simone, mas ainda contando com os belos traços do casal Dodson, está divertido, e o Flash e família tem um foco bem interessante, mas sofre com os péssimos desenhos.


É, tem neguinho radical que deixou de ler o gibi do amigão da vizinhança depois das merdas que a Marvel (leia-se Quesada) fez com o personagem. Nerd boicotador (existe essa palavra?!) é dose! Mas convenhamos, essa nova fase, depois do reboot, está muito legal. Comecei a me interessar pelos quadrinhos de heróis com o Aranha já há uns 20 anos, e essas novas histórias tem um gostinho daquelas que lia naqueles bons tempos. Ação rolando a mil, a velha sorte de Peter Parker, piadinhas infames (e sensacionais), tudo isso em aventuras bem escritas e bem desenhadas. Quem ficou com raivinha da Marvel pelos acontecimentos recentes está perdendo um material de qualidade acima da média.


Para finalizar, Gantz! Dos mangás que tem saído atualmente, esse é o único que tenho acompanhado (Monster tá paralisado, e Slam Dunk tô atrás das edições atrasadas). E a cada edição fica mais viciante! Violento até o talo, com uma sempre bem vinda dose de sacanagem, o autor Hiroya Oku não tem pena de ninguém, e qualquer um pode morrer a qualquer momento nas missões malucas que ele cria. Mas os melhores momentos são aqueles entre as missões, quando vemos os personagens tentando levar uma vida normal. Esse com certeza acompanharei até a edição final.

quarta-feira, janeiro 30, 2008

ENTREVISTA COM RENATO GUEDES

(Extraída da Vip, ed. 274, janeiro de 2008)

Renato Guedes ganhou sua primeira grana com desenhos aos 17 anos, criando uma propaganda para a auto-escola do seu bairro. Uma década depois, ele continua morando em Pirituba, na Grande São Paulo, mas virtualmente está no topo do mundo. No mundo dos quadrinhos, onde acaba de aceitar a tarefa suprema: desenhar para a DC Comics o gibi do Superman. Desde os anos 90, brazucas dão vida no papel a heróis gringos. Mas Superman é “o herói”. O primeiro de todos, aquele que usa capa, voa, é invencível. O termo super-herói veio dele. E é esse mito pop que está nas mãos de Renato. “O pior é que o convite veio em junho, mas por contrato tive que ficar de boca fechada até dezembro”, lembra, empolgado. O visível orgulho é merecido. Renato chegou lá com muita ralação, foram anos cavando espaço na editora americana. Hoje ele é pago para fazer o que gosta e manda muito bem.

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Você desenha desde moleque?
Sim, mas foi a partir dos 16, 17 anos que começou a ter cara de algo para fazer a vida toda. Minha grande sorte foi não ter passado no vestibular que prestei para geografia. Aí, estava em idade de servir o Exército e por isso não conseguia emprego. Então, desenhava sem parar.

Como encontrou os super-heróis?
Eu tinha 19 anos e fiz curso na Fábrica de Quadrinhos, escola que abrigava feras como Roger Cruz, que então era o desenhista do X-Man na Marvel. Virei funcionário e trabalhei um ano e pouco ali.

A Fábrica foi uma ponte para as editoras americanas?
Ainda não. Saí de lá e fui trabalhar como freelance. Aí os contatos que fiz na Fábrica me levaram ao Art-Comics, estúdio brasileiro que trabalhava para as editoras americanas.

A estréia lá fora demorou?
Meu portfólio chegou até a DC e há cinco anos recebi o convite para desenhar o gibi da série de TV Smallville, que mostra o Superman jovem. Depois dessa revista, aceitei outro convite e desenhei a adaptação pra quadrinhos da série de ficção Stargate.

Você se tornou especialista em adaptar seriados de TV?
Americano gosta de encaixar o cara numa categoria, né? Eu desenhei também para CSI Miami e 24 Horas. Adaptar serie tem um jeito próprio de ser feito, precisa ser fiel ao visual dos atores e seguir o ritmo da TV.

Como foi a passagem para os gibis, digamos, tradicionais?
Olha, funciona mais ou menos assim: você tem chances de desenhar algumas histórias curtas ou capas aproveitando que algum desenhista regular não consegue cumprir os prazos de entrega. Fiz muito isso. Complementar páginas numa história é difícil, você cai de pára-quedas e tem que ser rápido. Você se sente como o jogador que entra aos 35 do segundo tempo com o time perdendo de 3 a 0.

