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sábado, janeiro 08, 2011

RÁPIDO & RASTEIRO

:: Tava vendo um episódio de Cowboy Beebop ontem e tinha umas citações do Pink Floyd, pra ser mais exato, do Dark Side e do The Wall. Massa! Aliás, o que tenho baixado de animê recentemente não está no gibi – ou no mangá, no caso. Devo ter pego uns 15 gigas só nas últimas 3 semanas. Depois eu arrumo tempo pra ver tudo isso.

:: Começa hoje os playoffs da NFL, o campeonato de futebol americano. O meu New England Patriots, com uma excelente campanha na fase regular, folga na primeira rodada, esperando de camarote seu próximo adversário. Tom Brady, o marido da Gisele Büdchen, é o quarterback da equipe e tem jogado pra caralho.

:: Oasis acabou, mas ainda dá o que falar. A última foi que Noel teria roubado músicas das últimas sessões do Oasis para usar em seu futuro disco solo, acusação do seu querido irmão, o Liam. Olha, ouvi a música da nova banda do Liam e dos demais remanescentes do Oasis, Beady Eye, e é um lixo, e agora ele, o Liam, tá querendo arrumar desculpas para seu inevitável fracasso. Enquanto isso, Noel tá na dele, pois sabe que tem bala na agulha para lançar um bom disco. Eu torço pro Noel, e você?!

:: O Foo Fighters acabou a gravação do seu novo disco, aquele já bem incensado por aqui, com participação do Krist Novoselic e produção de Butch Vig. O álbum está agora em processo de masterização e deve sair ainda neste semestre. Melhor CD de 2011? Provavelmente!

:: Fiz umas mudanças no texto sobre 2010, na parte dos gibis. Tinha umas bobagens lá, é o que dá escrever sem dar uma pesquisada antes. My bad!

:: Também entrei na modinha Facebook. Quem quiser pode me adicionar e trocar infos por lá, clique aqui para ver meu perfil.

sexta-feira, março 19, 2010

MUSIC NEWS

:: O Oasis pode ter acabado (buááááhhh!!!), mas Liam Gallagher continua com a língua afiada. Olha só a última dele. Ele falou que U2 e Coldplay não tem estilo. De moda, vale salientar. "Eu posso reconhecer uma banda com estilo a milhas de distância. U2? De maneira nenhum você comprou essa jaqueta, heim, Bono? E o Coldplay tá nessa também." Não sei vocês, mas adoro esse lado fanfarrão dos Gallagher.

:: Uns se vão, outros voltam. Os Stone Temple Pilots se apresentaram nessa quinta-feira no Festival South By Southwest. E entre antigos sons, incluiram novas músicas. Ao tocá-las, o vocalista Scott Weiland declarou: "Elas são novas, mas você sente como se as tivesse escutado por 20 anos", numa alusão ao tempo de vida da banda, descontando o período que estiveram separados. O novo álbum está programado para sair em maio, e será o primeiro de estúdio dos caras desde 2001. Estou no mínimo curioso, os STP é uma das minhas bandas favoritas ever, e o segundo disco dos caras, Purple, é um clássico da minha discoteca. Ah, as inéditas que eles tocaram no show foram “Between the Lines", “Huckleberry Crumble” e “Hickory Dichotomy”.

:: Enquanto isso, a Universal Music anuncia um plano para lançar CDs a 10 doláres ou menos, como forma de, mais uma vez, tentar alavancar a venda de discos, em constante declínio nos últimos anos. Enquanto alguns acham o plano insuficiente e tarde demais, outros aprovam, já que o preço dos CDs ficaria próximo ao cobrado pelas lojas virtuais como iTunes pelo formato digital dos álbuns, fazendo com que o formato físico do disco se tornasse mais atraente. Apesar do meu lado saudosista odiar admitir, acho que é uma batalha perdida...

