quinta-feira, março 29, 2007

20 DISCOS QUE MUDARAM O MUNDO pt. 3

(texto extraído da revista ZERO nº 8)

THE BEATLES
REVOLVER

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Lançamento: 5 de agosto de 1966
Nas paradas: nº 1 na lista de álbuns pop da Billboard
Algumas influências: Ravi Shankar, Fats Domino, Carls Perkins, Buddy Holly, Elvis Presley, Beach Boys
Alguns influenciados: todas as bandas que você conseguir imaginar

Eles já tinham atingido a maturidade musical com o disco anterior, Rubber Soul, mas o auge da combinação de composições econômicas, mas melodiosas, com experimentalismo e criatividade no estúdio foi alcançado com Revolver. Com ele, os Beatles criaram uma cartilha que todas as bandas teriam que passar a ler desde então.
John Lennon carrega nas viagens alucinógenas em “Doctor Robert”, inspirada em Robert Freyman, médico norte-americano que ganhou fama entre ricos e famosos com um coquetel de injeções de vitaminas e anfetaminas, no uso etéreo da guitarra de “And Your Bird Can Sing” e no sufoco de uma bad trip em “She Said She Said”, inspirada num encontro que teve com Peter Fonda, em que ele e George Harrison tomaram LSD. O místico John entra em cena com “Tomorrow Never Knows”, inspirada no Livro Tibetano dos Mortos.
Paul McCartney bebe da fonte de Stockhausen e John Cage e dá vazão ao experimentalismo com trechos sobrepostos e loops de tapes – confira o solo de guitarra ao contrário em “I’m Only Sleeping”.
E George marca definitivamente território como compositor, como em “Taxman” e “I Want To Tell You”. Flerta com a música indiana, levando pro Abbey Road a cítara (“Tomorrow Never Knows”) e na climática “Love You To”. O produtor George Martin completa o time com colagens sonoras aleatórias.
Uma semana depois do lançamento de Revolver – que era pra ser batizado “Beatles On Safari”, “Abracadabra” ou “Magic Circles” – os quatro fizeram a derradeira apresentação ao vivo no Candlestick Park, em Chicago.

Efeitos no Brasil: A tropicália e os Mutantes têm Revolver tatuado no DNA. E a ligação do grupo de Rita Lee e dos irmãos Batista com Gilberto Gil marcou a segunda revolução jovem da música brasileira.
Enquanto isso...: As paradas mundiais eram dominadas pelos Troggs. Na Inglaterra, o número 1 era “With A Girl Like You”, e nos EUA, “Wild Thing” assumia o topo. É o ano em que Pelé se machuca durante a Copa e o Brasil faz sua pior apresentação num Mundial, após o bicampeonato 58/62. Começa a Revolução Cultural na China.

sábado, março 24, 2007

NOVIDADES DC

Lembram da tão falada expansão da DC, prometida pela Panini quando renovou seu contrato com a editora americana? Pois bem, a Wizzmania # 42, que acabou de sair em São Paulo, traz boas novidades para os decenautas. Como já suspeitávamos, aquele símbolo do Batman elevado ao quadrado que vimos nas chamadas das edições de fevereiro significa mesmo uma segunda revista estrelada pelo Morcego e seus pupilos. O título se chamará Batman Extra e estreará já em abril. Detalhes sobre o mix não foram revelados. Em junho teremos outra mensal, Universo DC, e o mix trará Checkmate, Shadow Pact, Secret Six e Batalha Por Blüdhaven. Outras novidades: O Um Ano Depois (One Year Later) começa em maio, DC Apresenta #3 trará os especiais Projeto Omac e Vilões Unidos, teremos mais um volume de Gotham Central em DC Especial 14 e a estréia de Aquaman: Sword Of Atlantis em Superman & Batman de junho. Somados as já anunciadas Justiça (a primeira edição já chegou no sudeste), Sete Soldados da Vitória e a republicação de Lendas, tem material suficiente para nerd reclamão nenhum botar defeito (se bem que eles reclamarão de qualquer maneira).

quinta-feira, março 22, 2007

FALA, MORRISSEY

O tempo é curto e insuficiente para que saia algo que preste da minha cabecinha, então dou à palavra ao bardo inglês, opinando sobre as facilidades do mundo moderno e o lado negativo que isso traz à música (frases extraídas da revista Mosh nº 2). Eu particularmente concordo em gênero, número e degrau com as duas primeiras.

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“Nunca fiz download de uma música sequer na Internet. Me mandaram um iPod como cortesia, e eu nem tirei da caixa. Fazer música requer esforço. Como é que você pode gostar de um disco que chega tão facilmente às suas mãos?”