Quando você se sentiu titular?
A grande virada pra mim foi em 2006, com Omac. Esse gibi de histórias futuristas marcou muito. Depois, desenhei uma edição importante pra caramba, foi o número 850 de Action Comics, com o Superman, uma edição de colecionador. Olha ele aí, de novo. O primeiro gibi Superman com meus desenhos vai ser a edição de março.

Você vai ter aumento de salário?
Ganho o suficiente para viver, pagar as contas, e às vezes ainda sobra uns trocados pros finais de semana. O mais importante é que eu faço o que gosto. Meu contrato de dois anos acaba em abril, mas acredito que tudo continuará como está.

Como você trabalha?
Recebo por Fedex os blocos de papel da DC, enormes. Faço o desenho a lápis, depois jogo no computador. Trabalho com o José Wilson Magalhães, arte-finalista brasileiro.

Você tem liberdade total?
Eu recebo um roteirinho, tipo roteiro de cinema mesmo, com o que deve ter em cada página. Não pedem para que eu mude muita coisa não. E olho edições anteriores para ver como um ou outro personagem já foi desenhado. A cada mês a DC me manda uma caixa com os lançamentos da editora.

Isso vai matar leitor de inveja.
Pois é, e eu nem tenho tempo para ler tudo o que sai. Que coisa, né? Antigamente eu queria comprar um monte de gibi e não tinha grana pra dar conta. Hoje cai tudo na minha mão e eu não aproveito.

domingo, novembro 04, 2007

HQ NEWS

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Esse mês de novembro, Superman, Batman e Liga da Justiça, as três primeiras revistas a sair com o selo DC/Panini, completam 60 edições (ou 5 anos), e comemorando a ocasião, cada uma delas vem com um pôster encartado, medindo 101 x 68 cm, com arte do mestre Alex Ross retiradas do especial Os Maiores Super-Heróis do Mundo. Uma prévia dos pôsteres você confere nas imagens que abrem o post. E já está prometido para janeiro próximo o mais que pedido (não por mim, aliás) baralho DC, iniciando a comemoração dos 70 anos da editora americana em terras tupiniquins.

Pelo lado da Pixel, as coisas não estão muito animadoras, infelizmente. O usuário Yeoman do MBB assistiu a palestra do editor Cassius Medauar na Fest Comix e saiu de lá com a impressão de desânimo por parte do palestrante em relação às novidades da Pixel Media para os próximos meses. Alguns destaques:
- Não teremos mais grandes novidades neste ano. Certo mesmo só mais um especial do Authority, além do já anunciado cross entre Planetary e Batman.
- Homem Animal do Grant Morrison, se sair, só no segundo semestre de 2008.
- A continuação do Monstro do Pântano de Alan Moore ainda não está confirmada.
- Da sensacional Fábulas, talvez um encadernado do primeiro arco.
- Perguntado sobre qual poderia ser o substituto de Planetary na Pixel Magazine, Medauar disse que ainda é cedo para pensar nisso.
- Os Invisíveis, outra série de Grant Morrison, deve começar a sair em encadernados (talvez voltados para livrarias) em 2008.
- Algumas séries com mais apelo de vendas estão garantidas para o primeiro semestre do próximo ano. Espero que Y The Last Man esteja nos planos. E será que teremos finalmente publicado o final de Preacher?!

quinta-feira, julho 19, 2007

GRANDES ASTROS SUPERMAN #5 E #6

Esta série já vinha exibindo uma qualidade altíssima, mas nessas duas mais recentes edições a dupla criativa Grant Morrison e Frank Quitely se superou.

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No nº 5, na história intitulada “O Evangelho Segundo Lex Luthor” (o brilhantismo já começa no título), Clark Kent vai até a prisão da Ilha Striker para entrevistar Luthor, depois de este último ter sido condenado à pena de morte devido aos seus crimes contra a humanidade. O escritor nos presenteia com ótimos diálogos entre os dois, quando o Parasita aparece e começa a drenar os poderes do super-herói, que na pele de seu alter ego, procura esconder que o vilão está na verdade sugando sua energia. Como o Superman estava condenado à morte por suas células estarem sobrecarregadas (mostrado na primeira edição), será que o Parasita acabou salvando-o? As cenas do Clark trapalhão são uma diversão à parte.

