sexta-feira, agosto 08, 2008

PREACHER - ATÉ O FIM DO MUNDO

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Não sei se na época falei disso aqui, mas essa é a segunda edição de Até o Fim do Mundo que adquiro. No ano passado encomendei esse 2º volume de Preacher no Submarino, junto à Orgulho Americano (o volume 3) e tive que devolvê-lo pois o mesmo veio com defeito, com algumas páginas mal impressas e rasgadas. Como não tinham mais essa edição, tive que pedir o dinheiro de volta e fiquei sem o gibi. Mas agora finalmente o comprei novamente, e dessa vez veio tudo certinho. Ainda bem.
Até o Fim do Mundo reúne as edições 8 a 17 de Preacher, com dois arcos completos. No primeiro, “Tudo em Família”, o roteirista Garth Ennis dá uma pausa no seu humor negro típico e apresenta a disfuncional família de Jesse Custer, o protagonista da história. Conhecemos a infância de Jesse, como ele perdeu seus pais, sua “querida“ avô Marie L’Angelle e como ele chegou a se tornar um padre. A barra é pesada e não é aconselhável para corações moles. Ennis não é nada sutil aqui.
Depois temos “Caçadores”, quando aparece pela primeira vez na trama Herr Star, um representante da organização secreta Graal, que se dedica a proteger a linhagem de Jesus e tem altos planos para nosso (anti)herói. Dessa vez Ennis não economiza sua veia humorista-escatológica, principalmente durante uma orgia organizada por um tal de Jesus DeSade (olha só o nome do personagem!). E tem ainda uma dupla de investigadores sexuais que... bem, só lendo.
A edição da Devir tá caprichada, com capa cartonada com orelhas e papel do miolo de alta qualidade, além de notas explicativas bem-vindas. Só a impressão fica devendo um pouco, mas nada que atrapalhe o prazer da leitura.
Edição nota 10. Preacher já é um clássico absoluto!

domingo, agosto 03, 2008

LISA STANSFIELD, MY FIRST ONE

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Antes de ir para o lado negro da força e entrar no mundinho sexo, drogas e rock & roll (expressão apenas para efeito dramático, pois não tinha nada de sexo e drogas), minha praia musical era a dance music. Isso nos idos de 1990. Tinha 13 anos e minha fase de música infantil tinha finalmente terminado, e começava a fase adulta (a-ham). Então, dá-lhe Snap, C + C Music Factory, Black Box e afins.
Mas a artista number #1 era a Lisa Stansfield, inglesinha branca com voz de negona americana (algo comum hoje, com a Duffy e a Amy Winehouse), que revisitava o R&B com uma pitada de modernidade para a virada dos anos 80/90. Seu debut, Affection, de 1989, estourou com o single “All Around The World”, música presente até hoje em programa de flashback nas FMs mundo afora. Na época era difícil achar os discos, ainda em vinil, então quando eu o encontrei perdido numa lojinha que ficava em frente ao ponto de ônibus, todos os dias conferia se ainda estava lá, e o colocava escondido entre outros álbuns. Tempos de dureza, a mesada que recebia era uma verdadeira esmola, demorava para juntar grana. Meses depois, finalmente consegui comprá-lo.

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Como era meu único disco, ouvia todo santo dia, algo inimaginável atualmente, quando em 30 minutos (ou menos) consigo “adquirir” a mais nova sensação da NME. Além da já citada “All Around The World”, faixas como “This is the Right Time”, “Live Together” e “What Did I Do to You?” tinham alta rotação na minha velha vitrola Sharp. Muitas publicações da época elegeram Affection como um dos grandes lançamentos de 1989, e o sucesso da cantora rendeu um show no já antológico Rock in Rio II, visto pela telinha da Globo.
Em 1991 veio o temido teste do segundo disco. Real Love, infelizmente, não cumpriu as expectativas, e não tem a regularidade do álbum anterior. Mesmo assim contem algumas pérolas, como o single “Change”, “It’s Got To Be Real” e “Symptoms of Loneliness & Heartache”. Como eu já tinha uns 5 vinis, não cheguei a ouvir diariamente como fazia com Affection. Mas no caso aqui, não precisei sofrer economizando grana, esse ganhei de natal.

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Depois disso, conheci Eduardo e sua imensa coleção de discos de rock, quando gravei muitos K-7s (lembram disso?!), comecei a comprar a Rock Brigade, e como um adolescente roqueiro babaca (com o perdão do pleonasmo triplo) passei a renegar meu passado pop. Anos depois, mais inteligente (ou menos burro, escolham) e com a mente mais aberta, comprei as versões em CD desses dois primeiros trabalhos da Lisa, que continua na ativa. Além de seu valor musical, tem o valor sentimental, que, como diz aquele comercial, não tem preço.

terça-feira, julho 29, 2008

RÁPIDO & RASTEIRO

- Oi, estou vivo.

