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quarta-feira, maio 04, 2011

U2 - DISCOGRAFIA

(texto publicado originalmente na Rolling Stone Brasil, abril de 2011)

BOY

Lançado em outubro de 1980, o primeiro álbum do U2 foi produzido por Steve Lillywhite e ficou em 52º lugar nas paradas britânicas e no top 70 das paradas americanas. É nele que está o primeiro sucesso da banda, a canção “I Will Follow”. O disco traz muitas influências do fim dos anos 1970 e conquistou fãs principalmente nos EUA, onde ganhou disco de platina.

OCTOBER

O disco de 1981 também foi produzido por Steve Lillywhite e chegou ao 11º lugar nas paradas britânicas logo na primeira semana de lançamento. É o trabalho mais ‘religioso’ da banda, que frequentava uma comunidade católica na época. A gravação foi feita sob muito stress, já que as letras das músicas sumiram e tiveram de ser reescritas na hora por Bono.

WAR

Três músicas desse disco, lançado em 1983, são presenças constantes no set list do U2: “Sunday Bloody Sunday”, “New Year’s Day” e “40”. A temática política e o tom de protesto marcam o álbum, que foi sucesso no mundo todo e garantiu ao U2 seu primeiro disco de ouro nos EUA. Na época do lançamento, Bono declarou: “A música tem o poder de mudar uma geração”.

THE UNFORGETTABLE FIRE

O quarto álbum da banda irlandesa foi produzido por Brian Eno e Daniel Lanois e traz a sonoridade singular que define a personalidade do U2. O sucesso “Pride (In the Name of Love)”, escrito em homenagem ao líder negro Martin Luther King, é um dos destaques do disco e esteve entre as músicas mais ouvidas nos EUA e na Inglaterra.

THE JOSHUA TREE

>Lançado em 1987, foi o primeiro álbum do U2 a chegar ao nº 1 em vendas nos EUA e na Inglaterra. O sucesso alcançado com o disco, que tem faixas memoráveis como “Where the Streets Have No Name”, “With or Without You” e “I Still Haven’t Found What I’m Looking For”, levou a banda à capa da revista Time e, claro, ao posto de superstar da música.

RATTLE AND HUM

O álbum duplo, lançado em 1988, reúne performances ao vivo da turnê Joshua Tree, além de covers de Beatles e Bob Dylan e canções inéditas como “Desire”, “Angel of Harlem” e “When Love Comes to Town”, com a participação de B. B. King. Adam Clayton diz que tocar com o lendário guitarrista foi a recompensa por todos os anos de esforço.


ACHTUNG BABY

O início da década de 1990 foi um período de transformação para o U2, que embarcou com o produtor Brian Eno para Berlim em busca de uma nova sonoridade. Nascia o trabalho de uma banda repaginada, que incorporava elementos eletrônicos e que ganhou o Grammy de Melhor Álbum de Rock. “Mysterious Ways” e “One” estão entre as faixas.

ZOOROPA

O oitavo disco da banda foi gravado em 1993, durante a turnê Zoo TV, e traz um som experimental, marcado pela mistura do rock e do eletrônico. O disco, que ganhou o Grammy de Melhor Álbum de Rock Alternativo, ainda traz duas surpresas: os vocais do guitarrista The Edge na faixa “Numb” e um dueto com Johnny Cash.

POP

O álbum chegou ao primeiro lugar em vendas em 28 países, incluindo EUA, Inglaterra, Irlanda, Japão, México e França. Para lançá-lo, o grupo resolveu fechar uma loja da WallMart nos Estados Unidos. Foi durante a turnê de divulgação deste disco – Popmart Tour – que o U2 fez sua primeira visita ao Brasil, em 1998. Foram três shows, um no Rio e dois em São Paulo.

ALL THAT YOU CAN’T LEAVE BEHIND

Em seu décimo álbum, o U2 retoma a parceria com os produtores Brian Eno, Daniel Lenois e Steve Lillywhite. Resultado: a banda volta a compor hits, como “Beautiful Day” e “Elevation”. Lançado no ano 2000, o disco ganhou 7 prêmios Grammy. Nesse mesmo ano, o U2 gravou o clipe de “Walk On” no Rio.

