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quarta-feira, janeiro 05, 2011

THE WRONG WAY

Já aconteceu com você de começar a curtir uma banda a partir de um disco errado? Começar a gostar do U2 com o All That You Can’t Leave Behind, conhecer o Black Sabbath com algo sem o Ozzy nos vocais, iniciar sua discografia do Bob Dylan com alguma bobagem que ele lançou nos anos 80, coisas assim...

Bem, comigo aconteceu com o Pink Floyd. O ano era 1994, eu era fã da dobradinha grunge/metal, e já procurava diversificar meu horizonte musical, principalmente porque minha banda favorita não existia mais – foi o ano da morte do Kurt Cobain. O Floyd era para mim, até então, a banda de “Another Brick in the Wall”, já na época um clichezão do rock dito clássico, e quando comecei a ouvir rock, uns dois anos antes disso, nem me passou pela cabeça conhecer os caras. E o rótulo de rock progressivo não era dos mais chamativos.

Então, estava eu um dia numa loja quando me deparo com o recém-lançado LP The Division Bell (só entrei para a era digital no final daquele ano). Como não encontrei mais nada de interessante, e levando em conta que quem iria pagar era meu pai mesmo, levei a bolachona. Vinil lindo de morrer, da cor azul, tenho até hoje, apesar de ter adquirido o CD pouco depois (e de também ter furtado o cassete original - coisas de adolescente).

Ouvi muito o velho vinil. É bem diferente dos clássicos da banda, é um disco, podemos dizer, de rock adulto. Os experimentalismos de outrora ficaram para trás e eles, já sem Roger Waters, claramente não desejavam reinventar a roda. Faixas como “What Do You Want From Me”, “Take it Back”, “Coming Back to Life”, “High Hopes” e “Wearing The Inside Out” – essa última com vocais do tecladista Richard Wright – eram ótimas para ouvir num fim de tarde/início de noite. Pode-se dizer que, se antes os discos do Pink Floyd serviam para fazer você viajar, The Division Bell foi feito para relaxar.

A crítica em sua maioria detestou, claro, e até a maior parte dos fãs da banda também. E quando eu descobri os demais trabalhos dos ingleses, percebi que o buraco era mais embaixo. Nada aqui chega aos pés de um The Piper at the Gates of Dawn, Meddle, The Dark Side of the Moon ou mesmo The Wall da clichê “Another Brick in the Wall”. Mas, passado tanto tempo, o disco ainda tem aquele valor sentimental, e vez ou outra me pego com vontade de voltar a ouvi-lo. Fora que, talvez, sem ele, não conheceria os demais discos da banda, ou ao menos demoraria mais para me tornar fã deles.

segunda-feira, abril 12, 2010

MUSIC NEWS

:: O Supergrass anunciou que está se separando. Num comunicado oficial da banda, disseram que ainda continuam amigos, mas que, com o decorrer dos anos, as diferenças musicais (sempre isso!) se acentuaram o suficiente para desejarem que cada um seguisse seu caminho. Apesar dos caras estarem trabalhando num novo álbum, não se sabe se ele será lançado ou não. Quatro shows de despedida já estão marcados, sendo três deles na Inglaterra e um em Paris. O Supergrass, considerado meio que o patinho feio do Britpop, durou 17 anos e lançou seis discos de estúdio. E até o meu cachorro conhece o megahit "Alright", da estreia I Should Coco. É, mais uma banda do glorioso anos 90 que se vai...

:: Para marcar os 30 anos do clássico The Wall, do Pink Floyd, Roger Waters, idealizador do disco, anunciou uma turnê comemorativa. Mais de 30 datas já estão confirmadas só em território americano, começando em setembro. The Wall está no top 5 dos discos mais vendidos de todos os tempos nos EUA, e traz músicas essenciais como "Confortably Numb", "Another Brick in the Wall Pt 2", "Mother", "Hey You" etc.