- Estava na maior expectativa para, na sexta-feira dia 18, ir ao cinema para ver à Batman O Cavaleiro das Trevas, a mais que esperada continuação de Batman Begins, mas o maldito cinema da minha cidade está exibindo uma cópia dublada! É inacreditável! Como fazia tempo que pegava um cineminha, não tinha percebido ainda, mas agora é política da empresa exibir todos os filmes dublados. Mais uma vez, é inacreditável! Restam-me duas alternativas: morrer numa graninha e ir a capital ver ao filme como deve ser visto, legendado, ou esperar pelo DVD. Veremos.

- Falando no Morcego, já viram essa: “Batman. Neil Gaiman. Andy Kubert. Whatever Happened to the Caped Crusader? Janeiro 2009.” Totalmente excelente!!!

- Mas nem tudo são rosas. Jason Todd, o segundo Robin que foi morto pelo Coringa e que nunca (NUNCA) deveria ter ressuscitado, deve ganhar série própria em breve. Medo, muito medo!

- Sobre a reformulação dos títulos DC/Panini: tudo indica que os títulos remanescentes (Superman, Batman, Superman & Batman, Liga da Justiça, Novos Titãs) não terão suas numerações zeradas. E eles consertarão a burrada que fizeram e colocarão a SJA de volta ao gibi da Liga. Boas novas em meio a tanta confusão.

- Mudando radicalmente de assunto. Semana passada estive visitando duas áreas rurais para fazer uma pesquisa do IBGE. Meu, é incrível a pobreza dessa gente. Vivem para trabalhar, trabalham para viver, e recebem muito pouco em troca por isso. E a perspectiva de melhoras não existe. O Lulinha paz-e-amor passa longe daquela realidade. Não tem como não voltar de um lugar desses e valorizar mais todos os luxos que temos em nossas casas.

- Enquanto preparei essas linhas tortas, ouvia o álbum Everything’s the Rush, do Delays, que baixei recentemente e só agora estou dando uma primeira conferida. Por enquanto está descendo super-bem. Segue a descrição da banda na Last FM: Formado em Bristol, no sudoeste da Inglaterra, o Delays tem os irmãos Greg e Aaron como responsáveis por boa parte das composições. Suas influências, além da clara faceta do Cocteau Twins, passeiam pelo pop dos anos 80, 90, mas muita coisa foi tirada lá dos anos 60. São estas influências que criam o tapete etéreo e psicodélico.

domingo, julho 20, 2008

NOVO DO METALLICA SAINDO DO FORNO

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“Imaginem que vocês não são o Metallica, vocês não têm sucessos, precisam de material para uma batalha de bandas. Qual vai ser o som?” Foi com essa idéia em mente, sugerida pelo produtor Rick Rubin, que o Metallica entrou em estúdio para gravar Death Magnetic, álbum previsto para setembro próximo e que vem cinco anos após o lançamento de St. Anger, de 2003. A promessa é que o som dessa nova empreitada do quarteto vai remeter aos clássicos Ride the Lightning (1984) e Master of Puppets (1986), os preferidos entres os fãs mais antigos, ou seja, velocidade, peso, riffs bem trabalhados e solos para tocar air guitar trancado no quarto. A banda passou o ano de 2006 trabalhando em esboços de 26 composições, para sair de lá com as melhores. Já em 2007, nos meses de março e abril, os caras se instalaram no estúdio Sound City para gravar as bases, e fizeram tudo ao vivo, em takes diretos. E em fevereiro último, foi a vez da gravação dos vocais. Setembro tá pertinho, e a expectativa é grande. Metal up your ass!!!

terça-feira, julho 15, 2008

CAPAS PANINI JULHO - DESTAQUES (E A NOVA DC)

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É, demorei mais que o usual para postar as melhores capas do mês (IMHO) da Panini. O auê que elas geralmente causam quando são divulgadas foi abafado com o anúncio das mudanças que as revistas DC sofrerão a partir de setembro.
Resumindo(até porque todos já estão a par): Melhores do Mundo e Universo DC irão para o saco, DC Apresenta e DC Especial não terão periodicidade certa, só sendo lançadas quando surgir material "excelente" (hehe), Batman Extra dá uma pausa (na véspera do lançamento do seu novo filme no cinema, vai entender...), uma mensal "verde" será lançada, e Superman, Batman, Superman & Batman, Liga da Justiça e Novos Titãs continuarão, com ajuste de mixes, e possivelmente serão zeradas. Mais detalhes na Bienal de São Paulo em agosto.
A nerdalhada está arrancando os cabelos em fóruns e comunidades internet afora. Para mim, pouco muda. Não acompanho Universo DC nem Melhores do Mundo. DC Apresenta só comprei algumas edições mais interessantes. DC Especial, com o final de Gotham Central, cumpriu seu papel. O ponto positivo é o possível fortalecimento dos mixes, já que com a expansão no ano passado, alguns títulos enfraqueceram (como LJA e suas infindáveis Classifieds). Mas não curti essa de zerar as revistas. Aguardemos o desenrolar disso tudo...