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Em “Funeral No Interior” (edição 6), Morrison & Quitely nos transportam para o passado, quando Clark ainda era um novato na função de super-herói e está passando um tempo em Smallville. Três estranhos, que na verdade são descendentes do Superman e vêm de épocas diferentes do futuro (exceto um deles, mas não vou entregar o ouro aqui), aparecem para deter Cronóvoro, espécie de vilão que viaja no tempo. Além disso, vemos a morte de Jonathan Kent (lembre que Morrison é fã da era de prata da DC, e naquela versão o pai terrestre do herói tinha morrido, assim como no filme de Richard Donner), trazendo uma carga emocional ainda não vista na linha Grandes Astros. Alguém tem dúvida que temos um novo clássico nas mãos?

sábado, junho 23, 2007

PACOTE DA SEMANA

Se na última vez que fui à banca saí de mãos vazias, na minha ida semanal realizada ontem meu lado fanboy saiu feliz da vida (não posso dizer o mesmo do meu bolso). Além disso, também chegou minha encomenda do Submarino, com O Cavaleiro das Trevas e Sandman – Vidas Breves (ambos ganharão textos assim que forem lidos; se você me conhece, isso deve demorar um pouco, hehehe). Muita coisa para ler, confira:

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Superman # 55: o pulo de um ano na cronologia fez bem ao Homem de Aço. O arco “Para o Alto e Avante” promete ser antológico. Escrita a quatro mãos por Geoff Johns e Kurt Busiek e com desenhos divididos entre Pete Woods e o brasileiro Renato Guedes, a trama mostra um Clark Kent sem poderes (e se sentindo bem por isso) e Metrópoles se perguntando: Onde estará o Superman? Houve uma grande empolgação durante a fase de Azzarello/Lee e Rucka/Clark, mas é agora que as coisas começam a valer a pena mesmo. Completam a revista a Supergirl, que não cheira nem fede, e o milésimo arco publicado simultaneamente da LJA Classified, que até começou bem, mas dá sinais que perdeu a força.

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Batman # 55: o Um Ano Depois também fez bem ao Morcegão. As últimas histórias escritas por Judd Winick e aquele tal de A. J. Lieberman (que dizem ser na verdade o John Byrne) estavam tristes de ruim. Taí o retorno sem noção de Jason Todd para provar isso. Mas finalmente isso agora é passado. Antes da fase comandada por Grant Morrison e Paul Dini chegar, James Robinson traz o arco em oito partes “Cara a Cara”, que se não é inovador, é infinitamente melhor do que o que vinha sendo publicado anteriormente. Nos desenhos, a dupla Leonard Kirk e Dom Kramer (ambos com passagens pela SJA) faz um trabalho excelente. E tudo bem que reclamamos (na maior parte do tempo com razão) da mesmice dos quadrinhos de super-heróis, mas é bem legal ver o Comissário Gordon de volta e ter a dupla dinâmica combatendo os criminosos como antigamente. Nessa edição ainda temos o Asa Noturna do Bruce Jones, que, dizem, fez um trabalho tão ruim que a DC teve que substituí-lo às pressas para evitar que o título afundasse mais ainda, e o início de um arco tirado de Legends of the Dark Knight, que vai ocupar a revista enquanto Batman Confidential não chega.

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DC Especial # 12 – Gavião Negro: durante esse tempo todo de distribuição setorizada, esta deve ter sido a revista que teve a jornada mais conturbada. Com data de capa de dezembro de 2006 (!), saiu nas bancas do Rio e São Paulo em fevereiro, e só agora aporta nas demais regiões. Como se todos esses atrasos não fossem suficientes, as histórias apresentadas na revista são de 2003, enquanto todas as demais revistas DC estão publicando histórias que saíram nos EUA no ano passado. Fora esses percalços, essa edição merece o investimento, até porque os roteiros estão por conta de um Geoff Johns inspirado, antes de assumir seus mil títulos mensais. Temos três histórias: “Matadores”, em duas partes, com arte de Ethan Van Sciver e Don Kramer; “A Thanagariana”, em três partes, com os desenhos de Rags Morales; e o one-shot “Linhagem”, arte de José Luis García-Lópes.

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Justiça # 1: se DC Especial demorou horrores para chegar nesse fim de mundo, essa primeira edição de Justiça chegou antes do tempo (nesse caso não estou reclamando; é só para salientar a falta de critério da distribuição por fases). Nessa maxi-série em 12 edições, temos a adaptação de um antigo episódio do infame desenho animado Super Amigos, com a promessa de que a história ganhará ares mais adultos. Alex Ross divide o roteiro com Jim Krueger e a arte com Doug Braithwaite. Bem, na pior das hipóteses teremos um gibi de encher os olhos, o que já é de bom tamanho.