:: Numa eleição realizada pela BBC entre os internautas para eleger os melhores guitarristas dos últimos 30 anos, deu John Frusciante em primeiro lugar. O ex-Chili Peppers, e que também tem uma carreira solo prolífica, ficou com 13,9% dos votos, seguido de Slash (ex-Guns´N Roses) Matt Bellamy (Muse), Johnny Marr (ex-Smiths) e Tom Morello (ex-Rage Against the Machine). Confira a lista completa aqui.

:: Rest in Peace, Malcolm McLaren. Se bem que eu sempre fui mais fã do The Clash...

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

MUSIC NEWS - RAPIDINHAS

:: Os Strokes entraram em estúdio para gravar seu quarto álbum, que será sucessor do irregular First Impressions of Earth, de 2006 (como o tempo passa, heim?!). O produtor será Joe Chiccarelli, que tem em seu currículo trabalhos com U2, Bjork e Beck. Os caras estão devendo um disco tão bom quanto a estreia, Is This It...

:: O Them Crooked Vultures, projeto que envolve John Paul Jones (Led Zeppelin), Dave Grohl (Foo Fighters) e Josh Homme (Queens of the Stone Age) promete seu segundo álbum ainda para 2010. Segundo Jones, até o final do verão (lá no hemisfério norte) o disco deve sair. Enquanto isso eles tocam no Download Festival ao lado do AC/DC e do Stone Temple Pilots.

:: A versão do Flaming Lips para o clássico do Pink Floyd, Dark Side of the Moon, e que tem participações de Henry Rollins e Peaches (estou ouvindo no exato momento que escrevo essas linhas tortas; é muito louco!) seguirá para a estrada, mais precisamente no Bonnaroo Festival, em junho próximo. A banda já tocou o álbum na noite de ano novo em Oklahoma, e vai repetir a dose. Taí algo que gostaria de assistir...

domingo, setembro 21, 2008

RICHARD WRIGHT, *1943 +2008

Como todos já devem saber, Richard Wright, tecladista e um dos fundadores do Pink Floyd, morreu na última segunda-feira, vítima de câncer, aos 65 anos de idade. O S & D presta sua singela homenagem, postando um texto extraído da revista Rock In Especial Pink Floyd, que fala um pouco da carreira do músico, que ultimamente se dedicava mais a tocar com amigos. Rest in peace, Richard...

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O único londrino entre os integrantes do Pink Floyd nasceu a 28 de julho de 1943. O papel de Richard Wright no grupo sempre foi o de “terceiro homem”, “o quieto”, como George Harrison nos Beatles, John Paul Jones no Led Zeppelin e John Entwistle no Who. Nunca o talento dominante, mas alguém capaz de se desincumbir de suas funções com competência e até mesmo, eventualmente, sendo capaz de atingir momentos de brilho.
Ao contrário de outros mamutes da era progressiva, os teclados de Wright dificilmente soavam obstrutivos ou grandiloquentes. Mesmo após trocar seu Farfisa por um potente EM VC53, ele nunca abandonou o piano acústico (cheque o belo solo no miolo de “Wot’s...Uh! Deal” ou as passagens de “Us and Them”).
O novo sintetizador foi um instrumento crucial na definição sonora de The Dark Side of the Moon, particularmente em “On the Run” e “Brain Damage”, e mais ainda em Wish You Were Here, em especial nos efeitos de “Welcome to the Machine”.
Como compositor, Wright contribuía com uma ou duas músicas por álbum ou colaborava na arquitetura coletiva de obras laboriosas como “Echoes” ou “Time”. Dark Side assinala seu instante máximo no Pink Floyd: os teclados dividem espaço em pé de igualdade com a guitarra de Gilmour e cinco das dez faixas trazem sua assinatura.
A partir de Animals, Waters se instalou no comando e Wright começou a passar mais tempo em sua ilha grega. Acusado de não contribuir em nada (Waters deu pista em declarações que ele, na realidade, estaria “cheirando” demais) o tecladista foi demitido durante as gravações de The Wall, apesar de mais tarde participar dos shows.
A exceção de um inócuo álbum solo, nada se ouviria dele até Waters deixar o Pink Floyd. Wright telefonou a Gilmour pedindo para voltar e foi readmitido, mas como um assalariado recebendo 11 mil dólares por semana. Na excursão de 1987 e 88, Wright era apenas mais um em cena, tendo inclusive que dividir espaço com Jon Carin, outro tecladista.
Apesar do papel coadjuvante, é quase consenso entre antigos fãs que o Pink Floyd viveu seu melhor período enquanto Richard Wright participou criativamente.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

