quinta-feira, maio 17, 2007

METAL CEREBRAL

Eu já tenho poucas certezas nessa vida, e uma delas, a falta de massa cinzenta entre os metaleiros, acaba de ser rechaçada cientificamente. Uma pesquisa na Inglaterra com 1057 estudantes revelou que os fãs de heavy metal estavam entre os mais inteligentes. Motivo: as pessoas mais dotadas intelectualmente sentem mais pressão social e extravasam essa pressão através da música, e como o heavy é um som agressivo por definição, esse estilo acaba sendo o preferido dessas pessoas. Okay, tudo bem, cerca de 2% das bandas de metal são legais, mas nunquinha alguém me convencerá que um cara que bate cabeça ao som do Iron Maiden é mais inteligente que outro que tem nos Smiths sua banda preferida.

domingo, maio 13, 2007

PACOTÃO DE CDS

Aproveitando uma folguinha no bolso, há algumas semanas fiz duas encomendas de CDs, uma no Submarino e outra nas Americanas, totalizando nove discos. Os preços estavam legais, usei um vale-desconto no Submarino e aproveitei uma promoção de frete grátis e um desconto extra (cortesia da carteira de estudante da Jovem Pan, apesar de não possuí-la; como vivíamos sem a internet mesmo?!) nas Americanas. Segue a lista de compras:

BOB DYLAN – THE ESSENCIAL

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Coletânea dupla de um dos maiores poetas do rock. Confesso que demorou um pouco para o Dylan cair no meu gosto, curtia uma ou outra música esporádica, mas não o suficiente para me aprofundar mais. Ficava sempre naquela, “um dia eu compro um disco desse cara”, e finalmente chegou a hora. O disco 1, que cobre o período de 1963 a 1967, é o meu favorito, trazendo as faixas mais low fi, basicamente apenas voz, violão e gaita. No caso de Bob Dylan, menos é mais. Assim não deixei de me perguntar: será que, se eu estivesse naquele primeiro show onde ele empunhou uma guitarra elétrica, eu também o chamaria de Judas?

SOUNDGARDEN – BADMOTORFINGER

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Quem costuma freqüentar esse blog já deve ter percebido que as bandas de Seattle têm um lugar especial no meu universo pop particular. Badmotorfinger era um dos poucos discos que tinha em vinil, mas ainda não tinha conseguido comprar a versão em CD. Ele foi relançado recentemente e não perdi a chance. O disco não é tão bom quanto seu sucessor, Superunknown, em minha opinião uma das obras-primas da década de 90, mas já mostra todo o potencial dos caras. Além das conhecidas “Outshined”, “Rust Cage” e “Jesus Christ Pose”, o álbum contém outras ótimas faixas como “Somewhere” e “Room A Thousand Years Wide”. Bem melhor que a outra banda do Chris Cornell, o finado Audioslave.

QUEENS OF THE STONE AGE – LULLABIES TO PARALYZE

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Existem poucas bandas hoje em dia em que você pode confiar e comprar um CD cegamente. O Foo Fighters é uma delas. O Queens Of The Stone Age é outra. Lullabies To Paralyze é o quarto disco dos caras, e o primeiro sem o baixista porra-louca Nick Oliveri, e é tão bom quanto os anteriores. A seqüência que vai da faixa 1 até a 8 é perfeita. Depois cai um pouco a qualidade, mas só um pouquinho mesmo, até porque uma das melhores do disco, “Long Slow Goodbye”, é a penúltima do álbum. Mas uma vez Josh Homme chama seus amigos, entre eles Mark Lanegan e Shirley Manson, para mais uma aula de rock ‘n’ roll.

THE CLASH – LONDON CALLING

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Um dos discos clássicos do rock que faltava em minha coleção. Faltava. Nesse álbum, originalmente duplo, o Clash em sua melhor forma mostra que o punk vai bem mais além dos três acordes, colocando na receita pitadas de reggae, ska, rockabilly, numa mistura bem longe de ser intragável. London Calling mantém o bom nível em todas suas 19 faixas, mas algumas acabam se destacando, como a faixa título, “The Guns Of Brixton”, “Death Or Glory”, “I’m Not Down”, “Train In Vain”, entre outras. Ah, e tem a capa, tão clássica como o conteúdo musical.

BLACK CROWES – THE SOUTHERN HARMONY AND MUSICAL COMPANION

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Desde meados da década de 90 essa banda está presente na minha lista de compras, mas só agora adquiri um disco do grupo liderado pelos irmãos Robinson. E para começar bem, nada melhor que The Southern Harmony And Musical Companion, considerado o melhor da banda e presente em diversas listas de melhores discos da década passada. Todo mundo deve conhecer a excelente “Remedy”, que rendeu um clipe com alta rotação nos bons tempos de MTV, mas ainda temos ótimas músicas como “Sting Me” e “Sometimes Salvation”. Para quem curte aquele estilo de rock setentista, é um prato cheio.


WOLFMOTHER – WOLFMOTHER

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Álbum de estréia dessa banda australiana que foi uma das revelações de 2006. Assim como o Black Crowes, o som do Wolfmother é calcado nos anos 70, mas especificamente naquele estilo do Led Zeppelin e do Black Sabbath, credenciais mais que suficientes para correr atrás desse CD. Sons como “Woman”, “Dimension” e “Tales” conquistam de imediato aqueles fãs de bons riffs de guitarra. Ideal para ouvir no volume máximo para deixar seu vizinho louco da vida, principalmente se ele tem o mau gosto como o meu. A capa, no entanto, é bem feiazinha.