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Homem-Aranha – Grandes Desafios # 3: a fase do Aracnídeo em sua revista mensal anda mal das pernas faz tempo, então a solução é se virar com histórias do seu passado. Esse terceiro volume (dum total de seis) tem tudo para ser o melhor deles, afinal temos publicadas aventuras da fase de ouro do personagem, originalmente dos anos 1960, escritas por Stan Lee e desenhadas por John Romita Sr. São quatro histórias: “Como Era Verde o Meu Duende!” (de agosto de 66); “O Aranha Salva o Dia!” (setembro de 66); “O Duende Vive!” (novembro de 68); e “Homem-Aranha Nunca Mais!” (julho de 67; eles gostavam de uma exclamação, heim?). Temos ainda o fac-símile da edição que mostra a primeira aparição do Duende Verde, pela dupla Stan Lee e Steve Ditko, publicada em julho de 1964.

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Yuki – Vingança na Neve # 3: este é o mangá que teria inspirado Tarantino a fazer Kill Bill. Do review oficial: “A história de uma vingança: uma criança nasce com o objetivo de vingar a morte de sua família. Yuki foi gerada pela violência. A única herança que recebeu foi a vontade de fazer justiça. Com as próprias mãos!”. A arte é do criador de Lobo Solitário, Kazuo Koike. Até agora só li a primeira edição, e gostei muito. Violência extrema com pitadas de sexo. No total são seis volumes, e estou comprando o encalhe, que apareceu nas bancas com três reais de desconto em relação ao preço de capa. Para quem quer fugir um pouco do convencional e não está a fim de investir em algo com muitas edições, é uma boa pedida.

Ao som de Songs For The Deaf, terceiro álbum do Queens Of The Stone Age, na função randômica.

sábado, maio 19, 2007

GRANDES ASTROS SUPERMAN 3 & 4

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Tirando o atraso (não da leitura, porque tenho lido essa série assim que compro, mas do blog), vamos a análise das edições 3 e 4 de Grandes Astros Superman, o gibi que já nasceu clássico, onde a dupla criativa Grant Morrison e Frank Quitely continua fazendo miséria.
Na edição 3 temos a continuação da trama focada em Lois Lane e no herói. Como presente de aniversário da amada, o Superman lhe dá uma poção que confere os mesmos poderes do homem de aço por um dia para que tomá-la. Prato cheio para Morrison colocar em ação suas loucuras geniais, boa parte delas calcadas na Era de Prata da DC, como os Subterranosauros e os personagens Sansão e Atlas, que querem tirar uma casquinha da Srta. Lane, rendendo momentos deliciosos, como aquele onde os dois disputam uma queda de braço com o Super. E aquela última página, onde mostra uma edição futura do Planeta Diário? “Superman Morto. Por Clark Kent”? Como assim?! Esse Morrison está aprontando uma.
Lois fica de lado na edição 4. Dessa vez o “amiguinho” da vez do super-herói é o Jimmy Olsen, que escreve a coluna Por Um Dia, na qual conta suas experiências vivendo como outra pessoa, no caso aqui, o diretor do Projeto DNA (mostrado na edição de estréia). Mas, como ele é o Olsen, acaba se metendo em confusão (putz, parece chamada da Globo; só faltou dizer “essa turminha maluca”, heheheh) e acaba pedindo ajuda ao seu amigo super poderoso. No meio do processo, surgi a Kriptonita Preta, que afeta o comportamento do herói, deixando-o mau, e Olsen usa um dos trecos do Projeto DNA para tentar detê-lo, tudo com aquele cheirinho de Era de Prata que o autor adora.
Continua totalmente excelente. Essa série é daquelas para guardar para os netos lerem.