MUSIC NEWS

:: Arctic Monkeys (prêmios de melhor grupo e melhor álbum) e Foo Fighters (prêmios de melhor grupo e melhor álbum internacionais) são destaques do Brit Awards, premiação que também homenageou o ex-beatle Paul McCartney. Confira detalhes clicando aqui.

:: U2 trabalha no álbum sucessor de How to Dismantle an Atomic Bomb, de 2004. A produção da nova empreitada de Bono e cia está nas experientes mãos de Brian Eno e Daniel Lanois. E pode ser um CD duplo! Saiba mais aqui.

:: Essa é de morrer... de raiva. The Dark Side of the Moon, clássico incontestável do Pink Floyd, ganhou uma versão em ritmo de carimbó! Se tiver coragem, você pode baixar essa, hã, coisa, aqui. Confira a capa desse, coff coff, projeto aqui (não tenho coragem de reproduzi-la nesse espaço familiar).

sexta-feira, outubro 12, 2007

40 ANOS DE PSICODELIA - 1967, O ANO DA VIRADA DO ROCK

(texto de Paulo Cunha, Super Interessante, out./2007)

Há 40 anos, a contracultura viveu o seu auge. Em Nova York, os hippies tomaram as ruas marchando com flores nas mãos. Em São Francisco, doidões de LSD se encontravam para curtir a paz, o amor e o rock - estilo que deixava de ser mera diversão para tornar-se expressão artística e social. Em 1967, surgiu pelo menos uma dezena de discos que mudaram a música pop para sempre. O mais importante deles é Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, dos Beatles, disco que misturou o rock com sons hindus e orquestrais, coisas até então incompatíveis. Duas semanas depois do lançamento do disco dos Beatles, Jimi Hendrix mostrou, no Festival de Monterey, Califórnia, um novo jeito de tocar guitarra, em que abusava das microfonias e distorção. A platéia de Monterey ainda ficaria surpresa com Janis Joplin e sua voz rouca e sensual que nenhuma cantora branca havia mostrado até então. Unindo todas as bandas, estavam as drogas - sobretudo o LSD - e a vontade de viver tudo ao mesmo tempo. Até 1971, Jim Morrison, do The Doors, Janis e Hendrix já tinham morrido de overdose - os três com 27 anos.

SETE OBRAS-PRIMAS DE 1967:
::Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band - The Beatles
::Are You Experienced? - Jimi Hendrix
::The Velvet Underground & Nico - The Velvet Underground
::The Piper at the Gates of Dawn - Pink Floyd
::Big Brother & The Holding Company - Janis Joplin
::The Doors - The Doors
::The Who Sell Out - The Who

domingo, abril 08, 2007

CLÁSSICO E HISTÓRICO

O blog só volta mesmo com suas atividades normais depois do próximo domingo (dia 15), data da prova para o concurso do TRE da Paraíba, quando concorrerei com outros milhares de candidatos para uma das vagas de Técnico Judiciário. Eu apareci aqui só para dar uma dica de programa de tv. Isso aqui, ó:
Álbuns Clássicos – The Dark Side of The Moon: E o rock virou definitivamente história quando uma série se dedica aos álbuns clássicos de todos dos tempos. Para começar, nada melhor do que o título do Pink Floyd. No programa, as lendas que cercam o disco e entrevistas com músicos e produtores. The History Channel, 11/04, 22h00. (Fonte: Omelete)

