Não sei explicar o porquê dessa maravilha em forma de quadrinhos ficar tanto tempo na minha pilha de leitura, já que elogios não faltavam por parte da mídia especializada e dos leitores de HQs. Obra dos irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá, dois dos mais conceituados artistas brasileiros da atualidade, e já com um bom número de premiações no currículo, inclusive pelo trabalho em questão, Daytripper narra a vida - ou as vidas - de Brás de Oliva Domingos, filho de um famoso escritor e que trabalha escrevendo obituários em um jornal, e um sonhador nas horas vagas. Narrada de maneira primorosa pela dupla, a trama chega a emocionar em vários momentos, trazendo passagens marcantes da vida de seu protagonista, seja o dia em que conhece seu grande amor, o dia em que dá seu primeiro beijo, o dia em que perde seu maior amigo ou o dia em que seu filho nasce. São eventos do cotidiano, que poderia ser o meu ou o seu, e é por isso que toca o leitor de maneira única. É uma história sobre a vida, e sobre a morte também, pois ela faz parte da vida, e sobre todos os efeitos que ela deixa em quem perdeu alguém. Daquelas leituras que, depois de terminar, você quer mostrar a todo mundo que encontrar para que conheçam também.
domingo, agosto 18, 2013
quinta-feira, agosto 08, 2013
COMPRAR CD NA AMAZON É TUDO DE BOM!
Não faz muito tempo, quando eu
não tinha grana e muito menos um cartão de crédito internacional, eu nem
sonhava em fazer encomendas em sites internacionais. O que eu fazia era juntar um dinheirinho e esperar por uma promoção de frete grátis e desconto progressivo numa
Saraiva da vida. Tempo de vacas magras.
Mas o lançamento da edição Deluxe
de Nevermind há quase dois anos (e seu não lançamento em terras tupiniquins)
serviu como gatilho para entrar nessa onda. Ativei a função de uso
internacional para o meu cartão, me certifiquei de que o limite do mesmo seria
suficiente (hoje tenho um limite que espero nunca usar, de tão alto), fiz meu
cadastro na Amazon UK, com o maior cuidado na hora de preencher o endereço para
não dar chance ao meu velho azar de dar merda, comprei a versão motherfucker de
Nevermind dos meus lindos do Nirvana e fiquei na expectativa. O CD chegou no
prazo, embaladinho, cheirosinho, tudo de bom!
Nos meses seguintes fiz diversas
encomendas na Amazon UK, cada uma maior que a outra. Umas chegaram em tempo,
algumas poucas atrasaram, mas sempre chegaram. Inventei de fazer uma compra na
Amazon US e tive uns problemas; parte do pedido não chegou, mas bastou um
e-mail para resolver e fui reembolsado sem burocracia. Apesar disso, deu
medinho e passei um tempo sem me aventurar pelas Amazons da vida.
Mas no fim do ano passado voltei
a fazer encomendas, novamente pela Amazon UK, já que por lá tinha dado tudo
certo até então. Desde então, religiosamente, tenho comprado 2 CDs por mês,
variando entre discos que sempre quis ter em minha coleção (estou finalmente
comprando os álbuns de estúdio dos Pixies e já tenho quase tudo da PJ Harvey) e
descobertas recentes através de MP3 (como o caso do Best Coast e do Yuck). E em
setembro sai a edição de 20º aniversário de In Utero, já estou paquerando ele
no site!
Preços bacanas, frete justo,
produtos que você não encontra em todo o lugar, recomendo! Só não dá pra
parcelar, mas isso é coisa de brasileirinho...
quarta-feira, julho 24, 2013
MAN OF STEEL
Desde o Superman Returns, confesso que fiquei meio com um pé atrás com relação a um novo filme do homem de aço, pois além de o Superman (pelo menos pra mim) não ser um herói realmente interessante, o filme foi bem abaixo do que eu esperava. E fico feliz em dizer que agora sim, temos um ótimo filme do filho de Krypton.
É bom avisar de antemão que Man of Steel NÃO é uma continuação do anterior (Goku seja louvado por isso), e sim um reboot para a série. Aqui, a origem do Superman é mostrada com detalhes, desde seu nascimento (destaque para Krypton, mostrada como nunca antes), sua chegada à Terra, como adquire seus poderes e aprende a usá-los (mostrado através de flashbacks durante o filme) e finalmente sua luta com o General Zod, tudo isso contado nos mínimos detalhes.