“Quando era garoto, encontrava dificuldades tremendas para conseguir a música que eu amava. Sem os discos e esses obstáculos para consegui-los, jamais seria o que sou hoje.”

“Cada disco que comprei estava ligado a uma sensação. Eu passava tardes inteiras nas lojas lendo as fichas técnicas das capas e dos encartes.”

“Hoje em dia tudo está fácil: ouvir música, criar uma canção, se tornar um superstar... Um moleque de onze anos com um computador pode gravar um disco no quarto. A música hoje é alvo de humilhação, é algo frívolo e inofensivo.”

“Escuto muita coisa, mas raramente algo me impressiona. Ouço sempre uma tonelada de CDs que, em geral, vão parar direto no meu cesto de lixo.”

quinta-feira, março 15, 2007

3 EM 1

GRANDES ASTROS SUPERMAN #2
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Já falei isso no post sobre a primeira edição, mas me permitam ser repetitivo: Que gibi, meu deus, que gibi! Nesse segundo número de All Star Superman (bem que a Panini poderia ter deixado o nome original mesmo, né?), a dupla criativa, Grant Morrison e Frank Quitely, nos apresenta a Fortaleza da Solidão, o lar do Homem de Aço, fazendo uma caracterização perfeita dela. Enquanto tenta convencer Lois Lane que o Superman na verdade é Clark Kent, o casal faz uma tour pelo local. Não sei se algumas coisas que foram mostradas, como o Espelho da Verdade e o Telescópio do Tempo, já existiam ou foram concepções do Morrison nessa revista, mas são criações muito interessantes, com aquela cara da Era de Prata que permeia a trama. Enquanto isso, Lois fica paranóica, tentando descobrir por que o herói a trouxe para lá, e o Super descobre que ficou imune à Kriptonita, outro efeito colateral da expedição ao sol. Mais uma vez, nota 10.

GRANDES ASTROS BATMAN & ROBIN #2
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Quanto ao título do Homem Morcego da mesma linha All Star, bem, não é tão bom quanto o descrito acima, mas é uma leitura agradável, e melhor do que o que vem sendo publicado no título mensal do personagem. Essa edição se passa praticamente toda dentro do batmóvel, onde Batman, junto ao seu futuro pupilo, tenta escapar da corrupta polícia local. É até engraçado o Batman tentando parecer mais durão do que já é com o intuito de amedrontar o garoto, mas ele logo percebe que o vigilante de Gotham está imitando o Clint Eastwood (nesse momento logo me passou pela cabeça que o Eastwood chegou a ser cotado a viver o herói no cinema, numa adaptação do clássico Cavaleiro das Trevas, do mesmo Frank Miller desse gibi). As cenas de perseguição ficaram ótimas, e Jim Lee tá cada vez mais preocupado na narrativa (tem até uma página dupla com 32 quadrinhos, algo inimaginável para esse especialista em pin ups). Vale quanto pesa.

CRISE INFINITA #3
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Como naquela música dos Titãs, em Crise Infinita continua acontecendo tudo ao mesmo tempo agora. Num momento estamos em San Diego, depois na Ilha Paraíso, Gotham, Texas, Galáxia Polaris, Central City e por aí vai. Cada um desses cenários rende 2, 3 páginas da história, impedindo um aprofundamento na trama e que uma série de diálogos que se desenvolva normalmente (com a exceção daquele entre Batman e o Superman da Terra 2, que acaba sendo o melhor momento dessa edição 3). Ainda estamos longe de entender como cada um desses acontecimentos irão se desenvolver, e qual a importância deles no que realmente importa em Crise Infinita, que é a volta de personagens que desapareceram na Crise original. Foi revelada a identidade do verdadeiro vilão, e só nessa parte a história avançou. Apesar de ser uma leitura razoável, o gibi ainda não deslanchou e não faz jus a toda expectativa gerada. Eu continuo com um pé atrás. E saber que uma das edições futuras é só quebra pau sem sentido, conforme opiniões que vi na Internet, não ajuda. Mas eu sou decenauta e não desisto nunca.

FRASES

“É preciso melhorar a massa encefálica dentro do cérebro para as pessoas compreenderem que as mulheres devem ser respeitadas.”

“É necessário caminhar mais para que Brasil e Estados Unidos cheguem ao ‘ponto G’ das negociações.”