(Primeiro post feito no trabalho, YEAH!!!!)

domingo, julho 13, 2008

BATMAN - O CAVALEIRO DAS TREVAS (CRÍTICA DA VEJA)

(texto extraído da edição 2069 da revista Veja e de autoria de Isabela Boscov)


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Direto do Coração das Trevas

Como o Coringa, Heath Ledger é o que o novo
Batman tem de mais excitante – e de mais devastador


"Esta cidade merece criminosos melhores", diz o Coringa, desdenhando dos que o precederam na missão de flagelar Gotham. E isso, de fato, é o que Batman – O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, Estados Unidos), que estréia nesta sexta-feira no país, tem a oferecer – não só o melhor vilão de todas as adaptações dos quadrinhos para o cinema, como também, mais propriamente, o primeiro que não é uma caricatura ou uma invenção pueril, mas uma verdadeira força da aniquilação e da ruína. Na última e estupenda criação de Heath Ledger (morto em 22 de janeiro, de overdose acidental de medicamentos), o Coringa é algo que se pode temer: alguém cujo desejo único é destruir os outros, e tudo; e cujos motivos é possível intuir, mas não medir nem compreender. O mais existencialista dos super-heróis ganha, assim, um adversário que é o seu exato oposto e complemento – um niilista.

De Amnésia e Insônia a O Grande Truque, o interesse do diretor inglês Christopher Nolan esteve sempre aí, no que acontece a uma pessoa quando uma distorção passa a defini-la. Batman Begins, destinado a restabelecer as origens do personagem, se desviava dessa rota, e talvez por isso deixasse a sensação de que algo fundamental lhe faltava. Agora, Nolan retoma seu tema com ímpeto redobrado: a distorção que é o Coringa passa aqui a definir também Batman. Na verdade, quase que o explica. Tudo o que o milionário Bruce Wayne e seu alter ego heróico têm de perfeito e composto, o Coringa tem de desfeito e desorganizado – a maquiagem tosca e borrada, a voz estranha, a sujeira do cabelo, as roupas mal costuradas, a absoluta ausência de autocensura. Sabiamente, O Cavaleiro das Trevas se recusa a dar a ele uma identidade e uma história pregressa: de certa forma, como na novela célebre concebida por Oscar Wilde, Batman seria Dorian Gray, sempre jovem e íntegro, enquanto o Coringa seria o retrato que Dorian esconde no sótão, e no qual ficam impressas as marcas de sua corrupção e degradação. Em O Cavaleiro das Trevas, a tese não é apenas que os super-heróis dependem de vilões para existir; é que eles mudam no contato com a torpeza, e não para melhor. O impacto do Coringa, assim, não se fará sentir apenas sobre Batman, mas também sobre o procurador Harvey Dent (Aaron Eckhart), cuja estrela está subindo graças à perseguição que empreende contra os mafiosos de Gotham. Dent mexe onde mais lhes dói – no bolso –, e os criminosos se vingam lançando sobre a cidade o apocalipse que é o Coringa.

De volta à sua zona de conforto, Nolan faz tudo o que não pôde fazer em Batman Begins. O pessimismo é quase insuportável, as cenas de ação (rodadas no sistema Imax, que lhes confere excepcional profundidade e nuance) são uma expressão do caos, e os reveses de Gotham se acumulam até o descontrole. Também o elenco encontra terreno mais bem preparado em que exercitar seus muitos pontos fortes. As atuações são nunca menos que excelentes, de Christian Bale como Bruce Wayne/Batman a Michael Caine, Morgan Freeman, Aaron Eckhart, Maggie Gyllenhaal (substituindo, com grande vantagem, a inexpressiva Katie Holmes) e Gary Oldman – como o triste, gentil e torturado Comissário Gordon.

Um degrau acima, contudo, está o trabalho de Ledger, que exprime o prazer do Coringa na própria decomposição com uma originalidade arrebatadora, tão afinada nos seus aspectos intuitivos quanto nos técnicos (a voz, um estudo sobre os timbres agudos e anasalados de Marlon Brando, conta como um personagem em si). Christopher Nolan escolheu o australiano ao vê-lo como o caubói homossexual Ennis Del Mar em O Segredo de Brokeback Mountain e constatar que estava diante de uma criatura virtualmente mitológica – um ator sem vaidade. (O mesmo não se pode dizer de Jack Nicholson, que pelo menos até o próximo dia 18 segue considerando-se o Coringa definitivo, e ficou furioso por ter sido preterido.) Ledger é o que O Cavaleiro das Trevas tem ao mesmo tempo de mais excitante e de mais devastador. Se aos 28 anos um ator foi capaz desse assombro, mal é possível imaginar o que o cinema perdeu.

terça-feira, julho 01, 2008

20 DISCOS QUE MUDARAM O MUNDO pt.20

(texto extraído da revista ZERO nº 8)