:: Editado: acabei de saber da morte de Alex Chilton. Chilton foi co-fundador e guitarrista do Big Star, uma das grandes bandas da história do rock, que influencia músicos até hoje, e que tem dois verdadeiros álbuns clássicos, #1 Record e Radio City, lançados anos depois em um único CD. Alex Chilton morreu de um inesperado ataque do coração em New Orleans, EUA. Tinha 59 anos.

quarta-feira, março 17, 2010

15 DISCOS ESSENCIAIS DOS ANOS 90

(texto extraído da revista Bizz Especial - A História do Rock)

PRIMAL SCREAM – SCREAMADELICA (1991)

Carne e espírito em comunhão. O Primal Scream se expande pelas pistas de dança pregando o nirvana segundo Timothy Leary. Via rock, psicodelia, dance, gospel, r&b, ecstasy, Bobby Gillespie prestou um serviço ao pop ao abrir uma fresta para que todos vissem o que se passava nas baladas que nunca terminavam – e Smiley virou o paz & amor de uma nova geração.

NIRVANA – NEVERMIND (1991)

O problema de discos feitos para projetar uma banda é que, às vezes, eles realmente a projetam. Mas nem a gravadora nem o trio de Seattle poderiam supor o quão maior que o REM (a referência indie em majors) o Nirvana se tornaria. Pra lá de merecido: Nevermind tem aquele quê de revolução, ingenuidade e apelo popular que marcou todos os grandes discos do rock.

PEARL JAM – TEN (1991)

O grunge para as massas. Com Ten o Pearl Jam recauchutou a sonoridade do Led Zeppelin inserindo solos com a impressão digital de Jimi Hendrix. Um festival de hits que incluía da épica “Black” à viajandona “Oceans”. Sofredor, poeta incompreendido e vítima da sociedade, Eddie Vedder, seu vocalista, personificava como ninguém o Jim Morrison da geração Seattle.

U2 – ACHTUNG BABY (1991)

Na contramão de seus últimos álbuns “americanos”, neste o U2 voltou seu satélite novamente para a Europa. Se isolou em Berlim, no mesmo estúdio em que Bowie fez história na década de 70, e teceu texturas e sonoridades redefinindo a música nos anos 90. Moderno, brilhante e pretensioso. Mais de uma década depois de nascer, o U2 continuava a apontar na direção do futuro.

RED HOT CHILI PEPPERS – BLOOD SUGAR SEX MAGIK (1991)

Montado na corcunda do monstro em que se transformou este álbum duplo, é difícil lembrar como a banda chegou até ele: por uma serra cheia de curvas e descidas, em frangalhos, com overdoses, fracassos e mortes na carteira. Ao expressar as dores por trás da putaria (“Under the Bridge”), o grupo avançou do tempo em que só usava meias. Mas o sexo ainda aparece firme em “Give It Away”.

METALLICA – METALLICA (1991)

Quando o Metallica fechou a trilogia sagrada dos anos 80 (Kill´Em All, Ride The Lightning e Master of Puppets), pairava no ar a sensação de que a banda não tinha mais nada a provar no reino metal. Ledo engano. Metallica elevou-os à condição de reis. Com um pezinho no pop – para desespero dos fãs “roots”-, o mundo começava a sentir o gostinho daquela sonoridade mais cortante que a espada de Conan.

FAITH NO MORE – ANGEL DUST (1992)

Todo mundo esperava algo ainda mais pop e grundento do que The Real Thing para lançar o FNM aos píncaros da glória... Bem, quem mandou esperar? A banda veio com um monstro de três cabeças com geleca verde escorrendo pela boca. Angel Dust foi uma rasteira histórica no óbvio, um dos discos mais bizarros e inventivos do rock pesado de todos os tempos. O nu-metal deve as cuecas a esse marco.

REM – AUTOMATIC FOR THE PEOPLE (1992)

Mais do que um belíssimo registro, Automatic... é a prova de como se chegar ao topo mantendo sua carreira imaculada dez anos após seu primeiro trabalho. Escalado o degrau do underground para o mainstream, neste álbum – carregado de letras introspectivas – , a banda realizou uma coletânea de canções acústicas deslumbrantes, resultando no seu disco mais aclamado.

BLUR – PARKLIFE (1994)

As duas torres do britpop – versão anos 90 – atendem pelos nomes de Oasis e Blur. Com Parklife, a banda de Damon Albarn apresentou sua gama de influências formatadas em 16 canções de puro bom gosto e brilhantismo. Fundido psicodelismo, disco, punk e rock inglês, a porção intelectual/cabeça do gênero mostrou aos garotos de rua do Oasis que música boa também se faz desse jeito.