Ambas do presidente Lula. Esse cara tem mesmo o dom da palavra, heim? É quase um Camões.

domingo, março 11, 2007

THE CLASH - THE SINGLES BOX SET

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Essa vai fazer o Eduardo babar. Foi lançado um Box Set contendo todos os 19 singles da carreira do Clash, uma das bandas de maior importância do movimento punk que consumiu a terra da rainha na segunda metade da década de 70. A caixa é daquelas para agradar ao fã mais exigente. Foram reproduzidas todas as capas originais, os CDs imitam o design dos antigos vinis e também faz parte do pacote o EP de “Capital Radio”, raridade que foi encartada numa antiga edição da revista NME, sem esquecer do livreto de 44 páginas, com notas das gravações, fotos inéditas e textos de gente como The Edge (U2), Damon Albarn (Blur), Bobby Gillespie (Primal Scream), Pete Townsend (Who) e Bernard Sumner (New Order), entre outros. Claro que não podiam faltar inúmeras bonus tracks, sendo que seis delas eram inéditas no formato CD. No total são 64 faixas, desde clássicos do grupo a obscuridades tiradas de lados B. Tudo isso feito com a supervisão de Mick Jones e Paul Simonon, respectivamente guitarrista e baixista do Clash. Dificilmente isso será lançado por aqui, então é bom desembolsar aquela suada bufunfa (cerca de 400 reais) nas lojas que trabalham com discos importados. Começa a economizar aí, Eduardo!


(Um pequeno parêntese: sei que vocês perceberam que diminuiu drasticamente a atualização aqui no blog, mas eu tenho uma boa desculpa para isso. Estou me preparando para um concurso e estou estudando feito louco, e o pouco tempo livre que tenho serve para não deixar acumular muitas revistas e gibis e para assistir àquelas séries de tv mais essenciais. Além disso, meu humor não anda dos melhores. Mas vou tentar postar algumas coisas nessa semana que se inicia. Em abril tudo deve voltar ao normal. Paciência, pessoal.)

domingo, março 04, 2007

HEROES

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Finalmente estreou por aqui na última sexta-feira, no Universal Channel, Heroes, a mais aguardada da nova temporada de séries da tv americana, e que vem sendo, desde seu início na terra do tio Sam, objeto de culto por parte dos fanáticos desse tipo de programa. No primeiro episódio são apresentados os personagens principais, que já começam a mostrar seus poderes. Uma cheerleader consegue se regenerar de qualquer ferimento ou mutilação, um político tem o dom de voar, um pintor consegue retratar o futuro em suas obras, um funcionário japonês dobra o tempo e o espaço etc, etc, enquanto um geneticista indiano teoriza que alguns seres humanos são dignos de feitos extraordinários. A questão é a seguinte: por que essas pessoas estão desenvolvendo super poderes, e por que tudo ao mesmo tempo e agora? Não dá para não fazermos um paralelo com os gibis, não só em relação aos poderes demonstrados, alguns deles vistos em personagens famosos das HQs, como esse questionamento que citei, objeto de uma subtrama nos gibis da linha Ultimate da Marvel. Devido ao mistério que circunda a história e ao hype provocado, Heroes é chamado de o novo Lost, por bem ou por mal, tanto que, na edição da Veja da semana passada, uma matéria sobre a série alerta para que Heroes não siga o mesmo caminho do concorrente, que, ainda segundo a revista, demonstra que seus roteiristas estão perdidos em vários mistérios não resolvidos, que se sucedem, criando contradições e confusões na cabeça dos espectadores (que diminuíram em 7 milhões nos EUA nessa 3ª temporada, prestes a iniciar no Brasil via AXN). Quanto a Heroes, bem, depois de tanta espera e expectativa, devo dizer que fiquei meio decepcionado com o capítulo de estréia. Sei lá, não deixou aquele gostinho de quero mais, aquela curiosidade de querer saber o que vai acontecer em seguida, uma empatia com os personagens e tal. Talvez minha expectativa foi exagerada. Mas continuarei assistindo, até porque as noites de sextas são meio fracas em termos de séries mesmo, principalmente agora com Law & Order Criminal Intent transferida paras as quintas-feiras. Aguardemos o desenrolar da trama...

quinta-feira, março 01, 2007

20 DISCOS QUE MUDARAM O MUNDO pt. 2

(texto extraído da revista ZERO nº 8)

NIRVANA
NEVERMIND

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Lançamento: 24 de setembro de 1991
Nas paradas: nº 1 do Top 200 da Billboard
Algumas influências: REM, Cheap Trick, Melvins, Neil Young, Sonic Youth
Alguns influenciados: Bush, The Vines, Weezer, Silverchair, Sponge, Queens Of The Stone Age

