quinta-feira, maio 30, 2013

BREAKING BAD

Recentemente terminei a primeira parte da 5a temporada de Breaking Bad, e confesso que essa série tem um poder de surpreender quem assiste como nenhuma outra. Quando você pensa que o episódio final da 4a temporada (sem spoilers, mas pqp, sensacional) foi incrível, a série já prepara terreno para um episódio ainda melhor. 


Pra quem não conhece a série, aí vai uma sinopse rápida: 


"Breaking Bad narra a história de Walter White (Bryan Cranston), um humilde professor de química que vê sua vida se transformar quando descobre ser portador de um câncer terminal. Com um passado brilhante como pesquisador, Walter amarga agora uma terrível situação financeira trabalhando como professor em uma escola de ensino médio. Com seu modesto salário sustenta a esposa Skyler (Anna Gunn) e seu filho Walter Jr. (RJ Mitte), que sofre de paralisia cerebral. Walter fica desesperado ao perceber que sua família irá passar necessidades após sua morte e decide que fará qualquer coisa para que eles não sofram com a falta de dinheiro. Impulsionado pelo medo e por desejo de oferecer dignidade à Skyler e Jr. ele começa a usar suas habilidades em química montando um laboratório de drogas com a ajuda de um ex-aluno (Aaron Paul) para financiar seus anseios."



A série é foda! É incrível como depois de 5 temporadas a série ainda tem tanto fôlego, e não só isso, como consegue ficar ainda melhor. Bryan Cranston está incrível no papel de Walter, e é uma ótima experiência acompanhar a transformação de um simples professor de química num traficante "cabra macho". As outras atuações também são ótimas, mas quem segura mesmo a série é Bryan Cranston. 

Outro aspecto da série que vale a pena citar é que você vai realmente amar ou simplesmente odiar certos personagens. Sim, digo isso pois muitas vezes me peguei xingando alto um ou outro personagem. É incrível a veracidade de cada personagem, e como o comportamento deles acaba afetando quem assiste de um modo tão intenso que você às vezes deseja de todo coração que o personagem morra.

Breaking Bad é de longe a melhor série da atualidade (pelo menos pra mim). Não percam mais tempo! Assistam!

sexta-feira, abril 26, 2013

IRON MAN 3


Acabei de chegar do cinema e corri pra escrever sobre Iron Man 3, pois quero todas as informações fresquinhas na mente. 

Iron Man 3 é um típico filme "pipoca" da Marvel: Uma história legalzinha que serve de pretexto para sequências de ação incríveis e divertidas. Não que isso seja ruim, já que diferente do Batman de Christopher Nolan, o foco não é uma narrativa complexa e profunda, e sim uma trama legal, mas no geral rasa, porém altamente divertida.

O 3º filme do Homem de Ferro se situa depois dos acontecimentos de Vingadores, com um Tony Stark afetado pelo súbito conhecimento de que o universo esconde seres extremamente poderosos e perigosos, além de um evento do seu passado pré-Homem de Ferro que volta para assombrá-lo. Esse choque de realidade muda totalmente Tony Stark (Robert Downey Jr.), e isso já pode ser notado meio que de cara no filme. Mesmo com as costumeiras piadas, podemos notar essa mudança, inclusive sentida na sua relação com Pepper (Gwyneth Paltrow). 

Robert Downey Jr. continua incrível na pele de Tony Stark (começo a achar que ele está realmente se transformando no Tony Stark), então não espere uma atuação abaixo do nivel das anteriores (que já eram excelentes). Outro que rouba a cena é Ben Kingsley, responsável por uma reviravolta muito boa (mesmo que bizarra) no enredo, coisa que eu não esperava. O resto das atuações são boas, mas não merecem um destaque maior do que os já citados. 

As cenas de ação do filme são impecáveis (uma parte em particular arrancou aplausos e gritos dos que assistiam, mas garanto que quem assistir vai saber qual é, então não vou nem citar aqui), apresentando sequências ótimas, talvez as melhores dos três filmes. 

Não é um filme que exige tanto de quem assiste, mas diverte como poucos. Recomendo muito!

