segunda-feira, janeiro 26, 2009

TRECHOS DO DIÁRIO DE KURT COBAIN (PT 3)

Acabo de assistir à Reefer Madness (Loucura de Maconheiro) na MTV (...) Foi feito nos anos 30 e, se as pessoas dessem uma tragada da droga do diabo, a marijuana, elas ficavam chapadas, matavam-se entre si, tinham casos, atropelavam vítimas inocentes com seus carros. Tinha um adolescente, que parecia o Beaver, que vinha com um papo de assassinato. Uau, isso é mais emoção do que dou conta. Era como um superexagero. Mas admito a idéia toda por trás disso. A maconha é péssima. Sei disso por experiência pessoal, porque por algum tempo eu ficava quase tão letárgico como um pedaço mofado de queijo. Acho que era um grande problema para minha mãe e para mim.
(Kurt, na década de 80, em uma carta para sua tia mari, defendendo suas opiniões sobre a maconha)

terça-feira, janeiro 20, 2009

RETRÔ: MÚSICA EM 2008

(Vocês acreditam que o Google deletou esse post? Só por causa dos links para baixar as músicas? Pois é, eles estão imperdoáveis! Como não quero comprar briga (quem sou eu para isso?!) e correr o risco de ter o S&D totalmente deletado, como aconteceu recentemente com o já saudoso Rock For Masses, republico o texto original, mas sem links nas músicas. Sorry...)


Há exato um ano, nesse mesmo espaço virtual, eu, rabugento como sempre, dizia que já estava naquela fase da vida onde preferimos o passado. Falando especificamente sobre música, escrevi que nada de novo me animava como os bons sons da minha adolescência.
O tempo, esse mano velho, cura tudo, até o que não parecia precisar ser curado. Finalmente, com a internet banda larga devidamente instalada, me pus a baixar a torto e a direito de tudo um pouco dos novos (e bons) sons. Tudo bem, baixei muita velharia, mas a maioria mesmo era de novidades. E como informa a biblioteca do Windows Media Player, são mais de 60 álbuns de 2008 baixados, quase 50 horas de som direto.
Muitas vezes pegava os discos sem muita noção do que se tratava, apenas influenciado pela arte da capa ou algo do tipo. Claro, tive algumas decepções, como o TV On The Radio e o Vampire Weekend, adorados pela crítica, mas reprovados no meu crivo pessoal. Mas também descobri muitas coisas legais, como o Arkells (uma banda com uma música chamada “The Ballad of Hugo Chavez” não tem como ser ruim), o Cruel Black Dove (som cool e descolado que também é ótimo para se ouvir, diferente de outros da mesma estirpe, que se contenta em ser apenas isso, cool e descolado), e muitos outros.
Mas nem só de novidades foi o ano que passou. Tivemos também veteranos de guerra lançando petardos sonoros excelentes. O Portishead, depois de 10 anos sem nada inédito no mercado, finalmente lançou Third. O REM retomou a veia roqueira com seu Accelerate. Os irmãos Robinson retornaram com o Black Crowes e sua sonoridade setentista em Warpaint. E o Metallica, meu deus, o Metallica! Pensei que nunca mais iria gostar de um novo disco de metal como Death Magnetic. Porrada das boas da primeira a última faixa. Ah, teve também a volta do Guns N Roses, né? Bem, deixa para lá...
2008 também teve Duffy, The Last Shadow Puppets, Long Blondes, Cut Off Your Hands, CSS, Be Your Own Pet, Kings Of Leon, Land Of Talk, Oasis... Enfim, foi um ano movimentadissímo. Tanto que me animou a fazer uma lista de 20 músicas com o melhor produzido nos últimos 12 meses. Ah, e lembra das velharias que também baixei no ano passado? Bem, tem outra lista de 10 músicas com essas velhinhas só descobertas por mim recentemente. Leiam e comentem. E se virem para ir atrás das músicas!


Duffy - Mercy


Para mim a revelação do ano, a galezinha é uma espécie de Amy Winehouse melhorada, mais bonita e sem problemas com drogas ou com paparazzi. “Mercy” foi o cartão de visitas de seu debut, Rockferry, e é impossível não entrar no ritmo e pelo menos acompanhar a música com o pé desde a primeira audição. Foi até tema de novela (argh!) global (argh!²).


The Long Blondes - The Couples


Depois de uma estréia sensacional com o álbum Someone to Drive You Home, essa banda de Sheffield, Inglaterra, não conseguiu o mesmo com Couples, que não mantém a regularidade de outrora. Mas o disquinho ainda tem suas pérolas, como “The Couples”. Trecho da letra: “Escrever uma canção de amor é difícil, melhor deixar para outra pessoa”. Mentira, vocês fazem bem, sim!