GUNS N ROSES – GREATEST HITS

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Coletânea básica do Guns N’ Roses, trazendo músicas dos seus quatro álbuns e do EP de covers The Spaguetti Incident, mais a versão de “Sympathy For The Devil”, que saiu na trilha sonora de Entrevista com o Vampiro. A seqüência inicial, com “Welcome To The Jungle”, Sweet Child O’ Mine”, “Patience” e “Paradise City”, já vale o preço do disco. Mas ainda temos “Civil War”, “Live And Let Die” e “Since I Don’t Have You”, entre outras. Para mim, que não sou o maior fã da banda do mundo, longe disso, é mais que suficiente.

THE KILLS – NO WOW

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Esse CD estava custando inacreditáveis R$ 5,99 no site das Americanas. Claro que com esse precinho camarada eu não poderia deixar passar essa. The Kills é um duo formado por Allison Mosshart (ou VV para os íntimos) e por Jamie Hince, fazem um rock bem cru e já passaram por aqui há quase dois anos. O forte da banda é mesmo sua vocalista VV. Sabem a Patti Smith? Então, se ela fosse bonita seria como a VV (confira fotos da moça nesse antigo post). A garota transpira rock n’ roll em cada poro de sua pele. Ah, sim, o disco... É bem legal, com destaque para a faixa “Rodeo Town”.

CANSEI DE SER SEXY – CANSEI DE SER SEXY

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CSS é a banda brasileira mais badalada lá fora, tanto que conseguiram um contrato com a Sub Pop, a mesma gravadora que revelou o Nirvana. Não se via brasileiros tão hypados assim desde o Sepultura na década passada. No Brasil o álbum de estréia do grupo saiu pela Trama, e o preço também tava bem camarada (R$ 12,49), e não resisti. O som é bem básico, ideal para festas ou ouvir enquanto você dá aquele trato no seu quarto (no meu caso, tentar achar novas combinações para guardar a coleção de gibis). E a própria banda não se leva a sério, ponto para eles.

quinta-feira, maio 10, 2007

FRASE

“Quando conheci o Bobino, na casa de Gil, ele já tinha todos os meus discos”

Ivete Sangalo, falando sobre Bono, o vocalista do U2, no melhor estilo “me engana que eu gosto”. Imaginem Bono, em sua mansão na Irlanda, começando seu sunday bloody sunday ouvindo o MTV ao Vivo da “artista” no volume 10! Não sei qual o melhor, a mentira na cara dura da baiana ou essa demonstração falsa de intimidade chamando o cara de Bobino.

SUPERMAN - O HOMEM DE AÇO

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Desde que comecei a freqüentar fóruns especializados em quadrinhos pela internet, um dos assuntos mais tratados neles era a reformulação do Superman pós-Crise nas Infinitas Terras, feita pelo roteirista/desenhista John Byrne. Não precisa dizer que eu ficava cada vez mais curioso para ler esse material. Finalmente a Mythos anunciou sua republicação, mas até essa republicação ganhar vida, foi uma verdadeira novela. Creio que se passaram uns três anos. Nesse meio tempo começou a pré-produção do filme Superman Returns, ele foi filmado, estreou nos cinemas, foi lançado em DVD e nada da revista aparecer nas bancas. Finalmente, no comecinho desse ano, Superman – O Homem de Aço saiu, e graças à maldita distribuição setorizada, só recentemente pude comprá-la.
Mas essa espera toda valeu à pena. Essa origem do herói pode ser considerada a definitiva. Kripton como um planeta frio e sem emoções, sua identidade secreta como um repórter trapalhão, Lex Luthor como um vilão corporativista, a relação de Clark com Lois Lane e Lana Lang, sua parceria com Batman, o nível de poderes do herói, e tudo aquilo que está no inconsciente coletivo quando nos lembramos desse personagem que é o mais icônico dos quadrinhos está presente aqui. A trama contém alguns cacoetes comuns da época em que foi publicada originalmente (já há mais de 20 anos), que hoje soam meio, digamos, cafona, mas não chega a prejudicar a história como um todo. Como diria o Fernando Vanucci, é um gibi simplesinho, mas bonitinho, deixando claro que não é preciso invencionices para criar algo digno do Superman.
A edição da Mythos é simples, até demais. O papel do miolo é o básico pisa brite (também conhecido como papel jornal), que não chega a prejudicar a impressão e deixou a revista com um preço mais camarada, mas uma história clássica como essa merecia mais, talvez no nível da série Grandes Clássicos DC, da Panini. Mas isso é só um detalhe de colecionador chato. O que vale mesmo é a história, pela primeira vez saindo por aqui no formato original americano. Nota 10.