Num mundo ideal, onde cores, cabelos e estrelismo superavam a própria música, Nevermind surgia como o filho rebelde, bastardo e sem o mínimo saco para escutar os sermões dos pais e professores da escola. Nada foi igual depois dele. A força e a violência aplicada em cada acorde do segundo álbum do Nirvana realçavam a necessidade do alternativo se deslocar para o ouvido das grandes massas. E foi exatamente isso que aconteceu.
Os primeiros acordes de “Smells Like Teen Spirit” vinham lotados de agressividade adolescente, o hino para toda uma geração X, Y e Z. Um cantor franzino, de aparência esquálida, soltava a voz por detrás da poderosa cozinha formada pelo baixista Krist Novoselic e pelo baterista Dave Grohl.
Kurt Cobain passou rapidamente pelo mundo terreno. Nos três anos seguintes ao lançamento de Nevermind, cravou sua história no mundo do rock. Seu lirismo pop, entrelaçado com a veia pesada e dura dos acordes de sua guitarra hipnotizavam quem quer que escutasse suas músicas. “In Bloom” agregava a raiva de Kurt contra os rednecks americanos, numa melodia marcante, quase dançante. “Come As You Are” era absorvida como uma droga de demorado efeito alucinógeno.
De “Smells Like Teen Spirit” até “Something In The Way”, todas as canções foram hits instantâneos. Nevermind vendeu mais de 2,5 milhões de cópias em poucas semanas em todo o mundo e fez possível o trio lançar um álbum bem menos acessível – tão bom ou melhor – dois anos depois (In Utero). A chama de Kurt se apagou no dia 5 de abril de 1994, em Seattle, resultado de um tiro na cabeça. Desde aquele dia, o meio musical procura insistentemente seu novo Nirvana.

Efeitos no Brasil: Os nada oportunistas Titãs lançam disco de grunge produzido por Jack Endino, o pai do gênero. As camisas de flanela ganham lugar de destaque nos guarda-roupas adolescentes. Detalhe: enquanto em Seattle chove o tempo todo, a temperatura média aqui beira os 30º. Capital Inicial vira grunge. Cássia Eller assassina “Smells Like Teen Spirit” em seus shows.
Enquanto isso…: Brian Adams lidera a parada norte-americana com a melosa “(Everything I Do) I Do It For You”. Bush pai iniciava a primeira guerra do Golfo. Michael Jordan ganha seu primeiro título da NBA pelo Chicago Bulls, anunciando a febre sobre o basquete americano. A geração cara-pintada “derruba” o presidente Fernando Collor.

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

FALA QUE EU TE CHUPO

-Estou acompanhando essa nova fase do Demolidor, escrita pelo Ed Brubaker e desenhada pelo Michael Lark, através dos scans. Até agora li as duas primeiras histórias e é excelente. O estilo é outro, mas é tão bom quanto a fase da dupla Bendis & Maleev. E o personagem principal continua comendo o pão que o diabo amassou. Brubaker também está fazendo um ótimo trabalho no título do Capitão América (que igualmente leio via scan). Como é que a DC deixou esse cara ir embora?

-Finalmente a Panini lançou a versão definitiva de O Cavaleiro das Trevas. Com 516 páginas e capa dura, e contendo, além da clássica minissérie original, sua controvertida continuação, O Cavaleiro das Trevas 2, e uma porção de extras (esboços, capas originais, trechos de roteiro etc), tudo isso pela bagatela de R$ 95,90. Tem também uma versão mais barata, com capa mole. Se tudo der certo faço minha encomenda até o meio de março. É uma vergonha dizer isso, mas eu não tenho essa maravilha na minha gibiteca, apesar de já ter lido emprestada.

-Não sei o que foi mais ridículo, a Britney Spears raspando o cabelo ou vários programas de TV americanos analisando os motivos por que ela fez isso, inclusive com a ajuda de psiquiatras e afins. Pelo menos a CNN fez uma matéria com muito humor sobre o ocorrido.

-O principal motivo de assistir ao Oscar, ao menos para mim, é dar boas gargalhadas, e esse ano a Ellen Degeneres, de quem gosto desde que fazia sitcom para a TV, cumpriu bem seu papel. O monólogo inicial foi bem legal, e suas intervenções posteriores mantiveram o pique. Destacam-se os momentos onde ela interagiu com a platéia (aquele com o Scorsese foi muito engraçado) e quando ela se misturou àquele grupo que fazia imagens temáticas com os corpos. Também sobrou humor para as estrelas. Jack Black é sempre engraçado, e o momento O Diabo Veste Prada foi excelente (eu amo a Meryl Streep), sem esquecer o Al Gore, que entrou no clima da festa. Em relação aos premiados, bem, não vi nenhum dos filmes indicados, então não posso fazer uma análise melhor, mas foi bom ver finalmente o Scorsese ser reconhecido e o Forest Whitaker sair como melhor ator (pelo que ele fez nas participações em duas séries, The Shield e ER, dá para perceber que ele está em sua melhor forma). Ah, e saudações ao inventor da tecla SAP. A tradução simultânea tira 90% da graça da premiação, apesar de que os comentários do Rubens Ewald Filho (assisti pela TNT) às vezes fazem falta.