Sons & Daughters - Iodine


Outra banda que lançou seu segundo disco, nesse caso melhor que o primeiro. Saindo no comecinho de 2008, This Gift foi produzido por Bernard Butler, ex- Suede e por trás de boa parte do sucesso da Duffy. “Iodine” é daquelas músicas que grudam na nossa mente e ficamos cantarolando felizes da vida o dia inteiro. Eu chamo de pop perfeito. It’s a hit!


Kings of Leon - Sex On Fire


Abandonando de vez o rock caipira em seu quarto disco de estúdio, a banda do Tennessee não descansa e lança dois (belos) CDs em dois anos seguidos. Primeiro single da nova empreitada dos caras, Only By The Night, “Sex On Fire”, com seu potente refrão, não deixa pedra sob pedra, e você fica com vontade de pressionar o botão de repeat várias e várias vezes.



Metallica - The Day That Never Comes


Os mais céticos não acreditavam que o Metallica seria capaz de lançar um grande disco novamente depois de St. Anger e seu som de bateria de lata. Wrong! Death Magnetic, com a mais que bem-vinda produção de Rick Rubin, é uma pedrada do início ao fim, fazendo jus a fama de melhor banda de metal que os caras ganharam durante a carreira. A faixa em questão começa calminha, quase pop, e vai ganhando força e peso no decorrer dos seus 8 minutos.



Oasis - The Shock of Lightning


Foi-se o tempo quando os irmãos Gallagher e quem é que tivesse ao lado deles lançavam álbuns perfeitos. Agora o que resta dos seus discos é se contentar com uma ou outra faixa realmente boa e o restante apenas mediano. No caso de Dig On Your Soul, sexto lançamento de estúdio dos rapazes de Manchester, a faixa excelente é “The Shock of Lightning”, um britpop perfeito que outrora parecia tão fácil de se fazer.


The Kooks - Always Where I Need To Be


Os rapazes de Brighton, Inglaterra, chegaram como quem não queria nada com seu segundo disco, Konk. Mas com seu rock simples e direto, influenciados por Police, The Clash e Strokes (sim, eles já estão influenciando as novas gerações), foram aparecendo na mídia especializada e se tornaram uma das grandes bandas do ano que acabou de terminar. A faixa em questão é uma síntese perfeita do som da banda, com seu riff simples e um “do do do do do” no refrão. Pegajosa.


Morrissey - That’s How People Grow Up


O nosso bardo inglês favorito testa nossa paciência ao lançar sua enésima coletânea, deixando aquele ar de picaretagem e dinheiro fácil. Mas a gente meio que releva esse fato quando ouve uma das inéditas do disquinho, “That’s How People Grow Up” (a outra é “All You Need Is Me”), que tem a assinatura do seu autor em todos os seus detalhes, como o seu belo vocal mastigando as palavras como só ele é capaz de fazer e um refrão grandioso, para despedaçar nossos corações. Fala sério, o cara (ainda) tem a manha!


We Are Scientists - Ghouls


“Ghouls” abre o segundo disco de estúdio, Brain Thrust Mastery, dessa banda formada no Brooklyn. Mais uma do revival da new wave que surgiu nesse começo de milênio, o duo formado por Keith Murray e Chris Cain faz um som para cima e dançante. Mas a faixa em questão aqui foge a regra. Apresentando o lado negro dos caras, “Ghouls”, em meros três minutos, conquistou esse que vos escreve desde a primeira audição um pouco mais atenciosa, e desde então não sai do meu de MP3 player, servindo de trilha sonora para minhas andanças cidade afora.


The Ting Tings - That’s Not My Name


O Ting Tings é um duo de eletro rock formado pela vocalista/guitarrista Katie White e pelo baterista Jules De Martino, e é mais uma cria da sempre produtiva Manchester. “That’s Not My Name” faz parte do álbum de estréia, We Started Nothing, e é algo do tipo “funk carioca encontra o Yeah Yeah Yeahs”. Para ouvir no volume 10, cantar junto e pular até alcançar o teto. E dane-se o vizinho que está lavando o carro ao som da última novidade baiana.