RED HOT CHILI PEPPERS
MOTHER’S MILK

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Lançamento: 10 de agosto de 1989
Nas paradas: Nº 52 no Top 200 da Billboard
Algumas influências: George Clinton, Jimi Hendrix, Sylvester Stewart, Talking Heads, Black Flag, Bob Marley
Alguns influenciados: Primus, Faith No More, Sublime, Living Colour, Infectious Grooves, Mr. Bungle e... Detonautas


O que fazer quando o guitarrista de sua banda morre de overdose, o vocalista dá pinta de que terá o mesmo destino, o baterista tem um colapso nervoso e abandona o barco e o baixista resolve se dedicar a projetos paralelos? Pois foi dessa química que o Red Hot Chili Peppers extraiu Mother’s Milk.
Vamos aos nomes, então, para deixar as coisas mais claras. Um ano após a gravação de The Uplift Mofo Party Plan, disco que reforçou a fama do grupo, o guitarrista Hillel Slovak e o vocalista Anthony Kiedis começaram a pegar perigosamente pesado nas drogas - heroína, mais especificamente. Slovak morreu de overdose; Kiedis teve melhor sorte e o susto fez com que ele procurasse ajuda. Para o lugar de Slovak e de Jack Irons, baterista que abandonou as baquetas, Flea e Kiedis convocaram, respectivamente, John Frusciante, um prodígio de apenas 18 anos, e a locomotiva Chad Smith. O resultado da combinação dos quatro não poderia ser melhor - e foi com essa formação que o grupo pariu seus melhores trabalhos - o primeiro dos quatro foi Mother’s Milk.
O nome refletia o novo período, a desintoxicação das tragédias. E esse recomeço potencializou todas as possibilidades do grupo. O que era pesado ficou ainda mais - “Magic Johnson”, “Nobody Weird Like Me”, “Stone Cold Bush”, “Fire” (de Hendrix) e “Punk Rock Classic” - e o que era grooveado ganhou molejo ainda maior - “Good Time Boys”, “Subway To Venus”, “Johnny, Kick A Hole In The Sky” e “Higher Ground” (de Stevie Wonder).
Filhos do disco nascem aos montes ate hoje.

Efeitos no Brasil: O crossover da banda, na mistura de rock, metal, punk e funk, só foi entendido de verdade por aqui dois anos depois, quando o Faith No More estapeou quase 200 mil pessoas (e um número incontável de telespectadores da Globo) com uma apresentação impecável no Rock In Rio 2. Depois disso, o caminho ficou fácil para bandas como Raimundos e Chico Science colocarem um acento regional na mistura.
Enquanto isso...: Richard Marx (lembram-se dele?) embalava os corações em trilhas de novelas, como Top Model por aqui, com sua “Right Here Waiting”, enquanto as pistas bombavam com Jive Bunny & The Mastermixers com “Swing The Mood” e “That’s What I Like”.

terça-feira, junho 24, 2008

GRANDES ASTROS BATMAN & ROBIN #8

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“Hal Jordan. O Lanterna Verde. Seu anel é a arma mais poderosa conhecida na galáxia. Se ele pensa em alguma coisa, ela simplesmente acontece. Isso o torna o melhor tira da Via Láctea.
Seu mentor alienígena procurava por um homem com vontade sobre-humana e nenhum medo. A descrição de trabalho para Hal não incluía inteligência. Ele é burro como uma porta. Já vi jogadores de hockey mais inteligentes. O palhaço faz batedeira de ovos, ratoeiras e aspiradores gigantes, quando poderia consertar o mundo todo com aquele anel. Que retardado. Eu faria tantas coisas com aqueles poderes...
É um maldito desperdício. Ele é pior que o Kent. Epa! Lá vem uma lanterna gigante. Muito criativo, Guerreiro Esmeralda.”


Todas as críticas recebidas por essa série são merecidas. Que a trama não se desenvolve, que é cheia de buracos no roteiro (se é que se pode chamar de roteiro), que nem de longe lembra os melhores trabalhos de Frank Miller etc. etc. Mas inexplicavelmente eu estou curtindo! E às vezes há um sopro de inspiração por parte de Miller, como essa descrição do Lanterna Verde feita pelo morcego.

sexta-feira, junho 20, 2008

LINKS!

Quatro textos, todos de autoria do Marcelo Costa, do ótimo Scream & Yell, sobre quatro discos recém-lançados. É só clicar!

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Songs In A&E, Spiritualized

sábado, junho 14, 2008

SHARAPOVA CURTA E GROSSA!