OASIS – (WHAT´S THE STORY) MORNING GLORY? (1995)

A responsa de marcar mais um golaço em seu segundo álbum retraiu a banda de Manchester, que amava os Beatles e os discos-solos dos Beatles. As guitarras em profusão de seu debute cederam espaço a violões e cordas, numa clara busca de tabelar com o maior número de pessoas – especialmente os fãs americanos. “Wonderwall” foi o drible entre as pernas que o quinteto necessitava para estufar as redes no mundo todo.

SMASHING PUMPKINS – MELLON COLLIE AND THE INFINITE SADNESS (1995)

Entre a turma alternativa que chegou à divisão oficial nos anos 90, o grupo de Billy Corgan era o que menos tinha medo de mostrar o rabo pontudo do metal. Aqui, a ambição foi além do que a estética punk de seus pares permitia. Mas quando a indulgência parece sair do controle, como na orquestrada “Tonight, Tonight”, surge um rock básico como “1979” para lembrar que há mais gente ouvindo o disco.

BECK – ODELAY (1996)

O loser de mentira revela toda a capacidade de dragar referências estilísticas no segundo disco. Nunca o bizarro foi tão dançante e pop – Beck fez cair por terra o mito de que as pistas exigem o óbvio. As colagens são de fundir a cuca – os Dust Brothers ajudaram o pequeno gênio -, mas “Devil´s Haircut” e o rap velhaco “Where It´s At” correm pela espinha dorsal sem dificuldade.

RADIOHEAD – OK COMPUTER (1997)

Lançado no auge da fixação pela música eletrônica, Ok Computer foi a tábua de salvação dos que aguardavam o “próximo passo” do pop movido a guitarras depois do grunge. Ainda que, em momentos como “Subterranean Homesick Alien” ou “Electioneering”, o disco soe como um amálgama entre a inspiração humana e a crueldade robótica, totalmente criada à base da eletricidade.

PRODIGY – THE FAT OF THE LAND (1997)

Se o Prodigy traiu o movimento, isso é discutível. Mas foi com um formato de banda de rock (ainda que um integrante só dançasse de modo besta) que a música eletrônica pôde armar festivais para as massas. Questão estilística à parte, Fat of the Land é poderoso, com refrões mortíferos, climas sombrios e “crescendos”. “Smack My Bitch Up”, “Breath”, “Firestarter”, “Serial Thrilla” – a fila de hits parece um best of.

CHEMICAL BROTHERS – DIG YOUR OWN HOLE (1997)
O baixo cavalar de “Block Rockin´ Beats” (remetendo direto a “Let There Be More Light”, do Pink Floyd) mata a charada que o single “Setting Sun” (clonada de “Tomorrow Never Knows”, dos Beatles) levantou. Os Chemicals eram eletrônica até o último (big beat, “batidão”, se dizia), mas, no fundo, não passavam de dois ripongos fazendo psicodelia para a geração raver.

sexta-feira, maio 08, 2009

SEMANA OASIS - PT 5

(texto extraído da BIZZ # 179, junho de 2000)

OASIS AO VIVO NO RADIO CITY MUSIC HALL (NY)

