sexta-feira, outubro 12, 2007

40 ANOS DE PSICODELIA - 1967, O ANO DA VIRADA DO ROCK

(texto de Paulo Cunha, Super Interessante, out./2007)

Há 40 anos, a contracultura viveu o seu auge. Em Nova York, os hippies tomaram as ruas marchando com flores nas mãos. Em São Francisco, doidões de LSD se encontravam para curtir a paz, o amor e o rock - estilo que deixava de ser mera diversão para tornar-se expressão artística e social. Em 1967, surgiu pelo menos uma dezena de discos que mudaram a música pop para sempre. O mais importante deles é Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, dos Beatles, disco que misturou o rock com sons hindus e orquestrais, coisas até então incompatíveis. Duas semanas depois do lançamento do disco dos Beatles, Jimi Hendrix mostrou, no Festival de Monterey, Califórnia, um novo jeito de tocar guitarra, em que abusava das microfonias e distorção. A platéia de Monterey ainda ficaria surpresa com Janis Joplin e sua voz rouca e sensual que nenhuma cantora branca havia mostrado até então. Unindo todas as bandas, estavam as drogas - sobretudo o LSD - e a vontade de viver tudo ao mesmo tempo. Até 1971, Jim Morrison, do The Doors, Janis e Hendrix já tinham morrido de overdose - os três com 27 anos.

SETE OBRAS-PRIMAS DE 1967:
::Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band - The Beatles
::Are You Experienced? - Jimi Hendrix
::The Velvet Underground & Nico - The Velvet Underground
::The Piper at the Gates of Dawn - Pink Floyd
::Big Brother & The Holding Company - Janis Joplin
::The Doors - The Doors
::The Who Sell Out - The Who

terça-feira, outubro 09, 2007

MARVEL APRESENTA #31 - AS INCRÍVEIS AVENTURAS DE STAN LEE

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Não coleciono a Marvel Apresenta. Tenho só duas edições na minha coleção, e a mais recente era aquela estrelada pelo Coisa, com roteiro de Geoff Johns e arte de Scott Kolins (foi a primeira em formato americano, no longínquo mês de agosto de 2003). Mas com tantos reviews favoráveis, não poderia deixar passar esse número 31. E não me arrependi.
Com 116 páginas, a revista traz o encontro de Stan Lee com algumas de suas criações: Doutor Destino, Homem-Aranha, Doutor Estranho, Surfista Prateado e o Coisa. Em cada um desses encontros (que corresponde à uma edição nos EUA) temos uma história escrita pelo próprio Stan Lee, outra escrita por uma estrela atual da Casa das Idéias (Brian Michael Bendis, Joss Whedon e outros) e uma última curtinha no estilo “tirinha de jornal”. Todas elas estreladas pelo Stan, claro. E bem humoradas.
O Doutor Destino tenta tirar satisfações com seu criador, por não gostar de como é retratado nos gibis. Tiram um sarro com o outro Doutor (o Estranho), que vende merchandising (há uma camisa com a escrita “Meu pai foi ao domínio das trevas e tudo que ganhei foi esta camiseta idiota”) e cobra pelos seus encantamentos para pagar suas contas. O Homem-Aranha, querendo deixar essa vida de super-herói, o procura atrás de conselhos. Numa convenção interdimensional de quadrinhos, diferentes versões de um tal Steve comparam as grandes sagas da Marvel em cada dimensão (o bordão em uma versão alternativa do Aranha é “com grandes poderes vêm gatas muito safadas e grana da luta livre”). O velhinho acaba se metendo numa batalha entre o Coisa e uma quadrilha de ladrões etc. Todas acima da média.
Mas a melhor mesmo é a escrita pelo Bendis, que traz um personagem sumido, o Homem Impossível, que não gosta muito do que vê no Universo Marvel atual. Guerra civil entre os heróis? Feiticeira Escarlate louca e assassina? Novos Vingadores? E com o Wolverine na formação? Como assim?! Até o Stan aparecer e lhe convencer que as mudanças podem ser boas.
Essencial para qualquer um que se diz fã dos quadrinhos de heróis, principalmente das criações fantásticas do Stan Lee. Desde já uma das leituras mais agradáveis do ano.

sábado, setembro 29, 2007

20 DISCOS QUE MUDARAM O MUNDO pt.10

(texto extraído da revista ZERO nº 8)


PUBLIC ENEMY
IT TAKES A NATION OF MILLIONS TO HOLD US BACK
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Lançamento: 20 de abril de 1988
Nas paradas: Nº 1 na lista R&B/Hip Hop da Billboard e nº 42 no Top 200
Algumas influências: Grandmaster Flash, Sly & the Family Stone, Run DMC, Funkadelic, Gil Scott-Herou
Alguns influenciados: Rage Against the Machine, 2 Pac, Ice Cube, Dr. Dre, Biohazard, Body Count

Assim como Spike Lee falou diretamente para a comunidade negra no cinema, o Public Enemy conseguiu musicar todos os anseios de uma parcela descontente em forma de samples e batidas desconcertantes. O grupo formado pelo habilidosíssimo e sinistro Chuck D nos vocais, Flavor Flav, de voz marcante, e o DJ Terminator X nas pick-ups pisou em território minado quando levou o discurso provocativo e revoltado para o rap.
Para confeccionar It Takes a Nation of Millions to Hold us Back, Terminator X sampleou mais de 150 músicas alheias, de gente como Miles Davis, Isaac Hayes e Slayer.
“Bring the Noise” é a primeira porrada que o ouvinte leva na cabeça. Hinos como “Don’t Believe the Hype” (título que acabou virando slogan à época) e “Prophehats of Rage” eram tão ou mais forte que qualquer discurso vindo das principais forças de oposição. O finado semanário inglês Melody Maker resumiu assim a obra: “Não é apenas um novo som, uma descoberta. É mais como ser atingido por um meteoro”.