sábado, fevereiro 24, 2007

GRANDES ASTROS BATMAN & ROBIN #1

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Se Superman ganhou Grant Morrison e Frank Quitely como equipe criativa, o Morcego e o Garoto Prodígio não ficaram atrás e levaram Frank Miller e Jim Lee nos roteiros e desenhos, respectivamente, para a linha All Star. Nessa primeira edição é retratada a morte dos pais de Dick Grayson, o Robin original, num espetáculo de circo, tudo visto por Bruce Wayne, que na ocasião se encontrava da boa companhia da colunista Vicki Vale. Depois do ocorrido, a polícia de Gotham leva o garoto em sua patrulha para lhe dar uma dura, quando são interrompidos pelo Batman, que fala para o pequeno Dick que ele foi convocado para uma guerra.
Vi muitas críticas negativas internet afora para essa HQ, mas sempre que falam mal de um trabalho do Frank Miller, temos que considerar o seguinte: é ruim comparado com os clássicos do mesmo roteirista, como Cavaleiro das Trevas e Ano Um (para ficar com seus trabalhos estrelados pelo Morcegão), ou é ruim em relação aos gibis em geral? Aqui, como na maioria das vezes, a alternativa certa é a primeira, até porque o Miller nos seus piores dias ainda é infinitamente melhor que um Chuck Austen da vida. Já Jim Lee é aquela coisa, não tem meio termo, ou você gosta do estilo do cara ou o odeia. Sou dos que curtem seu traço, e aqui ele faz um trabalho até melhor que o usual, preocupando-se mais em contar a história e menos em fazer pin ups página sim, página não. Miller, sabendo da desenvoltura do desenhista em fazer belas mulheres, coloca Vicki Vale na trama, que aparece em toda sua exuberância logo nas primeiras páginas. No final, o gibi não tem aquela cara revolucionária de Grandes Astros Superman, é mais pé no chão, mas é tudo bem contado, e faz jus ao que propõe essa linha de quadrinhos da DC.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

GRANDES ASTROS SUPERMAN #1

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Que gibi, meu deus, que gibi!
Superman faz parte de uma expedição ao sol que é quase sabotada por Luthor. Como todos sabemos, a fonte de poder do homem de aço vem da energia solar, mas o herói acaba exposto a um nível critico de radiação solar, o que o faz manifestar um novo poder e aumentar exponencialmente sua força, porém também impede que a energia seja processada de maneira eficiente, causando morte celular. Antes de sua morte o herói quer fazer algumas coisas, como revelar sua identidade a amada Lois Lane. E é só nessa edição de estréia da mais que aguarda linha All Star (Grandes Astros na tradução da Panini; por mim ficaria em inglês mesmo), e ficamos com gosto de quero mais quando chegamos à última página. O roteirista Grant Morrison, que há tempos desejava fazer um trabalho grandioso estrelado pelo Superman como esse, está inspiradíssimo, bolando suas teorias científicas fantásticas, que lembram a era de prata da DC. E temos ainda os traços cinematográficos de Frank Quitely, retratando perfeitamente os personagens (o Clark atrapalhado dele é excelente; e a capa, meu deus, é uma verdadeira obra de arte). Nota 10 com méritos. Já estou na espera da segunda edição.

terça-feira, fevereiro 20, 2007

NOTAS MUSICAIS

-Depois de se reunir para se apresentar no chatíssimo Grammy, o Police anunciou uma turnê mundial, que irá comemorar 30 anos da banda. A excursão começa em 28 de maio em Vancouver e poderá passar pelo Brasil. Será que o Sting é menos pé no saco sozinho ou acompanhado?! Agora só falta os Smiths voltarem...

-Uns se reúnem, outros se debandam. O vocalista Chris Cornell anunciou sua saída do Audioslave, alegando conflitos de personalidade e diferenças musicais inconciliáveis. O Audioslave surgiu com fama de superbanda, trazendo em sua formação os (bons) músicos do Rage Against The Machine mais Cornell, ex-Soundgarden, uma das grandes bandas da cena de Seattle nos anos 90. Chegaram a lançar três álbuns e ainda fizeram um show histórico na ilha de Fidel. Bem, achei o primeiro disco dos caras excelente, o segundo foi bem meia-boca, e nem me dei ao trabalho de ouvir o terceiro e derradeiro disco. Cornell deverá agora cuidar de sua carreira solo. E os demais integrantes? Bem, tem um show do Rage Against The Machine já marcado para o próximo Festival Coachella, no final de abril.