As atuações são muito boas, com destaque para o Henry Cavill (ninguém precisa de você, Brandon Routh!), que deu um ótimo Homem de Aço. Outro que merece destaque é o Michael Shannon, que interpreta impecavelmente o General Zod. A nova Lois tá um espetáculo (se não gosta do Superman, vá ao cinema pela Lois). Ainda contamos com a participação de Lawrence Fishburne, Russell Crowe, Kevin Costner e Ayelet Zurer, que mesmo com pouca participação, são vitais para o desenvolvimento da história (talvez com exceção do Lawrence Fishburne, que está apenas de corpo presente no filme). Os efeitos especiais são de cair o queixo, e as cenas de ação são incríveis. Pode esperar meia cidade transformada em pó durante o confronto entre os kryptonianos.
Enfim, Man of Steel é o filme que o Superman precisava para mostrar que não é o "herói babacão" que muita gente ainda imagina. Aqui finalmente temos um herói carismático e interessante, e que, se continuar no caminho que foi seguido nesse filme, renderá mais bons filmes. Recomendo.
sexta-feira, julho 19, 2013
QUEENS OF THE STONE AGE - ...LIKE CLOCKWORK
(texto publicado originalmente na Rolling Stone Brasil, edição #81, junho de 2013; autoria de Leonardo Dias Pereira)
Josh Homme tirou o intervalo que separa Era Vulgares (2007) de ...Like Clockwork para desanuviar a cabeça na superbanda Them Crooked Vultures e produzir o Arctic Monkeys. Quando a inspiração tomava forma, um evento revirou seu mundo: durante uma cirurgia no joelho, ele teve complicações e "morreu por alguns minutos" no hospital. Essa tragédia pessoal afetou o ambiente do sexto disco de sua banda, uma peça cheia de nuances sombrias, psicóticas e paisagens borradas por narcóticos pesados. "Keep Your Eyes Peeled" abre o disco com um riff grave e sinistro. O tom sobe em "I Sat by the Ocean", com levada despretensiosa carregada por um slide guitar saboroso, mas uma nuvem negra desce em "The Vampyre of Time and Memory". Na sensual "If I Had a Tail", Homme acolhe o velho parceiro Nick Oliveri, e tem ainda a ajuda do pupilo Alex Turner (Arctic Monkeys) e da esposa, Brody Dalle. Trent Reznor ("Kalopsia"), Elton John e seu piano elegante e Mark Lanegan ("Fairweather Friends") são outros ilustres que aparecem aqui.
sábado, junho 29, 2013
DAFT PUNK - RANDOM ACCESS MEMORIES
(texto publicado originalmente na Rolling Stone Brasil, edição #80, maio de 2013; autoria de Carlos Eduardo Lima)
A ideia dos androides Thomas
Bengalter e Guy-Manuel de Homem-Christo é proporcionar aos ouvintes (e a eles
mesmos) uma passagem no túnel do tempo. O destino? Algum lugar musical da Costa
Oeste norte-americana entre 1980 e 1983. Revisionismo não é novidade para quem
acompanha o trabalho do Daft Punk. Mas isto pode ser a chegada do Santo Graal
para o pessoal mais jovem. O hit “Get Lucky” e seu chacundum guitarreiro a
cargo do ex-Chic Nile Rodgers é a ponta do iceberg que é Random Access
Memories. Há homenagem a Giorgio Moroder, que ganha faixa com seu nome com mais
de 9 minutos de viagens em loopings eletro disco; há acenos ao Chic em “Give
Life Back to Music”; boas-vindas ao rock-semiprogressivo do Alan Parsons
Project em “Instant Crash”; abraços ao adult oriented rock em “Fragments of
Time”; e mixes de vocais de rock de arena com beats de Kraftwerk em “Doin’ It
Right”. Detalhes interessantes como bateria “humana”, uso de sintetizadores
vintage e a apropriação enciclopédica de um período bem fértil da música pop
credenciam o disco para curtição total.
quarta-feira, junho 05, 2013
EVIL DEAD (2013)
Desde que saíram as notícias de que um novo Evil Dead estava em produção já cuidei para que nenhuma novidade do reboot passasse despercebida. Com frequência visitava o Omelete, Blood Disgusting e outros sites que postavam com certa frequência essas novidades. Desde o anúncio praticamente nenhuma novidade passou despercebida aos meus olhos ávidos por informação.
Com o trailer veio oficialmente a ansiedade, e a medida que o filme estreava nos cinemas daqui do Brasil, mas não na minha cidade, a frustração também crescia. Mas finalmente a espera acabou e o filme saiu no cinema daqui. E eu, como fã da trilogia original e louco para saber se esse novo filme fazia jus ao nome que carregava, fui assistir, e aqui vão minhas impressões sobre o filme.
Evil Dead (não, não se trata de um remake, e sim de um filme original) tem como personagem principal uma jovem chamada Mia, que vai com os amigos e o irmão para uma cabana no meio da floresta para passar por uma desintoxicação depois de uma overdose que quase a matou. Então, o grupo de amigos encontra um livro bizarro num porão sinistro, e Eric, um dos amigos de Mia, lê o que está escrito, mesmo com advertências de que não se deve pronunciar os escritos do livro. A partir daí o que temos é o mais puro terror gore.