sexta-feira, maio 04, 2007

JULIETTE & THE LICKS

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Há 16 anos Juliette Lewis nascia para o mundo chupando o dedo de Robert De Niro no filme O Cabo do Medo. Além de fazer a libido de muito marmanjo subir às alturas com essa cena, a atriz, então com 18 anos, ainda concorreu ao Oscar de atriz coadjuvante. Hoje, ela já não tem tanto prestigio. Os bons papéis (e os bons filmes) foram desaparecendo, assim como o tesão da artista para interpretar. Ela então resolveu montar uma banda, a Juliette & the Licks. Formada em 2004, com a atriz nos vocais, o grupo foi direto aos palcos, na Warped Tour, ao lado de várias bandas novas. Em 2005 eles lançaram um EP, Like a Bolt of Lightning, seguido pelo álbum You’re Speaking My Language. Recentemente saiu o segundo disco, Four on the Floor, com participação do foo fighter Dave Grohl nas baquetas, e a banda começa a chamar mais atenção, já com um quase hit no currículo, “Hot Kiss”, e shows em lugares pelos EUA, Europa e Oceania. Apesar de Juliette descrever seu som como hard rock, é claro que há um pezinho no punk rock. A cantora tem aquele estilo típico das bandas do movimento punk, onde vale mais a intensidade do que um certo virtuosismo vocal. Para quem gosta de um rock ‘n’ roll direto e sem frescuras. Com um histórico de drogas e fama de briguenta, Lewis com certeza não é uma aproveitadora ou uma patricinha querendo lucrar e aparecer como uma atriz/cantora, como nós vemos muito por aí. Ela tem uma atitude natural de roqueira, e tem controle total sobre essa nova empreitada. Com certeza, Juliette Lewis é bem diferente da Jennifer Lopez, e não estou comparando o derriére das duas. Mas se você preferir um traseiro com conteúdo, vai na Juliette sem medo, até porque ela deve usá-lo de maneira bem mais eficiente que a J-Lo. Pela quantidade de “fuck” que ela grita em umas das suas canções, essa é barbada.

terça-feira, maio 01, 2007

A PROGRAMAÇÃO DA TV LULA

(texto extraído da revista PLAYBOY # 383, de abril de 2007)

O governo quer criar uma TV estatal. PLAYBOY contribui para o bem da nação sugerindo a programação:
7h – Cachacinha com o presidente: as notícias da manhã comentadas por Lula
8h – Os ministros superpoderosos: desenho animado
10h – Noça língua portugueza: para falar como uma otoridade
10h30 – Mais Marisa: programa de culinária e dicas de beleza da primeira-dama
12h – Games - Jogue pra vencer: apresentação de Lulinha
13h – Pelada com o presidente: melhores lances do Brasileirão, comentados por Lula
14h – Bebericando: reprise de uma novela antiga
15h30 – Adeus, miséria: programa de finanças pessoais apresentado por Delúbio Soares
17h – Sem medo de ser infeliz: novela estrelada por Collor
19h – Jornal fenomenal: só boas notícias
20h – Eu não sei de nada: uma novela cheia de suspense
21h – Nunca na história desse país: mitos e lendas brasileiros (Saci Pererê, Cuca, Lula etc.)
22h30 – Sexo. Quase todo mundo gosta: dicas certeiras para encontrar o ponto G
23h – A mansão do lago Sul: programação só para adultos

sábado, abril 28, 2007

20 DISCOS QUE MUDARAM O MUNDO pt. 4

(texto extraído da revista ZERO nº 8)

ELVIS PRESLEY
THE SUN SESSIONS

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Lançamento: 15 de março de 1976
Nas paradas: nº 76 no Top 200 da Billboard
Algumas influências: Bill Monroe, Big Mama Thorton, Big Joe Turner
Alguns influenciados: Beatles, Cliff Richard, Tom Jones, Dread Zeppelin, Stray Cats, Fine Young Cannibals, Roy Orbison, Pat Boone

Durou pouco mais de um ano – de julho de 1954 a novembro de 55 – a relação entre a gravadora Sun e Elvis, mas o período foi suficiente para o cantor cravar em pedra os Dez Mandamentos do que viria a ser conhecido como rock ‘n’ roll.
Desde o momento em que Elvis estacionou o caminhão da firma de artigos elétricos, para a qual trabalhava como motorista, num horário de almoço, na frente da gravadora, com o intuito de trocar US$ 4 por um disco de 10 polegadas com sua voz em músicas para a mãe até o último single que gravou para a Sun – “I Forgot To Remember Forget”/ “Mystery Train” – ele transformou o gênero em cultura pop.
Tudo bem que Elvis não foi o primeiro branco a cantar rhythm and blues, mas atendeu ao sonho de Sam Phillips, dono da gravadora, de encontrar um “branco com a voz e sentimento de um negro, para faturar um milhão de dólares”. Seu passe rendeu bem menos que isso – por US$ 40 mil, Phillips repassou-o à RCA –, mas no pacote, além da voz e sentimento, a RCA ganhava o inventor do rockabilly, na fusão do country com o blues, nascido de uma brincadeira de estúdio em cima de “That’s All Right (Mama)”, de Arthur Crudup.
Seu último single pela gravadora de Phillips, aliás, chegara ao número um da parada country norte-americana, e as 16 canções registradas em Sun Sessions, que só foram lançadas (reunidas) em 1976, captam todo o processo – são dez gravações mais seis outtakes. E a música não tinha mais cor.

