quinta-feira, agosto 09, 2012
IGGY AND THE STOOGES – RAW POWER (1973)
sexta-feira, outubro 01, 2010
IGGY AND THE STOOGES – RAW POWER (ED. LEGACY)
Fundamental para o punk rock de Pistols e Clash, este disco está desde 1973 fazendo inimigos e influenciando pessoas. Apesar dos riffs anfetamínicos de James Williamson e das canções geniais de Iggy, o som do álbum sempre foi gongado. Por deixar submersa a cozinha de Ron e Scott Asheton, pela falta de graves e cagadas técnicas variadas. O vilão? David Bowie, que teve três dias para fazer a mixagem do terceiro disco de seus então protegidos. Iggy, que havia se metido a produzir sem saber, posou de vítima depois. Em 1991, Bowie explanou: “Dos 24 canais, só três foram usados. Tinha a banda em um, guitarra em outro, voz em outro. Iggy me pediu: ‘Vê o que você consegue fazer aí’. ‘Cara, não tem nada pra mixar aqui’, eu disse”.
Naquele 1991, Raw Power (força crua) foi relançado em CD com remasterização porca e um arroto a menos. Versão semipirata e podrona, Rough Power viria em 1993, alardeando ser “Bowie-free”. Até que em 1997 Iggy teve a chance de fazer a sua remixagem: deixou tudo no vermelho, com mais peso e distorção, ao gosto pós-grunge. Mas foi só a Sony tirar do mercado o álbum com a mixagem original, que começou a viuveira. Aquela versão “defeituosa” é que tinha enlouquecido gerações de fãs...
Por isso esta nova edição, que soma os velhos e adoráveis defeitos a um disco-bônus gravado ao vivo em 1973, Georgia Peaches. Nele, com som superior ao dos piratas da banda, se ouve mais piano que a guitarra. Talvez por isso, suas delícias são o blues “I Need Somebody” e o boogie chulo “Cock in my Pocket”, sobre um michê recém-chegado a Londres.
quarta-feira, julho 25, 2007
20 DISCOS QUE MUDARAM O MUNDO pt.8
Lançamento: 15 de junho de 1973
Nas paradas: nº 182 no Top 200 da Billboard
Algumas influências: Velvet Underground, The Sonics, Trashmen, Led Zeppelin, The Beatles, Rolling Stones, The Who, The Kinks
Alguns influenciados: Ramones, Motörhead, Red Hot Chili Peppers, Sonic Youth, The Clash, The Strokes, Slayer
Os integrantes dos Stooges podem ser considerados os reis do timing às avessas – eram os caras errados, no local errado, na hora errada. Já haviam feito dois discos excelentes – The Stooges (69) e Fun House (70) – e estavam à beira do colapso quando David Bowie os jun-tou num estúdio para produzir o grito de morte da banda, Raw Power (73).
E como um animal agonizante, a banda morde quem está mais próximo – desde a primeira faixa, o convite ao apocalipse “Search And Destroy”, passando pelos recados diretos “Gimme Danger”, “Your Pretty Face Is Going To Hell” até o último suspiro com “Death Trip”.
Como muitas obras geniais, passos à frente do seu tempo, Raw Power ganhou o devido reconhecimento anos depois, no final dos 70, quando o punk que haviam criado explodiu. A ponto de o ex-vocalista dos Ramones, Joey Ramone, resumir: “Se você quer o melhor para ouvir, entre em uma loja de discos e compre tudo o que puder dos Stooges”.
Efeitos no Brasil: Como no resto do globo, Raw Power teve mais efeito no país no final da década de 70, quando explodiu o punk rock. Os ecos perduram até hoje, com a nova cena rocker, encabeçada por bandas como Forgotten Boys e Thee Butchers’ Orchestra.
Enquanto isso…: Para comprovar como eles estavam fora do tempo, quem reinava naquele junho de 73 era o amor em verso e prosa dos ex-Beatles – “My Love”, com Paul McCartney e seus Wings, e “Give Me Love (Give Me Peace On Earth)”, de George Harrison. O especial Aloha From Hawaii, de Elvis Presley, é transmitido pela TV e assistido por mais de um bilhão de pessoas. O Brasil vive o período do “milagre brasileiro”.