Sangue, vômito e outros fluidos corporais jorram de todo canto, e sim, é isso que um fã de Evil Dead realmente precisa para sair satisfeito. O filme é muito violento, e mesmo não me impressionando nesse sentido, tenho certeza que boa parte dos que assistirem vão virar a cara em certas cenas.
As atuações não são incríveis, mas são o suficiente para segurar a tensão do filme, mas ao menos Jane Levy (que interpreta Mia) merece um destaque. O filme não possui praticamente nenhum efeito criado em computador, é tudo feito usando efeitos práticos, o que ajuda o filme a parecer ainda mais realista e se aproxima mais do original. Outro bom destaque é que existem vários easter eggs que os fãs do original com certeza notarão, então é bom ficar ligado a certos detalhes.
Evil Dead é tudo que eu esperava: Assustador, violento e acima de tudo, divertido.
Ah, assistam até o final. A cena pós créditos é de fazer qualquer fanático gritar de emoção!
quinta-feira, maio 30, 2013
BREAKING BAD
Recentemente terminei a primeira parte da 5a temporada de Breaking Bad, e confesso que essa série tem um poder de surpreender quem assiste como nenhuma outra. Quando você pensa que o episódio final da 4a temporada (sem spoilers, mas pqp, sensacional) foi incrível, a série já prepara terreno para um episódio ainda melhor.
Pra quem não conhece a série, aí vai uma sinopse rápida:
"Breaking Bad narra a história de Walter White (Bryan Cranston), um humilde professor de química que vê sua vida se transformar quando descobre ser portador de um câncer terminal. Com um passado brilhante como pesquisador, Walter amarga agora uma terrível situação financeira trabalhando como professor em uma escola de ensino médio. Com seu modesto salário sustenta a esposa Skyler (Anna Gunn) e seu filho Walter Jr. (RJ Mitte), que sofre de paralisia cerebral. Walter fica desesperado ao perceber que sua família irá passar necessidades após sua morte e decide que fará qualquer coisa para que eles não sofram com a falta de dinheiro. Impulsionado pelo medo e por desejo de oferecer dignidade à Skyler e Jr. ele começa a usar suas habilidades em química montando um laboratório de drogas com a ajuda de um ex-aluno (Aaron Paul) para financiar seus anseios."
A série é foda! É incrível como depois de 5 temporadas a série ainda tem tanto fôlego, e não só isso, como consegue ficar ainda melhor. Bryan Cranston está incrível no papel de Walter, e é uma ótima experiência acompanhar a transformação de um simples professor de química num traficante "cabra macho". As outras atuações também são ótimas, mas quem segura mesmo a série é Bryan Cranston.
Outro aspecto da série que vale a pena citar é que você vai realmente amar ou simplesmente odiar certos personagens. Sim, digo isso pois muitas vezes me peguei xingando alto um ou outro personagem. É incrível a veracidade de cada personagem, e como o comportamento deles acaba afetando quem assiste de um modo tão intenso que você às vezes deseja de todo coração que o personagem morra.
Breaking Bad é de longe a melhor série da atualidade (pelo menos pra mim). Não percam mais tempo! Assistam!
sexta-feira, abril 26, 2013
IRON MAN 3
Acabei de chegar do cinema e corri pra escrever sobre Iron Man 3, pois quero todas as informações fresquinhas na mente.
Iron Man 3 é um típico filme "pipoca" da Marvel: Uma história legalzinha que serve de pretexto para sequências de ação incríveis e divertidas. Não que isso seja ruim, já que diferente do Batman de Christopher Nolan, o foco não é uma narrativa complexa e profunda, e sim uma trama legal, mas no geral rasa, porém altamente divertida.
O 3º filme do Homem de Ferro se situa depois dos acontecimentos de Vingadores, com um Tony Stark afetado pelo súbito conhecimento de que o universo esconde seres extremamente poderosos e perigosos, além de um evento do seu passado pré-Homem de Ferro que volta para assombrá-lo. Esse choque de realidade muda totalmente Tony Stark (Robert Downey Jr.), e isso já pode ser notado meio que de cara no filme. Mesmo com as costumeiras piadas, podemos notar essa mudança, inclusive sentida na sua relação com Pepper (Gwyneth Paltrow).
Robert Downey Jr. continua incrível na pele de Tony Stark (começo a achar que ele está realmente se transformando no Tony Stark), então não espere uma atuação abaixo do nivel das anteriores (que já eram excelentes). Outro que rouba a cena é Ben Kingsley, responsável por uma reviravolta muito boa (mesmo que bizarra) no enredo, coisa que eu não esperava. O resto das atuações são boas, mas não merecem um destaque maior do que os já citados.