Efeitos no Brasil: Antes de Elvis, os jovens tinham que escutar as mesmas coisas que seus pais, boleros, samba-canção, tangos, Frank Sinatra... A identidade de música apropriada à juventude caiu como uma bomba nas festinhas e cinemas em 1955, e pressionou as gravadoras por lançamentos.
Enquanto isso...: O mundo vivia a ressaca da maior e mais sangrenta guerra da história, a Segunda Guerra Mundial. Tinha início um novo conflito: a Guerra Fria, que opunha o regime comunista, encabeçado pela União Soviética, ao capitalista, pelos EUA. James Dean era o ídolo maior, seguido de perto pelo selvagem Marlon Brando e os filmes da moda eram Juventude Transviada e Sementes da Violência.

sexta-feira, abril 27, 2007

LAST DAYS

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Last Days, o tão falado filme de Gus Van Sant que seria baseado nas últimas horas de Kurt Cobain, líder do Nirvana que se suicidou em 1994 (seria porque o nome do personagem é Blake; vai que a louca da Courtney Love resolver processar), estreou em Cannes em 2005, esteve em algumas Mostras no Brasil, mas nunca chegou a entrar em circuito comercial. No começo desse ano foi finalmente lançado em DVD, e na última segunda-feira estreou no Cinemax, quando finalmente tive a oportunidade de assistir. Nele o diretor aplica mais uma vez a técnica que usou nos seus dois filmes anteriores (Gerry e Elephant), com um tom experimental, longas seqüências, poucos diálogos e quase documental.

Michael Pitt (Os Sonhadores) vive Blake, um rockstar atormentado que parece não ter mais saco para mais nada. Ele passa o dia na sua mansão, perambulando seu destino aparente, às vezes empunhando uma arma, tentando ao máximo evitar se relacionar com todo e qualquer um que atravesse seu caminho. Apesar de não mostrar nenhuma cena com drogas, ele parece passar todo o tempo chapado, grunhindo palavras incompreensíveis. Os amigos que vivem no mesmo teto não dão a devida atenção a esse seu desmoronamento. Com exceção da personagem vivida por Kim Gordon (baixista do Sonic Youth, banda com que o Nirvana fez uma turnê pela Europa, que faz uma pequena ponta), todos parecem apenas esperar pelo inevitável e tentam levar suas vidinhas, seja ouvindo “Venus in Furs” do Velvet Underground no volume máximo ou fazendo sexo.

Alheia a tudo isso, a câmera de Van Sant foca mesmo Blake, em takes longuíssimos, alguns bem interessantes, como aquele que mostra a TV sintonizada na MTV mostrando um clipe dos Boys II Men, uma baba do começo dos anos 90, onde claramente o diretor quis mostrar em que meio estava inserido o Nirvana, que teria causado repulsa por parte de Cobain. Outro momento marcante é aquele que mostra Pitt gritando a plenos pulmões uma canção de sua autoria, mas que tem a marca registrada das composições de Kurt. Quem é fã e viveu aquela época com certeza se arrepiou nessa passagem, como eu. Até chegar ao momento do suicídio. Sem apelações, Van Sant não exibe o momento exato do ato, mas apenas a descoberta do corpo (numa estufa, como de fato ocorreu) por um jardineiro.

Como ficou claro, não é um filme fácil, bem longe do cinemão hollywoodiano, e sua narrativa pouco usual pode afugentar algumas pessoas, e certas passagens podem ser cansativas, mas se alguém decidir entrar nessa viagem vai encontrar uma pequena jóia, longe de ser lapidada, que mostra a visão de Gus Van Sant sobre as últimas horas de Kurt Cobain, com uma atuação soberba de Michael Pitt, que, assim como Val Kilmer quando viveu Jim Morrison no biográfico The Doors, praticamente incorporou a alma do vocalista do Nirvana.

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quinta-feira, abril 26, 2007

MORTE

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Desde que surgiu nas páginas de Sandman, na história “O Som de Suas Asas” (originalmente em Sandman #8, e depois no encadernado Prelúdios e Noturnos), a personagem Morte alcançou sucesso imediato, de certa maneira até mais que o protagonista da série, e não foi surpresa Neil Gaiman dedicar algumas histórias solo para a mais sensível dos Perpétuos. Nessa edição de luxo, a Conrad traz duas minisséries de três partes cada, O Alto Preço da Vida e O Grande Momento da Vida, além da curta A Morte Fala Sobre a Vida.
Em O Alto Preço da Vida, a Morte tem seu direito -usado a cada 100 anos- de viver como um reles mortal por um dia. Nesse período ela conhece o rapaz Sexton, que tem tendências suicidas, e passa por poucas e boas ao seu lado, como ser raptada por um homem que planeja a vida eterna.
Depois temos A Morte Fala Sobre a Vida, com apenas sete páginas e que foi publicada originalmente em vários títulos adultos da Vertigo no começo dos anos 1990, onde a Morte desmente alguns preconceitos que existiam em relação à AIDS na época (alguns desses ainda existem) e pede ajuda a John Constantine para mostrar como usar a camisinha (calma, ele usa uma banana, literalmente).
Já O Grande Momento da Vida é centrado em Foxglove, personagem mostrada no arco Um Jogo de Você, de Sandman, que também aparece ligeiramente na história que abre esse volume. Agora uma cantora de sucesso, ela se envolve mais uma vez com um integrante da família dos Perpétuos, e vai ao limiar do reino da Morte para salvar sua amada e seu filho.
Apesar das histórias não possuírem a riqueza das tramas de Sandman, elas são bem interessantes, principalmente O Grande Momento da Vida, e não dá para não gostar dessa versão da Morte de Gaiman, que apesar de realizar uma tarefa ingrata, é altamente para cima e valoriza cada vida que tem que tomar. A edição segue a mesma qualidade dos encadernados de Sandman da mesma Conrad, com capa dura, papel do miolo de altíssima qualidade e formato grande, além de contar com extras como uma galeria de imagens da personagem e prefácios de Tori Amos e Claire Danes. Vale muito a pena, recomendo.