OUTROS 10 BONS SONS DE 2008:

Duffy - Serious

The Long Blondes - Guilt

Metallica - All Nightmare Long

Arkells - Ballad of Hugo Chavez

MGMT - Time to Pretend

Weezer - Pork and Beans

Madonna - Give It 2 Me

Cruel Black Dove - Wasting

Cut Off Your Hands - Happy As Can Be

The Last Shadow Puppets - The Age of Understatement

ANTES TARDE DO QUE NUNCA - VELHINHAS QUE SÓ DESCOBRI AGORA:

...And You Will Know Us By The Trail Of Dead - Wasted State of Mind

Le Tigre - I'm So Excited

Manic Street Preachers - I Live To Fall Sleep

Rilo Kiley - Under the Blacklight

The Organ - Brother

Distillers - The Hunger

JJ72 - October Swimmer

The Donnas - Gold Medal

Big Star - Thirteen

Black Rebel Motorcycle Club - Weight of the World

AS BANDAS MAIS OUVIDAS NA LAST FM EM 2008:
Nirvana - 538 vezes

Metallica - 378 vezes

Manic Street Preachers - 345 vezes

The Beatles - 342 vezes

Ramones - 335 vezes

The Donnas - 330 vezes

Pearl Jam - 295 vezes

U2 - 250 vezes

Kings of Leon - 235 vezes

The Long Blondes - 228 vezes

AS MÚSICAS MAIS OUVIDAS NA LAST FM EM 2008:

Duffy - Serious - 23 vezes

The Long Blondes - Guilt - 22 vezes

Nirvana - Lithium - 21 vezes

The Long Blondes - The Couples - 21 vezes

Nirvana - Very Ape - 19 vezes

Nirvana - Polly - 19 vezes

Metallica - All Nightmare Long - 17 vezes

Rilo Kiley - Under the Blacklight - 17 vezes

Sons & Daughters - Iodine - 17 vezes

Duffy - Mercy - 17 vezes

sexta-feira, janeiro 16, 2009

BUSHISMOS

Em oito anos no poder, foram tantas as gafes de George W. Bush que os americanos passaram a usar a palavra "bushismo" para se referir aos foras do quase ex-presidente. Nosso querido Lula sentiria inveja, amigos. Confira abaixo alguns desses bushismos:
"Eles me mal-subestimaram."(Bush inventou a palavra 'misunderestimated') Bentonville, Arkansas, 6 de novembro de 2000
"Não há dúvida de que no minuto em que eu fui eleito, as nuvens de tempestade no horizonte estavam chegando quase diretamente sobre nós."
Washington, 11 de maio de 2001
"Eu quero agradecer ao meu amigo, o senador Bill Frist, por se juntar a nós hoje. Ele se casou com uma menina do Texas, eu quero que vocês saibam. Karyn está conosco. Uma menina do Oeste do Texas, exatamente como eu." Nashville, Tennessee, 27 de maio de 2004
"Há um século e meio, os Estados Unidos e o Japão formam uma das maiores e mais duradouras alianças dos tempos modernos."(Bush se esquecendo da Segunda Guerra Mundial) Tóquio, 18 de fevereiro de 2002
"A guerra contra o terror envolve Saddam Hussein por causa da natureza de Saddam Hussein, da história de Saddam Hussein, e a sua determinação de aterrorizar a si mesmo." Grand Rapids, Michigan, 29 de janeiro de 2003
"Eu acho que a guerra é um lugar perigoso." Washington, 7 de maio de 2003
"O embaixador e o general estavam me relatando sobre a – a grande maioria dos iraquianos querem viver em um mundo pacífico e livre. E nós vamos achar essas pessoas e levá-las à Justiça." Washington, 27 de outubro de 2003
"Sociedades livres são sociedades cheias de esperança. E sociedades livres serão aliadas contra os poucos odiosos que não têm consciência, que matam ao gosto de um chapéu." Washington, 17 de setembro de 2004
"Você sabe, uma das partes mais difíceis do meu trabalho é conectar o Iraque à guerra ao terrorismo." Washington, 6 de setembro de 2006
"Ler é básico para todo o aprendizado." Reston, Virginia, 28 de março de 2000
"Como governador do Texas, eu estabeleci altos padrões para as nossas escolas públicas, e eu cumpri esses padrões." Entrevista à CNN, 30 de agosto de 2000
"Você ensina uma criança a ler, e ele ou ela ('he or her' em inglês, em vez do correto: 'he or she') vai conseguir passar em um teste de escrita." Townsend, Tennessee, 21 de fevereiro de 2001
"Eu entendo o crescimento dos negócios pequenos. Eu fui um." Entrevista ao New York Daily News, 19 de fevereiro de 2000
"É claramente um orçamento. Tem muitos números nele."
Entrevista à agência de notícias Reuters, 5 de maio de 2000
"Eu continuo confiante em Linda. Ela será uma ótima secretária de Trabalho. Do que eu li na imprensa, ela é perfeitamente qualificada."Austin, Texas, 8 de janeiro de2001
"Primeiro, deixe-me esclarecer bem, pessoas pobres não são necessariamente assassinos. Só porque você não é rico, não significa que você está disposta a matar." Washington, 19 de maio de 2003
"Eu não acho que nós devamos ser sublimináveis sobre a diferença entre nossos pontos de vista sobre remédios que exigem prescrição."(Bush inventou a palavra 'subliminable') Orlando, Flórida, 12 de setembro de 2000
"Doutores demais estão deixando o negócio. Muitos obstetras e ginecologistas não estão podendo praticar o seu amor às mulheres pelo país." Poplar Bluff, Missouri, 6 de setembro de 2004
"Seria um erro para o Senado americano permitir que qualquer tipo de clonagem humana saísse daquela sala." Washington, 10 de abril de 2002
"A informação está em movimento. Você sabe, o noticiário da noite é uma forma, é claro, mas também está se movimentando pela blogosfera e através das internets." Washington, 2 de maio de 2007
"Eu tenho uma visão diferente de liderança. Uma liderança é alguém que consegue unir as pessoas." Bartlett, Tennessee, 18 de agosto de 2000
"Eu sou o decisor, e eu decido o que é melhor." Washington, 18 de abril de 2006
"E a verdade é que muitos relatórios de Washington nunca são lidos por ninguém. Para mostrar como este é importante, eu o li e Tony Blair o leu."
Sobre o relatório Baker-Hamilton, em Washington, 7 de dezembro de 2006
"A única coisa que posso dizer é que quando o governador liga, eu atendo o telefone." San Diego, Califórnia, 25 de outubro de 2007
"Eu já terei morrido há anos antes que alguma pessoa esperta descubra o que aconteceu dentro do Salão Oval." Washington, 12 de maio de 2008
"Eu sei que os seres humanos e os peixes podem coexistir pacificamente." Saginaw, Michigan, 29 de setembro de 2000
"Famílias são onde a nossa nação encontra esperança, onde as asas viram sonhos." LaCrosse, Wisconsin, 18 de outubro de 2000
"Aqueles que entram no país ilegalmente violam a lei."
Tucson, Arizona, 28 de novembro de 2005
"Isso é George Washington, o primeiro presidente, é claro. O que é interessante sobre ele é que eu li três – três ou quatro livros sobre ele no último ano. Isso não é interessante?" Washington, 5 de maio de 2006