As cenas de ação do filme são impecáveis (uma parte em particular arrancou aplausos e gritos dos que assistiam, mas garanto que quem assistir vai saber qual é, então não vou nem citar aqui), apresentando sequências ótimas, talvez as melhores dos três filmes.
Não é um filme que exige tanto de quem assiste, mas diverte como poucos. Recomendo muito!
sábado, abril 13, 2013
LOLLAPALOOZA - DIA 3
Último dia do Lolla! E começou de
maneira mais preguiçosa que o anterior, nem roda-gigante rolou, fomos direto
para a área de sombra se deitar. Saímos apenas pra ver um pedaço do Wannabe
Jalva, mas achamos melhor “almoçar” e se deitar um pouco mais.
Já perto das 3 da tarde fomos ao
Palco Butantã pra ver qual é a desse tal de Foals, banda bem recomendada por um
monte de gente. Eu particularmente achei uma merda. Pra começar não fui com a
cara de cu do vocalista, e o som não empolgou nem um pouco. E um mongol que
dançava na minha frente só serviu pra aumentar meu ódio. Pior que eu vi essa
merda do começo ao fim.
Já o Kaiser Chiefs, atração no
mesmo palco, detonou! Não tem como não cantar e pular ao som de I Predict a Riot,
Ruby e afins. E durante Angry Mob, o vocalista Ricky Wilson passou a meio metro
de mim quando correu pra subir nas grades. Curto, mas intenso! Agora é hora de
abastecer porque nosso próximo destino é o Palco Cidade Jardim, e vamos ficar
por lá até o fim da noite.
É pedindo licença pra cá, licença
pra lá que chegamos pro show do The Hives, banda que no começo dos anos 2000
entrou no balaio daquelas que iriam salvar o rock. Se salvaram, não sei, mas
que fazem um puta show, ah, isso fazem! De trajes sociais, tocaram um rock’n’roll
pra ninguém botar defeito, nem pra quem tava lá só esperando o Pearl Jam. Pelle
Almqvist é um frontman nato, e conduziu a plateia durante toda a performance da
banda. Parede sonora pra rivalizar com o QOTSA!
No final, eu esperava que o
Planet Hemp atrairia mais gente no outro palco e assim, poderíamos pegar um
lugar melhor pra ver o Pearl Jam, mas não rolou. Mesmo assim, no
empurra-empurra, até que conseguimos um lugar bacana pra ver Eddie Vedder e
cia. Foda foi aguentar uma hora e meia
em pé, sem poder mover um centímetro, já que muitos resolveram esperar sentados,
tomando muito do espaço.
Mas tudo valeu a pena quando o
Pearl Jam finalmente entrou no palco. São 20 anos curtindo a banda, comprando
CDs, vendo apresentações pela TV, e agora finalmente eles estão ali na minha
frente. O set list cobre toda a carreira da banda. Começam e terminam o show
com uma balada –Small Town pra começar e Yellow Ledbetter no encerramento – e no
meio tocam todos os clássicos de Ten, incluem Wishlist, que amo, a totalmente
excelente Betterman, que vem colada a Black, só pra machucar ainda mais esse
meu coraçãozinho, e tocam I Believe in Miracles, dos Ramones. Eddie Vedder é
carismático que só ele, e ainda arranha um português até que convincente. São 2
horas que nunca esquecerei, certamente!
Volto ao hotel morto, mas feliz
da vida! Passo a segunda-feira descansando e relembrando os bons momentos
daquele fim de semana, que não foram poucos, e a noite é hora de pegar o voo de
volta. Ano que vem tem mais!
quarta-feira, abril 10, 2013
LOLLAPALOOZA - DIA 2
Chegamos cedinho no 2º dia, antes
até de começar os shows. Pra matar o tempo, resolvemos dar uma volta na
roda-gigante, afinal era de graça e ainda ganhamos 2 chopes no final. Difícil foi
aguentar meia hora na fila com o sol a pino. Aliás, muitos reclamaram nas redes
sociais, inclusive alguns jornalistas, do tamanho das filas, mas tirando essa
da roda-gigante, eu não tive nenhum problema pra comprar bebidas e comidas ou
ir ao banheiro.
Com o calor bateu aquela preguiça,
então fomos deitar na área de sombra, e a canga que recebi com os ingressos
veio bem a calhar. Ainda numa vibe relax, vimos um pedaço do show do Ludov,
pertinho do palco, para aí então começar o dia.