sábado, abril 21, 2007

VÁRIAS COISAS

Em pleno mês onde o S&D completa seu segundo aniversário, é uma pena ele estar meio entregue às moscas virtuais, mas estive ocupado devido ao concurso do TRE (prestado no último domingo) e também aproveitei e levei o computador para a assistência técnica na sexta-feira 13, já que ele precisava urgentemente de uma formatação para voltar a funcionar minimamente bem, além de finalmente instalar um gravador de CD/DVD, e graças a um probleminha na reinstalação do modem (minha velha sorte sempre dá um jeito de atacar), só hoje pude recebê-lo.
Depois de alguns meses de correria estudando basicamente durante todo o dia (e todos os dias), ainda estou colocando minha vidinha besta nos trilhos. Essencialmente isso quer dizer pôr em dia uma pilha de revistas e gibis e, pelamordedeus!, assistir a algum filme (nem lembro mais quando vi o último). Também está na lista de afazeres reorganizar minha coleção de gibis, que ganhou um novo montante aguardando seu recolhimento para os arquivos de terceira idade (uma das coisinhas chatas que aprendi estudando Arquivologia, matéria exigida para a prova; fundamentalmente os documentos que não tem mais utilidade imediata, mas que tem valor histórico e/ou probatório, vão para o arquivo de terceira idade, ou permanente), dar um jeito na bagunça do baú (não é o do Silvio Santos) e realizar tarefas prosaicas como virar o colchão (só lembro quando já estou deitado) e dar uma voltinha de bicicleta para tirar o mofo da pele (se bem que com essa chuva recente nem tentei).

Antes de ir embora, umas coisinhas:
-O programa do Jools Holland não é exibido só na HBO Plus. Toda sexta-feira, às 23 horas, o Film & Arts também o exibe. Vale, vale, vale!
-Vi gente reclamando por a Fox tirar do ar Prison Break para exibir a 6ª temporada de 24 Horas. Como no ano passado, Prison deve voltar ao final de mais um dia para Jack Bauer. Eu achei uma bênção, pois não suportava mais tantos clichês, reviravoltas, eventos inverossímeis e um baita desrespeito com a inteligência do espectador. Férias mais que merecidas. E a 1ª temporada foi tão legal...
-A nova fase da Bizz, que estreou com o Miranda na capa, veio bem a calhar. Nova diagramação, novas seções e textos deliciosos. O Arnaldo Branco já se tornou um dos meus escribas favoritos. Ele é o mesmo autor de matérias recentes (e já antológicas) com Raimundos e Ivete Sangalo (argh!), e agora nos presenteia com sua hilariante descrição dos bastidores do programa Ídolos.
-Tenho ouvido muito Bob Dylan por aqui. Confesso que demorou um pouco para cair a ficha e perceber a qualidade do seu trabalho, então estou recuperando o tempo perdido. Comprei uma coletânea dupla, junto a outros CDs (dedicarei em breve um post para falar de cada um deles), e músicas como “Don’t Think Twice, It’s All Right”, “It Ain’t Me” e “It’s All Over Now, Baby Blue” não me saem da cabeça.
-Yuri (é assim que se escreve?), meu velho, você é sempre bem vindo por aqui.
-A partir da próxima semana as coisas se normalizam por aqui. Prometo.
-Pô, legal esse Word 2007, heim?

domingo, abril 08, 2007

CLÁSSICO E HISTÓRICO

O blog só volta mesmo com suas atividades normais depois do próximo domingo (dia 15), data da prova para o concurso do TRE da Paraíba, quando concorrerei com outros milhares de candidatos para uma das vagas de Técnico Judiciário. Eu apareci aqui só para dar uma dica de programa de tv. Isso aqui, ó:
Álbuns Clássicos – The Dark Side of The Moon: E o rock virou definitivamente história quando uma série se dedica aos álbuns clássicos de todos dos tempos. Para começar, nada melhor do que o título do Pink Floyd. No programa, as lendas que cercam o disco e entrevistas com músicos e produtores. The History Channel, 11/04, 22h00. (Fonte: Omelete)

quinta-feira, abril 05, 2007

DISCOTECA BÁSICA

(texto extraído da revista BIZZ #94, abril de 1993)