-Os Arctic Monkeys saíram como os grandes vencedores do Brit Awards, realizado na quinta-feira passada. A banda venceu nas categorias de melhor grupo e de melhor álbum britânico. Enquanto isso o The Killers levou os prêmios de melhor grupo internacional e de melhor álbum internacional.

-Com mais de 35 anos de atraso a Índia irá receber seu primeiro grande show de heavy metal. O Iron Maiden tocará por aquelas bandas em 17 de março, nos jardins de um palácio em Bangalore. O disco dos caras A Matter Of Life And Death é o segundo nas paradas locais. Como seria um Eddie indiano?

CRISE INFINITA #2

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Antes de qualquer coisa, não posso deixar passar mais uma mancada da Panini. DC Apresenta #1, que traz o arco com a Poderosa e que deve ser lido antes dessa edição de Crise Infinita, acabou ficando com sua distribuição setorizada, apesar de ter sido anunciada como nacional. Tive que me virar e baixar os respectivos scans para ler essa história. Esses problemas com a distribuição já estão virando piada velha.
Mas vamos à Crise. Três personagens que haviam desaparecido com a Crise nas Infinitas Terras estão de volta. Superboy Primordial, Superman da Terra 2 e Alexander Luthor da Terra 3 retornam com o intuito de concertar as coisas. Segundo eles, a Terra salva na Crise original foi a errada, e a Terra certa deve retornar. Com eles também está o segredo da origem da Poderosa (e no final a leitura de DC Apresenta não parece tão essencial para o entendimento da trama). Enquanto isso, Donna Troy reúne uma equipe para ir a Nova Cronos, o Coringa quer saber (ao seu modo) por que não foi chamado para a Sociedade de Vilões, os OMACs atacam a Ilha Paraíso e o Batman, bem, ele continua paranóico.
Com a entrada dos três personagens citados e a origem da Poderosa revelada, a trama toma contornos mais nítidos, mas ainda está longe de colocar todos esses acontecimentos convergindo. O texto de Geoff Johns continua competente, mas a arte de Phil Jimenez pareceu meio descuidada em algumas passagens. Já a parte que coube ao George Pérez (o flashback contado pelo Superman da Terra 2) ficou excelente, mas o mesmo não posso dizer da capa desenhada pelo mesmo Pérez, bem aquém do esperado. Mais uma vez escolhi a capa do Jim Lee.

sábado, fevereiro 17, 2007

FRASE

“Estou com a cabeça no carnaval, e não no ministério.”

Do nosso querido presidente Lula. Com um governante com essa mentalidade, não tem PAC que dê jeito. Aliás, nunca vi um governo levar tão a sério a máxima que diz que, no Brasil, o ano só começa após o carnaval. O que me faz lembrar o João Gordo berrando “a gente trabalha e se fode o ano inteiro, chega o carnaval, é globeleza, é globeleza, é globeleza...”

CAPA DE GIANT-SIZE SPIDER-WOMAN 1

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sábado, fevereiro 10, 2007

NOTAS MUSICAIS

-Billy Corgan não desiste. Os Smashing Pumpkins voltaram a se reunir (quer dizer, Corgan e o baterista Jimmy Chamberlin; James Iha e D’Arcy, respectivamente guitarrista e baixista, não participam dessa nova encarnação da banda). Desde o ano passado os caras estão em estúdio, onde gravaram o álbum Zeitgeist, que tem previsão de lançamento para 7 de julho próximo. Na boa, a fonte de Corgan secou faz tempo. O Zwan, seu projeto após o final dos Pumpkins, parecia uma xerox mal feita de sua antiga banda, e ninguém ouviu seu disco solo. E sendo um pouco mais exigente, ele deveria ter pendurado as botas (ou o microfone e a guitarra) depois de Mellon Collie And The Infinite Sadness, talvez o melhor álbum duplo da história do rock.

-Os lendários da seminal banda protopunk, The Stooges, anunciaram que farão uma turnê para divulgar seu primeiro disco de estúdio em mais de 30 anos, The Weirdness, que deve sair em 20 de março. Nas datas anunciadas até agora estão incluídas grandes cidades americanas, como Nova York, Seattle e São Francisco, e festivais pela Europa. Por enquanto nada de Brasil, que pôde ver os caras em 2005.