sábado, abril 13, 2013

LOLLAPALOOZA - DIA 3



Último dia do Lolla! E começou de maneira mais preguiçosa que o anterior, nem roda-gigante rolou, fomos direto para a área de sombra se deitar. Saímos apenas pra ver um pedaço do Wannabe Jalva, mas achamos melhor “almoçar” e se deitar um pouco mais.
Já perto das 3 da tarde fomos ao Palco Butantã pra ver qual é a desse tal de Foals, banda bem recomendada por um monte de gente. Eu particularmente achei uma merda. Pra começar não fui com a cara de cu do vocalista, e o som não empolgou nem um pouco. E um mongol que dançava na minha frente só serviu pra aumentar meu ódio. Pior que eu vi essa merda do começo ao fim.
Já o Kaiser Chiefs, atração no mesmo palco, detonou! Não tem como não cantar e pular ao som de I Predict a Riot, Ruby e afins. E durante Angry Mob, o vocalista Ricky Wilson passou a meio metro de mim quando correu pra subir nas grades. Curto, mas intenso! Agora é hora de abastecer porque nosso próximo destino é o Palco Cidade Jardim, e vamos ficar por lá até o fim da noite.
É pedindo licença pra cá, licença pra lá que chegamos pro show do The Hives, banda que no começo dos anos 2000 entrou no balaio daquelas que iriam salvar o rock. Se salvaram, não sei, mas que fazem um puta show, ah, isso fazem! De trajes sociais, tocaram um rock’n’roll pra ninguém botar defeito, nem pra quem tava lá só esperando o Pearl Jam. Pelle Almqvist é um frontman nato, e conduziu a plateia durante toda a performance da banda. Parede sonora pra rivalizar com o QOTSA!
No final, eu esperava que o Planet Hemp atrairia mais gente no outro palco e assim, poderíamos pegar um lugar melhor pra ver o Pearl Jam, mas não rolou. Mesmo assim, no empurra-empurra, até que conseguimos um lugar bacana pra ver Eddie Vedder e cia. Foda foi aguentar  uma hora e meia em pé, sem poder mover um centímetro, já que muitos resolveram esperar sentados, tomando muito do espaço.
Mas tudo valeu a pena quando o Pearl Jam finalmente entrou no palco. São 20 anos curtindo a banda, comprando CDs, vendo apresentações pela TV, e agora finalmente eles estão ali na minha frente. O set list cobre toda a carreira da banda. Começam e terminam o show com uma balada –Small Town pra começar e Yellow Ledbetter no encerramento – e no meio tocam todos os clássicos de Ten, incluem Wishlist, que amo, a totalmente excelente Betterman, que vem colada a Black, só pra machucar ainda mais esse meu coraçãozinho, e tocam I Believe in Miracles, dos Ramones. Eddie Vedder é carismático que só ele, e ainda arranha um português até que convincente. São 2 horas que nunca esquecerei, certamente!
Volto ao hotel morto, mas feliz da vida! Passo a segunda-feira descansando e relembrando os bons momentos daquele fim de semana, que não foram poucos, e a noite é hora de pegar o voo de volta. Ano que vem tem mais!

quarta-feira, abril 10, 2013

LOLLAPALOOZA - DIA 2


Chegamos cedinho no 2º dia, antes até de começar os shows. Pra matar o tempo, resolvemos dar uma volta na roda-gigante, afinal era de graça e ainda ganhamos 2 chopes no final. Difícil foi aguentar meia hora na fila com o sol a pino. Aliás, muitos reclamaram nas redes sociais, inclusive alguns jornalistas, do tamanho das filas, mas tirando essa da roda-gigante, eu não tive nenhum problema pra comprar bebidas e comidas ou ir ao banheiro.
Com o calor bateu aquela preguiça, então fomos deitar na área de sombra, e a canga que recebi com os ingressos veio bem a calhar. Ainda numa vibe relax, vimos um pedaço do show do Ludov, pertinho do palco, para aí então começar o dia.
Bora pro palco Butantã que já já entra o Tomahawk! Ainda deu pra pegar uma posição ótima pra ver o show de um dos trocentos projetos do Mike Patton, que infelizmente não fez nenhuma maluquice, como tinha feito durante a performance do Faith No More no SWU. Rolou uma tentativa de coro com “porra, caralho!”, mas Patton foi apenas correto. Ainda assim, valeu a pena ver essa lenda in loco.
Pegamos um pedaço do Two Door Cinema Club – acho que apareci no Multishow nessa hora – mas preferimos nos abastecer e guardar energia pra o que estava por vir.
De volta ao Butantã para ver o Franz Ferdinand no final da tarde. Tocaram todos os hits, incluíram uma nova e deixaram todos os presentes com um sorriso no rosto. Mas em festivais todos fazem concessões, e tivemos que sair antes do fim pois...
No palco Cidade Jardim estava pra começar talvez o show mais fuderoso do evento: Queens of the Stone Age! Falei do impacto do Flaming Lips no 1º dia, mas aqui essa sensação ganha novos contornos. Som perfeito, banda afiadíssima, com direito a novo baterista e faixa que estará presente no próximo disco. O Lobão disse certa vez que o QOTSA era na verdade uma banda de metal, e isso fica claro ao vivo. Faltou Feel Good Hit of the Summer, mas quem iria reclamar? Show perfeito!
Ainda fui dar uma espiada no A Perfect Circle, mas não deu. É clima demais pra pouca substância. E a baixista tesuda que vi nos clipes nem tá mais na banda! E a pergunta que não quer calar: como o James Iha, que gravou dois clássicos from the 90’s com o Smashing Pumpkins e tem um disco solo que é uma fofura se meteu nessa?!
Pra terminar a noite, Black Keys! Vi de longe, numa boa, copo de cerveja na mão, só curtindo. Apesar do som meio baixo, deu pra perceber a qualidade da dupla. O Auerbach toca muita guitarra! Durante as faixas do El Camino, o show deu aquele up, e teve neguinho ensaiando a dança do clipe durante Lonely Boy. Bom show, mas quem era pra encerrar a noite era o QOTSA!
Aproveitei mais, cansei menos. Tô ficando bom nisso!