KISS - DESTROYER (1976)
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Você já imaginou como seria o mundo sem o Kiss? Reflita durante um momento... Pense nos dinossauros progressivos dos anos 70, tipo Emerson Lake And Palmer e Yes, querendo destruir o bom humor da raça humana. Pense em quantos caras compraram uma guitarra depois de ver e ouvir Ace Frehley. Pense em quantas festanças já não foram embaladas por "Rock´N´Roll All Nite". A conclusão não poderia ser outra: Ace, Gene Simmons (baixo), Paul Stanley (vocal/guitarra) e Peter Criss (bateria) salvaram o rock´n´roll.
O quarteto botou demência onde só havia pretensão e virtuosismo assexuado, por isso lhe somos eternamente gratos. David Bowie, Marc Bolan e os New York Dolls já haviam jogado purpurina nos anos 70, mas nenhum deles atingiu tanta gente quanto o Kiss. Mas até hoje, este planeta ingrato despreza os quatro mascarados de Nova York. Você já viu Hotter Than Hell, Destroyer, Rock And Roll Over em alguma lista dos melhores álbuns da história?
As pessoas "sérias" não gostam do Kiss porque o grupo é uma mancha na imaculada história dos heróis do rock. Gene &Cia. não estavam a fim de protestar contra nada, pouco ligavam para a guerra do Vietnã ou para a miséría do mundo. Só queriam mesmo se dar bem com as mulheres, encher o bolso de grana e se divertir com o rock´n´roll. E conseguiram!
Muitos acusam o Kiss de ser "palhaço" demais para ser levado a sério, mas se esquecem de que Little Richard tocava fogo no piano nos anos 50 e que James Brown tirava a camisa para mostrar os músculos para as fãs. Isso é rock´n´roll, uma palhaçada sem fim. O que o Kiss fez foi pegar esse lado clown e adicionar-lhe o toque épico que faltava. Gene, Paul, Ace e Peter sacaram que não era suficiente tocar rock. Era necessário "encenar" rock. Para embalar esse teatro gigante, só mesmo um som de arena, básico ao extremo. Músicas que colassem na memória, refrões fáceis.
E foi aí que Gene Simmons e Paul Stanley se revelaram verdadeiros gênios do pop. Disco após disco, a banda foi se aprimorando até chegar ao ápice: o monumental Destroyer. O começo do álbum é glorioso: "Detroit Rock City", "King Of The Night Time World" e "God Of Thunder", dez minutos de tirar o fôlego. O baladão "Beth" e "Do You Love Me" se destacam no meio de outras preciosidades. É um disco que se ouve da primeira à última faixa sem tirar o sorriso da boca. Nota dez.
A influência de Destroyer não pode ser medida. Todo ser humano que faz som pesado deve um pouco ao Kiss. Bandas tão diferentes quanto Anthrax, Venom e Nirvana são capazes de se ajoelhar à simples menção do nome de Gene Simmons. Até o Manowar chegou a copiar a capa de Destroyer (no álbum Fighting The World).
O Kiss deixou uma lição: a de que é preciso levar a vida na brincadeira e que muita seriedade cansa a beleza. Felizmente, milhões aprenderam o dever de casa. Quando você vir alguém na rua com uma camiseta da banda, pode cumprimentar que é gente fina.
André Barscinski

quinta-feira, março 29, 2007

20 DISCOS QUE MUDARAM O MUNDO pt. 3

(texto extraído da revista ZERO nº 8)

THE BEATLES
REVOLVER

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Lançamento: 5 de agosto de 1966
Nas paradas: nº 1 na lista de álbuns pop da Billboard
Algumas influências: Ravi Shankar, Fats Domino, Carls Perkins, Buddy Holly, Elvis Presley, Beach Boys
Alguns influenciados: todas as bandas que você conseguir imaginar

Eles já tinham atingido a maturidade musical com o disco anterior, Rubber Soul, mas o auge da combinação de composições econômicas, mas melodiosas, com experimentalismo e criatividade no estúdio foi alcançado com Revolver. Com ele, os Beatles criaram uma cartilha que todas as bandas teriam que passar a ler desde então.
John Lennon carrega nas viagens alucinógenas em “Doctor Robert”, inspirada em Robert Freyman, médico norte-americano que ganhou fama entre ricos e famosos com um coquetel de injeções de vitaminas e anfetaminas, no uso etéreo da guitarra de “And Your Bird Can Sing” e no sufoco de uma bad trip em “She Said She Said”, inspirada num encontro que teve com Peter Fonda, em que ele e George Harrison tomaram LSD. O místico John entra em cena com “Tomorrow Never Knows”, inspirada no Livro Tibetano dos Mortos.
Paul McCartney bebe da fonte de Stockhausen e John Cage e dá vazão ao experimentalismo com trechos sobrepostos e loops de tapes – confira o solo de guitarra ao contrário em “I’m Only Sleeping”.
E George marca definitivamente território como compositor, como em “Taxman” e “I Want To Tell You”. Flerta com a música indiana, levando pro Abbey Road a cítara (“Tomorrow Never Knows”) e na climática “Love You To”. O produtor George Martin completa o time com colagens sonoras aleatórias.
Uma semana depois do lançamento de Revolver – que era pra ser batizado “Beatles On Safari”, “Abracadabra” ou “Magic Circles” – os quatro fizeram a derradeira apresentação ao vivo no Candlestick Park, em Chicago.