"Sentem suas bundas preguiçosas!" Foi com essa simpática frase que Liam Gallagher abriu o show do Oasis, na única data em Nova York de uma turnê de 18 apresentações em território americano. O público, que lotava o clássico Radio City Music Hall, pareceu nem ligar para a sentença proferida e urrava a cada grunhido no indefectível sotaque britânico do cantor. Afinal, quem gosta do Oasis já sabe da fama dos irmãos Gallagher. Brigas, drogas e provocações fazem parte do mito da banda desde o início dos anos 90, apesar de as polêmicas terem se intensificado nos último anos.
Quatro álbuns, milhões de cópias e muita confusão depois, o Oasis retorna aos EUA com a missão de divulgar seu atual filhote, o retrô Standing On The Shoulder Of Giants (batizado por Noel depois de uma noite de bebedeira num pub, após observar a moeda de duas libras, que tem algo semelhante escrito em sua face).
O show começa com "Go Let It Out", primeiro sucesso do disco. Um telão acima da banda projeta um filminho de 15 minutos com imagens de Nova York (gente, rua, prédios) que termina com uma foto de John Lennon no Central Park.
O filme será apresentado em todas as cidades dos Estados Unidos, mas, pelo fato de estarem em Nova York, a platéia delirou. Breve comentário: em rápido passeio pelo Radio City (pois os seguranças do local, além de não permitirem movimentos mais bruscos, cerveja e drogas, proíbem que você saia da cadeira, a não ser que seja para ir ao banheiro), notei que o público era composto majoritariamente por homens barrigudos, com um estra-nhíssimo detalhe: trajando camisa de gola alta e jaqueta de couro!
Daí para frente, foi aquele esquema de música nova, música antiga, música nova, música antiga... Os dois novos membros da banda, Gem Archer e Andy Bell (que entraram no lugar de Paul Arthus e Paul McGuigan) não olharam para a platéia. Noel até ensaiou algum carisma e se divertiu sacaneando os jornalistas presentes quando avisou, no bis, que iria cantar uma música de Neil Young. "Atenção, jornalistas de bloco na mão, podem anotar, vou cantar agora um clássico de Neil Young". Quando a música chegou ao fim, mandou: "Para os que não sabem, o nome é ‘Hey, Hey, My, My’". Nessa altura do campeonato, escondi meu caderninho...
Após Neil Young... Beatles, é claro! Noel doa a alma em sua interpretação de "Helter Skelter" e o público aplaude. Liam (que esteve ausente enquanto Noel cantava, como de praxe) volta e encerra o show cantando "Toniiiiiight/ I’m a rock’n’roll staaar"... É, pode até ser - e foi com essa impressão que a platéia saiu de lá. Entretanto, a mídia e as vendagens americanas não endossam esse refrão. Mas quem se importava com isso naquela noite?

quinta-feira, maio 07, 2009

SEMANA OASIS - PT 4

(texto extraído da BIZZ # 175, fevereiro de 2000; texto de Luciano Vianna & Valéria Rossi)


OASIS - STANDING ON THE SHOULDER OF GIANTS

Quando as primeiras informações sobre o novo disco do Oasis surgiram na imprensa britânica, muito se especulava sobre a qualidade do álbum, ainda mais depois de Noel Gallagher anunciar que o novo disco teria o pouco promissor título Where Did It All Go Wrong? (onde foi que tudo deu errado?). Encerradas as gravações, num intervalo de poucas semanas, o baixista Paul McGuigan e o guitarrista Paul Arthurs anunciaram a saída do grupo e alguns tablóides chegaram a divulgar que os músicos teriam jogado a toalha devido à baixa qualidade do novo material.
Os dois desertores foram prontamente substituídos respectivamente por Andy Bell (ex-Ride e Hurricane # 1) e Gem (ex-Heavy Stereo) e o "novo" Oasis mudou o nome do disco, mostrando que absolutamente nada deu errado. Pesado como Definitely Maybe, com uma riqueza melódica impressionante, como (What’s The Story) Morning Glory?, mas sem abandonar as experimentações psicodélicas que marcaram Be Here Now, este CD atesta a maturidade dos irmãos Gallagher, que, ajudados pelo competente produtor Mark Stent, tiveram a liberdade e o tempo para concretizar todas as suas idéias em dez enxutas músicas.
Com o título tirado da frase do físico Isaac Newton cunhada na moeda de 2 libras, Standing On The Shoulder Of Giants é um álbum em que Noel não tem vergonha de mostrar a raiz de suas principais influências, sejam elas Beatles, Led Zeppelin e Pink Floyd, ou Chemical Brothers e Goldie. "Fuckin’ In The Bushes", a faixa de abertura, é a que melhor sintetiza tudo isso, misturando um loop de bateria eletrônica com samplers tirados de um filme sobre o festival na Ilha de Wight, de 1970, num caldeirão sonoro coberto de guitarras e sintetizadores. "Go Let It Out" é o primeiro single. Com melodia pegajosa, tem tudo para se transformar num grande hit.
Mas o disco ainda guarda outras surpresas. Uma delas é a primeira composição de Liam, "Little James", uma balada lennoniana em homenagem ao enteado (filho da mulher, a atriz Patsy Kensit, com Jim Kerr, do Simple Minds). Se Liam compõe, Noel solta a voz em "Where Did It All Go Wrong?" e "Sunday Monday Call". A banda também mostra seu lado punk em "Gas Panic!" e a faceta rock em "Put Your Money Where Yer Mouth Is". É um disco que terá lugar cativo no coração dos fãs do Oasis.