Bora pro palco Butantã que já já entra
o Tomahawk! Ainda deu pra pegar uma posição ótima pra ver o show de um dos trocentos
projetos do Mike Patton, que infelizmente não fez nenhuma maluquice, como tinha
feito durante a performance do Faith No More no SWU. Rolou uma tentativa de
coro com “porra, caralho!”, mas Patton foi apenas correto. Ainda assim, valeu a
pena ver essa lenda in loco.
Pegamos um pedaço do Two Door
Cinema Club – acho que apareci no Multishow nessa hora – mas preferimos nos
abastecer e guardar energia pra o que estava por vir.
De volta ao Butantã para ver o
Franz Ferdinand no final da tarde. Tocaram todos os hits, incluíram uma nova e
deixaram todos os presentes com um sorriso no rosto. Mas em festivais todos
fazem concessões, e tivemos que sair antes do fim pois...
No palco Cidade Jardim estava pra
começar talvez o show mais fuderoso do evento: Queens of the Stone Age! Falei do
impacto do Flaming Lips no 1º dia, mas aqui essa sensação ganha novos
contornos. Som perfeito, banda afiadíssima, com direito a novo baterista e
faixa que estará presente no próximo disco. O Lobão disse certa vez que o QOTSA
era na verdade uma banda de metal, e isso fica claro ao vivo. Faltou Feel Good
Hit of the Summer, mas quem iria reclamar? Show perfeito!
Ainda fui dar uma espiada no A
Perfect Circle, mas não deu. É clima demais pra pouca substância. E a baixista
tesuda que vi nos clipes nem tá mais na banda! E a pergunta que não quer calar:
como o James Iha, que gravou dois clássicos from the 90’s com o Smashing
Pumpkins e tem um disco solo que é uma fofura se meteu nessa?!
Pra terminar a noite, Black Keys!
Vi de longe, numa boa, copo de cerveja na mão, só curtindo. Apesar do som meio
baixo, deu pra perceber a qualidade da dupla. O Auerbach toca muita guitarra! Durante
as faixas do El Camino, o show deu aquele up, e teve neguinho ensaiando a dança
do clipe durante Lonely Boy. Bom show, mas quem era pra encerrar a noite era o
QOTSA!
Aproveitei mais, cansei menos. Tô
ficando bom nisso!
segunda-feira, abril 08, 2013
LOLLAPALOOZA - DIA 1
O primeiro festival a gente nunca
esquece. Apesar de alguns percalços, afinal estamos no Bostil, foi um final de
semana perfeito, para ficar na memória até o fim dos meus dias.
Tudo começou na sexta-feira, 29.
Chego a São Paulo logo cedo, e do aeroporto vou direto ao hotel, que fica perto
do Jockey Club, local do evento. Depois de algumas bem proveitosas horas de
sono, chega o momento de ir ao festival.
Lá de fora, ainda na fila, ouço o
final do show do Agridoce. Pena, queria ter visto, acho bem interessante esse
projeto da Pitty. Mas não vamos nos lamentar, porque assim que entro está
rolando o Of Monster and Men no palco Butantã, fofura indie pra ninguém botar
defeito. Os islandeses fazem um som que cai bem pra um início de tarde, para
curtir com as mãos pra cima, principalmente durante Your Bones.
Depois é hora de caminhar cerca
de 1 km para chegar ao palco Cidade Jardim e ver o mais que competente Temper
Trap, primeira boa surpresa do festival. E olha que eu nem sabia que Sweet
Disposition era deles! Banda para se conhecer melhor, com certeza!
Já o Cake foi uma decepção. Som
ruim, vocalista falando demais. Preferimos fazer uma boquinha. Ao longe ouvi a versão
de War Pigs, mas o estrago já estava feito. Bora viajar ao som do Flaming Lips!
Wayne Coyne, louco que só ele, entrou
com uma boneca no colo que por sua vez estava conectada a uma rede de fios que
iluminava o palco, psicodelia que casava bem com o som dos caras. Pela primeira
vez senti o impacto sonoro e visual que uma banda de primeiro escalão pode
provocar, e é indescritível!
Depois do intervalinho básico pro
cachorro quente e praquele xixi amigo, vamos de The Killers! Não sou grande fã
dos caras, basicamente gosto apenas dos hits, mas reconheço que ao vivo eles
detonam! Som no talo para Mr. Brightside, Read My Mind, Somebody Told Me e
outros hinos pra galera cantar junto. Melhor que a encomenda!