Efeitos no Brasil: A tropicália e os Mutantes têm Revolver tatuado no DNA. E a ligação do grupo de Rita Lee e dos irmãos Batista com Gilberto Gil marcou a segunda revolução jovem da música brasileira.
Enquanto isso...: As paradas mundiais eram dominadas pelos Troggs. Na Inglaterra, o número 1 era “With A Girl Like You”, e nos EUA, “Wild Thing” assumia o topo. É o ano em que Pelé se machuca durante a Copa e o Brasil faz sua pior apresentação num Mundial, após o bicampeonato 58/62. Começa a Revolução Cultural na China.

sábado, março 24, 2007

NOVIDADES DC

Lembram da tão falada expansão da DC, prometida pela Panini quando renovou seu contrato com a editora americana? Pois bem, a Wizzmania # 42, que acabou de sair em São Paulo, traz boas novidades para os decenautas. Como já suspeitávamos, aquele símbolo do Batman elevado ao quadrado que vimos nas chamadas das edições de fevereiro significa mesmo uma segunda revista estrelada pelo Morcego e seus pupilos. O título se chamará Batman Extra e estreará já em abril. Detalhes sobre o mix não foram revelados. Em junho teremos outra mensal, Universo DC, e o mix trará Checkmate, Shadow Pact, Secret Six e Batalha Por Blüdhaven. Outras novidades: O Um Ano Depois (One Year Later) começa em maio, DC Apresenta #3 trará os especiais Projeto Omac e Vilões Unidos, teremos mais um volume de Gotham Central em DC Especial 14 e a estréia de Aquaman: Sword Of Atlantis em Superman & Batman de junho. Somados as já anunciadas Justiça (a primeira edição já chegou no sudeste), Sete Soldados da Vitória e a republicação de Lendas, tem material suficiente para nerd reclamão nenhum botar defeito (se bem que eles reclamarão de qualquer maneira).

quinta-feira, março 22, 2007

FALA, MORRISSEY

O tempo é curto e insuficiente para que saia algo que preste da minha cabecinha, então dou à palavra ao bardo inglês, opinando sobre as facilidades do mundo moderno e o lado negativo que isso traz à música (frases extraídas da revista Mosh nº 2). Eu particularmente concordo em gênero, número e degrau com as duas primeiras.

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“Nunca fiz download de uma música sequer na Internet. Me mandaram um iPod como cortesia, e eu nem tirei da caixa. Fazer música requer esforço. Como é que você pode gostar de um disco que chega tão facilmente às suas mãos?”

“Quando era garoto, encontrava dificuldades tremendas para conseguir a música que eu amava. Sem os discos e esses obstáculos para consegui-los, jamais seria o que sou hoje.”

“Cada disco que comprei estava ligado a uma sensação. Eu passava tardes inteiras nas lojas lendo as fichas técnicas das capas e dos encartes.”

“Hoje em dia tudo está fácil: ouvir música, criar uma canção, se tornar um superstar... Um moleque de onze anos com um computador pode gravar um disco no quarto. A música hoje é alvo de humilhação, é algo frívolo e inofensivo.”

“Escuto muita coisa, mas raramente algo me impressiona. Ouço sempre uma tonelada de CDs que, em geral, vão parar direto no meu cesto de lixo.”

quinta-feira, março 15, 2007

3 EM 1

GRANDES ASTROS SUPERMAN #2
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Já falei isso no post sobre a primeira edição, mas me permitam ser repetitivo: Que gibi, meu deus, que gibi! Nesse segundo número de All Star Superman (bem que a Panini poderia ter deixado o nome original mesmo, né?), a dupla criativa, Grant Morrison e Frank Quitely, nos apresenta a Fortaleza da Solidão, o lar do Homem de Aço, fazendo uma caracterização perfeita dela. Enquanto tenta convencer Lois Lane que o Superman na verdade é Clark Kent, o casal faz uma tour pelo local. Não sei se algumas coisas que foram mostradas, como o Espelho da Verdade e o Telescópio do Tempo, já existiam ou foram concepções do Morrison nessa revista, mas são criações muito interessantes, com aquela cara da Era de Prata que permeia a trama. Enquanto isso, Lois fica paranóica, tentando descobrir por que o herói a trouxe para lá, e o Super descobre que ficou imune à Kriptonita, outro efeito colateral da expedição ao sol. Mais uma vez, nota 10.

GRANDES ASTROS BATMAN & ROBIN #2
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Quanto ao título do Homem Morcego da mesma linha All Star, bem, não é tão bom quanto o descrito acima, mas é uma leitura agradável, e melhor do que o que vem sendo publicado no título mensal do personagem. Essa edição se passa praticamente toda dentro do batmóvel, onde Batman, junto ao seu futuro pupilo, tenta escapar da corrupta polícia local. É até engraçado o Batman tentando parecer mais durão do que já é com o intuito de amedrontar o garoto, mas ele logo percebe que o vigilante de Gotham está imitando o Clint Eastwood (nesse momento logo me passou pela cabeça que o Eastwood chegou a ser cotado a viver o herói no cinema, numa adaptação do clássico Cavaleiro das Trevas, do mesmo Frank Miller desse gibi). As cenas de perseguição ficaram ótimas, e Jim Lee tá cada vez mais preocupado na narrativa (tem até uma página dupla com 32 quadrinhos, algo inimaginável para esse especialista em pin ups). Vale quanto pesa.