HOW TO DISMANTLE AN ATOMIC BOMB

O U2 lançou o álbum de maneira inusitada: tocando em cima de um caminhão que cruzou as ruas de Nova York. Ao fim do percurso, a banda fez um show surpresa sob a ponte do Brooklyn, apresentando músicas como “Vertigo” e “City of Blinding Lights”. O disco é uma volta às origens roqueiras dos irlandeses, com muitos riffs de guitarra. A turnê Vertigo veio ao Brasil em 2006.


NO LINE ON THE HORIZON

Após 5 anos, o U2 lança este álbum em parceria com os produtores Brian Eno, Daniel Lanois e Steve Lillywhite, que também participaram na composição das letras. Para divulgar o novo trabalho, a banda está em turnê mundial, que começou em Barcelona. A 360º Tour propõe uma experiência musical inusitada em torno de um palco surpreendente.

quarta-feira, março 17, 2010

15 DISCOS ESSENCIAIS DOS ANOS 90

(texto extraído da revista Bizz Especial - A História do Rock)

PRIMAL SCREAM – SCREAMADELICA (1991)

Carne e espírito em comunhão. O Primal Scream se expande pelas pistas de dança pregando o nirvana segundo Timothy Leary. Via rock, psicodelia, dance, gospel, r&b, ecstasy, Bobby Gillespie prestou um serviço ao pop ao abrir uma fresta para que todos vissem o que se passava nas baladas que nunca terminavam – e Smiley virou o paz & amor de uma nova geração.

NIRVANA – NEVERMIND (1991)

O problema de discos feitos para projetar uma banda é que, às vezes, eles realmente a projetam. Mas nem a gravadora nem o trio de Seattle poderiam supor o quão maior que o REM (a referência indie em majors) o Nirvana se tornaria. Pra lá de merecido: Nevermind tem aquele quê de revolução, ingenuidade e apelo popular que marcou todos os grandes discos do rock.

PEARL JAM – TEN (1991)

O grunge para as massas. Com Ten o Pearl Jam recauchutou a sonoridade do Led Zeppelin inserindo solos com a impressão digital de Jimi Hendrix. Um festival de hits que incluía da épica “Black” à viajandona “Oceans”. Sofredor, poeta incompreendido e vítima da sociedade, Eddie Vedder, seu vocalista, personificava como ninguém o Jim Morrison da geração Seattle.

U2 – ACHTUNG BABY (1991)

Na contramão de seus últimos álbuns “americanos”, neste o U2 voltou seu satélite novamente para a Europa. Se isolou em Berlim, no mesmo estúdio em que Bowie fez história na década de 70, e teceu texturas e sonoridades redefinindo a música nos anos 90. Moderno, brilhante e pretensioso. Mais de uma década depois de nascer, o U2 continuava a apontar na direção do futuro.

RED HOT CHILI PEPPERS – BLOOD SUGAR SEX MAGIK (1991)

Montado na corcunda do monstro em que se transformou este álbum duplo, é difícil lembrar como a banda chegou até ele: por uma serra cheia de curvas e descidas, em frangalhos, com overdoses, fracassos e mortes na carteira. Ao expressar as dores por trás da putaria (“Under the Bridge”), o grupo avançou do tempo em que só usava meias. Mas o sexo ainda aparece firme em “Give It Away”.

METALLICA – METALLICA (1991)

Quando o Metallica fechou a trilogia sagrada dos anos 80 (Kill´Em All, Ride The Lightning e Master of Puppets), pairava no ar a sensação de que a banda não tinha mais nada a provar no reino metal. Ledo engano. Metallica elevou-os à condição de reis. Com um pezinho no pop – para desespero dos fãs “roots”-, o mundo começava a sentir o gostinho daquela sonoridade mais cortante que a espada de Conan.

FAITH NO MORE – ANGEL DUST (1992)

Todo mundo esperava algo ainda mais pop e grundento do que The Real Thing para lançar o FNM aos píncaros da glória... Bem, quem mandou esperar? A banda veio com um monstro de três cabeças com geleca verde escorrendo pela boca. Angel Dust foi uma rasteira histórica no óbvio, um dos discos mais bizarros e inventivos do rock pesado de todos os tempos. O nu-metal deve as cuecas a esse marco.

REM – AUTOMATIC FOR THE PEOPLE (1992)

Mais do que um belíssimo registro, Automatic... é a prova de como se chegar ao topo mantendo sua carreira imaculada dez anos após seu primeiro trabalho. Escalado o degrau do underground para o mainstream, neste álbum – carregado de letras introspectivas – , a banda realizou uma coletânea de canções acústicas deslumbrantes, resultando no seu disco mais aclamado.