segunda-feira, abril 08, 2013

LOLLAPALOOZA - DIA 1


O primeiro festival a gente nunca esquece. Apesar de alguns percalços, afinal estamos no Bostil, foi um final de semana perfeito, para ficar na memória até o fim dos meus dias.
Tudo começou na sexta-feira, 29. Chego a São Paulo logo cedo, e do aeroporto vou direto ao hotel, que fica perto do Jockey Club, local do evento. Depois de algumas bem proveitosas horas de sono, chega o momento de ir ao festival.
Lá de fora, ainda na fila, ouço o final do show do Agridoce. Pena, queria ter visto, acho bem interessante esse projeto da Pitty. Mas não vamos nos lamentar, porque assim que entro está rolando o Of Monster and Men no palco Butantã, fofura indie pra ninguém botar defeito. Os islandeses fazem um som que cai bem pra um início de tarde, para curtir com as mãos pra cima, principalmente durante Your Bones.
Depois é hora de caminhar cerca de 1 km para chegar ao palco Cidade Jardim e ver o mais que competente Temper Trap, primeira boa surpresa do festival. E olha que eu nem sabia que Sweet Disposition era deles! Banda para se conhecer melhor, com certeza!
Já o Cake foi uma decepção. Som ruim, vocalista falando demais. Preferimos fazer uma boquinha. Ao longe ouvi a versão de War Pigs, mas o estrago já estava feito. Bora viajar ao som do Flaming Lips!
Wayne Coyne, louco que só ele, entrou com uma boneca no colo que por sua vez estava conectada a uma rede de fios que iluminava o palco, psicodelia que casava bem com o som dos caras. Pela primeira vez senti o impacto sonoro e visual que uma banda de primeiro escalão pode provocar, e é indescritível!
Depois do intervalinho básico pro cachorro quente e praquele xixi amigo, vamos de The Killers! Não sou grande fã dos caras, basicamente gosto apenas dos hits, mas reconheço que ao vivo eles detonam! Som no talo para Mr. Brightside, Read My Mind, Somebody Told Me e outros hinos pra galera cantar junto. Melhor que a encomenda!
Cansadaço, coluna me matando, meu iPod perdido (don’t worry, já encomendei o substituto), mas mais do que valeu a pena. E foi só o primeiro dia...


sábado, fevereiro 23, 2013

PODER SEM LIMITES


Sim, assim como meio mundo, estou de saco cheio desses filmes estilo documental, como Atividade Paranormal e afins. Mas uma boa história nos faz relevar isso, e é o que temos em Poder Sem Limites (Chronicle no original), filme de estreia de Josh Trank, com roteiro de Max Landis. Na trama, um trio de adolescentes americanos – um nerd meio problemático, seu primo metido a filósofo e um típico atleta escolar – ganham poderes telecinéticos após serem expostos a um artefato esquisito (que não chega a ser explicado na película). Inicialmente eles usam o recém-adquirido poder para testar seus limites e fazer pequenas pegadinhas, tudo filmado pela câmera do nerdão. Mas claro que, com a evolução da história, as coisas se complicam, pois como diria o tio Ben, com grandes poderes vêm grandes responsabilidades, e o nerdão acaba fazendo nojeira, nos levando a um clímax totalmente fodástico, de tirar o fôlego! Grata surpresa, nesse estilo cada vez mais gasto de falso documentário. Mas deu medinho ao saber que vai rolar uma continuação...

segunda-feira, fevereiro 18, 2013

DJANGO LIVRE



Sou um fã incondicional do Quentin Tarantino. É só eu ver alguma notícia sobre algum novo trabalho dele que corro pra ver do que se trata, e só um simples rumor já basta para me deixar ansioso. Com Django Livre, o mais recente trabalho do Quentin, resolvi fazer diferente: Li o mínimo possível sobre o filme e não assisti trailer nenhum. Fui assistir no cinema sem saber de nada além do plot básico do filme. E acho que foi essa falta de informação com relação ao filme que me deixou ainda mais surpreso com o resultado do filme. E QUE FILME!

É um típico filme do Quentin Tarantino: Violência desmedida (o que não é ruim, muito pelo contrário), personagens extremamente bem escritos e cativantes, toneladas de referências a outros filmes e muito humor negro, portanto nada que realmente surpreenda, se tratando de um filme do Tarantino. O que realmente surpreende aqui é que o filme é extremamente divertido de se assistir. Em geral, todos os filmes do Tarantino são, mas achei Django mais divertido do que o normal. O filme não tem pressa em contar a história de Django (Jamie Foxx), o escravo que, ao lado de um caçador de recompensas alemão (interpretado pelo sensacional Christoph Waltz) parte em uma jornada para salvar sua mulher, vendida a Calvin Candie (Leonardo DiCaprio), um cruel senhor de terras. 

Jamie Foxx é um ótimo Django (nesse momento aproveito para agradecer a Will Smith por ter recusado o papel... Foxx ruleia), tanto nas partes mais sérias quanto nas de humor. Leonardo DiCaprio está ótimo como Calvin Candie, mas quem rouba a cena é Christoph Waltz: Repetindo o ótimo desempenho de Bastardos Inglórios, onde interpretava o cruel Hans Landa, Waltz dá um show como o Dr. King Schultz, um excêntrico caçador de recompensas que ajuda Django a encontrar sua mulher.