Não foi o Roland Garros sonhado por Maria Sharapova, longe disso. Ela foi desclassificada nas oitavas-de-final pela compatriota Dinara Safina (irmã do Marat Safin). Mas como sempre a musa deixou sua marca. Desconfortável com as atitudes da torcida francesa durante a partida da desclassificação, que insistia em fazer barulho durante os pontos, Sharapova não se segurou e soltou um "Up your fucking ass" para alguém da platéia, como fica claro nesse vídeo do You Tube logo abaixo. O ex-jogador John McEnroe, que já reclamou dos gritos histéricos da russa, mas que nos bons tempos era também um nervosinho em quadra, deve ter se sentido orgulhoso. Assim como esse que vos escreve, hehehe.


segunda-feira, junho 09, 2008

CAPAS PANINI JUNHO - DESTAQUES

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Mês bem interessante. Se em maio tivemos muitas capas feias (tive até dificuldades em escolher as melhores), dessa vez a Panini fez boas escolhas. Também, com artistas como John Cassaday, Gary Frank, Tim Bradstreet e Alex Ross, entre outros, as coisas ficam mais fáceis.
Mas nem tudo é perfeito. Não entendo como não escolheram como capa para Superman essa do brasileiro Renato Guedes, já bem divulgada em sites especializados:

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quarta-feira, junho 04, 2008

20 DISCOS QUE MUDARAM O MUNDO pt.19

(texto extraído da revista ZERO nº 8)


BOB MARLEY
CATCH A FIRE

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Lançamento: 13 de abril de 1973
Nas paradas: nº 171 na lista Pop da Billboard
Algumas influências: Lee “Scratch” Perry, Desmond Dekker, Alton Ellis, Jimmy Cliff
Alguns influenciados: Black Uhuru, Peter Tosh, Ben Harper, Gilberto Gil, Rolling Stones, Red Hot Chili Peppers, The Clash

Bob Marley aparece num grande close levando um charro de maconha à boca entre os dedos. É quase possível escutar a mensagem “I’m rasta and I’m proud” a sair-lhe dos lábios junto da fumaça do trago.
Com Catch A Fire Bob Marley deu a própria cara à tapa pelo reggae - encarou a todos com um baseado de ponta a ponta na capa, gravou metade do disco na Jamaica e metade em Londres e conseguiu espalhar a fumaça do reggae pelo planeta.
O disco é a cartilha do reggae para a cena mundial. Com Catch A Fire, Marley pavimentou uma auto-estrada onde seus colegas de país e estilo Desmond Dekker, Alton Ellis e Jimmy Cliff tinham aberto um caminho a golpes de facão.
A obra é minimalista, o que valoriza mais as letras de protesto de Marley, onde escancara desde a pobreza moderna (“Concrete Jungle”) até as injustiças sofridas atualmente pelos negros numa analogia à escravidão (“Slave Driver”). Há espaço para o amor, também, como em “Stir It Up”.
Foi o disco que seduziu, por exemplo, Eric Clapton (que gravou “I Shot The Sheriff”, do disco seguinte de Marley, Burnin‘), e os Rolling Stones, que incluíram um reggae no álbum Black And Blue (“Cherry Oh Baby“, de Eric Donaldson), gravado, aliás, em parte, no Caribe.
Peter Tosh canta duas músicas - “400 Years” e “Stop The Train” -, que foram decisivas para que ele tomasse coragem e se lançasse em carreira solo. O racha, na verdade, foi maior - depois da gravação do disco seguinte, Bunny Wailer também decidiu abandonar os Wailers.

Efeitos no Brasil: O primeiro contato do Brasil com a música jamaicana aconteceu em 1968, quando Jimmy Cliff passou uma temporada no país e se apresentou no Festival Internacional da Canção. A primeira citação do gênero foi de Caetano Veloso, que narrava ter descido a Portobello Road (Londres) ao som de reggae.
Enquanto isso...: O sucesso do momento era “Killing Me Softly With This Song”, de Roberta Flack, que voltou à ativa com o filme About A Boy, em cena antológica de Hugh Grant.

segunda-feira, junho 02, 2008

LABUTANDO! Pt 2

Na semana passada passei quatro dias fora, participando de um treinamento para uma futura pesquisa do IBGE. Uma turma de aproximadamente 30 pessoas ficou reunida numa pousada, onde também aconteceu a instrução. Sem querer causar inveja (aham!), algumas fotos do local:


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Ah, esqueci de dizer que o local ficava na beira-mar, né? Sorry. E eu ainda recebi para ficar lá. E foi o Lula que pagou, vê se pode! Mas eu ainda senti saudades de casa, principalmente do meu quarto, com minha cama, minha música, meus gibis, meu computador etc. E lá tive que dividir o quarto com mais dois caras, então eu estava sempre com alguém (exceto no banheiro, claro!). Na letra de Frances Farmer Will Have Her Revenge On Seattle, do Nirvana, tem uma parte que diz "I miss the comfort in being sad" ou "eu sinto falta do conforto de estar triste". Troca o "triste" por "sozinho" e a frase fica perfeita para definir o que senti. Mas valeu, e agora já estou de volta ao conforto que apenas nossas casas podem trazer, e com uma graninha extra no bolso.