terça-feira, maio 05, 2009

SEMANA OASIS - PT 3

LÍNGUA SOLTA

Algumas frases célebres dos irmãos Gallagher:
::"John Lennon tinha um problema: ele achava que era Deus. O meu problema? Eu acho que sou John Lennon" - Noel Gallagher
::"Não ligo se alguém diz que não gosta do meu jeito de cantar. Só escuto isso de gente burra e chata" -
Liam Gallagher
::"Tomar drogas para escrever canções melhores é uma estupidez. Minhas canções já são muito boas. Tomo drogas porque gosto" - Noel Gallagher
::"O Oasis é incapaz de fazer um show ruim. Para o público, o show sempre será bom, porque ver a gente de perto é a coisa mais importante na vida deles" - Liam Gallagher
::"Nunca tive a pretensão de escrever as melhores canções de rock da história. Foi uma coisa que acabou acontecendo." - Noel Gallagher
::"Compare nossos Cd's com os dois primeiros álbuns de todas as bandas de rock. Não sobra ninguém, talvez só os Beatles" -
Noel Gallagher
::"Minhas brigas com Liam são puro marketing, na verdade somos grandes amigos" -
Noel Gallagher
::"Meu irmão se preocupa muito com estas besteiras de passagem de som. Eu sou perfeito no palco, não preciso disso" -
Liam Gallagher
::"Tá perguntando se eu sou feliz? Olha, tenho 87 milhões de libras no banco, um Rolls Royce, 3 fãs me perseguindo, vou entrar na diretoria do Manchester City, faço parte da maior banda do mundo. Estou feliz? Não, eu quero mais!!!" -
Noel Gallagher
::"Nós não somos arrogantes, nós só achamos que somos a melhor banda do mundo" -
Noel Gallagher
::“Esse cara de uma banda chega pra mim e diz: ‘Cara, eu odiaria ser você agora. você não tem nenhuma privacidade’ e eu pensei: ‘Claro, eu tenho um Rolls Royce, um milhão de dólares no banco, uma puta mansão e meu próprio jet e você pensa que sentiria tristeza por mim? O que é você? Eu odiaria ser você, quebrado e vivendo de caridade’" -
Noel Gallagher
::“Eles chegaram a um nível em que começaram a se preocupar com o meio ambiente. Isso é para os governantes do mundo se preocupar. Nós precisamos nos concentrar em fazer sexo com mulheres, usar drogas, óculos escuros e sermos cool. Esqueça o urso polar.” -
Noel Gallagher sobre U2 e Coldplay
::“Existem Elvis e eu. Não poderia dizer qual dos dois é o melhor.” - Liam Gallagher

segunda-feira, maio 04, 2009

SEMANA OASIS - PT 2

(texto extraído da BIZZ # 145, agosto 1997)

BE HERE NOW, FAIXA A FAIXA

::"D’You Know What I Mean" - O single, com sample de NWA, peso zeppeliniano, guitarras gravadas ao contrário, mais de sete minutos. Vocais com "yeah, yeah, yeah" rodando ao contrário.
::"My Big Mouth" - Refrão repetido em ecos, um riff musculoso e a tradicional muralha de guitarras que range até o final. Trecho: "Todo mundo sabe que ninguém está dizendo nada".
::"Magic Pie" - Power balada cheia de harmonias beatles, a única faixa do disco cantada por Noel. Termina tragada por efeitos sonoros alienígenas, com uma fungada e um "oh".
::"Stand By Me" - Balada épica na melhor tradição de "Wonderwall", um dos grandes destaques do disco e hit certeiro. "Existe algo que eu nunca pude te dar/ Meu coração nunca será um lar".
::"I Hope, I Think, I Know" - Rock com mais peso, a voz de Liam soterrada por guitarras: "Fazem tudo para me botar no meu lugar, mas o futuro é meu e essa é a sua desgraça".
::"The Girl In The Dirty Shirt" - Melodia escandalosamente beatle, com um piano que dá mais pinta ainda. A letra fala de um incidente do começo do namoro entre Noel e Meg: ele entrou no quarto dela e a viu passando roupa. Naquela mesma noite, dedicou o show à "garota com a camisa suja".
::"Fade In-Out" - Começa com uma tossida, tem Johnny Depp tocando slide guitar (gravada ao contrário), um grito de porco morrendo e, depois de uma longa primeira parte, é inundada por uma sonzeira indiana. Referência beatle: "Entre no helter skelter, pise no fogo, você tem de ser durão o suficiente para derrotar os bravos".
::"Don’t Go Away" - Balada matadora, cheia de cordas, dentro de um formato mais pop.
::"Be Here Now" - Rock pesado com a cozinha fortíssima, um arrastão hipnótico.
::"All Around The World" - Uma espécie de "Champagne Supernova 2", esta power balada estava na gaveta de Noel há cinco anos. Tem orquestração à George Martin (32 músicos, 11 minutos de duração e brincadeiras com efeitos vocais).
::"It’s Getting Better (Man!!)" - Riff marcante na guitarra, Liam afundado na mixagem e muita euforia.