Mesmo não se igualando a Pulp Fiction ou Kill Bill, Django é um filmaço. Mais um ponto para Quentin Tarantino.


quinta-feira, janeiro 17, 2013

S&D GAMES: HOTLINE MIAMI

Essa é para os mais saudosistas! Hotline Miami é um jogo de ação em terceira pessoa, mas com visão de cima e graficos e som em 8 bits. Os mais velhos identificarão na hora que se trata de uma grande homenagem aos games do fim da década de 80 presentes no bom e velho Nintendinho!

Mesmo se tratando de um game com aspecto retrô, não pense que a temática será assim. O jogo é uma espécie de GTA Vice City, se passando na Miami do final da década de 80 (pelo menos até o ponto que eu joguei não saimos de 1989). A ação do game é viciante e impecável, onde o jogador tem a oportunidade de pintar a tela com o sangue dos seus inimigos, não poupando nem os cachorros de guarda. O charme do jogo, além de seus gráficos em 8 bits, está no personagem, que sempre usa a máscara de um animal nas missões. Você desbloqueia mascaras novas que conferem habilidades especiais ao personagem durante o game, como matar mais rapidamente seus inimigos ou ver itens secretos nas fases. A trilha sonora é espetacular, embalando o clima de anos 80 do game como em Vice City, só que com um toque bem mais sombrio.

Ah, e você, jogador acostumado com games mais recentes, não pense que vai encontrar facilidade nesse jogo. Ele traz um nivel de dificuldade relativamente alto, o que é muito bem vindo em tempos de games longos, porem faceis demais. 

Então, chegou a hora! Baixe logo Hotline Miami e experimente toda a diversão violenta (ou violência divertida) desse jogo viciante!


sábado, janeiro 12, 2013

SOUNDGARDEN- KING ANIMAL

(texto publicado originalmente na Rolling Stone Brasil, edição #74, novembro de 2012; autoria de Paulo Terron)


É como se o Soundgarden nunca tivesse deixado de existir em 1997 e só retornado em 2010: nas 13 faixas de King Animal, Chris Cornell alterna gritos e sussurros, sustentados pelas camadas de guitarra de Kim Thayil, pelo baixo sólido de Ben Shepherd e pela bateria nunca menos que surpreendente de Matt Cameron. Claro, há momentos como "Halfway There", que parecem ter mais relação com a carreira solo do vocalista, mas também há surpresas como "A Thousand Days Before" e seu clima Índia via Led Zeppelin. E se ainda havia qualquer dúvida quanto à vitalidade da voz de Cornell, "Non-State Actor" resolve a questão - é difícil imaginar como alguém com 48 anos - e que passou a vida toda gritando nos palcos - conseguiu cantar a faixa sem destruir por completo as cordas vocais. Mas esse é o clima do King Animal, um murro nos ouvidos dos céticos que bradaram "nostalgia!" quando o Soundgarden resolveu se reunir. 

sexta-feira, dezembro 14, 2012

ARGO



Em 1979, a embaixada dos Estados Unidos no Irã é invadida por revolucionários locais, revoltados com o asilo dado pelo governo americano ao xá deposto Reza Pahlevi, fazendo 52 reféns. Mas seis funcionários da embaixada conseguem escapar e conseguem refúgio com o embaixador do Canadá. A CIA bola, então, um plano no mínimo curioso para resgatar o sexteto: com a ajuda de Hollywood, criam a produção de um filme faz de conta – o Argo do título – e os refugiados seriam um grupo com o diretor, a roteirista e produtores que estariam no Irã à procura de locações para a película, arrumando assim uma desculpa para trazê-los de volta são e salvos.
Argo é a terceira investida de Ben Affleck na direção – as outras foram Medo da Verdade e Atração Explosiva – e a melhor até o momento. Enxuto, com um elenco acima da média, com destaque para o próprio Affleck no papel de um especialista em retirar reféns e o sempre competente John Goodman, que colabora com algumas cenas de humor, trazendo um contraponto a tensão da trama, e retratando bem a época do final da década de 70/início da década de 80 (como é que aqueles óculos enormes eram considerados bonitos um dia?!), os bastidores de Hollywood e o período explosivo que vivia a região do Oriente Médio, o filme já é cotado para levar algumas estatuetas na próxima cerimônia do Oscar. Se vai chegar a tanto, não sei, mas Argo é daqueles artigos cada vez mais raros que renovam nossa fé na sétima arte. Recomendo!

sábado, dezembro 08, 2012

THE BEATLES – MAGICAL MYSTERY TOUR

(texto publicado originalmente na revista ESPECIAL BRAVO! BEATLES; autoria de Sergio Martins)




