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terça-feira, novembro 04, 2008

PREACHER - ORGULHO AMERICANO

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Terceiro encadernado da já clássica série da Vertigo criada por Garth Ennis e Steve Dillon, Orgulho Americano reúne as edições originais 18 a 26 de Preacher.
Dando continuidade aos eventos mostrados no volume anterior, Até O Fim do Mundo, Jesse e Tulip vão até a França para resgatar Cassady, que está em poder de uma organização chamada o Graal e que tem Herr Star entre seus seguidores. O vampiro irlandês sofre o cão pelas mãos de um torturador chamado Frankie O Eunuco (já estão acostumados com as bizarrices desse gibi, né?!), e o próprio Jesse Custer vai passar por poucas e boas até conseguir reaver seu amigo bebedor de sangue, inclusive se deparar mais uma vez com o Santo dos Assassinos, que está em seu encalço desde o início dessa sua jornada em busca de Deus. Também ficamos conhecendo o Pai Supremo do Graal, uma “baleia” de 1 tonelada e... bulímico! Ennis aproveita e coloca sua veia humorista bizarra em ação aqui, rendendo alguns ótimos (e nojentos) momentos.
Completando o volume, temos uma história em duas partes que nos traz a origem da transformação de Cassady. Mostrado em flashbacks, somos transportados para o início do século passado, em pleno conflito entre a Inglaterra e a Irlanda, quando Proinsias (esse é o verdadeiro nome de Cassady) era apenas um jovem amedrontado se envolvendo em algo grande demais para si próprio. Aqui Ennis passeia entre o humor negro e o lado emotivo, e mais uma vez acerta na mosca. Tudo isso embalado com a bela arte de Steve Dillon, que casa perfeitamente com o clima da série.
A edição da Devir, no chamado “formato paraguaio”, peca apenas pelo impressão, que ficou devendo um pouco. Mas fora isso está tudo ok, com papel couchê, capa cartonada com verniz e lombada quadrada. HQ nota 10. Preacher está aos pouco se tornando minha série da Vertigo favorita. Se cuida, Sandman!

domingo, setembro 07, 2008

JOHN CONSTANTINE - HELLBLAZER: SANGUE REAL

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Definitivamente John Constantine é o personagem mais conhecido da Vertigo, ao lado de Sandman. Mas em pouco mais de um ano e meio com os direitos do personagem, a Pixel Media publicou apenas um especial dedicado ao bruxo inglês. Com uma vida editorial conturbada no Brasil, passando por editoras fundo de quintal como a Metal Pesado e a Brainstore, o que não falta é material para publicar (a fase do Paul Jenkins é praticamente inédita em terra brasilis), e leitor para comprar tudo que sair. Mais especiais, que poderiam até servir para adiantar a fase do Brian Azzarello que está saindo na Pixel Magazine, seriam bem vindos.
Bem, então vamos falar do que saiu. O álbum Sangue Real reúne as últimas histórias da fase de Garth Ennis ainda inéditas por aqui. Essa fase é, com sobras, a mais aclamada de Hellblazer. Ennis praticamente reinventou o personagem, lhe dando um ar de canalhice que não havia antes, além de colocar no caldo uma violência extrema, tanto física quanto mental, e uma boa dose de humor negro, marca registrada do roteirista. Longe de ser uma leitura leve, portanto.
Na primeira história, em quatro partes, e que batiza o encadernado, Constantine se envolve com um grupo da elite inglesa que gosta de todo o tipo de bizarrice. E uma dessas bizarrices acabou trazendo de volta o demônio que havia possuído Jack O Estripador, e sua sede por sangue ainda não foi saciada. A arte desse arco fica a cargo de William Simpson, que faz apenas um feijão com arroz, mas não chega a prejudicar a trama.
Depois temos Argila Mortal, em duas partes. Aqui o tema é o sumiço de cadáveres. Quando o corpo do falecido tio de seu companheiro para todas as horas, Chas, é roubado, Constantine tem que investigar o ocorrido. Hora de chamar as sofridas almas donas dos corpos violados para dar uma mãozinha. Na arte, o excelente Steve Dillon, ou seja, temos aqui a mesma dupla da já clássica Preacher.
A edição traz ainda as ótimas capas originais desenhadas por Glenn Fabry , o mesmo de, adivinha? Preacher!, e um guia para a fase de Ennis. De resto, impressão OK, papel de luxo e capa cartonada. A edição só peca pelo formato paraguaio, mas no momento em que você começa a ler, esse detalhe já é esquecido. HQ nota 10!

sexta-feira, agosto 08, 2008

PREACHER - ATÉ O FIM DO MUNDO

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Não sei se na época falei disso aqui, mas essa é a segunda edição de Até o Fim do Mundo que adquiro. No ano passado encomendei esse 2º volume de Preacher no Submarino, junto à Orgulho Americano (o volume 3) e tive que devolvê-lo pois o mesmo veio com defeito, com algumas páginas mal impressas e rasgadas. Como não tinham mais essa edição, tive que pedir o dinheiro de volta e fiquei sem o gibi. Mas agora finalmente o comprei novamente, e dessa vez veio tudo certinho. Ainda bem.
Até o Fim do Mundo reúne as edições 8 a 17 de Preacher, com dois arcos completos. No primeiro, “Tudo em Família”, o roteirista Garth Ennis dá uma pausa no seu humor negro típico e apresenta a disfuncional família de Jesse Custer, o protagonista da história. Conhecemos a infância de Jesse, como ele perdeu seus pais, sua “querida“ avô Marie L’Angelle e como ele chegou a se tornar um padre. A barra é pesada e não é aconselhável para corações moles. Ennis não é nada sutil aqui.
Depois temos “Caçadores”, quando aparece pela primeira vez na trama Herr Star, um representante da organização secreta Graal, que se dedica a proteger a linhagem de Jesus e tem altos planos para nosso (anti)herói. Dessa vez Ennis não economiza sua veia humorista-escatológica, principalmente durante uma orgia organizada por um tal de Jesus DeSade (olha só o nome do personagem!). E tem ainda uma dupla de investigadores sexuais que... bem, só lendo.
A edição da Devir tá caprichada, com capa cartonada com orelhas e papel do miolo de alta qualidade, além de notas explicativas bem-vindas. Só a impressão fica devendo um pouco, mas nada que atrapalhe o prazer da leitura.
Edição nota 10. Preacher já é um clássico absoluto!