quarta-feira, janeiro 14, 2009

NADA SE CRIA...

Chamada de capa da Rolling Stone de dezembro de 2008:
Sabrina, Tas, Adnet e Pior
Tá rindo do quê?
O humor brasileiro aposta na cara-de-pau e na piada escrachada

Chamada de capa da Playboy de janeiro de 2009:
Especial humor
Os novos reis do riso
Quem está mudando a cara da comédia brasileira
Entrevista Marcelo Tas

A VEZ DOS ATEUS


"Deus provavelmente não existe. Agora, pare de se preocupar e aproveite a vida". Com esse chamativo slogan, começa uma campanha em Londres, Inglaterra, que serve para chamar a atenção dos (e para os) ateus, comunidade normalmente "na dela", sem gosto para grandes atos de manifestação de suas escolhas. Começando com uma brincadeira em cima das mensagens religiosas que condenavam os não-cristãos, o fato tomou ares de seriedade quando foi arrecadado, em apenas dois dias, cerca de 87 mil libras para estampar a mensagem do começo do post nos famosos ônibus de dois andares londrinos. A coisa foi crescendo e se tornou um grande evento publicitário que custou mais de 135 mil libras e incluiu também anuncios no metrô local. Contrariando o esperado, alguns teólogos gostaram da iniciativa, pois ela pode provocar um debate em torno da existência de Deus e da importância da religião. O chato é que, no final, pode transformar tudo em pregação mesmo, como os pastores eletrônicos da TV.

domingo, dezembro 28, 2008

PARA FECHAR 2008

Se o primeiro post do ano foi dedicado a Maria Sharapova, apresentando seu então novo look, com franjas, por que não terminá-lo da mesma forma, agora com fotos do ensaio que a musa russa fez para a revista GQ espanhola? Confira logo abaixo, e clique nas imagens para poder vê-las em formato maior.
O Search & Destroy faz sua já tradicional pausa estratégica de fim de ano e volta com tudo na segunda semana de janeiro. Aproveito e agradeço à todos que deram uma passada por aqui durante 2008, um ano cheio de (boas) novidades para mim, e espero que estejamos juntos novamente em 2009, que promete mais um punhado de coisas (boas e) novas. Até lá!