Efeitos no Brasil: Sai o primeiro registro de rap no país. A coletânea Hip Hop Cultura da Rua (Eldorado) conta com as participações de Thaíde e DJ Hum (produzidos por Nasi e André Jung do Ira!), Código 13 e MC Jack, entre outros. No mesmo ano de1988, outra coletânea de nome Consciência Black revela um grupo de nome Racionais MC’s. Os discos de rap importados chegam pelas mãos das equipes que faziam os bailes soul, e dos discos e revistas que começaram a ser vendidos em lojas nas galerias da Rua 24 de Maio, e na estação de metrô São Bento e na praça Roosevelt, em São Paulo.
Enquanto isso...: Kylie Minogue figurava no topo da parada inglesa com “I Should Be So Lucky”. Na terra de Ronald Reagan, o sucesso maior era “Man In the Mirror”, de Michael Jackson. Morre o cantor Roy Orbison. No Brasil o seringueiro, sindicalista e ativista ambiental Chico Mendes é assassinado. É promulgada a oitava constituição do Brasil.

terça-feira, setembro 25, 2007

BATMAN #58

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Depois do arco em oito partes “Cara a Cara”, de James Robinson (que, fora um ou outro equívoco, foi deveras interessante), as novas equipes criativas do Cavaleiro das Trevas fazem sua aguardada estréia.
Em Detective Comics temos a dupla Paul Dini (roteiro) e J. H. Williams III (desenhos). Dini é conhecido pelo seu trabalho nos desenhos animados Batman The Animated Series (aquele bonzão da década de 90) e Liga da Justiça, além de uma passagem na equipe de escritores de Lost. Já Williams, com uma arte de estilo arrojado e ângulos diferenciados, desenhou a série Promethea, de Alan Moore (que está sendo publicada agora por aqui, via Pixel Magazine) e a edição zero de Sete Soldados da Vitória, projeto do malucão Grant Morrison. Os dois começam com um one-shot bem interessante, “Os Ricos e Famosos”, onde colocam o lado detetivesco do herói a prova.
Já no outro título mensal do Morcego nos States, Batman, a dupla é nada menos que Grant Morrison (roteiro) e Adam Kubert (desenhos). Morrison tem sido figurinha fácil nas nossas bancas atualmente, com a sensacional Grandes Astros Superman e a interessante (desculpem, mas por enquanto, com três edições lidas, vai ficar apenas no interessante, veremos o que o escritor escocês está aprontando quando tiver lido tudo) Sete Soldados da Vitória. Kubert, após anos se dedicando à Marvel, estréia na DC em ótima companhia, e apesar de achar que seu estilo cairia melhor no Superman, por exemplo, ele não faz feio, longe disso. O arco “Batman & Filho” já começa a mil por hora, com o comissário Gordon envenenado pelo Coringa e uma página dupla sensacional com o vilão gritando que matou o Batman. Ainda temos bons ( e bens humorados) diálogos entre Bruce e Alfred. Ah, e o filho do título não é o Robin (que está sendo adotado pelo Morcego), só para constar. Morrison já começa aprontando das suas.
Ainda temos a estréia de Batman Confidencial, escrita por Andy Diggle e desenhada por Whilce Portacio, com uma aventura que se passa no início da carreira do herói. A arte é péssima, para dizer o mínimo, e o roteiro é bem feijão com arroz (não dá para engolir as empresas de Bruce Wayne fornecendo armas para o governo americano). E o primeiro arco de Bruce Jones a frente do Asa Noturna finalmente termina, e digo sem nenhuma dúvida: é séria candidata a pior história do ano. Poderia passar o dia inteiro digitando “merda” no teclado e não seria suficiente para mostrar o quanto fede essa fase do Asa.
Para terminar (putz, só planejava escrever umas 10 linhas), bola fora da Panini na escolha da capa. Essa de Batman Confidencial perde feio tanto para a de Detective 821 (de Simone Bianchi) quanto para a de Batman 655 (de Kubert). Confira ambas abaixo. Além disso, não há nenhuma chamada na capa para as estréias das fases de Dini/Williams e Morrison/Kubert. Depois reclamam das baixas vendas...

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sexta-feira, setembro 21, 2007

FALA, JACK

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“Acho que coisas como o You Tube e o MySpace ajudam as bandas a terem um público maior, mas não quer dizer que se você jogar quatro macacos num estúdio, eles irão compor o Sgt. Pepper, sabe? Deve existir certa dificuldade! Existe uma ética de criatividade, não é só ter uma página bonita no MySpace ou uma camiseta legal para ser um bom compositor. [...] Eu temo muito por essa geração por conta da perda do romance pela música. Eu temo pelos adolescentes que estão perdendo isso. Eu não me importo se eles baixam músicas legalmente ou ilegalmente, ou qualquer outra bobagem dessas. Quem liga para isso? O ponto é que eles estão perdendo o ato romântico de comprar um disco de vinil, segurar uma capa enorme nas mãos e fazer parte daquela experiência.”