BLUR – PARKLIFE (1994)

As duas torres do britpop – versão anos 90 – atendem pelos nomes de Oasis e Blur. Com Parklife, a banda de Damon Albarn apresentou sua gama de influências formatadas em 16 canções de puro bom gosto e brilhantismo. Fundido psicodelismo, disco, punk e rock inglês, a porção intelectual/cabeça do gênero mostrou aos garotos de rua do Oasis que música boa também se faz desse jeito.

OASIS – (WHAT´S THE STORY) MORNING GLORY? (1995)

A responsa de marcar mais um golaço em seu segundo álbum retraiu a banda de Manchester, que amava os Beatles e os discos-solos dos Beatles. As guitarras em profusão de seu debute cederam espaço a violões e cordas, numa clara busca de tabelar com o maior número de pessoas – especialmente os fãs americanos. “Wonderwall” foi o drible entre as pernas que o quinteto necessitava para estufar as redes no mundo todo.

SMASHING PUMPKINS – MELLON COLLIE AND THE INFINITE SADNESS (1995)

Entre a turma alternativa que chegou à divisão oficial nos anos 90, o grupo de Billy Corgan era o que menos tinha medo de mostrar o rabo pontudo do metal. Aqui, a ambição foi além do que a estética punk de seus pares permitia. Mas quando a indulgência parece sair do controle, como na orquestrada “Tonight, Tonight”, surge um rock básico como “1979” para lembrar que há mais gente ouvindo o disco.

BECK – ODELAY (1996)

O loser de mentira revela toda a capacidade de dragar referências estilísticas no segundo disco. Nunca o bizarro foi tão dançante e pop – Beck fez cair por terra o mito de que as pistas exigem o óbvio. As colagens são de fundir a cuca – os Dust Brothers ajudaram o pequeno gênio -, mas “Devil´s Haircut” e o rap velhaco “Where It´s At” correm pela espinha dorsal sem dificuldade.

RADIOHEAD – OK COMPUTER (1997)

Lançado no auge da fixação pela música eletrônica, Ok Computer foi a tábua de salvação dos que aguardavam o “próximo passo” do pop movido a guitarras depois do grunge. Ainda que, em momentos como “Subterranean Homesick Alien” ou “Electioneering”, o disco soe como um amálgama entre a inspiração humana e a crueldade robótica, totalmente criada à base da eletricidade.

PRODIGY – THE FAT OF THE LAND (1997)

Se o Prodigy traiu o movimento, isso é discutível. Mas foi com um formato de banda de rock (ainda que um integrante só dançasse de modo besta) que a música eletrônica pôde armar festivais para as massas. Questão estilística à parte, Fat of the Land é poderoso, com refrões mortíferos, climas sombrios e “crescendos”. “Smack My Bitch Up”, “Breath”, “Firestarter”, “Serial Thrilla” – a fila de hits parece um best of.

CHEMICAL BROTHERS – DIG YOUR OWN HOLE (1997)
O baixo cavalar de “Block Rockin´ Beats” (remetendo direto a “Let There Be More Light”, do Pink Floyd) mata a charada que o single “Setting Sun” (clonada de “Tomorrow Never Knows”, dos Beatles) levantou. Os Chemicals eram eletrônica até o último (big beat, “batidão”, se dizia), mas, no fundo, não passavam de dois ripongos fazendo psicodelia para a geração raver.