domingo, maio 25, 2008

AU REVOIR, GUGA

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O ano era 1997, num domingo parecido como esse, no comecinho de junho. Eu não entendia nada de tênis. Não sabia o que era break point, dupla falta, primeiro e segundo serviço, não entendia a contagem de pontos, nada disso. Mas estava lá, olhos na telinha na extinta Rede Manchete, para ver, e torcer por, um brasileiro chamado Gustavo Kuerten (ou simplesmente Guga) na final de Roland Garros, um dos quatro Grand Slams do esporte, e com certeza o mais charmoso deles, e que a partir daquele dia, teria um gostinho especial para nós brasileiros. O inesperado por muitos aconteceu, e Guga, na época apenas o nº 66 do ranking, venceu seu primeiro, de três, título no saibro de Paris.
Aquela seria a primeira de muitas alegrias que o Manezinho de Florianópolis nos traria. De repente o domingo não era mais o dia de ver brasileiro no pódio da Fórmula 1, mas sim o dia de ver nosso Guga na final de mais um torneio. No total foram 20 títulos. Além do tri em Roland Garros, foram 5 Master Series e uma Master Cup, só citando os mais importantes. Ele ainda ficou por 44 semanas no topo do ranking da ATP e ganhou quase 15 milhões de dólares só em premiação.
Hoje, agora há pouco, Kuerten voltou ao solo sagrado de Roland Garros para sua despedida oficial do tênis profissional. Ele enfrentou Paul-Henri Mathieu, jogador francês. Mas quem parecia que jogava em casa era o brasileiro, tamanha a torcida a seu favor. Muito querido por lá, e sabendo da ocasião especial, a maioria dos franceses não pensou duas vezes e torceu pelo Guga. A derrota, esperada, veio, por 3 sets a 0 veio. Mas o placar foi o que menos importou. O que conta é que, apesar das limitações físicas, pudemos ver nosso velho amigo uma última vez, conseguindo vez ou outra aplicar bem seus golpes, com bons saques, dando aquelas espetaculares paralelas de esquerda, deixadinhas e aproveitando cada momento na quadra que lhe deu tantas glórias.
Após a partida, a organização prestou uma homenagem ao brasileiro, entregando-lhe um troféu. Depois Guga falou em francês, claramente emocionado, agradeceu a todos e destacou a importância do Torneio, dizendo que Roland Garros era sua vida, seu amor, sendo aplaudido por todos no local. Parabéns, Guga. Obrigado por todas as alegrias. Obrigado por me tornar um fã incondicional desse esporte sensacional que é o tênis. Vamos sentir sua falta...

quinta-feira, maio 22, 2008

WE ARE THE CHAMPIONS, MY FRIENDS...

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Foi uma final cheia de ingredientes. Em campo dois dos melhores times da atualidade, Manchester United e Chelsea, respectivamente campeão e vice-campeão ingleses, ambos formados por jogadores de diversas seleções. Dessa vez, a disputa era pela Champions League, a maior competição continental entre clubes. Para o Manchester, seria o terceiro título do torneio, para o Chelsea seu primeiro. O local de disputa é o Luzhniki Stadium, na Rússia. Jogo único em campo neutro.

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A partida começa com o Manchester melhor em campo. Aos 26 minutos, após uma tabela entre Scholes e Brown, esse último cruza para a área e Ronaldo marca de cabeça. 1 a 0 para os Diabos Vermelhos. O Manchester ainda teve umas duas chances claras de aumentar o placar, mas a bola insistia em não entrar. Meio perdido em campo, o time londrino encontra o gol de empate no finalzinho do 1º tempo, marcado por Lampard.

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As coisas mudam de figura no tempo complementar. Agora é o Chelsea que dá as cartas. O trio Ronaldo, Tevez e Rooney pouco aparece. Após alguns sustos, como uma bola na trave de Van der Sar, o tempo normal chega ao fim. Hora da prorrogação.
São os 30 minutos mais nervosos da partida. A bola pouco rolou, e no pouco que rolou Lampard colocou mais um na trave para o Chelsea e Giggs quase marcou para o United. Uma confusão faz Drogba, atacante do time londrino, ser expulso. O empate persiste.

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Cobrança de pênaltis. Agora o nervosismo é meu! Na sequência, Tevez, Ballack, Carrick e Bellleti convertem os seus. Chega a vez de Ronaldo cobrar. Quando ele deu aquela paradinha, gritei na hora, "não para, porra!". Quando Cech pegou, soltei um "caralho" em alto e bom som. Se eu já estava nervoso antes, imagina agora! Lampard marca, Hargreaves também. Ashley Cole e Nani deixam os seus. Agora basta o capitão Terry acertar para o Chelsea se tornar campeão, e o cara escorrega na hora do chute! (Na hora adorei, claro, mas depois deu pena ver o cara sem parar de chorar) Cobranças alternadas. O brasileiro Anderson, que tinha entrado no final da prorrogação, deixa o seu, assim como Kalou. Giggs, o chamado Mr. Manchester, que acabara de se tornar o recordista em número de partidas pelo clube, não bobeia e coloca a bola nas redes. Anelka chega para tentar igualar o placar. Van der Sar cresce no gol, aponta para o atacante onde ele vai colocar a bola. Anelka corre para a bola, chuta... e Van der Sar pega! Manchester tricampeão europeu!!!