Jack White, do White Stripes (e do Raconteurs), em entrevista para a Rolling Stone Brasil, com idéias bem semelhantes a do
Morrissey.

terça-feira, setembro 18, 2007

UMA EXPLICAÇÃO

Desta vez tive um bom motivo para esse meu sumiço mais recente. Devido à uma pane elétrica, meu computador não conseguia ligar, então tive que levá-lo para a assistência técnica, quando tive a péssima notícia que havia perdido todos os dados do disco rígido. Cerca de 800 músicas e centenas de scans de gibis diversos (Hellblazer, Fables, Astonishing X-Men, Walking Dead etc.), tudo baixado a duras penas com minha conexão discada, sem esquecer de uma infinidade de fotos de mulheres, hã, peladas. Como se isso fosse pouco, toda a parte física do PC (HD, placa mãe etc.) estava comprometida, e apesar de estarem funcionando, precariamente, mas funcionando, tudo podia ir para o beleléu a qualquer momento.
Como já estava cansado das pegadinhas que o PC periodicamente me dava, e já sabendo que ele já estava meio ultrapassado, resolvi que era hora de substituí-lo por um novo, e comprei um zerinho. Mas se você acha que minha jornada pelo inferno terminou aí, está muito enganado. No mesmo dia da compra, no período da noite, quando o técnico veio instalá-lo, o computador não queria nem ligar. Resolvemos então voltar à loja para trocá-lo. Esse segundo também não chegou a funcionar. Ligamos para a assistência por telefone e seguimos as recomendações dadas, mas nada. Como já era tarde, resolvemos parar por aí e retomar no dia seguinte, quando mais uma vez trocamos o produto. (Cabe um parêntese aqui: não estou falando de qualquer computador montado numa loja de má reputação; trata-se de um HP Pavilion PC TV, com processador Intel Pentium 4, 512 MB de memória, HD de 160 GB, Windows Vista, gravador de CD e DVD e monitor LCD, ou seja, a chamada máquina). Voltando, o terceiro funcionou bem, por um tempo, quando detectei o problema: o modem. Por algum motivo, quando ligava o conector da linha telefônica, a linha ficava muda. Dois dias depois, com a maior vergonha do mundo, voltei à loja para uma quarta troca, que finalmente foi a última. Ainda bem que o técnico, que me acompanhou nessa jornada, era super gente fina e foi paciente até o fim.
Agora, aos poucos, vou colocando minha vida virtual nos eixos, e tentando recuperar alguns dos arquivos perdidos. Pena que a conexão continua a mesma bosta de sempre...

quarta-feira, setembro 12, 2007

RED ROCKET 7

Red Rocket 7 conta a história do rock pelos olhos de um alienígena

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Nos anos 50 do século passado terrestre, Red Rocket está fugindo de uma batalha numa galáxia muito, muito distante. Cai com sua nave na Terra e, antes que ele morra, seis clones do alien são criados para perpetuar sua linhagem. Esqueça cinco deles e só preste atenção no Red Rocket 7, um cara que adora música. Ele vai ver Elvis rebolar na TV, sentir a histeria das fãs em plena Beatlemania, dar dicas para David Bowie e Marc Bolan inventarem o glitter rock e dividir estojos de maquiagem com o Kiss. E não pára por aí. Como um Forrest Gump alienígena, o destino de Red Rocket 7 é estar por perto quando os maiores astros do pop da história tiverem seu momento de glória. O álbum é obrigatório para roqueiros e para quem gosta de gibis. A minissérie criada por Mike Allred em 1997 sai completa no Brasil em um álbum com formato dos antigos discos de vinil, reproduções das capas originais e um prefácio assinado pelo cineasta Robert Rodriguez, figurinha-chave na modernidade pop. Allred já merecia estar no panteão da HQ pelo pirado super-herói Madman. Red Rocket 7 só aumenta o culto em torno de suas histórias delirantes e seu traço clean, mas colorido até dizer chega.

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O texto acima é da VIP de agosto, de autoria de Thales de Menezes, que deu cotação máxima ao álbum. A revista também traz algumas artes da HQ, mostrando Beatles, Kiss, Who e Bowie, entre outros, que me deixaram babando. Com certeza, esse é um gibi que merece estar na minha coleção. Mas é da Devir, ou seja, caro pra burro (o preço sugerido é 60 reais), mas assim que tiver uma folguinha no bolso, vou fazer a encomenda. Rock + quadrinhos? E com os traços do Allred? Não tem como dar errado!

quarta-feira, agosto 08, 2007

20 DISCOS QUE MUDARAM O MUNDO pt.9

(texto extraído da revista ZERO nº 8)

