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terça-feira, setembro 25, 2007

BATMAN #58

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Depois do arco em oito partes “Cara a Cara”, de James Robinson (que, fora um ou outro equívoco, foi deveras interessante), as novas equipes criativas do Cavaleiro das Trevas fazem sua aguardada estréia.
Em Detective Comics temos a dupla Paul Dini (roteiro) e J. H. Williams III (desenhos). Dini é conhecido pelo seu trabalho nos desenhos animados Batman The Animated Series (aquele bonzão da década de 90) e Liga da Justiça, além de uma passagem na equipe de escritores de Lost. Já Williams, com uma arte de estilo arrojado e ângulos diferenciados, desenhou a série Promethea, de Alan Moore (que está sendo publicada agora por aqui, via Pixel Magazine) e a edição zero de Sete Soldados da Vitória, projeto do malucão Grant Morrison. Os dois começam com um one-shot bem interessante, “Os Ricos e Famosos”, onde colocam o lado detetivesco do herói a prova.
Já no outro título mensal do Morcego nos States, Batman, a dupla é nada menos que Grant Morrison (roteiro) e Adam Kubert (desenhos). Morrison tem sido figurinha fácil nas nossas bancas atualmente, com a sensacional Grandes Astros Superman e a interessante (desculpem, mas por enquanto, com três edições lidas, vai ficar apenas no interessante, veremos o que o escritor escocês está aprontando quando tiver lido tudo) Sete Soldados da Vitória. Kubert, após anos se dedicando à Marvel, estréia na DC em ótima companhia, e apesar de achar que seu estilo cairia melhor no Superman, por exemplo, ele não faz feio, longe disso. O arco “Batman & Filho” já começa a mil por hora, com o comissário Gordon envenenado pelo Coringa e uma página dupla sensacional com o vilão gritando que matou o Batman. Ainda temos bons ( e bens humorados) diálogos entre Bruce e Alfred. Ah, e o filho do título não é o Robin (que está sendo adotado pelo Morcego), só para constar. Morrison já começa aprontando das suas.
Ainda temos a estréia de Batman Confidencial, escrita por Andy Diggle e desenhada por Whilce Portacio, com uma aventura que se passa no início da carreira do herói. A arte é péssima, para dizer o mínimo, e o roteiro é bem feijão com arroz (não dá para engolir as empresas de Bruce Wayne fornecendo armas para o governo americano). E o primeiro arco de Bruce Jones a frente do Asa Noturna finalmente termina, e digo sem nenhuma dúvida: é séria candidata a pior história do ano. Poderia passar o dia inteiro digitando “merda” no teclado e não seria suficiente para mostrar o quanto fede essa fase do Asa.
Para terminar (putz, só planejava escrever umas 10 linhas), bola fora da Panini na escolha da capa. Essa de Batman Confidencial perde feio tanto para a de Detective 821 (de Simone Bianchi) quanto para a de Batman 655 (de Kubert). Confira ambas abaixo. Além disso, não há nenhuma chamada na capa para as estréias das fases de Dini/Williams e Morrison/Kubert. Depois reclamam das baixas vendas...

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quinta-feira, julho 19, 2007

GRANDES ASTROS SUPERMAN #5 E #6

Esta série já vinha exibindo uma qualidade altíssima, mas nessas duas mais recentes edições a dupla criativa Grant Morrison e Frank Quitely se superou.

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No nº 5, na história intitulada “O Evangelho Segundo Lex Luthor” (o brilhantismo já começa no título), Clark Kent vai até a prisão da Ilha Striker para entrevistar Luthor, depois de este último ter sido condenado à pena de morte devido aos seus crimes contra a humanidade. O escritor nos presenteia com ótimos diálogos entre os dois, quando o Parasita aparece e começa a drenar os poderes do super-herói, que na pele de seu alter ego, procura esconder que o vilão está na verdade sugando sua energia. Como o Superman estava condenado à morte por suas células estarem sobrecarregadas (mostrado na primeira edição), será que o Parasita acabou salvando-o? As cenas do Clark trapalhão são uma diversão à parte.

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Em “Funeral No Interior” (edição 6), Morrison & Quitely nos transportam para o passado, quando Clark ainda era um novato na função de super-herói e está passando um tempo em Smallville. Três estranhos, que na verdade são descendentes do Superman e vêm de épocas diferentes do futuro (exceto um deles, mas não vou entregar o ouro aqui), aparecem para deter Cronóvoro, espécie de vilão que viaja no tempo. Além disso, vemos a morte de Jonathan Kent (lembre que Morrison é fã da era de prata da DC, e naquela versão o pai terrestre do herói tinha morrido, assim como no filme de Richard Donner), trazendo uma carga emocional ainda não vista na linha Grandes Astros. Alguém tem dúvida que temos um novo clássico nas mãos?