Cansadaço, coluna me matando, meu
iPod perdido (don’t worry, já encomendei o substituto), mas mais do que valeu a
pena. E foi só o primeiro dia...
sábado, fevereiro 23, 2013
PODER SEM LIMITES
Sim,
assim como meio mundo, estou de saco cheio desses filmes estilo documental,
como Atividade Paranormal e afins. Mas uma boa história nos faz relevar isso, e
é o que temos em Poder Sem Limites (Chronicle no original), filme de estreia de
Josh Trank, com roteiro de Max Landis. Na trama, um trio de adolescentes americanos
– um nerd meio problemático, seu primo metido a filósofo e um típico atleta
escolar – ganham poderes telecinéticos após serem expostos a um artefato
esquisito (que não chega a ser explicado na película). Inicialmente eles usam o
recém-adquirido poder para testar seus limites e fazer pequenas pegadinhas,
tudo filmado pela câmera do nerdão. Mas claro que, com a evolução da história,
as coisas se complicam, pois como diria o tio Ben, com grandes poderes vêm
grandes responsabilidades, e o nerdão acaba fazendo nojeira, nos levando a um
clímax totalmente fodástico, de tirar o fôlego! Grata surpresa, nesse estilo
cada vez mais gasto de falso documentário. Mas deu medinho ao saber que vai
rolar uma continuação...
segunda-feira, fevereiro 18, 2013
DJANGO LIVRE
Sou um fã incondicional do Quentin Tarantino. É só eu ver alguma notícia sobre algum novo trabalho dele que corro pra ver do que se trata, e só um simples rumor já basta para me deixar ansioso. Com Django Livre, o mais recente trabalho do Quentin, resolvi fazer diferente: Li o mínimo possível sobre o filme e não assisti trailer nenhum. Fui assistir no cinema sem saber de nada além do plot básico do filme. E acho que foi essa falta de informação com relação ao filme que me deixou ainda mais surpreso com o resultado do filme. E QUE FILME!
É um típico filme do Quentin Tarantino: Violência desmedida (o que não é ruim, muito pelo contrário), personagens extremamente bem escritos e cativantes, toneladas de referências a outros filmes e muito humor negro, portanto nada que realmente surpreenda, se tratando de um filme do Tarantino. O que realmente surpreende aqui é que o filme é extremamente divertido de se assistir. Em geral, todos os filmes do Tarantino são, mas achei Django mais divertido do que o normal. O filme não tem pressa em contar a história de Django (Jamie Foxx), o escravo que, ao lado de um caçador de recompensas alemão (interpretado pelo sensacional Christoph Waltz) parte em uma jornada para salvar sua mulher, vendida a Calvin Candie (Leonardo DiCaprio), um cruel senhor de terras.
Jamie Foxx é um ótimo Django (nesse momento aproveito para agradecer a Will Smith por ter recusado o papel... Foxx ruleia), tanto nas partes mais sérias quanto nas de humor. Leonardo DiCaprio está ótimo como Calvin Candie, mas quem rouba a cena é Christoph Waltz: Repetindo o ótimo desempenho de Bastardos Inglórios, onde interpretava o cruel Hans Landa, Waltz dá um show como o Dr. King Schultz, um excêntrico caçador de recompensas que ajuda Django a encontrar sua mulher.
Mesmo não se igualando a Pulp Fiction ou Kill Bill, Django é um filmaço. Mais um ponto para Quentin Tarantino.
quinta-feira, janeiro 17, 2013
S&D GAMES: HOTLINE MIAMI
Essa é para os mais saudosistas! Hotline Miami é um jogo de ação em terceira pessoa, mas com visão de cima e graficos e som em 8 bits. Os mais velhos identificarão na hora que se trata de uma grande homenagem aos games do fim da década de 80 presentes no bom e velho Nintendinho!
Mesmo se tratando de um game com aspecto retrô, não pense que a temática será assim. O jogo é uma espécie de GTA Vice City, se passando na Miami do final da década de 80 (pelo menos até o ponto que eu joguei não saimos de 1989). A ação do game é viciante e impecável, onde o jogador tem a oportunidade de pintar a tela com o sangue dos seus inimigos, não poupando nem os cachorros de guarda. O charme do jogo, além de seus gráficos em 8 bits, está no personagem, que sempre usa a máscara de um animal nas missões. Você desbloqueia mascaras novas que conferem habilidades especiais ao personagem durante o game, como matar mais rapidamente seus inimigos ou ver itens secretos nas fases. A trilha sonora é espetacular, embalando o clima de anos 80 do game como em Vice City, só que com um toque bem mais sombrio.
Ah, e você, jogador acostumado com games mais recentes, não pense que vai encontrar facilidade nesse jogo. Ele traz um nivel de dificuldade relativamente alto, o que é muito bem vindo em tempos de games longos, porem faceis demais.