SLAYER
REIGN IN BLOOD

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Lançamento: 7 de junho de 1986
Nas paradas: nº 91 na parada Pop da Billboard
Algumas influências: Motörhead, Black Sabbath, Iron Maiden, Venom, Judas Priest, Sex Pistols, Exploited
Alguns influenciados: Sepultura, Kreator, Krisiun, Slipknot, Pantera


São 28 minutos e 10 segundos divididos em 10 músicas que viraram a página do heavy metal. Sinais dessa virada ecoaram um pouco antes – com os primeiros lançamentos do Metallica (Kill ‘em All), Venom (Welcome To Hell) e do próprio Slayer (Show No Mercy). Mas foi com Reign In Blood, de 1986, que o metal chegou ao ponto mais extremo. Não fosse o disco, não existiriam Pantera, Sepultura conforme ficou conhecido e todas as variações do gênero criadas a partir daí.
Colocado no aparelho de som, o resultado é quase meia hora de música que causa a impressão de ser impossível respirar enquanto é executada – uma descarga de riffs dobrados de guitarra e a melhor bateria jamais tocada num disco do gênero (aos cuidados de Dave Lombardo) que resultam num animal feroz cavalgado pela voz potente e afiada de Tom Araya. E o produtor Rick Rubin uniu todos os elementos de forma espetacular, fazendo com que o disco não perca o frescor mesmo duas décadas depois.
Quer saber algumas curiosidades sobre a obra?
- No filme Gremlins 2, quando o gremlin se transforma em aranha gigante, de fundo é colocada a música de abertura do disco, “Angel of Death”, que fala sobre o nazista Joseph Mengele;
- Na primeira guerra contra o Iraque, os soldados norte-americanos usavam o álbum para irritar e enfraquecer os inimigos;
- Em 92, quando as tropas americanas se preparavam na Bósnia, o disco, junto de Seasons In The Abyss, era usado como sinal de emergência de ataques;
- O livro “The Name Of Satan”, sobre um grupo de jovens que sacrificam uma menina, é inspirado em Reign In Blood;
- Músicos dos mais diversos gêneros, como Bryan Adams e Rivers Cuomo (líder do Weezer), têm o disco como favorito em suas coleções.

Efeitos no Brasil: A cena metal já existia no país com força no underground, e ganhou mais estimulo em 85, após o Rock In Rio 1, quando estiveram por aqui Iron Maiden, Ozzy, Scorpions, Whitesnake e AC/DC e a Globo cravou o rótulo “metaleiro” aos amantes do estilo. O metal influenciado por essas bandas era representado no país por Harppia, Viper e Salário Mínimo. De Reign In Blood para frente, Sepultura e Korzus encabeçaram a nova frente headbanger.
Enquanto isso...: Nada mais diferente de Slayer do que Madonna, que era quem comandava as rádios e as vendagens ancorada no sucesso de “Live To Tell”. José Sarney, então presidente do Brasil, saca da cartola os planos Cruzado 1 e 2. No Rio de Janeiro, a maré traz de presente aos freqüentadores do Posto 9, Ipanema, as famosas latas de maconha.

terça-feira, agosto 07, 2007

SHARAPOVA DESENCANTA

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Demorou, mas finalmente Maria Sharapova ganhou seu primeiro título do ano. Foi ontem, no Torneio Acura Classic em San Diego, onde ela bateu a suíça Patty Schnyder em três sets (parciais de 6-2, 3-6 e 6-0). O torneio é preparatório para o US Open, último Grand Slam do ano, que começa no final de agosto em Nova Iorque. No ano passado, ela também levou o título em San Diego, e depois acabou conquistando o US Open. Bem, o primeiro passo para obter o mesmo desempenho de 2006 já foi dado. Come on, Maria!

domingo, agosto 05, 2007

FALA QUE EU TE CHUPO

- Faz tempo que não rola um desses, né?

- Sexta-feira última o Universal Channel exibiu o capitulo final da primeira temporada (ou primeiro volume, como gostaram de salientar) de Heroes. Agora posso dizer com segurança: não entendi o hype todo em cima dessa série. Achei bem aquém do esperado, atrevo-me a dizer que ela é até fraquinha. Sei lá, algo não funciona bem, parece que a trama não é contada da maneira correta. Culpa do envolvimento do Jeph Loeb? Mas poderia ser pior: se fosse da Fox seria dublada. Bem, Heroes não entrou definitivamente na minha lista de séries favoritas.

- Semana triste para o cinema, com as perdas de Ingmar Bergman e Michelangelo Antonioni. Não sou um especialista, mas cheguei a assistir a alguns filmes dos dois nos bons tempos do Eurochannel (suspiro). Do Bergman devo ter visto uns quatro ou cinco, incluindo os ótimos O Sétimo Selo e Gritos E Sussuros. Do Antonioni não tenho certeza quantos, mas Blow Up e Dilema De Uma Vida (com a bela Monica Vitti) foram vistos e revistos. Fica a grande obra de ambos para a posteridade.

- Finalmente, no último sábado de julho, assisti a O Código Da Vinci, na HBO. Quando o filme foi lançado no ano passado e houve todas aquelas críticas negativas, tinha a impressão que havia um exagero nelas. Ledo engano. Agora sei que o filme é ruim mesmo. A adaptação do livro, a escolha do elenco, cenas sem a excitação necessária, nada dá certo na película. O melhor da obra de Dan Brown são as explicações para aquelas teorias malucas e geniais, mas isso se perdeu no filme. Uma pena, porque o livro é praticamente o roteiro de cinema, e pensei que seria fácil transportá-lo para a telona.