quinta-feira, maio 10, 2007

SUPERMAN - O HOMEM DE AÇO

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Desde que comecei a freqüentar fóruns especializados em quadrinhos pela internet, um dos assuntos mais tratados neles era a reformulação do Superman pós-Crise nas Infinitas Terras, feita pelo roteirista/desenhista John Byrne. Não precisa dizer que eu ficava cada vez mais curioso para ler esse material. Finalmente a Mythos anunciou sua republicação, mas até essa republicação ganhar vida, foi uma verdadeira novela. Creio que se passaram uns três anos. Nesse meio tempo começou a pré-produção do filme Superman Returns, ele foi filmado, estreou nos cinemas, foi lançado em DVD e nada da revista aparecer nas bancas. Finalmente, no comecinho desse ano, Superman – O Homem de Aço saiu, e graças à maldita distribuição setorizada, só recentemente pude comprá-la.
Mas essa espera toda valeu à pena. Essa origem do herói pode ser considerada a definitiva. Kripton como um planeta frio e sem emoções, sua identidade secreta como um repórter trapalhão, Lex Luthor como um vilão corporativista, a relação de Clark com Lois Lane e Lana Lang, sua parceria com Batman, o nível de poderes do herói, e tudo aquilo que está no inconsciente coletivo quando nos lembramos desse personagem que é o mais icônico dos quadrinhos está presente aqui. A trama contém alguns cacoetes comuns da época em que foi publicada originalmente (já há mais de 20 anos), que hoje soam meio, digamos, cafona, mas não chega a prejudicar a história como um todo. Como diria o Fernando Vanucci, é um gibi simplesinho, mas bonitinho, deixando claro que não é preciso invencionices para criar algo digno do Superman.
A edição da Mythos é simples, até demais. O papel do miolo é o básico pisa brite (também conhecido como papel jornal), que não chega a prejudicar a impressão e deixou a revista com um preço mais camarada, mas uma história clássica como essa merecia mais, talvez no nível da série Grandes Clássicos DC, da Panini. Mas isso é só um detalhe de colecionador chato. O que vale mesmo é a história, pela primeira vez saindo por aqui no formato original americano. Nota 10.

quinta-feira, março 15, 2007

3 EM 1

GRANDES ASTROS SUPERMAN #2
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Já falei isso no post sobre a primeira edição, mas me permitam ser repetitivo: Que gibi, meu deus, que gibi! Nesse segundo número de All Star Superman (bem que a Panini poderia ter deixado o nome original mesmo, né?), a dupla criativa, Grant Morrison e Frank Quitely, nos apresenta a Fortaleza da Solidão, o lar do Homem de Aço, fazendo uma caracterização perfeita dela. Enquanto tenta convencer Lois Lane que o Superman na verdade é Clark Kent, o casal faz uma tour pelo local. Não sei se algumas coisas que foram mostradas, como o Espelho da Verdade e o Telescópio do Tempo, já existiam ou foram concepções do Morrison nessa revista, mas são criações muito interessantes, com aquela cara da Era de Prata que permeia a trama. Enquanto isso, Lois fica paranóica, tentando descobrir por que o herói a trouxe para lá, e o Super descobre que ficou imune à Kriptonita, outro efeito colateral da expedição ao sol. Mais uma vez, nota 10.

GRANDES ASTROS BATMAN & ROBIN #2
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Quanto ao título do Homem Morcego da mesma linha All Star, bem, não é tão bom quanto o descrito acima, mas é uma leitura agradável, e melhor do que o que vem sendo publicado no título mensal do personagem. Essa edição se passa praticamente toda dentro do batmóvel, onde Batman, junto ao seu futuro pupilo, tenta escapar da corrupta polícia local. É até engraçado o Batman tentando parecer mais durão do que já é com o intuito de amedrontar o garoto, mas ele logo percebe que o vigilante de Gotham está imitando o Clint Eastwood (nesse momento logo me passou pela cabeça que o Eastwood chegou a ser cotado a viver o herói no cinema, numa adaptação do clássico Cavaleiro das Trevas, do mesmo Frank Miller desse gibi). As cenas de perseguição ficaram ótimas, e Jim Lee tá cada vez mais preocupado na narrativa (tem até uma página dupla com 32 quadrinhos, algo inimaginável para esse especialista em pin ups). Vale quanto pesa.