sábado, maio 19, 2007

GRANDES ASTROS SUPERMAN 3 & 4

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Tirando o atraso (não da leitura, porque tenho lido essa série assim que compro, mas do blog), vamos a análise das edições 3 e 4 de Grandes Astros Superman, o gibi que já nasceu clássico, onde a dupla criativa Grant Morrison e Frank Quitely continua fazendo miséria.
Na edição 3 temos a continuação da trama focada em Lois Lane e no herói. Como presente de aniversário da amada, o Superman lhe dá uma poção que confere os mesmos poderes do homem de aço por um dia para que tomá-la. Prato cheio para Morrison colocar em ação suas loucuras geniais, boa parte delas calcadas na Era de Prata da DC, como os Subterranosauros e os personagens Sansão e Atlas, que querem tirar uma casquinha da Srta. Lane, rendendo momentos deliciosos, como aquele onde os dois disputam uma queda de braço com o Super. E aquela última página, onde mostra uma edição futura do Planeta Diário? “Superman Morto. Por Clark Kent”? Como assim?! Esse Morrison está aprontando uma.
Lois fica de lado na edição 4. Dessa vez o “amiguinho” da vez do super-herói é o Jimmy Olsen, que escreve a coluna Por Um Dia, na qual conta suas experiências vivendo como outra pessoa, no caso aqui, o diretor do Projeto DNA (mostrado na edição de estréia). Mas, como ele é o Olsen, acaba se metendo em confusão (putz, parece chamada da Globo; só faltou dizer “essa turminha maluca”, heheheh) e acaba pedindo ajuda ao seu amigo super poderoso. No meio do processo, surgi a Kriptonita Preta, que afeta o comportamento do herói, deixando-o mau, e Olsen usa um dos trecos do Projeto DNA para tentar detê-lo, tudo com aquele cheirinho de Era de Prata que o autor adora.
Continua totalmente excelente. Essa série é daquelas para guardar para os netos lerem.

quinta-feira, março 15, 2007

3 EM 1

GRANDES ASTROS SUPERMAN #2
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Já falei isso no post sobre a primeira edição, mas me permitam ser repetitivo: Que gibi, meu deus, que gibi! Nesse segundo número de All Star Superman (bem que a Panini poderia ter deixado o nome original mesmo, né?), a dupla criativa, Grant Morrison e Frank Quitely, nos apresenta a Fortaleza da Solidão, o lar do Homem de Aço, fazendo uma caracterização perfeita dela. Enquanto tenta convencer Lois Lane que o Superman na verdade é Clark Kent, o casal faz uma tour pelo local. Não sei se algumas coisas que foram mostradas, como o Espelho da Verdade e o Telescópio do Tempo, já existiam ou foram concepções do Morrison nessa revista, mas são criações muito interessantes, com aquela cara da Era de Prata que permeia a trama. Enquanto isso, Lois fica paranóica, tentando descobrir por que o herói a trouxe para lá, e o Super descobre que ficou imune à Kriptonita, outro efeito colateral da expedição ao sol. Mais uma vez, nota 10.

GRANDES ASTROS BATMAN & ROBIN #2
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Quanto ao título do Homem Morcego da mesma linha All Star, bem, não é tão bom quanto o descrito acima, mas é uma leitura agradável, e melhor do que o que vem sendo publicado no título mensal do personagem. Essa edição se passa praticamente toda dentro do batmóvel, onde Batman, junto ao seu futuro pupilo, tenta escapar da corrupta polícia local. É até engraçado o Batman tentando parecer mais durão do que já é com o intuito de amedrontar o garoto, mas ele logo percebe que o vigilante de Gotham está imitando o Clint Eastwood (nesse momento logo me passou pela cabeça que o Eastwood chegou a ser cotado a viver o herói no cinema, numa adaptação do clássico Cavaleiro das Trevas, do mesmo Frank Miller desse gibi). As cenas de perseguição ficaram ótimas, e Jim Lee tá cada vez mais preocupado na narrativa (tem até uma página dupla com 32 quadrinhos, algo inimaginável para esse especialista em pin ups). Vale quanto pesa.

CRISE INFINITA #3
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Como naquela música dos Titãs, em Crise Infinita continua acontecendo tudo ao mesmo tempo agora. Num momento estamos em San Diego, depois na Ilha Paraíso, Gotham, Texas, Galáxia Polaris, Central City e por aí vai. Cada um desses cenários rende 2, 3 páginas da história, impedindo um aprofundamento na trama e que uma série de diálogos que se desenvolva normalmente (com a exceção daquele entre Batman e o Superman da Terra 2, que acaba sendo o melhor momento dessa edição 3). Ainda estamos longe de entender como cada um desses acontecimentos irão se desenvolver, e qual a importância deles no que realmente importa em Crise Infinita, que é a volta de personagens que desapareceram na Crise original. Foi revelada a identidade do verdadeiro vilão, e só nessa parte a história avançou. Apesar de ser uma leitura razoável, o gibi ainda não deslanchou e não faz jus a toda expectativa gerada. Eu continuo com um pé atrás. E saber que uma das edições futuras é só quebra pau sem sentido, conforme opiniões que vi na Internet, não ajuda. Mas eu sou decenauta e não desisto nunca.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

GRANDES ASTROS SUPERMAN #1

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Que gibi, meu deus, que gibi!
Superman faz parte de uma expedição ao sol que é quase sabotada por Luthor. Como todos sabemos, a fonte de poder do homem de aço vem da energia solar, mas o herói acaba exposto a um nível critico de radiação solar, o que o faz manifestar um novo poder e aumentar exponencialmente sua força, porém também impede que a energia seja processada de maneira eficiente, causando morte celular. Antes de sua morte o herói quer fazer algumas coisas, como revelar sua identidade a amada Lois Lane. E é só nessa edição de estréia da mais que aguarda linha All Star (Grandes Astros na tradução da Panini; por mim ficaria em inglês mesmo), e ficamos com gosto de quero mais quando chegamos à última página. O roteirista Grant Morrison, que há tempos desejava fazer um trabalho grandioso estrelado pelo Superman como esse, está inspiradíssimo, bolando suas teorias científicas fantásticas, que lembram a era de prata da DC. E temos ainda os traços cinematográficos de Frank Quitely, retratando perfeitamente os personagens (o Clark atrapalhado dele é excelente; e a capa, meu deus, é uma verdadeira obra de arte). Nota 10 com méritos. Já estou na espera da segunda edição.