- Não se fazem mais rótulos musicais como antigamente. O último que inventaram é um tal de “rock matemático”. Ainda não ouvi nada que caía nessa vala, mas para música ruim, rótulo ruim.

sábado, agosto 04, 2007

COMO É BOA A FILHA DO MINISTRO

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Algo de bom tinha que sair dessa tragédia que é o governo Lula. Marina Mantega, filha do ministro Guido Mantega (aquele que culpou a prosperidade econômica pelo caos aéreo) ilustra a capa deste mês de agosto da VIP, incluindo em seu miolo, claro, um ensaio sensual estrelado pela própria. Confira as fotos no site da revista (aqui).

terça-feira, julho 31, 2007

SÃO AS MINISSÉRIES, ESTÚPIDO!

Há um bom tempo venho sistematicamente cortando da lista de compras alguns gibis mensais, mas inexplicavelmente o dinheiro investido na nona arte não diminuía, ao contrário, até aumentava. Depois de quebrar a cabeça tentando descobrir a razão de tamanha incoerência, finalmente encontrei meu bode expiatório: as minisséries.
Senão, vejamos: no período de cerca de dois anos, a Panini tem publicado uma enxurrada de minis, e o bobinho aqui não costuma colocá-las no orçamento habitual, mas mesmo assim meu bolso sempre sofre.
Confiram as minis que comprei nesse período:

:: SJA/Gavião Negro - Reino Sombrio (3 edições, R$ 5,50 cada)
:: Superman - Identidade Secreta (4 edições, R$ 5,90 cada)
:: Batman - Rastro de Pólvora (2 edições, R$ 5,90 cada)
:: Adam Strange – Mistério no Espaço (4 edições, R$ 5,90 cada)
:: Crise de Identidade (7 edições, preços variando entre R$ 4,50 e 5,50)
:: Lanterna Verde – Renascimento (3 edições, a 1ª por R$ 6,90 e as demais por R$ 5,90)
:: Contagem Regressiva para Crise Infinita (6 edições, por R$ 8,90 cada, mais o especial, pelo mesmo preço)
:: Crise Infinita (7 edições, R$ 5,90, menos a 1ª, que custou R$ 5,50)
:: Homem-Aranha & Gata Negra - O Mal no Coração dos Homens (3 edições, a 1ª por R$ 6,50 e as demais por R$ 5,90)
:: Dinastia M (4 edições, R$ 5,90 cada)
:: Homem de Ferro - Extremis (3 edições, a 1ª por R$ 6,50 e as demais por R$ 5,90)
:: Down (2 edições, R$ 5,50 cada)

Além dessas, temos aquelas que estão pela metade ou que estão começando agora:

:: Grandes Astros Superman (número indefinido de edições, R$ 3,90 cada)
:: Grandes Astros Batman & Robin (número indefinido de edições, R$ 3,90 cada)
:: Justiça (12 edições, R$ 4,90 cada)
:: 7 Soldados da Vitória (8 edições, R$ 6,90 cada)
:: 52 (13 edições, R$ 6,90 cada)
:: Guerra Civil (7 edições, R$ 4,90 cada)


E essas são apenas aquelas que eu comprei (ou estou comprando). Ultimamente tem sempre uma quantidade razoável delas sendo publicadas no mesmo período, e pelo andar da carruagem, vai ficar assim ainda por um bom tempo. O jeito é cortar ainda mais a lista de compras de títulos regulares. Neste segundo semestre pretendo abandonar mais duas delas. Nesse quesito a Panini até ajuda, porque é difícil encontrar alguma HQ mensal que tenha o mix ao menos 50% aproveitável.

quarta-feira, julho 25, 2007

20 DISCOS QUE MUDARAM O MUNDO pt.8

(texto extraído da revista ZERO nº 8)



THE STOOGES
RAW POWER


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Lançamento: 15 de junho de 1973
Nas paradas: nº 182 no Top 200 da Billboard
Algumas influências: Velvet Underground, The Sonics, Trashmen, Led Zeppelin, The Beatles, Rolling Stones, The Who, The Kinks
Alguns influenciados: Ramones, Motörhead, Red Hot Chili Peppers, Sonic Youth, The Clash, The Strokes, Slayer

Os integrantes dos Stooges podem ser considerados os reis do timing às avessas – eram os caras errados, no local errado, na hora errada. Já haviam feito dois discos excelentes – The Stooges (69) e Fun House (70) – e estavam à beira do colapso quando David Bowie os jun-tou num estúdio para produzir o grito de morte da banda, Raw Power (73).
E como um animal agonizante, a banda morde quem está mais próximo – desde a primeira faixa, o convite ao apocalipse “Search And Destroy”, passando pelos recados diretos “Gimme Danger”, “Your Pretty Face Is Going To Hell” até o último suspiro com “Death Trip”.
Como muitas obras geniais, passos à frente do seu tempo, Raw Power ganhou o devido reconhecimento anos depois, no final dos 70, quando o punk que haviam criado explodiu. A ponto de o ex-vocalista dos Ramones, Joey Ramone, resumir: “Se você quer o melhor para ouvir, entre em uma loja de discos e compre tudo o que puder dos Stooges”.