Então, chegou a hora! Baixe logo Hotline Miami e experimente toda a diversão violenta (ou violência divertida) desse jogo viciante!
sábado, janeiro 12, 2013
SOUNDGARDEN- KING ANIMAL
(texto publicado originalmente na Rolling Stone Brasil, edição #74, novembro de 2012; autoria de Paulo Terron)
É como se o Soundgarden nunca tivesse deixado de existir em 1997 e só retornado em 2010: nas 13 faixas de King Animal, Chris Cornell alterna gritos e sussurros, sustentados pelas camadas de guitarra de Kim Thayil, pelo baixo sólido de Ben Shepherd e pela bateria nunca menos que surpreendente de Matt Cameron. Claro, há momentos como "Halfway There", que parecem ter mais relação com a carreira solo do vocalista, mas também há surpresas como "A Thousand Days Before" e seu clima Índia via Led Zeppelin. E se ainda havia qualquer dúvida quanto à vitalidade da voz de Cornell, "Non-State Actor" resolve a questão - é difícil imaginar como alguém com 48 anos - e que passou a vida toda gritando nos palcos - conseguiu cantar a faixa sem destruir por completo as cordas vocais. Mas esse é o clima do King Animal, um murro nos ouvidos dos céticos que bradaram "nostalgia!" quando o Soundgarden resolveu se reunir.
sexta-feira, dezembro 14, 2012
ARGO
Em 1979, a embaixada dos Estados
Unidos no Irã é invadida por revolucionários locais, revoltados com o asilo
dado pelo governo americano ao xá deposto Reza Pahlevi, fazendo 52 reféns. Mas seis
funcionários da embaixada conseguem escapar e conseguem refúgio com o
embaixador do Canadá. A CIA bola, então, um plano no mínimo curioso para
resgatar o sexteto: com a ajuda de Hollywood, criam a produção de um filme faz
de conta – o Argo do título – e os refugiados seriam um grupo com o diretor, a
roteirista e produtores que estariam no Irã à procura de locações para a
película, arrumando assim uma desculpa para trazê-los de volta são e salvos.
Argo é a terceira investida de Ben
Affleck na direção – as outras foram Medo da Verdade e Atração Explosiva – e a
melhor até o momento. Enxuto, com um elenco acima da média, com destaque para o
próprio Affleck no papel de um especialista em retirar reféns e o sempre
competente John Goodman, que colabora com algumas cenas de humor, trazendo um
contraponto a tensão da trama, e retratando bem a época do final da década de
70/início da década de 80 (como é que aqueles óculos enormes eram considerados
bonitos um dia?!), os bastidores de Hollywood e o período explosivo que vivia a
região do Oriente Médio, o filme já é cotado para levar algumas estatuetas na
próxima cerimônia do Oscar. Se vai chegar a tanto, não sei, mas Argo é daqueles
artigos cada vez mais raros que renovam nossa fé na sétima arte. Recomendo!
sábado, dezembro 08, 2012
THE BEATLES – MAGICAL MYSTERY TOUR
(texto publicado originalmente na
revista ESPECIAL BRAVO! BEATLES; autoria de Sergio Martins)
Embora Magical Mystery Tour não faça parte da discografia oficial inglesa dos anos 60, hoje em dia é tratado como um disco normal do catálogo dos Beatles. As seis canções do filme saíram originalmente na Inglaterra em um pacote que abrigava dois compactos duplos e um livreto. Os americanos, que nunca gostaram do formato EP, montaram o álbum usando as canções do filme e para o lado B utilizaram os singles que os Beatles tinham soltado no ano de 1967. Nos anos 70, o álbum foi adotado no mundo inteiro. O filme Magical Mystery Tour não agradou à crítica, mas é difícil achar falhas nas canções. Aqui estão também as últimas incursões dos Beatles pelo universo do psicodelismo. A faixa-título, escrita por Paul, é tão eficiente que até parece um jingle. Paul também escreveu a reflexiva The Fool on the Hill, que logo seria regravada por uma infinidade de artistas. Your Mother Should Know é mais uma viagem nostálgica do baixista. George se incumbiu da atmosférica Blue Jay Way. John veio apenas com uma música para o projeto, mas ela roubou a cena. A bombástica I Am the Walrus, composta depois de duas viagens de ácido, é uma ode à lisérgica, com John abusando de aliterações e citações a Lewis Carroll. Seu sinistro arranjo de cordas e acordes dissonantes ajuda a tornar a música perturbadora. O segundo lado do LP tinha o lendário compacto Strawberry Fields Forever, Penny Lane, o hino da contracultura All You Need Is Love e seu lado B Baby You’re a Rich Man e Hello Goodbye, que fez parte de um single de sucesso com I Am the Walrus do outro lado.
terça-feira, dezembro 04, 2012
MARCADOS PARA MORRER
Depois de um bom tempo sem ir ao cinema (a última vez que fui foi em Batman: The Dark Knight Rises), fui assistir A Possessão. Mas, como o site do cinema da minha cidade estava errado (no site, esse filme estaria em cartaz legendado, mas chegando lá só tinha cópia dublada) fui assistir Marcados Para Morrer. Confesso que não sabia o que esperar desse filme, já que eu não havia visto trailers, nem críticas ou coisas do tipo. Fui às cegas. E acho que foi isso que tornou o filme uma agradável surpresa para mim.