sexta-feira, janeiro 15, 2010

RETRÔ - MÚSICA EM 2009

Primeiro post do ano. E nada melhor que começar 2010 revisando o que tivemos de destaque no mundo da música no ano que acabou. Confesso que não tenho acompanhado com tamanho afinco o que tem rolado de novidades, sabe como é, chega uma época que a idade começa a pesar, surgem outros interesses, outras distrações. Então esse texto vai estar repleto de lacunas. Mas, como diria o outro, o que vale é a intenção...
Bem, primeiramente devo dizer que 2009 não foi tão bom quanto 2008, quando tivemos (ótimos) discos de artistas do quilate de Metallica, Oasis, Kings of Leon, Duffy, Long Blondes, Last Shadow Puppets,Portishead, REM, Sons & Daughters etc. Em 2009, apesar de medalhões como U2, Morrissey, Manic Street Preachers, Arctic Monkeys e Lily Allen terem lançado seus discos, acho que faltou algo, sei lá, um álbum bom do começo ao final. E de música nacional, bem, ouvi pouco e gostei menos ainda, o melhor foi o Black Drawing Chalks, que canta em inglês...
Como fã do som de Seattle do começo da década de 1990, não pude deixar de notar (e ficar feliz) com meio que um ressurgimento do grunge. O Pearl Jam, além de nos brindar com seu melhor álbum dos últimos anos, Backspacer, lançou uma edição motherfucker de sua estreia, o clássico Ten. O baú do Nirvana trouxe a tona a apresentação histórica dos caras no Festival de Reading em 1992, lançada em CD e DVD, e o debut da banda, Bleach, fez 20 anos em grande estilo, com uma reedição remasterizada e cheia de extras. E tivemos a volta do Alice in Chains, com novo vocalista e o mesmo alto nível de sempre. Ah, 2010 já promete o retorno do Soundgarden!
Outro fato que foi notícia foi o lançamento de toda a discografia remasterizada dos Beatles, a.k.a. a melhor banda de todos os tempos, algo sonhado por 11 em cada 10 fãs dos rapazes de Liverpool. Hora de substituir os velhos discos pela bela nova versão de cada um deles.
Diferentemente de outras ocasiões, não farei lista das melhores músicas. Limitarei a falar de alguns bons discos e os destaques em cada um deles. Mãos a obra!

MANIC STREET PREACHERS – JOURNAL FOR PLAGUE LOVERS

Se existe uma banda que tem subido cada vez mais no meu conceito, essa é o Manic! Já conheço o som dos caras de longa data, This Is My Truth Tell Me Yours é meu disco de cabeceira (existe isso?!) há uns 10 anos, e finalmente adquiri a versão física do sensacional Lifeblood. Em sua nova empreitada, a banda resolveu gravar músicas inéditas de Richey James Edwards, integrante do grupo que desapareceu misteriosamente em 1995. Apesar do resultado não mostrar a qualidade de discos recentes, ainda assim o disco se destaca em faixas como “Facing Page: Top Left” e “Williams Last Words”.

PEARL JAM – BACKSPACER

Alguém pode falar: “num ano em que um disco do Pearl Jam é destaque, é porque esse ano não foi bom”. Visto a recente discografia da banda, isso não deixaria de ser verdade. Mas Backspacer surpreende. Sério! O começo, com a energética “Gonna See My Friend” é sensacional! O single “The Fixer” funciona que é uma beleza. E faixas mais calmas como “The End” e “Just Breath” chegam a emocionar. Surpreenda-se você também!

U2 – NO LINE ON THE HORIZON

Está sendo alardeado por aí que o mais recente CD de Bono e cia é um fracasso de vendas. Mas quem é um verdadeiro sucesso de vendas hoje em dia, heim? Tudo bem, o primeiro single, “Get On Your Boots”, foi um erro do tamanho de “Beautiful Day” anos atrás. Mas faixas como “Magnificent” (que, como diz o título, é magnífica, e lembra o U2 dos anos 80), “I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight”, “White As Snow” e “Fez – Being Born” mais do que fazem valer o investimento no disquinho.

ARCTIC MONKEYS – HUMBUG

Para dar uma nova roupagem ao som, os rapazes de Sheffield chamaram Josh Homme, líder do Queens of The Stone Age, para produzir algumas faixas de Humbug. Bem, o resultado deixou um pouquinho a desejar, mas foi um passo importante para a banda. Como li por aí, o próximo disco deles promete. Mas faixas como ”Crying Lightning” (uma das que mais ouvi durante o ano), “My Propeller”, “Dangerous Animais” e a la Last Shadow Puppets “Cornestone” são do caralho!