Efeitos no Brasil: Como no resto do globo, Raw Power teve mais efeito no país no final da década de 70, quando explodiu o punk rock. Os ecos perduram até hoje, com a nova cena rocker, encabeçada por bandas como Forgotten Boys e Thee Butchers’ Orchestra.
Enquanto isso…: Para comprovar como eles estavam fora do tempo, quem reinava naquele junho de 73 era o amor em verso e prosa dos ex-Beatles – “My Love”, com Paul McCartney e seus Wings, e “Give Me Love (Give Me Peace On Earth)”, de George Harrison. O especial Aloha From Hawaii, de Elvis Presley, é transmitido pela TV e assistido por mais de um bilhão de pessoas. O Brasil vive o período do “milagre brasileiro”.

terça-feira, julho 24, 2007

GUERRA CIVIL #1

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O grande evento da Marvel no ano passado nos Estados Unidos finalmente começa aqui no Brasil, via Panini Comics, numa edição caprichada, que inclui pôster central e adesivo, ao preço de R$ 4,90.
O grupo Novos Guerreiros, procurando dias melhores, é a estrela de um reality show que os mostra enfrentando vilões. Mas uma ação desastrada culmina numa explosão que mata centenas de civis. Este é o estopim para que uma lei do congresso americano que obrigaria o registro dos super-heróis, que até então circulava nos bastidores, ganhe forças junto à população. Uma parte dos mascarados, liderados pelo Homem de Ferro, se posiciona a favor desta medida, mas uma grande parcela deles, encontrando no Capitão América sua principal força, não acha uma boa ter que revelar sua identidade secreta e virar uma espécie de funcionário público.
O debate político logo vai ceder lugar a quebra-paus inimagináveis entre antigos aliados, e o universo Marvel promete nunca mais ser o mesmo. Essa primeira edição apenas coloca as peças no tabuleiro, armando uma trama que, se o oba-oba for justificado, vai deixar os leitores babando. Com os roteiros nas mãos do competente Mark Millar e os belos desenhos realistas de Steve McNiven, Guerra Civil terá 7 edições (ou seja, vai até janeiro do próximo ano) e vai envolver a maior parte das revistas de linha da editora, além de quatro edições especiais, mas o filé está mesmo aqui, na minissérie principal. Nada melhor para esquecer o fiasco de Crise Infinita...

quinta-feira, julho 19, 2007

GRANDES ASTROS SUPERMAN #5 E #6

Esta série já vinha exibindo uma qualidade altíssima, mas nessas duas mais recentes edições a dupla criativa Grant Morrison e Frank Quitely se superou.

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No nº 5, na história intitulada “O Evangelho Segundo Lex Luthor” (o brilhantismo já começa no título), Clark Kent vai até a prisão da Ilha Striker para entrevistar Luthor, depois de este último ter sido condenado à pena de morte devido aos seus crimes contra a humanidade. O escritor nos presenteia com ótimos diálogos entre os dois, quando o Parasita aparece e começa a drenar os poderes do super-herói, que na pele de seu alter ego, procura esconder que o vilão está na verdade sugando sua energia. Como o Superman estava condenado à morte por suas células estarem sobrecarregadas (mostrado na primeira edição), será que o Parasita acabou salvando-o? As cenas do Clark trapalhão são uma diversão à parte.

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Em “Funeral No Interior” (edição 6), Morrison & Quitely nos transportam para o passado, quando Clark ainda era um novato na função de super-herói e está passando um tempo em Smallville. Três estranhos, que na verdade são descendentes do Superman e vêm de épocas diferentes do futuro (exceto um deles, mas não vou entregar o ouro aqui), aparecem para deter Cronóvoro, espécie de vilão que viaja no tempo. Além disso, vemos a morte de Jonathan Kent (lembre que Morrison é fã da era de prata da DC, e naquela versão o pai terrestre do herói tinha morrido, assim como no filme de Richard Donner), trazendo uma carga emocional ainda não vista na linha Grandes Astros. Alguém tem dúvida que temos um novo clássico nas mãos?

quarta-feira, julho 18, 2007

CAPA DA ROLLING STONE BRASIL DE JULHO

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Familiar? Não estou me referindo ao bebê da capa do já clássico disco Nevermind, do Nirvana, que é muito óbvio, mas ao fato de que, alguns anos atrás, a Rolling Stone gringa ter feito uma capa também emulando a imagem que ilustra o CD do Nirvana, só que usaram o Bart ao invés do Homer, como você confere abaixo:

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E naquela mesma época, a revista saiu com mais duas capas alternativas, homenageando discos dos Beatles e do Bruce Springsteen, olha só:


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É, os Simpsons são rock and roll, sim, senhor.

terça-feira, julho 17, 2007

THE LONG BLONDES

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Na sempre fervente cena musical inglesa, uma das últimas grandes apostas a sair de lá é a banda The Long Blondes. Vinda da cidade de Sheffield (quem acompanha o Campeonato Inglês deve conhecer o time local, que tem o mesmo nome) e formada por Kate Jackson (vocais), Reenie Hollies (baixo), Emma Chaplin (guitarra), Dorian Cox (guitarra) e Screech Louder (bateria), o grupo surgiu em 2003 basicamente devido ao descontentamento com a cena indie da cidade, formada basicamente por homens. A “não-formação” musical da banda (só o Cox arranhava bem seu instrumento) não foi empecilho, e eles ralaram até o show de estréia, dois meses depois de se reunirem. Com a fama que foram adquirindo, as gravadoras começaram a assediá-los, e depois de uma longa negociação, a Rough Trade acabou ficando com o passe do grupo.