sábado, fevereiro 10, 2007

NOTAS MUSICAIS

-Billy Corgan não desiste. Os Smashing Pumpkins voltaram a se reunir (quer dizer, Corgan e o baterista Jimmy Chamberlin; James Iha e D’Arcy, respectivamente guitarrista e baixista, não participam dessa nova encarnação da banda). Desde o ano passado os caras estão em estúdio, onde gravaram o álbum Zeitgeist, que tem previsão de lançamento para 7 de julho próximo. Na boa, a fonte de Corgan secou faz tempo. O Zwan, seu projeto após o final dos Pumpkins, parecia uma xerox mal feita de sua antiga banda, e ninguém ouviu seu disco solo. E sendo um pouco mais exigente, ele deveria ter pendurado as botas (ou o microfone e a guitarra) depois de Mellon Collie And The Infinite Sadness, talvez o melhor álbum duplo da história do rock.

-Os lendários da seminal banda protopunk, The Stooges, anunciaram que farão uma turnê para divulgar seu primeiro disco de estúdio em mais de 30 anos, The Weirdness, que deve sair em 20 de março. Nas datas anunciadas até agora estão incluídas grandes cidades americanas, como Nova York, Seattle e São Francisco, e festivais pela Europa. Por enquanto nada de Brasil, que pôde ver os caras em 2005.

-Quem também está voltando é o Dinosaur Jr, um dos grandes representantes da cena alternativa americana entre os anos 80 e 90, e que ganhou um pouco mais de visibilidade com a ascensão do grunge. A formação original (J Mascis, Lou Barlow e Murph) se reuniu depois de 18 anos para gravar o CD Beyond, com lançamento marcado para o final de abril. As músicas que farão parte do disco são:
'Almost Ready'
'Crumble'
'Pick Me Up'
'Back To Your Heart'
'This Is All I Came To Do'
'Been There All The Time'
'It's Me'
'We're Not Alone'
'I Got Lost'
'Lightning Bulb'
'What If I Knew'
-Não fui o único a se surpreender com o Prince tocando “Best of You”, do Foo Fighters no Superbowl (sim, eu também curto futebol americano). Os próprios integrantes do Foo não esperavam por isso. O baterista Taylor Hawkins falou o seguinte: “Cara, não tenho a mínima idéia por que ele fez aquilo, mas adoraria saber. Quer dizer, passou pela minha cabeça que o Prince queria dizer um “foda-se” para gente, ou talvez ele realmente goste da música”. Lembrando que o FF já fez uma cover do Prince, “Darling Nikki”, que acabou entrando num lado b de um single.

-Lembram que falei há um tempo que o programa do Jools Holland passaria pela HBO Plus? Pois bem, sabem quem se apresentou por lá ontem? A Nação Zumbi! Isso mesmo, tocaram duas músicas e ainda assistiram, in loco, David Gilmour, do Pink Floyd, apresentando seu trabalho solo, e também executando, ao lado do tecladista Richard Wright, “Arnold Layne”, música dos primórdios do Floyd. Quem perdeu tem reprise nessa segunda à noite. Na próxima sexta não tem Jools Holland, mas tem um especial com Primal Scream e Killers tocando ao vivo. Fica a recomendação. Outro bom programa é o documentário Heavy - A História do Metal, da VH1 (a propósito, esse canal tá matando a pau, ótima programação). Quinta-feira passada foi exibida a primeira parte, destacando os primórdios do estilo, com Black Sabbath e Led Zeppelin, cobrindo até o final da década de 70, com o enfraquecimento do metal devido ao movimento punk, que ditava as modas. Próxima quinta tem a segunda parte, que deve destacar a New Wave Of British Heavy Metal, que teve como principal representante o Iron Maiden. Aliás, Bruce Dickinson, nos depoimentos, está a cara do falecido Caçador de Crocodilos. Que roupinha é aquela?!

-Para terminar que tal uma foto da nossa querida Lily Allen, que tem ouvido muito Klaxons, The Bird and the Bee e Adele (não, eu não conheço esses dois últimos)? Ela não é uma gracinha?! E ainda tem boca suja (com um belo sotaque inglês)! Perfeita!!!
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