Embora Magical Mystery Tour não faça parte da discografia oficial inglesa dos anos 60, hoje em dia é tratado como um disco normal do catálogo dos Beatles. As seis canções do filme saíram originalmente na Inglaterra em um pacote que abrigava dois compactos duplos e um livreto. Os americanos, que nunca gostaram do formato EP, montaram o álbum usando as canções do filme e para o lado B utilizaram os singles que os Beatles tinham soltado no ano de 1967. Nos anos 70, o álbum foi adotado no mundo inteiro. O filme Magical Mystery Tour não agradou à crítica, mas é difícil achar falhas nas canções. Aqui estão também as últimas incursões dos Beatles pelo universo do psicodelismo. A faixa-título, escrita por Paul, é tão eficiente que até parece um jingle. Paul também escreveu a reflexiva The Fool on the Hill, que logo seria regravada por uma infinidade de artistas. Your Mother Should Know é mais uma viagem nostálgica do baixista. George se incumbiu da atmosférica Blue Jay Way. John veio apenas com uma música para o projeto, mas ela roubou a cena. A bombástica I Am the Walrus, composta depois de duas viagens de ácido, é uma ode à lisérgica, com John abusando de aliterações e citações a Lewis Carroll. Seu sinistro arranjo de cordas e acordes dissonantes ajuda a tornar a música perturbadora. O segundo lado do LP tinha o lendário compacto Strawberry Fields Forever, Penny Lane, o hino da contracultura All You Need Is Love e seu lado B Baby You’re a Rich Man e Hello Goodbye, que fez parte de um single de sucesso com I Am the Walrus do outro lado.



terça-feira, dezembro 04, 2012

MARCADOS PARA MORRER




Depois de um bom tempo sem ir ao cinema (a última vez que fui foi em Batman: The Dark Knight Rises), fui assistir A Possessão. Mas, como o site do cinema da minha cidade estava errado (no site, esse filme estaria em cartaz legendado, mas chegando lá só tinha cópia dublada) fui assistir Marcados Para Morrer. Confesso que não sabia o que esperar desse filme, já que eu não havia visto trailers, nem críticas ou coisas do tipo. Fui às cegas. E acho que foi isso que tornou o filme uma agradável surpresa para mim.
O filme conta a história de dois policiais, Taylor e Zavala, quando eles durante uma patrulha encontram um homem com uma pequena (mas não tão pequena assim) quantia em dinheiro e algumas armas. A partir daí eles começam a desvendar uma rede de crimes ligados à máfia, algo que não era da responsabilidade deles, mas que como bons policiais, eles acabam envolvidos, mesmo correndo grande risco de morte.
O filme é daquele estilo "filmagem caseira" (a justificativa é que as filmagens serviriam para um projeto de Taylor), mas com presença também de filmagem convencional, para as partes onde os policiais não estão com câmeras ou quando as câmeras caseiras poderiam prejudicar a ação. 
As atuações do filme estão boas, com destaque para os personagens principais, que em certos momentos chegam a emocionar a plateia, e olha que se trata de um filme policial/suspense, onde isso não é tão comum. Esse filme meio que humaniza os policiais, sem mostrá-los usando uma máscara da lei, sempre durões. Os policiais aqui são retratados de forma mais humana, o que eu achei outro lance legal no filme.
Marcados para Morrer é um ótimo filme, principalmente para quem curte um bom suspense policial! Foi uma surpresa pra mim, e acho que não vai decepcionar quem assistir!


sexta-feira, novembro 23, 2012

FÁBULAS VOL 10 - O BOM PRÍNCIPE



A iminente guerra entre as fábulas e o Adversário toma cada vez mais corpo nesse décimo volume da série criada por Bill Willingham. Dessa vez, o Papa-Moscas, até agora um mero coadjuvante na trama, ganha nova importância ao retomar sua memória, e agora como o príncipe Ambrose forma seu povoado nas Terras Natais e desafia o Adversário em várias frentes.
O que mais me surpreende em Fábulas é seu alto padrão em todas as edições. Não há uma história mais ou menos, uma saga fraca, nada disso, o enredo é sempre acima – e bem acima – da média. Seu criador e roteirista Bill Willingham, na maioria das vezes ao lado do desenhista Mark Buckingham, sempre chega com uma carta na manga para nos surpreender. Não é a toa que a série é muitas vezes vista como um novo Sandman - não na temática, mas sim na qualidade. Engraçado que a DC tentou aproveitar o talento de Willingham em seu universo de heróis, e o resultado foi no mínimo decepcionante, talvez devido a falta de liberdade criativa dentro do DCU.
Enfim, mais um belo volume dessa HQ fantástica que vale demais a leitura, e a Panini segue um trabalho fabuloso, com o perdão do trocadilho infame, ao publicar não só Fábulas mas todos os demais lançamentos da linha Vertigo. Sua estante nerd agradece!

domingo, novembro 18, 2012

PRA NINGUÉM FALAR QUE DIGO AS COISAS SEM SABER

Esse post é curto, é só pra falar que eu resolvi dar uma chance à saga Crepúsculo, pra saber do que eu falava mal. Não comecei pelo primeiro, apenas estava passando no Tele Cine, e eu sem nada melhor pra fazer resolvi assistir Amanhecer - Parte 1. E EU ESTAVA CERTO O TEMPO TODO, HAAAH! Que filme medíocre, hein? Os diálogos são incrivelmente mal escritos, e não passam emoção alguma! Fiquei impressionado com a quantidade de coisa nonsense que saía da boca daqueles vampiros e daqueles lobisomens! Não houve um diálogo sequer do filme que eu pensasse: "Ok, esse diálogo foi legal". É sempre a cornomansisse do Edward, a pose de comedor do Jacob e a... a... a Bella fazendo figuração.