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No final de 2006 finalmente é lançado o debut, chamado Someone To Drive You Home, que saiu por aqui pela Trama, e logo recebeu ótimas críticas, tornando os Long Blondes os novos queridinhos da imprensa especializada. O som tem uma mistura de boas influências, como Velvet Underground, Nancy Sinatra, Blondie, Smiths e Pulp (a vocalista Kate é até considerada uma versão de saias do Jarvis Cocker, do Pulp), não diferindo muito de várias bandas atuais, que não escondem a gênese dos seus estilos (ao menos deixaram o Gang Of Four de fora dessa vez). Além de caprichar na música e nas letras (de autoria de Cox em sua maioria), eles também valorizam o visual, e saem por aí exibindo seu look vintage sem vergonha na cara. Como disse o baterista Screech, “música, arte e visual, tudo isso é relevante”. Procure pelos sons dos Long Blondes e se delicie com músicas como “Weekend Without Make Up”, “Heaven Help The New Girl” e “You Could Have Both”.

PS: Esse é o post de nº 500. Can you fucking believe it?!

quarta-feira, julho 11, 2007

20 DISCOS QUE MUDARAM O MUNDO pt.7

(texto extraído da revista ZERO nº 8)

RADIOHEAD
OK COMPUTER

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Lançamento: 10 de julho de 1997
Nas paradas: nº 21 no Top 200 Pop da Billboard
Algumas influências: Pink Floyd, REM, The Smiths, Nirvana, King Crimson
Alguns influenciados: Beta Band, Sigur Rós, Mercury Rev, Flaming Lips


Após o excelente The Bends, de 95, o Radiohead levou dois anos para parir seu “manifesto cabeça” Ok Computer. A estranheza com o disco conceitual, que trocava a guitarreira pelo debate da relação homem-máquina no final do século (discussão que ganhou proporção absurda com o fenômeno Matrix) levou algum tempo para ser absorvida. Mas quando as interrogações tornaram-se exclamações nas cabeças das pessoas, nada as demoveu da certeza de estarem ouvindo um dos discos mais belos da história. Poucos cantaram com tanta emoção quanto Thom Yorke, que caminhava do falsete ao choro convulsivo amparado por uma sinfonia de detalhes e melodias e barulhinhos. Com Ok Computer a criatividade na música alcançou novo patamar. E é daquelas obras que deixam as pessoas sedentas por mais, por extrair tudo o que podem de sua “mensagem”. Confira algumas descobertas dos anos posteriores ao lançamento:
- No encarte, na letra de “Airbag”, há um código: “1421421”. A especulação é de que se trata de uma referência a um livro de Douglas Adams, que conclui que o “significado do Universo é 42”. O número 1 seria a repetição da pergunta: “Qual o significado do Universo?”.
- Na letra de “No Surprises”, a referência é “ocmcocmcocmk”, que pode dizer respeito ao monóxido de carbono (CO) de que Yorke fala na música.
- As letras do disco estão escritas de maneira desordenada. A única exceção é a de “Fitter Happier”, o que indica que apenas as máquinas são organizadas.
- Na parte de trás do encarte, há um número: “18576397”. Os músicos negam, mas trata-se do momento exato em que o disco foi concluído: 18h57 de 6/3/97.

Efeitos no Brasil: Os blips e blops não conquistaram o país, que preferia reverenciar o rock moleque de conjuntos como Charlie Brown Jr e Raimundos.
Enquanto isso...: Puff Daddy & Faith Evans reinavam no mundo pop com “I’ll Be Missing You”. Só perderiam o posto algumas semanas depois, e só na Inglaterra, pros locais do Oasis, que roubavam a cena com “Do You Know What I Mean?”. No resto do mundo: em Miami, o estilista italiano Gianni Versace é assassinado a tiros; morrem os atores James Stewart e Robert Mitchum, também nos EUA; Mike Tyson é suspenso por ter mordido a orelha de Evander Hollyfield, e Hong Kong é devolvida pela Inglaterra à China.