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Gritei e pulei feito um garoto. Festa vermelha na Rússia e aqui na minha sala (os vizinhos devem ter se perguntado o que estava acontecendo na casa daquele cara estranho que não fala com ninguém, hehehe).
A cerimônia de encerramento foi belíssima, condizente com a importância do torneio. O elenco das duas equipes subiu até as arquibancadas para receber suas respectivas medalhas. O Chelsea subiu primeiro, passando por um corredor de jogadores do Manchester, que aplaudiram os vice-campeões. Logo após, foi a vez dos campeões. Após cada um receber sua medalha, o capitão Ferdinand e Giggs levantaram a tão disputada taça de campeão europeu. Depois disso a transmissão terminou, mas a festa deve ter entrado madrugada adentro tanto na Rússia quanto na Inglaterra (exceto Londres, hehehe).
Próxima parada, Eurocopa. E no segundo semestre começa mais uma temporada do melhor futebol do mundo. Não vejo a hora desse dia chegar!

segunda-feira, maio 19, 2008

NO TOPO

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No novo ranking do tênis feminino divulgado nessa segunda-feira, a musa Maria Sharapova assumiu a primeira posição. A ex nº 1, Justine Henin, anunciou na semana passada sua aposentadoria, e a russa assume então o primeiro lugar. Sharapova, que já tem três títulos nessa temporada e também lidera o ranking das campeãs (aquele que considera apenas a pontuação do ano corrente), chegou às semi-finais do Torneio de Roma na última semana, mas teve que abandonar a competição devido a uma lesão. O próximo torneio é Roland Garros, considerado o mais charmoso dos Grand Slams (ah, a primavera em Paris...), começando já domingo dia 25, onde Sharapova tentará seu primeiro título no saibro francês. Ela até já se encontra lá, treinando, como vemos nas imagens acima. C'mon, Maria!

sexta-feira, maio 16, 2008

LABUTANDO!

Estou trabalhando. Pois é, desde a semana passada. Não falei ainda pois queria confirmar antes. Agora que todos os documentos estão em ordem e o contrato foi assinado, posso falar numa boa.
Fui chamado para um emprego temporário no IBGE (funcionário de nosso "querido" Lula, quem diria!), posso ficar até dois anos no serviço, se tudo der certo.
Nunca trabalhei antes, sempre fui um filhinho de papai, estou ainda me adaptando à essa nova realidade de acordar cedo, passar o dia fora e chegar em casa desejando cair na cama e passar o resto da vida lá deitado. E tenho ainda de reorganizar o (pouco) tempo que sobra para ler meus gibis, ouvir minhas músicas e assistir à minhas séries e filmes.
Tem ainda os colegas de trabalho. Não sou o que os americanos chamam de "people person", aquelas pessoas que têm facilidade em se relacionar com seus semelhantes. Longe disso. Sou tímido, inseguro, pessimista, entre outras qualidades igualmente indesejáveis (por isso gosto da internet, onde ninguém percebe esse lado meu). E minha primeira reação em relação às pessoas é odiá-las, não tenho como fugir disso, é praticamente instintivo (Freud explica). Mas aos poucos (ênfase no "poucos") vou me enturmando. Engraçado que meu sobrinho me perguntou se eu já tinha algum amigo no trabalho. Parece até que ele não me conhece...
Quanto ao blog, vou tentar mantê-lo. A quantidade de posts deve diminuir, mas farei o possível para colocar algo novo ao menos uma vez por semana. E agora que vou ter uma graninha para manter e incrementar meus vícios nerds, vou ter que falar sobre eles em algum lugar, certo? Então fiquem tranquílos, o Paranoid Android não abandonará vocês!

domingo, maio 11, 2008

MANCHESTER UNITED BICAMPEÃO!!!