-Quem também está voltando é o Dinosaur Jr, um dos grandes representantes da cena alternativa americana entre os anos 80 e 90, e que ganhou um pouco mais de visibilidade com a ascensão do grunge. A formação original (J Mascis, Lou Barlow e Murph) se reuniu depois de 18 anos para gravar o CD Beyond, com lançamento marcado para o final de abril. As músicas que farão parte do disco são:
'Almost Ready'
'Crumble'
'Pick Me Up'
'Back To Your Heart'
'This Is All I Came To Do'
'Been There All The Time'
'It's Me'
'We're Not Alone'
'I Got Lost'
'Lightning Bulb'
'What If I Knew'
-Não fui o único a se surpreender com o Prince tocando “Best of You”, do Foo Fighters no Superbowl (sim, eu também curto futebol americano). Os próprios integrantes do Foo não esperavam por isso. O baterista Taylor Hawkins falou o seguinte: “Cara, não tenho a mínima idéia por que ele fez aquilo, mas adoraria saber. Quer dizer, passou pela minha cabeça que o Prince queria dizer um “foda-se” para gente, ou talvez ele realmente goste da música”. Lembrando que o FF já fez uma cover do Prince, “Darling Nikki”, que acabou entrando num lado b de um single.

-Lembram que falei há um tempo que o programa do Jools Holland passaria pela HBO Plus? Pois bem, sabem quem se apresentou por lá ontem? A Nação Zumbi! Isso mesmo, tocaram duas músicas e ainda assistiram, in loco, David Gilmour, do Pink Floyd, apresentando seu trabalho solo, e também executando, ao lado do tecladista Richard Wright, “Arnold Layne”, música dos primórdios do Floyd. Quem perdeu tem reprise nessa segunda à noite. Na próxima sexta não tem Jools Holland, mas tem um especial com Primal Scream e Killers tocando ao vivo. Fica a recomendação. Outro bom programa é o documentário Heavy - A História do Metal, da VH1 (a propósito, esse canal tá matando a pau, ótima programação). Quinta-feira passada foi exibida a primeira parte, destacando os primórdios do estilo, com Black Sabbath e Led Zeppelin, cobrindo até o final da década de 70, com o enfraquecimento do metal devido ao movimento punk, que ditava as modas. Próxima quinta tem a segunda parte, que deve destacar a New Wave Of British Heavy Metal, que teve como principal representante o Iron Maiden. Aliás, Bruce Dickinson, nos depoimentos, está a cara do falecido Caçador de Crocodilos. Que roupinha é aquela?!

-Para terminar que tal uma foto da nossa querida Lily Allen, que tem ouvido muito Klaxons, The Bird and the Bee e Adele (não, eu não conheço esses dois últimos)? Ela não é uma gracinha?! E ainda tem boca suja (com um belo sotaque inglês)! Perfeita!!!
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É GUERRA!

O Coldplay ilustra as capas das edições de fevereiro da Bizz e da Rolling Stone. Confira:
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quinta-feira, fevereiro 08, 2007