domingo, maio 03, 2009

SEMANA OASIS - PT 1

(texto extraído da BIZZ # 160, novembro de 1998; autoria de Carlos Eduardo Oliveira)

OASIS - THE MASTERPLAN
Coletânea de lados B surpreende pela qualidade

Esqueça o enjoativo Be Here Now: o Oasis reaperece muito melhor em The Masterplan. É um disco com o dedo dos fãs, que escolheram o repertório via Internet. A partir da abertura faiscante com "Aquiesce", o que aparentemente seria mais um repetitivo balaio de sobras obscuras e lados B desprestigiados virou um Frankenstein do bem - é desde já um dos melhores trabalhos do grupo inglês. Como o título ("o plano de mestre") sugere, parece desenhar um todo: primeiro, descarta obviedades (os eflúvios de Lennon & MacCartney se fazem bem menos perceptíveis), através de uma vitamínica variação de climas e ritmos; depois, revela um Noel Gallagher mais reflexivo, que parece ter guardado seus escritos mais pessoais sobre solidão e idade ("sou mais velho do que gostaria", lamenta em "Rockin’ Chair") para depois da farra. Por último, mostra ele e o brother Liam revezando-se igualmente nos vocais. Poucas vezes o Oasis ecoou tão pesado, "sujo" e exercitando microfonias como em "Fade Away", "Swamp Song" - esta ao vivo, assim como "I’m The Walrus", dos Beatles -, "It’s Good (To Be Free)" e "Headshriver". Baladas arrasa-quarteirão do calibre de "Talk Tonight" e "Going Nowhere" (com belo arranjo de cordas) deixam no chinelo qualquer similar anterior. Com tão redentora e saudável volta à garagem, dá até pra perdoar os shows meia-boca que o quinteto costuma fazer.

segunda-feira, março 09, 2009

MUSIC NEWS

::Interpol começa a trabalhar no quarto álbum - Numa mensagem no site oficial da banda, os integrantes do grupo disseram que estão surpresos com o foco que eles têm demonstrado nos ensaios iniciais para o novo CD. "Sentimos-nos como uma nova banda (...). Raramente há uma intenção durante o processo. Apenas fazemos música. E sem entrar em muitos detalhes, as músicas soam vitais. É como se tivéssemos alcançado um estágio entre a nossa urgência e a nossa calmaria". Eles ainda prometeram manter os fãs por dentro do progresso de feitura do álbum.
::U2 anuncia as datas de sua turnê mundial - Chamada 360º, a nova turnê dos irlandeses do U2 para promover o recém-lançado No Line On The Horizon começa em 30 de junho, no estádio do Barcelona, o Nou Camp, depois segue por diversos outros países europeus. Em seguida eles rumam para a América do Norte (nada de América do Sul por enquanto). Bandas como Glasvegas, Elbow, Kaiser Chiefs, Snow Patrol e Black Eyed Peas abrirão as apresentações. O palco terá um design inovador de 360º, que permitirá uma visão sem obstruções por parte da audiência. Mais informações no site oficial da turnê: http://360.u2.com/
::Novo do Oasis grátis em jornal - Virá encartado na edição do próximo domingo (15 de março) do jornal inglês Sunday Times um CD com uma apresentação solo de Noel Gallagher no Royal Albert Hall. O disquinho trará 11 músicas, incluindo uma versão de "All You Need Is Love", dos Beatles (dã!) e também de "There Is A Light That Never Goes Out", clássico dos Smiths, além da participação de Paul Weller durante "The Butterfly Collector", música de sua antiga banda, The Jam (antiga do Weller, não do Gallagher). Se não for possível dar aquela caminhada até seu jornaleiro preferido de Londres, é só esperar um pouco que deve cair na rede.