Os efeitos especiais são outro ponto negativo, sem bem que com uma bomba de filme desse, isso é o de menos. Sério, os efeitos especiais do filme estão pelo menos três anos atrasados, e três anos é muita coisa nesse aspecto! Os lobos não tem escala, uma hora eles parecem gigantes, e na cena seguinte estão visivelmente menores! Quié isso, ô produção? 

Os atores? Aaaaaah, os atores... O carinha lá que faz o Edward sempre tem aquela cara de nojinho ou de desconforto, enquanto a linda, mas sem talento Kristen Stewart tem menos expressões que o Plank (foto abaixo) de Du, Dudu e Edu! O lobisomemzinho que talvez ainda tenha algum talento, mas o resto é bem ruim! 

Bem, é issaê! Só minhas impressões sobre esse filme para eu ficar com a consciência limpa. 


TRAINSPOTTING




Olá, galera! Voltei para fazer mais um crítica, dessa vez sobre o filme Trainspotting. Sendo bem direto, esse filme pode ser definido em três coisas: "Sexo, drogas e música eletrônica". Eu já podia parar por aí, mas ficaria com a consciência pesada por fazer algo tão pobre. Então vamos lá.

Trainspotting conta a história de um grupo de jovens de Edimburgo nos anos 90, tudo no ponto de vista de "Rent-Boy" Renton, um cara viciado em heroína, que por mais que tente largar o vício, sempre acaba voltando pra tomar outro "baque". Tudo gira em torno dele e dos seus amigos, mas essa amizade pode acabar destruindo-os. Toda a história do filme é embalada por música eletrônica, o que acaba dando um ritmo ainda mais frenético à película.

O começo do filme já define bem o que vai rolar dali pra frente: Batida acelerada de música eletrônica, correria e Renton falando em off (não vou dizer o que ele fala, assistam), discurso esse que me lembrou um pouco o começo de Clube da Luta. Mesmo que o filme seja em sua maioria concentrado em Renton, tambem há destaque para outros bons personagens do filme: Spud, um cara que vive "noiado" e que enfrenta problemas com sua namorada, Sick Boy, que seria o "líder" desse grupo de amigos;, Franco Begbie, um cara esquentado que vive se metendo em briga e outros personagens que ficam em segundo plano, mas que ainda são bem marcantes. 

As atuações do filme são muito boas, e cada personagem deixa sua marca e tem sua personalidade exposta de uma forma que não dá pra confundir um personagem com outro, ou mesmo dizer que são personagens rasos. A trilha sonora é excelente, e mesmo que eu não goste muito de música eletrônica devo admitir que Trainspotting não seria o mesmo sem essa excelente trilha sonora. Danny Boyle fez um excelente trabalho, mostrando de uma forma bem crua (no bom sentido) como é a vida de jovens amigos que compartilham o mesmo vício, e como isso afeta a vida de cada um, transformando-os em pessoas completamente diferentes.

O filme é realmente muito bom, contado de uma forma que mesmo com toda a rapidez do filme, é simples de entender. Recomendo muito Trainspotting, é diversão da melhor qualidade!



sexta-feira, novembro 16, 2012

A BRUXA DE BLAIR




Acabei de assistir "A Bruxa de Blair". Ainda não tinha assistido, mas já estava faz tempo na minha lista, e não venham me chamar de herege, mas eu meio que não achei essa Brastemp toda não. Ok, o filme cumpre bem o papel de te deixar com o coração na mão durante os 80 minutos de filme, mas não passa disso. 
As atuações são boas, a ambientação é sensacional (nunca vi uma floresta tão assustadora em um filme, e imediatamente notei que essa floresta é bem parecida com a da capa do primeiro album do Black Sabbath) e a sensação de que alguma coisa MUITO ruim vai acontecer é constante. Até agora tudo ok, mas o filme errou no principal, na minha opinião: o final. Aprendi que você pode errar em tudo, mas NUNCA cague no final, e é mais ou menos isso que acontece em A Bruxa de Blair. Você sofre com os personagens, fica desesperado, fica tenso, mas no final tudo acaba de uma forma que mesmo sendo comum nesse tipo de filme, achei abaixo do esperado. Nada de bruxa, nada de demônios, nada de aliens, nada de nada!  Não nego que o final foi sim interessante, já que usaram um detalhe que aparentemente não apresenta muito valor na narrativa para encerrar o filme, mas ainda assim esperava um pouco mais. Não vou fazer comparações com Atividade Paranormal, pois mesmo sendo um estilo de filme semelhante, a forma que o terror é apresentado ao público é diferente (AP é uma coisa muito mais "na cara", enquanto A Bruxa de Blair é bem mais subjetivo).

Enfim, o filme é muito bom durante todos os 80 minutos, te deixando com o coração na mão e te fazendo suar frio, mas decepciona um pouco nos últimos segundos, o que basta para tirar uma parte do brilho do filme. A Bruxa de Blair foi um dos filmes mais lucrativos já feitos com relação ao orçamento e arrecadação (custou US$30 mil e arrecadou US$ 150 milhões) e sem ele não teríamos filmes "lost footage" de terror, e esse fato aumenta ainda mais a impressão que o filme deixou pra mim: Um bom filme de terror, mas um pouco superestimado.