ALICE IN CHAINS – BLACK GIVES WAY TO BLUE

Olha, nem dei muita bola quando anunciaram a volta do AIC, apesar da banda ser uma das minhas favoritas ever. Sei lá, mas parecia que a última coisa que precisávamos era desse retorno. Que bom que chupei legal. Alice in Chains ainda é foda! Lá em cima falei que faltou um grande disco do começo ao fim em 2009. Bem, Black Gives Way to Blue é a exceção que confirma a regra. “All Secrets Known”, “Check My Brain”, “Last of My Kind”, “Your Decision”, “Lesson Learned”, “Private Hell”, “Black Gives Way To Blue”, porra, o disco todo é ótimo. Nem o Elton John conseguiu estragar…


OUTROS BONS DISCOS DO ANO:

LA ROUX – IDEM

THE CRIBS – IGNORE THE IGNORANT

PETE YORN & SCARLETT JOHANSSON – BREAK UP

KASABIAN – THE WEST RIDER PAUPER LUNATIC ASYLUM

GOD HELP THE GIRL – IDEM

HOWLING BELLS – RADIO WARS

MORRISSEY – YEARS OF REFUSAL

LILY ALLEN – IT´S NOT ME IT´S YOU

THE RIFLES – THE GREAT ESCAPE

THE PAINS OF BEING PURE AT HEART - IDEM


O QUE MAIS OUVI NA LAST FM EM 2009

BANDAS:

Oasis (647 vezes)

Pearl Jam (630 vezes)

Nirvana (508 vezes)

Manic Street Preachers (447 vezes)

Ramones (410 vezes)

The Beatles (339 vezes)

U2 (311 vezes)

Alice in Chains (306 vezes)

Pj Harvey (293 vezes)

Pixies (287 vezes)


MÚSICAS:

Oasis – I´m Outta Time (27 vezes)

Arctic Monkeys – Crying Lightning (27 vezes)

Kings of Leon – Use Somebody (24 vezes)

Pearl Jam – Even Flow (24 vezes)

Kings of Leon – Sex on Fire (24 vezes)

Oasis – The Shock of the Lightning (24 vezes)

Queens of the Stone Age – I Never Came (22 vezes)

Pearl Jam – Jeremy (19 vezes)

Rooney – Here Today, Gone Tomorrow (19 vezes)

Rooney – I´m a Terrible Person (18 vezes)

quarta-feira, abril 15, 2009

U2 - NO LINE ON THE HORIZON

(texto extraído da Rolling Stone #30, março de 2008; texto de Rodrigo Salem)

Turbilhão de referências
U2 segue as velhas pistas, mas não anda em círculos e navega em mar sereno


Bono, quando não está em busca de beatificação, é um marqueteiro de primeira. Quando declarou “Se esse não for nosso melhor álbum, seremos irrelevantes” poucos dias antes de o novo CD vazar para o mundo, o vocalista do U2 não somente desafiou seus depredadores, ele vendeu a idéia que a própria música não pode perder sua relevância, precisa se reinventar. O 11º álbum de estúdio dos irlandeses pode não tornar a música relevante em termos de eventos, mas coloca o grupo outra vez em um patamar que poucos grupos conseguem alcançar hoje em dia. A mudança radical prometida nos moldes de Achtung Baby e Zooropa não existe. O álbum é uma nova criatura formada por 33 anos de U2 e inquietude. “No Line on the Horizon”, faixa de abertura, brinca com a base de guitarras de “The Fly” com o vocal rejuvenescido da época de The Unforgettable Fire. “Magnificent” talvez seja a canção mais U2 da fase recente da banda, remetendo a War (Bono gritando “Magnificent” não ficaria estranho com uma bandeira branca do lado) e a influência de White Stripes nos segundos iniciais. Alguns podem se surpreender com “Moment of Surrender”, mas ela é a evolução natural do projeto Passengers, feito com Brian Eno – produtor de No Line on the Horizon, ao lado de Daniel Lanois e Steve Lillywhite – e de “In a Little While”, soul de All That You Can’t Leave Behind. Ironicamente, não há hits fáceis aqui. “I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight”, que vê Bono brincando de Justin Timberlake, é uma séria candidata a substituir o electro-rock energético de “Get on Your Boots”, mas grande parte da obra é de uma delicadeza e paciência exemplares, como a linda “White as Snow”, sobre um soldado morrendo no Afeganistão, e “Fez – Being Born”, que parece o disco Pop encontrando a trilha sonora de Clube da Luta pelos Dust Brothers. Referências antigas para algo incrivelmente novo? Não foi o próprio Bono que cantou “todo artista é um canibal”?