Ao som de Cold Caller, álbum de estréia do Burning Pilot

segunda-feira, março 02, 2009

MUSIC NEWS

:: Oasis banido da China – O governo chinês proibiu os shows que o Oasis faria em Pequim e Xangai após tomarem conhecimento que Noel Gallagher, guitarrista e principal compositor da banda, tinha participado de um concerto que promovia a liberdade do Tibet em Nova York em 1997. Talvez o governo comunista tema algo parecido com um incidente no ano passado, quando Bjork gritou “Free Tibet!” durante sua apresentação em Xangai. As coisas mudam e parece permanecer tudo a mesma coisa...

:: Prodigy em 1º – Eles já não chocam como antes, mas continuam vendendo bem. O novo rebento dos caras, Invaders Must Die, chegou ao topo da parada britânica de álbuns, desbancando Only By The Night, do Kings Of Leon. É a quinta vez consecutiva que Keith Flint e Cia alcançam esse posto. Music For The Jilted Generation, The Fat Of The Land, Always Outnumbered Never Outgunned e Their Law também chegaram ao topo das paradas.

:: Woodstock 2009 – Este ano estamos comemorando 40 anos do festival de Woodstock, o original. Para celebrar a data, começam especulações que teremos uma nova edição este ano. Segundo o promotor Michael Lang, o festival em sua versão 09 aconteceria em 15 e 16 de agosto, mesma data do evento original, em Nova York. Também teríamos shows em Berlim, nos dias 22 e 23 do mesmo mês. Por enquanto o site oficial estampa um “under construction” (em construção) na sua página inicial. Nenhuma banda ainda foi confirmada. Há 10 anos tivemos uma edição de Woodstock que foi mais lembrada pelo público que deu uma banana ao “três dias de paz e amor” e deixou um rastro de violência, saques e chamas, do que pelos shows em si.

Ao som de PJ Harvey e seu álbum Uh Huh Her, de 2004

quarta-feira, dezembro 19, 2007

LANÇAMENTOS EM DVD

Boas novidades no campo dos DVDs musicais para se auto-presentear no Natal:

NIRVANA - "Unplugged in New York"
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THE JIMI HENDRIX EXPERIENCE - "Live at Monterey"
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U2 - "Popmart - Live from Mexico City"
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OASIS - "Lord don't slow me down"
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Vejam os detalhes de cada um deles aqui. Não preciso dizer que comprarei com certeza o Acústico do Nirvana, certo?!

sábado, outubro 20, 2007

20 DISCOS QUE MUDARAM O MUNDO pt.11

(texto extraído da revista ZERO nº 8)

OASIS
DEFINITELY MAYBE
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Lançamento: 30 de agosto de 1994
Nas paradas: nº 58 no Top 200 da Billboard
Algumas influências: The Beatles, The Stone Roses, The Who, Slade e os Hooligans
Alguns influenciados: Travis, Embrace, Stereophonics, Animalhouse, Cast, Lowgold, No Waysis


O britpop começou aqui. Antes que você vá correndo pro computador para mandar às favas a Zero, deixe-nos explicar. Estamos falando do britpop anos 90, aquele que teve início com o The La’s, que ganhou o mundo com o Oasis e o Blur e que definha há alguns anos.
O primeiro álbum dos irmãos Gallagher foi o estopim do movimento. Dois anos antes, Noel nem fazia parte da banda. Preferia ter um emprego estável como roadie do grupo Inspiral Carpets. Allan McGee (dono da gravadora Creation), depois de perder o trem para Glasgow, assistiu a um show dos rapazes e os contratou imediatamente.
Definitely Maybe foi antecedido pelos singles “Supersonic”, “Shakemaker” e “Live Forever”. Todos fizeram bonito nas paradas britânicas, sendo o último o primeiro a entrar no Top 10.
Definitely Maybe se tornou o álbum de estréia vendido mais rapidamente na história britânica. Os ingressos dos shows do quarteto eram disputados a tapa. Com cara de “greatest hits”, o disco chega ao primeiro lugar na Inglaterra. O carma com os Beatles começou a povoar o mundo de Noel e Liam a partir deste trabalho: “Supersonic” cita “Yellow Submarine”. A capa do single “Live Forever” escancara uma foto da casa onde John Lennon viveu sua infância, em Liverpool. Enfim, nasciam os novos Beatles. NOT.