S&D GAMES: BRÜTAL LEGEND


Olá senhoras e senhores! Esse é o meu primeiro post relacionado a games, e nada mais justo começar com um game ao som do metal clássico: Nada mais, nada menos que Brütal Legend, jogo produzido pela Double Fine e distribuido pela EA Games.
Brütal Legend é um daqueles jogos que certamente passaria batido numa estante de games cheia de blockbusters como Assassin's Creed, Call Of Duty ou GTA, mas se você for um metaleiro gamer inveterado from hell, já pela bela capa você possivelmente daria uma chance ao game. Mas vamos pular essa parte e ir ao que realmente interessa.
O game é um hack n' slash com elementos evidentes de um RTS (Real Time Strategy), onde você controla Eddie Riggs (não sou eu... acho), um roadie de uma banda de rock emo que sente falta dos tempos em que o rock era realmente pesado, cheio de atitude e que quebrava paradigmas. Durante uma apresentação da banda, um desastre acontece no palco, e Eddie, como o bom roadie que é, vai salvar a bunda de um dos integrantes da banda, mas acaba morrendo. Eddie acorda em um altar de pedra eregido para o deus Örmagoden, uma besta feita de aço e fogo que deu origem ao mundo que ele agora estava: No mundo do metal. 
Os gráficos do jogo são simples, mas os cenários inspirados em bandas, capas de álbuns e no próprio simbolismo do metal são lindos, com estruturas enormes, que dão imponência ao jogo em si. A trilha sonora conta com grandes nomes de todas as vertentes do metal, como Black Sabbath, Judas Priest, Slayer e Motörhead, e ainda conta com algumas surpresas, como Rob Zombie e Tenacious D. Mas o maior destaque fica por conta da dublagem, que conta com grandes nomes do rock, como Ozzy Osbourne, Lemmy Kilmister e Rob Halford para citar alguns. Eddie Riggs é dublado pelo ator/músico Jack Black (que também fez um filminho para o menu do jogo).
Brütal Legend é muito divertido, principalmente nas batalhas com elementos de RTS, que permitem ao jogador criar exércitos e comandá-los nos campos de batalha, além de criar Merch Booths, que servem para dar pontos que podem ser convertidos em unidades para seu exército. A dificuldade das batalhas é crescente (em uma das batalhas, fiquei quase 2 horas lutando contra hordas de inimigos), o que não deixa o jogador enjoado das mecânicas ou do desafio, já que tudo é meio repetitivo nas lutas.
Então, Brütal Legend é um game muito divertido que não revoluciona, mas decepciona em nenhum dos aspectos. É diversão garantida!

quarta-feira, novembro 07, 2012

EXPECTATIVA: REMAKE DE EVIL DEAD ANUNCIADO

Já faz um tempão que Sam Raimi demonstrou interesse em fazer um novo Evil Dead, mas ele não sabia se queria um reboot da série ou o "quarto filme da trilogia". Agora já sabemos que o novo filme baseado nesse filme de "terror" classicaço será mesmo um reboot do primeiro filme, aquele de 1981. Essa notícia não é nova, mas nem por isso eu poderia deixar de escrever sobre isso.
Quando eu vi que o primeiro trailer foi lançado, imediatamente entrei em estado de pânico. Eu já acompanhava o desenrolar dessa novela de um novo filme de Evil Dead desde os boatos iniciais, passando pelo anúncio oficial do filme, anúncio do elenco e tudo mais, e finalmente saiu o trailer. Naturalmente corri para o Youtube como se não houvesse amanhã para assistir o trailer, e sim, fiquei muito animado com o que eu vi. Acho que a intenção desse remake não é superar o original (que é insuperável, na minha humilde mas sábia opinião), e sim apresentar a série para a galera mais jovem, que nem tinha nascido quando o original foi lançado (vale salientar que eu tenho 20 anos, e era menos que um espermatozóide quando saiu o primeiro filme, mas ainda assim assisti o original, e sim, gostei MUITO). 
Essa releitura será mais séria que o original, e boatos dizem que vai se aprofundar mais na história do Necronomicon Ex Mortis, aquele livro escrito com sangue humano e coberto com pele humana pelo povo Kandariano (quem assistiu sabe do que eu estou falando), que não recebeu um destaque tão grande no primeiro filme, não passando de um McGuffin. 
Agora falar um pouco sobre minha principal preocupação com relação a esse remake: O personagem que seria o Ash, que no original foi interpretado pelo filhadaputamente fucking megazord blaster master with lasers Bruce Campbell. A atuação do Bruce foi uma das marcas não só do primeiro filme, como dos subsequentes, com uma atuação bem marcada pelo exagero. No novo, não parece que existe um personagem tão marcante, o que me deixa um pouco preocupado, mas na esperança que o Bruce faça ao menos uma ponta no filme.
Enfim, estou aguardando ansiosamente pelo filme, e mesmo que esse reboot não tenha o brilho do original, ainda acho que vem coisa boa por aí!


domingo, outubro 28, 2012

SAINT SEIYA OMEGA: VALE A PENA ASSISTIR?