segunda-feira, março 09, 2009

MUSIC NEWS

::Interpol começa a trabalhar no quarto álbum - Numa mensagem no site oficial da banda, os integrantes do grupo disseram que estão surpresos com o foco que eles têm demonstrado nos ensaios iniciais para o novo CD. "Sentimos-nos como uma nova banda (...). Raramente há uma intenção durante o processo. Apenas fazemos música. E sem entrar em muitos detalhes, as músicas soam vitais. É como se tivéssemos alcançado um estágio entre a nossa urgência e a nossa calmaria". Eles ainda prometeram manter os fãs por dentro do progresso de feitura do álbum.
::U2 anuncia as datas de sua turnê mundial - Chamada 360º, a nova turnê dos irlandeses do U2 para promover o recém-lançado No Line On The Horizon começa em 30 de junho, no estádio do Barcelona, o Nou Camp, depois segue por diversos outros países europeus. Em seguida eles rumam para a América do Norte (nada de América do Sul por enquanto). Bandas como Glasvegas, Elbow, Kaiser Chiefs, Snow Patrol e Black Eyed Peas abrirão as apresentações. O palco terá um design inovador de 360º, que permitirá uma visão sem obstruções por parte da audiência. Mais informações no site oficial da turnê: http://360.u2.com/
::Novo do Oasis grátis em jornal - Virá encartado na edição do próximo domingo (15 de março) do jornal inglês Sunday Times um CD com uma apresentação solo de Noel Gallagher no Royal Albert Hall. O disquinho trará 11 músicas, incluindo uma versão de "All You Need Is Love", dos Beatles (dã!) e também de "There Is A Light That Never Goes Out", clássico dos Smiths, além da participação de Paul Weller durante "The Butterfly Collector", música de sua antiga banda, The Jam (antiga do Weller, não do Gallagher). Se não for possível dar aquela caminhada até seu jornaleiro preferido de Londres, é só esperar um pouco que deve cair na rede.


Ao som de Cold Caller, álbum de estréia do Burning Pilot

sexta-feira, dezembro 19, 2008

DÁ PRA MIM!


Saiu já faz um tempinho a versão deluxe dos três primeiros álbuns do U2, respectivamente, Boy, October e War. Cada um deles, além de conter o disco original remasterizado pelo The Edge em pessoa, traz um CD extra com várias faixas bônus, incluindo músicas até agora inéditas em discos oficiais da banda de Bono e cia. Eu já tenho a versão de pobre desses três discos, mas quem quiser me presentear com a versão motherfucker, fique a vontade.



Já o Pearl Jam se adianta e não vai esperar que seu álbum de estréia, o excelente e parte do meu top 10 ever, Ten, complete 20 anos de lançamento em 2011. Os caras já anunciaram para 24 de março próximo a versão luxuosa do disco (mas já está em pré-venda). O mimo terá o CD remasterizado, um DVD com o Acústico MTV, um LP com o show Drop In The Park, réplica da fita demo com três músicas que serviram de entrada para Eddie Vedder na banda, um caderno de composições de Vedder, faixas bônus e mais. Compra para mim também, vai!

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

MUSIC NEWS

:: Arctic Monkeys (prêmios de melhor grupo e melhor álbum) e Foo Fighters (prêmios de melhor grupo e melhor álbum internacionais) são destaques do Brit Awards, premiação que também homenageou o ex-beatle Paul McCartney. Confira detalhes clicando aqui.

:: U2 trabalha no álbum sucessor de How to Dismantle an Atomic Bomb, de 2004. A produção da nova empreitada de Bono e cia está nas experientes mãos de Brian Eno e Daniel Lanois. E pode ser um CD duplo! Saiba mais aqui.

:: Essa é de morrer... de raiva. The Dark Side of the Moon, clássico incontestável do Pink Floyd, ganhou uma versão em ritmo de carimbó! Se tiver coragem, você pode baixar essa, hã, coisa, aqui. Confira a capa desse, coff coff, projeto aqui (não tenho coragem de reproduzi-la nesse espaço familiar).

quarta-feira, dezembro 19, 2007

LANÇAMENTOS EM DVD

Boas novidades no campo dos DVDs musicais para se auto-presentear no Natal:

NIRVANA - "Unplugged in New York"
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THE JIMI HENDRIX EXPERIENCE - "Live at Monterey"
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U2 - "Popmart - Live from Mexico City"
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OASIS - "Lord don't slow me down"
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Vejam os detalhes de cada um deles aqui. Não preciso dizer que comprarei com certeza o Acústico do Nirvana, certo?!