sexta-feira, julho 06, 2007

BIZZ CANCELADA...NOVAMENTE

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O que já vinha se desenhando há algumas semanas se confirmou, e foi anunciado que a Bizz mais uma vez foi descontinuada pela Editora Abril, devido novamente às vendas baixas. As pistas que isso iria realmente acontecer estavam sempre presentes desde sua volta, pouco menos de dois anos atrás. Sua constante mudança de formato (um mês vinha grampeada, no seguinte ela apresentava lombada quadrada, a troca do papel do miolo), mudanças na linha editorial (a última há três meses, que apesar de ter selado o destino da publicação, pelo menos em minha opinião tinha alcançado o ideal), não haver um sistema de assinaturas (ao contrário de quase todas as revistas da Abril), e, na edição desse mês de julho, a saída do editor Ricardo Alexandre, tudo isso junto deixava aquela pulga atrás da orelha dos leitores.
E todo esse pressentimento foi confirmado, primeiro no blog do Lucio Ribeiro, e depois no blog do Paulo Terron, ambos colaboradores da revista, no último fim de semana. As possíveis razões para o fracasso dessa nova encarnação da Bizz são várias, e todos têm uma opinião sobre o assunto na comunidade da revista no Orkut (não recomendo a visita, pois o insuportável do Sadovski tem feito a festa por lá). A competição com a Rolling Stone (que, pela quantidade de anunciantes que atrai, parece estar se saindo bem); a escolha equivocada de algumas capas (aquela com o Devendra Banhart me vem logo a mente); algumas edições realmente mais fracas (como aquela de verão, com o Jack Johnson na capa); o fato de que, assim como uma grande parte do público hoje em dia não quer pagar pela música, também não quer pagar para ler sobre música; falta de divulgação por parte da Abril etc. Creio que não foi só uma causa isolada que levou ao seu segundo cancelamento, mas uma junção dessas citadas e mais algumas.
É realmente uma pena que isso aconteceu, e uma geração inteira, incluindo a minha, que teve a Bizz como guia do melhor que se produzia de música, moldando o (bom) gosto de muita gente, novamente está órfã de sua revista predileta. A derradeira edição está nas bancas, com os Los Hermanos na capa e a profética chamada “O Último Show” (além de uma que diz “Em Busca do Consumidor Perdido”). Resta ler essa despedida como o último biscoito do pacote e, numa febre nostálgica, tirar a poeira do baú e folhear aquelas antigas edições que tanto nos trouxe alegria. Rest in peace, Bizz. Again.

domingo, julho 01, 2007

PACOTE DA SEMANA

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Crise Infinita # 7: Acabou, finalmente acabou! Confesso que já estou de saco cheio de tanta Crise. E como gota d’água, tivemos esse desastre chamado Crise Infinita. Até agora não desceu essa de Superboy louco e assassino e suas motivações estúpidas. Mas que vilãozinho mais mequetrefe foram arranjar! Que vergonha, Sr. Johns! Tanto hype só para isso? Por mim teriam trabalhado apenas com o que Brad Meltzer deixou em Crise de Identidade, e que foi desenvolvido nas únicas duas séries pré-Crise Infinita que prestaram, que foram Projeto Omac e Vilões Unidos, com toda essa nova relação entre heróis e bandidos. Teria sido bem mais interessante. Bem, agora é esperar pela maxissérie 52, que começa agora em julho, e foi mais bem elogiada lá fora.

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LJA # 55: Com exceção de Lanterna Verde, a revista parece em estado de stand by. Temos um arco de JLA Classified, que tem a maior cara de episódio do desenho animado da Liga, e até agora vai bem (com exceção dos desenhos). Em SJA, o roteirista Paul Levitz procura apenas não fazer alguma besteira enquanto esperamos a volta de Geoff Johns, acompanhado dos bons desenhos de Rags Morales (com estupenda participação do brasileiro Luke Ross na arte dos flashbacks). Já o arco Confraria de Vilões (originalmente publicado em JSA Classified) segue apenas mediano. Mas o ápice mesmo é o Lanterna Verde, que começou o Um Ano Depois a mil por hora. Contando agora com os desenhos de Ivan Reis, e um Geoff Johns inspirado, essa série, junto às do Superman e do Batman, segue sendo umas das melhores da DC que estão sendo publicadas pela Panini.

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Pixel Magazine # 3: A PM tem simplesmente o melhor mix atualmente. Claro, com uma revista que todo mês traz material da Vertigo e da Wildstorm não poderia ser diferente. Nessa terceira edição, além das costumeiras (como é bom dizer isso) Planetary e Hellblazer, ambas escritas pelo quase onipresente Warren Ellis, temos ainda o especial Fábulas – O Último Castelo. Acompanho essa série através dos scans, e digo, sem uma sombra de dúvida, que Fábulas é o melhor gibi da atualidade. É tão boa que você questiona por que seu autor, Bill Willingham, fez um trabalho tão ruim durante sua passagem pelo título do Robin. Estou aqui torcendo para que a Pixel reconsidere sua decisão e passe a publicar esse novo clássico do início. Ah, completando esse número, temos uma curtinha de Cobweb e uma matéria mostrando futuros lançamentos da editora (entre eles, DMZ e Y – O Último Homem).

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100 Balas – Tiro Pela Culatra: Esse é o segundo especial da série publicado pela Pixel, reu-nindo as edições originais americanas #4 e #5. Dessa vez o Agente Graves entrega a maleta com uma arma, as cem balas não rastreáveis e as provas mostrando os verdadeiros culpados para um sujeito injustamente acusado de pedofilia. Enquanto isso, a conspiração por traz de tudo isso ganha novos contornos. Teremos uma nova edição da série só mais para o final de ano, então é bom aproveitar. O único porém é que Tiro Pela Culatra tem apenas 52 páginas. Bem que poderiam ter colocado mais um arco para deixar a revista mais volumosa. Mas dos males o menor...