quinta-feira, dezembro 25, 2008

DUFFY CANTANDO BORDERLINE DA MADONNA

KINGS OF LEON - ONLY BY THE NIGHT

(texto extraído da Rolling Stone #26, novembro de 2008; texto de autoria de Carlos Eduardo Lima)

Quarto disco dos “Strokes sulistas” cristaliza mudanças sonoras


Ao ouvir este Only By The Night, quarto trabalho do grupo Kings of Leon, uma coisa é perceptível: o quarteto está cada vez mais distante de qualquer coisa que lembre música rural americana. Os vocais gritados e o saudável desleixo das canções híbridas de punk e country, que compunham os bons Youth And Young Manhood (2003) e Aha Shake Heartbreak (2005), também ficaram para trás. A mudança, que já se insinuara no trabalho anterior, Because The Times (2007), trouxe a banda de Tennessee para a cidade grande e instaurou um clima sombrio e moderninho que domina agora este Only By The Night. Tendo algo das fases Achtung Baby e Rattle And Hum, do U2, como inspiração, além de elementos poéticos totalmente urbanos, os irmãos Caleb, Nathan e Jared Followill (mais o primo Matthew) adentram o rock mais clássico e usual em “Use Somebody” (com corinho a la Bono), flertam com a psicodelia no single “Sex On Fire” e na sombria abertura de “Closer”, além de tangenciar cacoetes moderninhos do rock em “Manhattan”. Se a empreitada chega a funcionar como conceito, o Kings Of Leon coloca em risco a espontaneidade e a inspiração dos primeiros discos - seus diferenciais em meio a tantas formações surgidas - e se arrisca a ser mais um na multidão de bandas dos anos 00 com a mesma cara.

METALLICA - ALL NIGHTMARE LONG (NOVO VÍDEO!)

domingo, dezembro 21, 2008

sexta-feira, dezembro 19, 2008

DÁ PRA MIM!


Saiu já faz um tempinho a versão deluxe dos três primeiros álbuns do U2, respectivamente, Boy, October e War. Cada um deles, além de conter o disco original remasterizado pelo The Edge em pessoa, traz um CD extra com várias faixas bônus, incluindo músicas até agora inéditas em discos oficiais da banda de Bono e cia. Eu já tenho a versão de pobre desses três discos, mas quem quiser me presentear com a versão motherfucker, fique a vontade.



Já o Pearl Jam se adianta e não vai esperar que seu álbum de estréia, o excelente e parte do meu top 10 ever, Ten, complete 20 anos de lançamento em 2011. Os caras já anunciaram para 24 de março próximo a versão luxuosa do disco (mas já está em pré-venda). O mimo terá o CD remasterizado, um DVD com o Acústico MTV, um LP com o show Drop In The Park, réplica da fita demo com três músicas que serviram de entrada para Eddie Vedder na banda, um caderno de composições de Vedder, faixas bônus e mais. Compra para mim também, vai!

sexta-feira, dezembro 12, 2008

GANTZ

(texto extraído da VIP # 284, novembro de 2008, por Odair Braz Jr)

HÁ VIDA APÓS A MORTE (E CHEIA DE GOSTOSAS!)
Gantz é o mais bacana na onda de mangás violentos (e põe violento nisso!) e recheados de gatinhas (e muitas!)


Morrer é ir para um lugar melhor, segundo a crença de muita gente. Mas Hiroya Oku, o criador de Gantz, não acredita nisso. O mangá sai no Brasil mostrando um jogo doentio com um grupo de pessoas que passou desta para melhor. O protagonista é Kurono Kei, tipinho esquisito, um tanto pervertido. Ele está esperando o trem do metrô quando um mendigo cai nos trilhos. Um conhecido de Kurono desce para ajudar e pede uma força ao rapaz. O resultado é que eles salvam o tiozinho, mas acabam atropelados e mortos. Voltam a si e percebem que estão inteiros, num quarto, em Tóquio, isolados junto com algumas outras pessoas e uma esfera enigmática. Todos recebem a missão muito bizarra de matar alienígenas que habitam a cidade. Também ganham roupas e armas especiais.