O filme conta a história de dois policiais, Taylor e Zavala, quando eles durante uma patrulha encontram um homem com uma pequena (mas não tão pequena assim) quantia em dinheiro e algumas armas. A partir daí eles começam a desvendar uma rede de crimes ligados à máfia, algo que não era da responsabilidade deles, mas que como bons policiais, eles acabam envolvidos, mesmo correndo grande risco de morte.
O filme é daquele estilo "filmagem caseira" (a justificativa é que as filmagens serviriam para um projeto de Taylor), mas com presença também de filmagem convencional, para as partes onde os policiais não estão com câmeras ou quando as câmeras caseiras poderiam prejudicar a ação.
As atuações do filme estão boas, com destaque para os personagens principais, que em certos momentos chegam a emocionar a plateia, e olha que se trata de um filme policial/suspense, onde isso não é tão comum. Esse filme meio que humaniza os policiais, sem mostrá-los usando uma máscara da lei, sempre durões. Os policiais aqui são retratados de forma mais humana, o que eu achei outro lance legal no filme.
Marcados para Morrer é um ótimo filme, principalmente para quem curte um bom suspense policial! Foi uma surpresa pra mim, e acho que não vai decepcionar quem assistir!
sexta-feira, novembro 23, 2012
FÁBULAS VOL 10 - O BOM PRÍNCIPE
A iminente guerra entre as
fábulas e o Adversário toma cada vez mais corpo nesse décimo volume da série
criada por Bill Willingham. Dessa vez, o Papa-Moscas, até agora um mero
coadjuvante na trama, ganha nova importância ao retomar sua memória, e agora
como o príncipe Ambrose forma seu povoado nas Terras Natais e desafia o Adversário
em várias frentes.
O que mais me surpreende em
Fábulas é seu alto padrão em todas as edições. Não há uma história mais ou
menos, uma saga fraca, nada disso, o enredo é sempre acima – e bem acima – da média.
Seu criador e roteirista Bill Willingham, na maioria das vezes ao lado do
desenhista Mark Buckingham, sempre chega com uma carta na manga para nos
surpreender. Não é a toa que a série é muitas vezes vista como um novo Sandman -
não na temática, mas sim na qualidade. Engraçado que a DC tentou aproveitar o
talento de Willingham em seu universo de heróis, e o resultado foi no mínimo
decepcionante, talvez devido a falta de liberdade criativa dentro do DCU.
Enfim, mais um belo volume dessa
HQ fantástica que vale demais a leitura, e a Panini segue um trabalho fabuloso,
com o perdão do trocadilho infame, ao publicar não só Fábulas mas todos os
demais lançamentos da linha Vertigo. Sua estante nerd agradece!
domingo, novembro 18, 2012
PRA NINGUÉM FALAR QUE DIGO AS COISAS SEM SABER
Esse post é curto, é só pra falar que eu resolvi dar uma chance à saga Crepúsculo, pra saber do que eu falava mal. Não comecei pelo primeiro, apenas estava passando no Tele Cine, e eu sem nada melhor pra fazer resolvi assistir Amanhecer - Parte 1. E EU ESTAVA CERTO O TEMPO TODO, HAAAH! Que filme medíocre, hein? Os diálogos são incrivelmente mal escritos, e não passam emoção alguma! Fiquei impressionado com a quantidade de coisa nonsense que saía da boca daqueles vampiros e daqueles lobisomens! Não houve um diálogo sequer do filme que eu pensasse: "Ok, esse diálogo foi legal". É sempre a cornomansisse do Edward, a pose de comedor do Jacob e a... a... a Bella fazendo figuração.
Os efeitos especiais são outro ponto negativo, sem bem que com uma bomba de filme desse, isso é o de menos. Sério, os efeitos especiais do filme estão pelo menos três anos atrasados, e três anos é muita coisa nesse aspecto! Os lobos não tem escala, uma hora eles parecem gigantes, e na cena seguinte estão visivelmente menores! Quié isso, ô produção?
Os atores? Aaaaaah, os atores... O carinha lá que faz o Edward sempre tem aquela cara de nojinho ou de desconforto, enquanto a linda, mas sem talento Kristen Stewart tem menos expressões que o Plank (foto abaixo) de Du, Dudu e Edu! O lobisomemzinho que talvez ainda tenha algum talento, mas o resto é bem ruim!
Bem, é issaê! Só minhas impressões sobre esse filme para eu ficar com a consciência limpa.
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