DICAS DO MÊS

As duas recomendações do mês, com textos extraídos das mais recentes edições da Bizz e da Rolling Stone, são Peel Sessions, da musa indie PJ Harvey, e Freak ‘N’ roll...Into The Fog, de uma das melhores bandas dos anos 90 (e com cara de anos 60/70), Black Crowes. No primeiro temos faixas que foram executadas no antigo programa do radialista inglês John Peel, que morreu em 2004. O texto é de autoria da jornalista Lígia Nogueira e foi publicado na Bizz #209, de janeiro (vou poupá-los do texto da Ivy Farias sobre o mesmo CD que saiu na RS de dezembro passado; parecia que a autora nem sabia quem era o John Peel, uma lástima). Depois é a vez do ao vivo dos Black Crowes, a banda dos irmãos Robinson (nem só do clã Gallagher vive o rock), num show de 2005. Texto de Paulo Cavalcanti que saiu na Rolling Stone #4, também de janeiro. Vale ressaltar que a seção Guia da RS, o ponto fraco da revista, teve uma sensível melhora nessa edição. Finalmente!
PJ HARVEY
Peel Sessions (1991-2004)
Universal
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A combinação é saborosa: se John Peel é hoje considerado o radialista mais importante da música pop, ninguém melhor do que a intrigante roqueira inglesa PJ Harvey para homenagear o locutor da BBC, morto em outubro de 2004. Pois essa musa atormentada caprichou na escolha do repertório de Peel Sessions (1991-2004), que reúne 12 faixas gravadas durante as apresentações no programa do amigo. Poderia ser “apenas” mais uma coletânea, se PJ Harvey não fugisse do óbvio – característica, aliás, das mais marcantes em sua carreira. Os primeiros acordes da faixa de abertura, “Oh My”, dão o recado: PJ não brinca em serviço. Sensualidade e dramaticidade se encontram em uma seqüência que inclui três outras faixas de seu disco de estréia, Dry (1992) – “Victory”, “Sheela-Na-Gig” e “Water” – e as até então inéditas em álbuns oficiais “Naked Cousin”, “Losing Ground”, “This Wicked Tongue” e “Wang Dang Doodle” (Willie Dixon). Da parceria com John Parish vem a balada “That Was My Veil”, incluída no álbum Dance Hall At Louse Point (1996). A sinuosa “Snake”, de Rid Of Me (1993), quebra o transe com um grito amedrontador, mas ainda repleto de malícia. “Beautiful Feeling” ficou mais crua e bela sem Thom Yorke – que participa dos vocais no disco Stories From The City, Stories From The Sea (2000). “You Come Through”, homenagem póstuma, encerra o set list à maneira de PJ (e que certamente John Peel aprovaria): espinhosa e cheia de beleza.
Lígia Nogueira
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BLACK CROWES
Freak ‘N’ roll...Into The Fog
ST2
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Os discos de estúdio do Black Crowes na maioria das vezes são irregulares, mas esses caras, quando sobem ao palco, não deixam para ninguém. Este CD duplo, gravado no lendário Fillmore East (São Francisco), traz o registro da tour realizada em 2005 e que quebrou recordes de público. Foi uma espécie de volta do grupo, já que seus integrantes estavam mais interessados em desenvolver trabalhos solos. Freak ‘n’ roll...Into The Fog também foi lançado em DVD, mas os fãs não vão dispensar este registro em áudio. Todos os clássicos estão incluídos e até algumas das canções mais fracas da banda, como “Welcome to the Goodtimes”, ganham novo ímpeto quando tocadas ao vivo. A troca de figurinhas entre os guitarristas Marc Ford e Rich Robinson é de dar água na boca e o vocalista Chris Robinson comanda o show com seu vocal que passeia por elementos de soul, gospel, blues e country. Os pontos altos são vários, mas de cabeça já dá para lembrar de “Soul Singing”, “Hard to Handle” e “Sunday Night Buttermilk Waltz” (uma bela versão acústica). Tem até uma cover de “The Night the Drove Old Dixie Down”, do The Band. Rock sem papagaiadas e de primeira.
Paulo Cavalcanti

domingo, fevereiro 04, 2007

PIXEL FICA COM O FILÉ

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Foi revelado na quinta-feira que a Pixel Media assinou um contrato que lhe dá direitos de publicar materiais da Vertigo, Wildstorm e ABC, os três selos da DC Comics voltados para um público mais adulto. Isso foi revelado pelo Sidney Gusman (sempre ele) no Universo HQ, que depois realizou uma extensa entrevista com André Forastieri (diretor da Pixel, e já conhecido de longa data pelos leitores mais antigos da Bizz, onde ele trabalhou na primeira metade dos anos 90) e com os editores Odair Braz Júnior e Cassius Medauar. Confira aqui a noticia e aqui a entrevista.
Bem, não vou negar que fiquei babando com tantas novidades. Em primeiro lugar teremos um título mensal, a Pixel Magazine, incluindo material da Vertigo e Wildstorm, e com distribuição para bancas normais (e feita pela Dinap, nada de Chinaglia). Também prometeram uma verdadeira enxurrada de encadernados, voltados mais para livrarias, comic shops e vendas on line. É gibi bom que não acaba mais. Entre os já prometidos inclui-se Hellblazer, Planetary (esse dois já estréiam na Pixel Magazine), Fábulas, Os Invisíveis, Authority, Ex-Machina, Sandman (a Conrad ainda publicará os 4 volumes restantes, mas a Pixel já tem direitos sobre a obra), entre outros.
Alguns títulos que tiveram vida atribulada por outras editoras no Brasil, como é o caso de Preacher, terão uma atenção especial e será estudada a melhor maneira de publicação. Outras, como Ex-Machina e Planetary recomeçarão de onde pararam (essa última teve dois volumes publicados pela Devir, enquanto que Ex-Machina já teve uma edição pela Panini).
Será finalmente o fim da era onde editoras fundo-de-quintal publicavam porcamente esse tipo de material, com os preços nas alturas e sem garantia de que veríamos os finais das séries? Será que agora encontraremos quadrinhos adultos de qualidade com preços mais acessíveis e sem medo de no meio do caminho ter nossa série favorita descontinuada e sem os atrasos contumazes? Eu vou ficar torcendo por aqui.
Agora, aqui para nós, alguém ainda dá a mínima para a tão falada ampliação da DC na Panini?!