A história se apóia em aliens bem bizarros, humor negro e sensualidade. Já no começo da trama surge uma gata completamente nua com um belo par de peitos enormes. As edições seguem quentes, com muitos peitos e bundinhas de fora. Uma das coisas bacanas de Gantz é que o autor mistura desenhos dos personagens feitos a mão com cenários criados em computador. Veja como fica legal, isso se você conseguir tirar os olhos das peladinhas mortais.

sábado, dezembro 06, 2008

METALLICA - DEATH MAGNETIC

(texto estraído da Rolling Stone #25, outubro de 2008, de autoria de Pablo Miyazama)

Resgatando motivações do passado, banda lança melhor disco em 20 anos

Talvez seja a voz de James Hetfield a maior responsável pela mudança na aceitação do som do Metallica ao longo dos anos. Seu timbre estridente amadureceu em ... And Justice For All (1988) e ganhou corpo em Metallica (1991). E foi assim que a banda virou figura fácil na MTV, vendeu milhões e se tornou maior que a vida. Foi também a partir daí que a maioria dos fãs antigos lhe virou as costas. Que os orfãos se conformem que Hetfield tem 45 anos e jamais cantará como em 1983. Se a voz não é a mesma, não dá para dizer o mesmo da complexidade das músicas. Sucessor do fraco St. Anger (2003), Death Magnetic supera as expectativas até do mais otimista dos metaleiros. A banda não quis desperdiçar as idéias acumuladas nos últimos cinco anos: coleções de riffs são despejadas de modo aparentemente aleatório e sem sutileza, alternando entre velocidade thrash (o coice "That Was Just Your Life" e a semibalada "The Day That Never Comes", mansa no início, furiosa nos minutos finais) e arranjos intricados e energéticos ("All Nightmare Long", "Broken, Beat & Scarred"). Parece que a grande motivação do Metallica - pais de família na casa dos 40 e tantos - era provar que a capacidade de criar música rápida e complicada não se esgotou com a idade. Méritos de Rick Rubin, mais guru do que produtor, que domou egos e estimulou a banda a resgatar, lá atrás, a essência de suas motivações. A terapia, afinal, deu certo.

sexta-feira, dezembro 05, 2008

TRECHOS DO DIÁRIO DE KURT COBAIN (PT 2)

Toda vez que volto, é o mesmo dejà vu que me dá um arrepio na espinha, depressão total, ódio total e rancores que durariam meses, velhos cards com desenhos de roqueiros tocando guitarra, monstros e legendas na capa como: "This Bud's for You" ("Esta flor é para você") ou "Get High" ("Vai fundo"), desenhos elaborados de narguilés, alterações de trocadilhos sexuais sobre a garota feliz jogando tênis. Olhem em volta e vejam os pôsteres do Iron Maiden com cantos rasgados e buracos preenchidos, pregos nas paredes onde ainda hoje se exibem bonés de tratorista. Depressões na mesa provocadas por cinco anos de quarter bounce. O tapete manchado de cusparadas sonolentas na escarradeira, eu olho em volta e vejo toda essa porra e a coisa de que mais me lembro da minha adolescência inútel é que, toda vez que entro no quarto, passo o dedo pelo teto e sinto o resíduo grudento de um acúmulo de fumaça de maconha e tabaco.
(Kurt descrevendo o quarto onde passou parte da adolescência; narguilés é um cachimbo de água utilizado para fumar; quarter bounce é uma brincadeira onde o pessoal joga uma moeda no copo de cerveja, bebendo em seguida, você já deve ter visto em algum filme)

segunda-feira, novembro 24, 2008

ULTRA - SETE DIAS

PhotobucketPhotobucket

Não sei se alguma mulher tem o costume de visitar esse espaço virtual regularmente (se for como as demais áreas da minha vida então, a possibilidade é mais difícil ainda). Mas se por acaso existir alguma que fica ao menos curiosa em relação aos gibis sobre os quais falo por aqui, mas que ainda não deu aquele próximo passo e realmente leu algum quadrinho, principalmente por não saber pelo qual começar, seus problemas acabaram. Ultra - Sete Dias é a resposta!
Criação dos irmãos Luna (a saber, Joshua Luna, responsável pelo argumento, roteiro e layout, e Jonathan Luna, que fica com o argumento, ilustração e cores), Ultra seria uma espécie de Sex And The City com super-heróis. Seria, porque acho a série da HBO chatíssima, assim como o trio principal de personagens e suas cabecinhas ocas. (Putz, agora acho que expulsei de vez qualquer garota visitante do blog, hehehe).
Bem, Ultra é bem melhor. Também temos um trio de amigas inseparáveis. Pearl, Jen e Liv. Ou Ultra, Afrodite e Vaqueira, que são suas respectivas identidades super -heróicas. As personagens são bem construídas, carismáticas mesmo, beirando o real. Até porque, tirando os poderes, elas são apenas garotas comuns.
A trama tem seu ponto de início quando as três vão à uma vidente, que entre outras previsões, diz que Ultra encontrará seu verdadeiro amor nos próximos sete dias (daí o subtítulo da edição nacional). A partir daí, vemos as coisas se desenrolarem tanto no lado quadrinho de super-herói quanto no lado dos relacionamentos das garotas, tudo bem balanceado e sem forçar a barra.
A dupla criativa bolou um universo bem interessante, onde os heróis são agenciados por empresas parecidas com agências de modelos, e são tratados como celebridades, estampando capas de revistas e participando de campanhas publicitárias. Aliás, entre um capítulo e outro, temos matérias fictícias sobre as heroínas, fato que acaba enriquecendo bem a leitura.
Eu adquiri os dois volumes da série numa promoção monstro, onde cada edição custou módicos R$ 6,90, e não 33,90, que é o preço normal. E talvez, se não fosse esse fato, não entraria em contato com esse excelente material, que, no final, vale o preço cobrado. Excelente para garotos e garotas.