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Foi um dos melhores Campeonatos Ingleses dos últimos tempos, guardando emoções até os últimos minutos da última rodada. Após nove meses de disputa, Manchester United e Chelsea chegaram a rodada decisiva com o mesmo número de pontos (84), com os Red Devils levando vantagem no saldo de gols. Enquanto o United pegava o Wigan fora de casa, o time de Londres jogou contra o Bolton em casa. Para que os londrinos pudessem ter alguma chance de título, eles torciam para um tropeço do adversário.
Após um começo nervoso de partida, com alguns erros bobos, o Manchester chegou ao gol através do pênalti cobrado pelo Cristiano Ronaldo. Enquanto isso, o Chelsea fazia pressão contra o Bolton, mas não chegava ao gol. O primeiro tempo das duas partidas (realizadas simultaneamente, assim como todas as partidas da rodada) terminou com o time vermelho com uma das mãos na taça.
Segundo tempo, o Manchester faz pressão para finalizar logo com a fatura. Houve até um outro pênalti claro, não marcado pelo juiz. Em Londres, Shevchenko abre o marcador para o Chelsea. Apesar de ainda estar com o título (ganharia no saldo), é claro o clima de tensão no ar. o Wigan até consegue ensaiar uma pressão. É quando entra Giggs em campo, o mais experiente da equipe (hoje ele fez sua 758ª partida pelo clube e igualou o recorde de Bob Charlton). Aos 34 minutos do segundo tempo, ele marcou o gol e sacramentou de vez a vitória e, mais que isso, o título do Manchester United. E para facilitar as coisas, o Chelsea ainda cedeu o empate do Bolton.
Título mais que merecido. Desde o começo da temporada os Red Devils têm demonstrado um melhor futebol, bonito de se ver, com destaque para sua linha de frente, com Ronaldo, que terminou como artilheiro do torneio (31 gols), Tevez e Rooney. A defesa, comandada por Ferdinand, também fez sua parte, sendo a menos vazada de toda a Premiership. O meio de campo, com jogadores como Giggs, Scholes, Hargreaves e o brasileiro Anderson, não fica atrás em qualidade e dedicação.
Agora o time de Manchester tem 17 títulos na competição, encostando de vez no Liverpool, o maior vencedor na Inglaterra, que tem 18. A próxima parada é em Moscou, em 21 de maio, para a final da Copa dos Campeões da Europa, contra o próprio Chelsea. Go, Devils!!!

terça-feira, maio 06, 2008

CAPAS PANINI MAIO - DESTAQUES

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Não custa repetir, quando digo "destaques", estou me referindo simples e unicamente à arte, e não ao conteúdo das respectivas revistas, ok?
Mês fraco para a DC, principalmente entre as mensais (a do Superman é HORROROSA!). O pessoal da Panini deve ter pego minha conjuntivite (estou melhor, obrigado) e não está enxergando bem, só pode. A Marvel não sofreu desse mal, tanto que escolhi quatro delas acima. Quanto aos dois mangás que coloquei, essa edição de Gantz marca uma nova fase, daí o azul substituindo o tradicional vermelho (isso ainda vai demorar pra caramba pra chegar aqui; só na semana passada comprei o volume 5), e Black Lagoon, bem, não tenho idéia do que se trata, mas gostei da capa.


Ao som do álbum Grab That Gun, das canadenses do The Organ

quinta-feira, maio 01, 2008

20 DISCOS QUE MUDARAM O MUNDO pt.18

(texto extraído da revista ZERO nº 8)

MARVIN GAYE
WHAT’S GOING ON
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Lançamento: 21 de maio de 1971
Nas paradas: nº 6 na lista Pop da Billboard
Algumas influências: Sam Cooke, Nat King Cole, Smokey Robinson, Ray Charles, Martin Luther King
Alguns influenciados: Jackson 5, Maxwell, The Style Council, D’Angelo, Alicia Keys

Um libelo a favor da paz. Assim podemos descrever a obra-prima da soul music americana, What’s Going On. Escrito através dos olhos e pensamentos de seu irmão mais velho, Frankie (um veterano da guerra do Vietnã), as nove canções do álbum pretendiam contar as expectativas e o mundo surgidos após uma experiência tão traumática como a guerra. E consegue com louvor. Excluindo a canção título, o álbum foi gravado em apenas 10 dias e vendeu mais de 8 milhões de cópias.
Gaye foi também um dos primeiros artistas americanos a tocar na ferida do preconceito racial. Teve a coragem de usar todo o seu lirismo e engajamento poético para apoiar causas importantes, como o meio ambiente (“Mercy Mercy Me (The Ecology)”), as crianças (“Save The Children”), além das já citadas anteriormente. Deixou o sexo de lado nas letras que compôs, cultivou uma barba na cara limpa de sex simbol, engordou um bocado, jogou fora seus ternos e entrou em depressão. Como um típico músico de blues, alcançou a maior inspiração da sua vida num momento difícil, e fez história.


Efeitos no Brasil: Não só Marvin Gaye, mas todo o soul da Motown (selo independente de Detroit especializado em black music) influenciou diretamente o gênero no Brasil. O funk brasileiro afirmou-se com o movimento Black Rio, que contava com a participação de músicos como Cassiano, Gerson King Combo e Dom Salvador. Tim Maia e Hyldon foram outros dois nomes que colocaram um sucesso atrás do outro na década de 70.
Enquanto isso...: O T-Rex lidera as paradas inglesas com “Hot Love”. Nos EUA, o topo fica com o Three Dog Net e sua “Joy To The World”. Morrem Louis Armstrong e Jim Morrison.