Efeitos no Brasil: O cenário independente brasileiro não parava de inflar e com ele muitas bandas que pintavam regadas a molho inglês. O Oasis só estimulou mais e mais a cena, demonstrando mais uma vez que uma banda originada em um selo menor poderia alcançar o grande público.
Enquanto isso...: Morre Kurt Cobain, líder do Nirvana. O Festival de Woodstock ganha reedição. Fernando Henrique Cardoso é eleito presidente do Brasil. O piloto Ayrton Senna morre durante corrida no circuito de Ímola. O Brasil perde Tom Jobim. A seleção brasileira de futebol sagra-se tetracampeã nos EUA. Romário é o grande destaque da Copa. O Raimundos lança seu primeiro trabalho e alcança o respeitável número de 100 mil discos vendidos.

sábado, fevereiro 03, 2007

CD OU DOWNLOAD?

Comprar o CD oficial ou baixar tudo na Internet? Eis a grande questão que seria feita por Hamlet se a famosa estória de Shakespeare fosse transportada para os dias atuais. Confira o que alguns roqueiros da terra da rainha falaram sobre o assunto:
“CD? Como era mesmo que isso funcionava? Foi há tanto tempo...” (Thom Yorke, do Radiohead)

“Tenho minhas assistentes para baixar músicas. Se quero ouvir ‘Fly Like An Eagle’, dos Neville Brothers, aí chamo uma das minhas filhas e uns minutos depois ela me traz a música num desses aparelhinhos. Se eu compro CDs? Ora, eu sou o Keith Richards, nunca comprei um disco na vida. Eu entro em qualquer loja e eles dão.” (Keith Richards, dos Rolling Stones)

“Baixar músicas? Eu não tenho um computador, estou imune a essa merda.” (Noel Gallagher, do Oasis)

“Nunca baixei uma canção. Acho que deve até ser legal, mas eu sou tradicional. Gosto de ir numa loja, de bater papo com o balconista adolescente mal remunerado que veste uma camisa velha do Oasis.” (Richard Ashcroft, ex-Verve e em carreira solo atualmente)

“Eu não baixo músicas, mas não sou contra. É que nunca tive e não vou ter um iPod. Fones de ouvido me lembram do meu trabalho, não uso fones fora do estúdio.” (Paul McCartney, do... como era mesmo o nome da banda onde ele tocava?!)

“Eu baixo músicas na Internet, não compro um CD há décadas. Bem, todo mundo sabe que sou um usuário assíduo da rede, não?” (Pete Townshend, do The Who)
E o que eu acho de tudo isso? Bem, sou como o Ashcroft, sou meio “das antigas”. Gosto do formato álbum, gosto de colocar a bolachinha (ou o bolachão, na época dos vinis) para tocar, pegar o encarte e ver as letras e tal, gosto do cheirinho de novo quando abrimos o pacote do disco. Mas sou apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco, não posso gastar muito com esse hobby. Lembro que quando meu pai comprou um aparelho de som com CD Player, lá por 1994, num período de um ano comprei mais de 100 CDs, e depois disso mantive uma média acima dos 50 discos anuais. Hoje se essa média chegar aos 15 é muito. Além de não ter muita grana, os CDs estão muito caros agora. Então baixo uma música aqui e ali, no limite que minha conexão discada permite. Ainda assim baixo pouco, até porque não estou muito animado com a situação que nós vivemos no mundo musical e prefiro ouvir meus discos antigos mesmo. Mas é certo que essa era de downloads veio para ficar, e não dá para ficar imune a isso, e fico meio entristecido sabendo que esse formato de uma banda se reunir em estúdio para gravar 10, 12, 14 músicas para um álbum está com os dias contados. Será que não teremos jamais um novo Sgt. Peppers, um novo Dark Side, um novo Pet Sounds, um novo Rocket To Russia, um novo Nevermind?!