Sou um grade fã de Saint Seiya desde que eu usava fraldas. Assistia diariamente na saudosa Rede Manchete a luta dos Cavaleiros de Athena contra o filhadaputamente maligno Mestre Ares e continuo assistindo até hoje. Saint Seiya, ou como é conhecido aqui no Brasil, "Cavaleiros do Zodíaco" foi o anime que mais marcou minha infância, e até hoje é o meu favorito. Assisti todas as fases, desde a primeira e clássica Guerra Galactica até a recente Elíseos, passando pelos spin offs como o impecável SS: Lost Canvas e OVA's. Não tem como não se apegar aos personagens ou não se emocionar com a história. SS pra mim é o anime perfeito.
Recentemente começou a ser exibido no Japão o anime Saint Seiya Omega, que deixa meio de lado os cavaleiros clássicos Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun e Ikki (para o consolo dos fãs eles aparecem em alguns pontos do anime) e foca em uma nova geração de cavaleiros, sendo o principal Kouga, o Cavaleiro de Pegasus. O anime recicla vários momentos da fase clássica, inclusive a Batalha das 12 Casas, mas sob um ponto de vista diferente. O vilão agora é Mars, um deus que quer sugar todo o cosmo da Terra e usá-lo para dar vida ao planeta Marte, que por sua vez tomaria o lugar da Terra, encobrindo o Sol e deixando nosso planeta na escuridão. Eu achei a história do anime muito boa, mas mesmo assim criou-se uma certa polêmica ao redor dessa nova fase de CDZ. 
Primeiro de tudo: Os personagens principais são outros, e para quem já acompanha o anime desde os anos 90 (quando chegou ao Brasil) é meio estranho você ter os cavaleiros clássicos deixados meio de lado. Isso já aconteceu em SS: Lost Canvas, mas os novos personagens foram bem recebidos. Segundo: As armaduras mudaram muito, ao ponto de não parecerem armaduras, e sim roupas. Isso é um detalhe apenas, mas as armaduras sempre foram uma atração à parte no anime. Terceiro: O anime não dispõe do nível de dramaticidade dos anteriores. Sabemos que SS é um anime que emociona com a persistência dos cavaleiros de bronze diante do poder esmagador de outros cavaleiros bem mais poderosos que eles, além da amizade que eles possuem. No Omega não vemos tamanha complexidade emocional, tornando o anime mais infantil. E finalmente por último, e possivelmente o motivo mais importante para tal polêmica: O cancelamento de SS: Lost Canvas. Muitos (inclusive eu) viam esse spin off como tão bom ou melhor que a fase clássica do anime, com uma história bem mais complexa e sem os plot holes da fase clássica. Os fãs da série ficaram furiosos com o cancelamento, e talvez por isso grande parte se negou a assistir a temporada Omega.
Eu resolvi dar uma chance ao anime, e inicialmente não gostei do que vi, e depois de poucos episódios abandonei o anime. Algum tempo depois meu amigo me mostrou a nova abertura do anime, onde finalmente os cavaleiros de bronze clássicos estavam presentes, e então resolvi voltar a assisti, dessa vez começando no episódio 28, que é basicamente uma recapitulação do que aconteceu desde o primeiro episódio. Aí sim eu finalmente me agradei com o anime. A história está bem amarrada, cheia de reviravoltas de qualidade tão boa (e algumas vezes até superiores às da fase clássica), e finalmente reencontramos alguns personagens da fase clássica (um deles em particular me fez "aplaudir de pé mentalmente" o anime). 
Finalmente o veredicto: Recomendo muito que assistam SS Omega, e para quem não quiser assistir quase 30 episódios para se situar na história, assista a partir do 28, pode ter certeza que não será tempo perdido!

DEAD SNOW



Ontem assisti Dead Snow ("Zumbis na neve" aqui no Brasil). Pra quem já vai pensando "ok, mais um filme de zumbis hollywoodiano", o filme é norueguês. Dead Snow tem a mesma premissa de 90% dos filmes de terror: grupo de jovens saem em um feriado para uma cabana isolada, encontram um cara estranho que os avisa de um perigo que o lugar esconde, ninguém dá atenção ao aviso do cara e basta pôr o pé fora da cabana pra começar aquela carnificina toda. 
O que torna Dead Snow diferente é que o filme realmente não se leva a sério (e isso é bom para o filme, já que com uma fórmula tão batida, um filme como esse se levar a sério seria um erro). Outra característica diferente no filme são os zumbis: Eles são soldados nazistas que morreram de frio no fim da 2a Guerra Mundial. 
As atuações são boas (os personagens começam o filme apáticos, como em qualquer filme do tipo, mas depois alguns se tornam muito engraçados), principalmente a do último sobrevivente, que arrancou risadas, de tão parecida com o Ash Williams da série Evil Dead que foi sua atuação. Algumas cenas do filme são impagáveis, mas não vou citar nenhuma para não estragar a diversão.
Enfim, o filme é bom (claro que sem levar em consideração que é um filme com uma história já muito batida e que a produção não é das mais refinadas nem nada do tipo) e surpreende pela originalidade (não no roteiro, e sim nas sequências de ação, principalmente). Não é um filme para ser levado a sério, e sim apenas para curtir um bom filme de "terrir" sem toda a artificialidade de (quase) todos filmes americanos desse tipo.