terça-feira, novembro 18, 2008

LINKS!

Chefe fora, aproveitei e fiquei (aliás, ainda estou) um bom tempo na internet colocando em dia a leitura de alguns sites/blogs essenciais. Segue abaixo links para dois textos legais do Marcelo Costa (sempre ele!) e mais uma lista da Rolling Stone gringa que li durante o dia:
:: A Nova Idade Média - A Indústria da Música está em coma, respira por aparelhos, mas continua vivendo em uma bela mansão repleta do bom e do melhor. Ela ainda sobrevive – e fatura milhões – em um mercado cujos dias estão contados, mas lamenta os dias de bonança que viveu décadas atrás, antes da Internet democratizar a distribuição da música e o MP3 derrubar o comércio de discos. Texto completo.
:: Vicky Cristina Barcelona - Em seu segundo filme com F maiúsculo nos últimos 10 anos, Woody Allen provoca com um delicioso triângulo romântico para tirar as luzes do que realmente importa: o amor desfeito. Texto completo.
:: Os 100 Maiores Cantores de Todos Os Tempos - Lista da Rolling Stone americana. Se de um lado tem Elvis, Lennon, Kurt, Dylan, Plant e Bono, de outro tem Aguilera, Carey, Mary J. Confira todos os 100 aqui.

domingo, novembro 16, 2008

TRECHOS DO DIÁRIO DE KURT COBAIN (PT 1)

No verão de 1983 [...] lembro que estava dando umas bandas em Montesano, no supermercado Washington Thriftway, quando um empacotador de cabelo curto, meio parecido com o cara do Air Supply, me passou um planfeto que dizia: "O Festival Them. Amanhã a noite no estacionamento atrás do Thriftway. Rock ao vivo grátis". Monte era um lugar não habituado a espetáculos de rock ao vivo, com seu pequeno povoado de uns poucos de milhares de madeireiros e suas esposas subservientes. Cheguei com uns amigos doidões numa van. E lá estava o empacotador do Air Supply, segurando uma Les Paul com uma propaganda de revista dos cigarros Kool pregada nela. Eles tocavam mais depressa do que jamais imaginei que se pudesse tocar música e com mais energia do que meus discos do Iron Maiden podiam oferecer. Era isto que eu estava procurando. Ah, punk rock. Os outros doidões estavam entediados e só ficavam gritando: "Toquem Def Leppard". Meu Deus, odiei aqueles pentelhos mais do que nunca. Cheguei à terra prometida do estacionamento de um supermercado e descobri meu objetivo especial.
(Kurt, ao descobrir o Punk Rock. O tal empacotador era Buzz Osborne, e a banda era o Melvins, uma das pioneiras do que depois convencionou-se chamar de Grunge)

segunda-feira, novembro 10, 2008

RÁPIDO & RASTEIRO (MESMO!)

:: O DVD de Batman - O Cavaleiro das Trevas (vulgo o melhor filme do ano) já está em pré-venda nos melhores sites do ramo. Comecinho de dezembro já deve estar disponível. Para reparar o enorme erro de não tê-lo visto nos cinemas (aqui só exibiram a versão dublada) vou ter que comprar esse DVD. Estou interessado particularmente na versão que traz junto o Batman Begins e você ainda leva de brinde uma camisa e uma caneca. Definitivamente, meu lado consumista nerd não vai se segurar!

Photobucket

:: Nessa quinta-feira, no Universal Channel, House, uma das minha séries favoritas atuais, volta com episódios inéditos. É a quinta temporada. A anterior, vocês devem lembrar, terminou com a morte da namorada de Wilson, o mais perto que o House tem de um amigo, e a relação de ambos começa abalada nos novos capítulos da série. Promete! Como sempre!

:: A Bizz eles cancelaram por baixas vendas. Okay, tudo bem. Agora a Abril lança a Runner's World, auto-intitulada "a maior revista de corrida do mundo". Eu devo ser burro para cacete, mas não vejo como isso pode ter um público maior do que uma revista voltada para a música.