CRISE INFINITA #3
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Como naquela música dos Titãs, em Crise Infinita continua acontecendo tudo ao mesmo tempo agora. Num momento estamos em San Diego, depois na Ilha Paraíso, Gotham, Texas, Galáxia Polaris, Central City e por aí vai. Cada um desses cenários rende 2, 3 páginas da história, impedindo um aprofundamento na trama e que uma série de diálogos que se desenvolva normalmente (com a exceção daquele entre Batman e o Superman da Terra 2, que acaba sendo o melhor momento dessa edição 3). Ainda estamos longe de entender como cada um desses acontecimentos irão se desenvolver, e qual a importância deles no que realmente importa em Crise Infinita, que é a volta de personagens que desapareceram na Crise original. Foi revelada a identidade do verdadeiro vilão, e só nessa parte a história avançou. Apesar de ser uma leitura razoável, o gibi ainda não deslanchou e não faz jus a toda expectativa gerada. Eu continuo com um pé atrás. E saber que uma das edições futuras é só quebra pau sem sentido, conforme opiniões que vi na Internet, não ajuda. Mas eu sou decenauta e não desisto nunca.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

GRANDES ASTROS SUPERMAN #1

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Que gibi, meu deus, que gibi!
Superman faz parte de uma expedição ao sol que é quase sabotada por Luthor. Como todos sabemos, a fonte de poder do homem de aço vem da energia solar, mas o herói acaba exposto a um nível critico de radiação solar, o que o faz manifestar um novo poder e aumentar exponencialmente sua força, porém também impede que a energia seja processada de maneira eficiente, causando morte celular. Antes de sua morte o herói quer fazer algumas coisas, como revelar sua identidade a amada Lois Lane. E é só nessa edição de estréia da mais que aguarda linha All Star (Grandes Astros na tradução da Panini; por mim ficaria em inglês mesmo), e ficamos com gosto de quero mais quando chegamos à última página. O roteirista Grant Morrison, que há tempos desejava fazer um trabalho grandioso estrelado pelo Superman como esse, está inspiradíssimo, bolando suas teorias científicas fantásticas, que lembram a era de prata da DC. E temos ainda os traços cinematográficos de Frank Quitely, retratando perfeitamente os personagens (o Clark atrapalhado dele é excelente; e a capa, meu deus, é uma verdadeira obra de arte). Nota 10 com méritos. Já estou na espera da segunda edição.

terça-feira, janeiro 23, 2007

SUPERMAN – 10 HQS IMPERDÍVEIS

(texto extraído da revista Mundo Super Heróis, com adaptações)

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Superman’s Pal Jimmy Olsen (1970)
Quando o mestre dos quadrinhos Jack Kirby se desligou da concorrente Marvel Comics, a DC não perdeu tempo. Carmine Infantino, então presidente da editora, convidou Kirby para assumir um dos títulos do Supeman. Para não tirar o emprego de ninguém ao assumir a revista, Kirby preferiu criar uma série para o título de Jimmy Olsen, que não tinha roteirista fixo. Inovador, Kirby criou o Quarto Mundo, um universo de personagens que abrangia não só a revista do Jimmy Olsen, mas outras três séries: New Gods, Forever People e Mister Miracle. Esse audacioso projeto figura entre os melhores trabalhos do quadrinista. O auge da série foi o surgimento do vilão Darkseid, uma das grandes ameaças que o Homem de Aço já enfrentou.
Publicada pela Ebal em 1972, e pela Abril em 1984.

Paz Na Terra (1998)
O álbum de luxo escrito por Paul Dini e ilustrado por Alex Ross mostra uma temática social em que Superman resolve combater a fome mundial. Depois de salvar uma garota pobre em Metrópoles, o Homem de Aço reflete e começa a distribuir o excesso da produção mundial de comida aos locais mais problemáticos do planeta. Mas a ganância e os conflitos políticos podem se mostrar fortes demais até mesmo para o Superman. No seu itinerário, ocorre uma escala rápida no Rio.
Publicada pela Abril em 1999

Saga da Supergirl (1988)
A reformulação planejada por John Byrne em 1986 deu novo impulso ao Homem de Aço e gerou ótimas histórias. A de maior impacto foi a volta da Supergirl. Chamada Matriz, ela veio do mesmo universo compacto que o Superboy da Legião. Após a morte do Superboy, esse universo foi destruído por uma guerra entre humanos e três sobreviventes kryptonianos. Apenas uma fortificada Smallville, protegida por um campo de força criado por Luthor, sobreviveu. É a HQ em que o Homem de Aço puniu os responsáveis pela morte de bilhões de pessoas.
Publicada pela Abril em Superpowers nº 17, de 1990