CRISE INFINITA #3
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Como naquela música dos Titãs, em Crise Infinita continua acontecendo tudo ao mesmo tempo agora. Num momento estamos em San Diego, depois na Ilha Paraíso, Gotham, Texas, Galáxia Polaris, Central City e por aí vai. Cada um desses cenários rende 2, 3 páginas da história, impedindo um aprofundamento na trama e que uma série de diálogos que se desenvolva normalmente (com a exceção daquele entre Batman e o Superman da Terra 2, que acaba sendo o melhor momento dessa edição 3). Ainda estamos longe de entender como cada um desses acontecimentos irão se desenvolver, e qual a importância deles no que realmente importa em Crise Infinita, que é a volta de personagens que desapareceram na Crise original. Foi revelada a identidade do verdadeiro vilão, e só nessa parte a história avançou. Apesar de ser uma leitura razoável, o gibi ainda não deslanchou e não faz jus a toda expectativa gerada. Eu continuo com um pé atrás. E saber que uma das edições futuras é só quebra pau sem sentido, conforme opiniões que vi na Internet, não ajuda. Mas eu sou decenauta e não desisto nunca.

FRASES

“É preciso melhorar a massa encefálica dentro do cérebro para as pessoas compreenderem que as mulheres devem ser respeitadas.”

“É necessário caminhar mais para que Brasil e Estados Unidos cheguem ao ‘ponto G’ das negociações.”

Ambas do presidente Lula. Esse cara tem mesmo o dom da palavra, heim? É quase um Camões.

domingo, março 11, 2007

THE CLASH - THE SINGLES BOX SET

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Essa vai fazer o Eduardo babar. Foi lançado um Box Set contendo todos os 19 singles da carreira do Clash, uma das bandas de maior importância do movimento punk que consumiu a terra da rainha na segunda metade da década de 70. A caixa é daquelas para agradar ao fã mais exigente. Foram reproduzidas todas as capas originais, os CDs imitam o design dos antigos vinis e também faz parte do pacote o EP de “Capital Radio”, raridade que foi encartada numa antiga edição da revista NME, sem esquecer do livreto de 44 páginas, com notas das gravações, fotos inéditas e textos de gente como The Edge (U2), Damon Albarn (Blur), Bobby Gillespie (Primal Scream), Pete Townsend (Who) e Bernard Sumner (New Order), entre outros. Claro que não podiam faltar inúmeras bonus tracks, sendo que seis delas eram inéditas no formato CD. No total são 64 faixas, desde clássicos do grupo a obscuridades tiradas de lados B. Tudo isso feito com a supervisão de Mick Jones e Paul Simonon, respectivamente guitarrista e baixista do Clash. Dificilmente isso será lançado por aqui, então é bom desembolsar aquela suada bufunfa (cerca de 400 reais) nas lojas que trabalham com discos importados. Começa a economizar aí, Eduardo!


(Um pequeno parêntese: sei que vocês perceberam que diminuiu drasticamente a atualização aqui no blog, mas eu tenho uma boa desculpa para isso. Estou me preparando para um concurso e estou estudando feito louco, e o pouco tempo livre que tenho serve para não deixar acumular muitas revistas e gibis e para assistir àquelas séries de tv mais essenciais. Além disso, meu humor não anda dos melhores. Mas vou tentar postar algumas coisas nessa semana que se inicia. Em abril tudo deve voltar ao normal. Paciência, pessoal.)

domingo, março 04, 2007

HEROES

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Finalmente estreou por aqui na última sexta-feira, no Universal Channel, Heroes, a mais aguardada da nova temporada de séries da tv americana, e que vem sendo, desde seu início na terra do tio Sam, objeto de culto por parte dos fanáticos desse tipo de programa. No primeiro episódio são apresentados os personagens principais, que já começam a mostrar seus poderes. Uma cheerleader consegue se regenerar de qualquer ferimento ou mutilação, um político tem o dom de voar, um pintor consegue retratar o futuro em suas obras, um funcionário japonês dobra o tempo e o espaço etc, etc, enquanto um geneticista indiano teoriza que alguns seres humanos são dignos de feitos extraordinários. A questão é a seguinte: por que essas pessoas estão desenvolvendo super poderes, e por que tudo ao mesmo tempo e agora? Não dá para não fazermos um paralelo com os gibis, não só em relação aos poderes demonstrados, alguns deles vistos em personagens famosos das HQs, como esse questionamento que citei, objeto de uma subtrama nos gibis da linha Ultimate da Marvel. Devido ao mistério que circunda a história e ao hype provocado, Heroes é chamado de o novo Lost, por bem ou por mal, tanto que, na edição da Veja da semana passada, uma matéria sobre a série alerta para que Heroes não siga o mesmo caminho do concorrente, que, ainda segundo a revista, demonstra que seus roteiristas estão perdidos em vários mistérios não resolvidos, que se sucedem, criando contradições e confusões na cabeça dos espectadores (que diminuíram em 7 milhões nos EUA nessa 3ª temporada, prestes a iniciar no Brasil via AXN). Quanto a Heroes, bem, depois de tanta espera e expectativa, devo dizer que fiquei meio decepcionado com o capítulo de estréia. Sei lá, não deixou aquele gostinho de quero mais, aquela curiosidade de querer saber o que vai acontecer em seguida, uma empatia com os personagens e tal. Talvez minha expectativa foi exagerada. Mas continuarei assistindo, até porque as noites de sextas são meio fracas em termos de séries mesmo, principalmente agora com Law & Order Criminal Intent transferida paras as quintas-feiras. Aguardemos o desenrolar da trama...