Photobucket

:: Assim como cerca de 4/5 da população mundial (número da BBC), torci pelo Obama e fiquei bem satisfeito com sua vitória. Mas vamos baixar a bola, tem gente tratando o assunto como a chegada do Messias. Não tem ser humano capaz de corresponder à expectativas tão altas assim. Vamos cair na real e, como diz o outro, deixar o homem trabalhar.

:: Excepcionalmente, abrirei os comentários para esse post. É só um teste. Quero saber se o aumento de page views dos últimos meses pode também trazer um bom número de comentários. Caso eu não me satisfaça, comment unavailable again!

:: Ao som de Master of Puppets, álbum clássico do Metallica. Ouça a faixa-título e aprenda tudo o que você precisa sabe sobre o bom e velho metal de guerra!

sexta-feira, novembro 07, 2008

CAPAS PANINI NOVEMBRO - DESTAQUES

Photobucket
Photobucket
Photobucket
Photobucket
Photobucket
Photobucket
Photobucket
Photobucket
Mês da Marvel. E mês do Aranha! Essa capa de HA #83 tá simplesmente sensacional! E eu vou voltar a comprar o gibi do amigão da vizinhança a partir dessa edição, depois de um período de mais ou menos 2 anos sem acompanhar a versão do herói do universo Marvel tradicional, fora um ou outro arco que li na tela do PC. Apesar de toda a ladainha em relação ao que fizeram com o personagem, e de muito fã das antigas mais radical dizendo que o personagem morreu e que iria boicotar suas revistas (confesso, também pensei algo parecido quando soube o que a Marvel estava planejando), eu quero mesmo é ler boas histórias. E parece que essa nova fase vai proporcionar bons momentos de leitura. Veremos.
A capa de X-Men tá quase pornô, e por isso merece estar entre os destaques, hehehe. A capa de Esad Ribic (o mesmo desenhista de Loki) para Surfista Prateado - Réquiem é uma obra de arte, assim como os demais trabalhos do artista. E fiquei curioso. Apesar de conhecer o básico do básico do "Arauto de Galactus", vou dar uma conferida nessa minissérie. A equipe criativa promete (gosto do Straczynski sim, e daí?!).
Já a DC esse mês tá fraquinha em matéria de capas. Até forcei um pouquinho a barra ao escolher a arte de Batman #72 para a derrota da Distinta Concorrente não ficar tão feia. Mas o desenho do Alex Ross (sempre ele!) para o segundo volume da série que comemora os 70 anos do Superman não poderia ficar de fora. Totalmente excelente!

terça-feira, novembro 04, 2008

PREACHER - ORGULHO AMERICANO

Photobucket


Terceiro encadernado da já clássica série da Vertigo criada por Garth Ennis e Steve Dillon, Orgulho Americano reúne as edições originais 18 a 26 de Preacher.
Dando continuidade aos eventos mostrados no volume anterior, Até O Fim do Mundo, Jesse e Tulip vão até a França para resgatar Cassady, que está em poder de uma organização chamada o Graal e que tem Herr Star entre seus seguidores. O vampiro irlandês sofre o cão pelas mãos de um torturador chamado Frankie O Eunuco (já estão acostumados com as bizarrices desse gibi, né?!), e o próprio Jesse Custer vai passar por poucas e boas até conseguir reaver seu amigo bebedor de sangue, inclusive se deparar mais uma vez com o Santo dos Assassinos, que está em seu encalço desde o início dessa sua jornada em busca de Deus. Também ficamos conhecendo o Pai Supremo do Graal, uma “baleia” de 1 tonelada e... bulímico! Ennis aproveita e coloca sua veia humorista bizarra em ação aqui, rendendo alguns ótimos (e nojentos) momentos.
Completando o volume, temos uma história em duas partes que nos traz a origem da transformação de Cassady. Mostrado em flashbacks, somos transportados para o início do século passado, em pleno conflito entre a Inglaterra e a Irlanda, quando Proinsias (esse é o verdadeiro nome de Cassady) era apenas um jovem amedrontado se envolvendo em algo grande demais para si próprio. Aqui Ennis passeia entre o humor negro e o lado emotivo, e mais uma vez acerta na mosca. Tudo isso embalado com a bela arte de Steve Dillon, que casa perfeitamente com o clima da série.
A edição da Devir, no chamado “formato paraguaio”, peca apenas pelo impressão, que ficou devendo um pouco. Mas fora isso está tudo ok, com papel couchê, capa cartonada com verniz e lombada quadrada. HQ nota 10. Preacher está aos pouco se tornando minha série da Vertigo favorita. Se cuida, Sandman!