As Quatro Estações (1999)
Minissérie criada por Jeph Loeb e Tim Sale, reconta o início da vida do Superman, do ponto de vista de seus amigos, parentes e adversários. A cada edição há uma lição sobre o orgulho paterno de Jonathan Kent, o amor perdido de Lana Lang, a relação apaixonada com Lois e o ódio eterno de Lex Luthor. Aos poucos se forma um mosaico de como um inocente garoto do Kansas se tornou o maior herói da Terra.
Publicada em quatro edições pela Abril, em 2000, e recentemente, em volume único, pela Panini

All-Star Superman (2005)
É aclamada como uma das melhores adaptações do Homem de Aço. O escritor Grant Morrison, famoso por suas histórias adultas, buscou a essência do personagem, sintetizando o melhor de todas as eras e redefinindo o Homem de Aço para o século XXI. A história mostra o clássico conflito Luthor versus Superman de um novo ângulo. De um lado, o cientista ganha novo ímpeto ao perceber que está envelhecendo e seu inimigo, não. De outro, o Homem de Aço intensifica ainda mais sua missão, ao descobrir que só tem um ano de vida.
Ainda não publicada no Brasil (recentemente anunciada pela Panini)

Identidade Secreta (2004)
Com texto de Kurt Busiek e desenhos de Stuart Immonen, a HQ narra a vida de um rapaz do Kansas chamado Clark Kent. Graças ao seu nome e sua aparência semelhante a do personagem, o jovem vive à sombra do mito e desenvolve até aversão a coisas relacionadas ao Homem de Aço. Mas, um dia, ele manifesta os poderes do herói e passa a sofrer as dúvidas de uma importante decisão: vestir o uniforme e ajudar as pessoas.
Publicada em quatro edições pela Panini, em 2005

Entre a Foice e o Martelo (2003)
A premissa é muito boa. O que aconteceria se o foguete de Kal-El tivesse caído na Rússia e não nos Estados Unidos? A presença do Homem de Aço no mundo comunista altera o rumo da História, tornando a Rússia a vencedora da Guerra Fria. Mas quem rouba a cena é Lex Luthor, numa caracterização muito intrigante e carismática. Todos os elementos da história do Superman aparecem reformulados nessa HQ que começa nos anos 50 e vai até milhares de anos no futuro. O final escrito por Mark Millar e desenhado por Dave Johnson e Killian Plunkett é surpreendente.
Publicada em três edições pela Panini, em 2004

Superman, o Adeus (1986)
Última história do Superman no universo pré-Crise, escrita por Alan Moore e ilustrada por Curt Swan. A trama se passa no futuro e é toda narrada por Lois Lane, que revela detalhes dos últimos dias do Superman para um repórter. Na ocasião, a identidade secreta do herói foi revelada e, com isso, ele é atacado por seus piores inimigos. A história é tocante, pois vários amigos próximos são mortos. Foi o desfecho com chave de ouro dessa fase do Homem de Aço.
Publicada pela Abril em Superpowers nº 21, em 1991, e depois pela Opera Graphica em 2003. Faz também parte do encadernado Grandes Clássicos DC – Alan Moore, publicado recentemente pela Panini

Para o Homem que Tem Tudo (1985)
Escrita por Alan Moore e desenhada por Dave Gibbons. A trama se passa na Fortaleza da Solidão durante o aniversário de Kal-El, que recebe, entre os presentes, uma planta parasita que se prende a vítima e absorve suas energias. Em troca, o vegetal cria alucinações que reproduzem o maior desejo da pessoa. No caso, Superman se vê em Krypton com seus familiares, pai de dois filhos e casado com a atriz Lyla Lerrol. Mas para salvar seus amigos, ele terá que abdicar tudo isso.
Publicada pela Abril em Superpowers nº 21, em 1991, e depois pela Opera Graphica em 2002. Também está no encadernado Grandes Clássicos DC – Alan Moore

Reino do Amanhã (1996)
Não é exatamente uma HQ do Superman, mas sua participação é crucial. Num futuro próximo, os grandes heróis se aposentaram e foram substituídos por uma geração de vigilantes inescrupulosos. O retorno de um envelhecido Superman traz a velha guarda que entre em conflito com os novos heróis. A tensão cresce quando os governantes da Terra concluem que os superseres são uma ameaça à população. O final é uma sangrenta guerra entre as facções. A arte de Alex Ross e o roteiro de Mark Waid mostram um Superman bem intencionado, mas falível. A batalha entre Superman e o Capitão Marvel é memorável.
Publicada em quatro edições pela Abril em 1997, e depois, em volume único, pela Panini, em 2004